A Foto do Momento!

15/06/11



Caros seguidores; eu tinha-vos dito que entre as cerca de 300 fotos que a minha mulher (que felizmente me acompanha com regularidade e tem a paciência de ir registando o que se vai passando) "retirou" do Triatlo de Peniche, uma havia que se destacava, apesar de haver imensas, fantásticas, algumas das quais já foram publicadas aqui. 
No caso, o modelo não interessa para nada; o que realmente fascina é o momento captado. Trata-se de uma fração de segundo, e o que a fotografia tem de especial é precisamente captar esses fragmentos da vida que nos escapam inevitavelmente. Este não escapou. Por ser único, partilho-o convosco.

Abraços triatléticos e até breve, companheiros.

(Foto de Maria João de Carvalho Martins)



3ºL Em Veteranos Acima de 50, Na Corrida de Góios!

12/06/11



(Pódio Vet +50)
Não estava à espera. Mesmo considerando que se tratava de uma prova verdadeiramente popular, com alguns participantes, mas com uma distância já de respeito - 8 kms, segundo a organização. E não estava à espera porque no dia anterior foi o que foi (quem não sabe que leia, s.f.f.) e temia pela constituinte muscular dos meus membros inferiores. Afinal, havia pedalado 7h e meia, ainda não tinha perfeito 24 hrs. Mas, fazia parte do plano. Quer dizer, com Pontevedra no horizonte e à procura da melhor condição e respetiva passagem ao nível 2 da minha forma, esta prova vinha a calhar. Constituía também a primeira prova de atletismo deste já avançado ano e fazia parte do plano para este fds; longo ciclismo e uma corrida a valer. No passado havia falhado a 2ª edição deste evento, também por lesão, mas este ano não escaparia. Pergunto-me; como teria sido sem lesões? Ainda assim, sinto-me feliz por finalmente poder estar nas frentes que eu desejar, correr, pedalar e nadar, e isso é do melhor, companheiros, do melhor. Hoje, voltaria a vestir a camisola do CLUVE. A última vez havia sido na Maratona do Porto!

Este evento ficava a ...100 mtrs da minha casa, imaginem. Quando a runporto me envio um sms para participar na prova deste fds na cidade de Gaia, eu nem hesitei e...a opção era claramente pela corrida caseira; sem custos para o utilizador (1€), sem deslocações, até deu para ir tomar o pequeno almoço no Modelo e tudo!...
A corrida não teve grande estória, a não ser que no início senti alguma ansiedade injustificável, a não ser pela presença de vários alunos e ex-alunos da minha escola. Mexe sempre um pouco connosco saber que estamos a ser...avaliados, de alguma maneira. Para os vizinhos foi uma surpresa, ver-me ali noutros trajes. Vêem-me correr, é verdade, mas nunca em corridas. 

Após a partida, foi sempre a dar, o que se pode, claro. Ainda assim, vi-me logo no grupo da frente, mas onde já se destacava um simpático companheiro com quem amiúde me cruzo, ele a correr e eu de bicla. Hoje estávamos os dois no mesmo plano. Quer dizer, ele bem mais rápido, eu bem mais lento. As distâncias entre os elementos que comigo seguiam foram-se acentuando logo no início e eu acabei por fazer uma corrida solitária; longe do que me antecedia, onde até à 3ª de 4 voltas ainda o via lá ao fundo, mas muito distante também dos que me seguiam. O facto insólito foi ter dado uma de avanço sobre uns putos novos, ex-alunos lá da escola...nova pergunta: mas o que é que esta juventude anda a fazer? 
O tal companheiro acabou por vencer, com larga distância para todos os outros. Eu classifiquei-me em 3º L no escalão e acredito que deva ter ficado nos 10 primeiros. Senão, muito perto disso.
(Sabia bem, sabor doce...)
No final, a alegria de fazer um trote de recuperação até à porta de casa e avisar a mulher para vir fazer a reportagem fotográfica. 

Logo, publico todas as imagens recolhidas no facebook.

Boa semana, companheiros.


Randonneur Minho - 200 kms: Espetáculo!

11/06/11



(Foto da Chegada)
O dia amanheceu cedo, para mim; 6 hras e estava a levantar o esqueleto da cama. Olho para o lado e nem piu. Tenho sempre este peso na consciência, saber que a vou deixar só, protagonizando o lado menos bom destas coisas. Mas, poderia ser de outro modo? Não pode, a não ser que ela também pedalasse, assim. Não pedala, fica em casa, novamente, com o coração nas mãos, porque ao virar na curva ou em plena reta, o azar pode estar escondido atrás de uma árvore ou de uma pedra ou de outra coisa qualquer.
Cinco minutos para as sete, já o sol se espreguiçava no lençol do céu e eu não vislumbro ninguém. Parece-me que o plano de concretizar um treino de 200 kms a pedalar vai ter de ser em modo solitário, e não aproveitando a companhia de outros malucos que, como eu, desejem fazer da bicicleta o meio de diversão durante longas horas. Mas não. Afinal, já estavam todos, ou quase, equipados a rigor, vestindo o "pirilampo" como as regras do randonneur o determina, assim como outras coisas. Um briefing introdutório e está feito, estamos prontos para andar. Entretanto, surpresa minha, algumas caras conhecidas entre os cerca de 10 participantes. Não estava à espera, mas uma certeza foi-se constatando ao longo do trajeto; ninguém "pode" participar num evento destes se não estiver preparado. Por outras palavras, não é para quem quer; é para quem pode e quer, que é bem diferente. 

A volta confirmou-se muito generosa nas paisagens, As estradas escolhidas revelaram-se em muito bom estado. As terras de renome (Ponte de Lima, Monção, Ponte da Barca, Arcos de Valdevez, Valença, Caminha, Viana do Castelo...). Algumas subidas a lembrar uma prova de ciclismo. Aí, o pessoal marimbou-se para o conceito (ou talvez não) e cada um tentou de dar o seu melhor. Afinal, aquilo que eu poderia temer, isto é, que talvez pudesse ser uma seca, não se revelou, antes pelo contrário. Cada um vai no seu ritmo e fará pela vida. Todos decidimos que não iria ser totalmente assim, e esperámos sempre por toda a gente nos pontos de controlo, 
que existiam por causa do brevet. E aqui vou confessar-vos alguns pormenores anteriores à "provação": procurei, como sempre faço em todos os eventos onde participo, regularizar a minha inscrição. Simplesmente, as exigências com a prova do seguro torna isso quase impossível para quem já está seguro como nós, triatletas e não só. É que é preciso uma declaração da companhia seguradora com os trâmites todos em que o seguro foi redigido, coberturas afins e etc. Ora, apesar de tentar junto da federação que me fornecessem uma coisa dessas, é impraticável. Resultado, como estava segurado, participei esquecendo o brevet e poupando 10€. Ninguém levou a mal e lá nos divertimos todos.
(Palácio da Brejoeira)
Ao longo do trajeto, houve tempo para o dinamizador, cuja presença em vários outros BRM lhe dá a autoridade necessária, ir explicando o que realmente se passa a nível internacional com o "randonneurs". É impressionante; há "caramelos" que fazem a "coast to coast" dos EUA dormindo 4 horas por dia!!! Há distâncias de 1000 e muitos quilómetros em que pedalar toda a noite é o prato do dia. Quer dizer, não é pêra-doce. Não é algo que se possa menosprezar, e no seu ritmo, no ritmo de cada um, só vos digo que é muito, mas muito exigente, a fazer lembrar os ultra trails. Ah! pois é. Hoje, os 200kms foram um aperitivo. Realmente, o ser humano arranja cada forma de se pôr à prova!...
O convívio foi muito bom, pessoal à maneira. Bom, quem se mete nisto já está "formatado", digamos assim, e isso facilita imenso porque à partida a seleção faz-se, naturalmente. Em Valença, parámos para comer uma espécie de almoço. Aí, fiquei igualmente impressionado com a quantidade de pessoal que se faz à estrada para celebrar os "Caminhos de Santiago", btt. Chegados ao último ponto de controlo, em Caminha, faltavam-nos pouco mais de 50 kms. O vento iria ser nosso aliado e pouco mais à frente, quando ele estivesse bem por detrás, haveríamos de ciclar a mais de 50 kms/hra durante várias vezes.  
E pronto! Finalmente em casa, num registo de 209 kms, 7hras e meia a ciclar, 3741 calorias gastas, 63% da capacidade máxima, média de 27,8 kms/hra, 128 de pulsação média e não digo a máxima porque não é possível, teria caído para o lado. A altimetria parece que terá sido um acumulado superior a 3000 mtrs. A seguir, banheira para "crio" e uma lasanha (quase) só para mim. 

Companheiros, abraços triatléticos. 


Campeonato Nacional A-G, Peniche, em Imagens!!

08/06/11



As provas de triatlo têm duas faces, neste blogue: a das crónicas e a das imagens, quando a minha cara metade me acompanha, como foi o caso em Peniche. Houve fotos muito boas, mas uma irei guardar para mais tarde, dado a raridade da mesma. É uma foto claramente candidata a um prémio. Não estou a  brincar. Entretanto, divirtam-se com as fotos, enquanto aguardam por Oeiras.

Abraços triatléticos, companheiros.


Antes




Durante



Após



Peniche: Fui Feliz Aqui!

05/06/11



A noite já vai longa, mas a adrenalina ainda aqui anda. Depois de uma jantarada em casa de familiares e muitas aberturas da cavidade bocal, meio disfarçadas, umas, descaradas e sem vergonha, outras, resolvo escrever para ver se isto acalma um pouco. Na verdade, as emoções soltaram-se neste meu regresso às competições triatléticas e naturalmente a excitação só pode desaparecer após algum tempo. Portanto, vamos lá aproveitar o tempo e fazer algo de útil com ele.
Hoje não irei dissertar sobre os vencedores das provas, antes sim centrar as atenções em mim e reportar o que de bom e menos bom senti neste meu regresso. Assim, arrisco-me a proferir menos disparates.

Não poderia estar melhor tempo para a prática da modalidade; excelente temperatura, vento nada incomodativo e água do mar tipo piscina. A decisão de almoçar na bela e histórica e turística cidade de Peniche terá sido uma ideia muito bem acertada. O peixe convidava a um repasto de se lhe tirar o chapéu e entre tantas dúvidas, optei pelo salmão. A esposa pelo peixe espada. Em ambos os casos excelentes decisões. Rapidamente nos apercebemos de que há certamente acerto nos preços entre os comerciantes do metiê. Logo, aqui ou ali terá sido uma questão aleatória.
A ideia era almoçar cedo, dar uma voltinha revendo os lugares de outrora e sentir o ambiente para à hora da abertura do parque de transição colocar lá a tralha. Porém, o calor não convidava a expôr os materiais tanto tempo ao sol, de modos que adiei mais lá para a frente, no momento em que decorria já o aquatlo previsto.
E o inevitável aconteceu. Rever "velhas" caras, os cumprimentos da ordem, mais a boa disposição que impera cada vez mais e melhor nos entretantos do triatlo é algo que dificilmente se encontrará noutra modalidade. Esta é uma mais valia, até porque quem vem chegando ao "meio", como eu, está "obrigado" a ser assim, companheiro do próximo. É fantástico. Como especial foi finalmente! dar aquele abraço ao David Caldeirão, esse campeão de fora para dentro e de dentro para fora. Como especial foi rever novamente todos aqueles protagonistas do povo do triatlo que vão incutindo a todos o espírito da modalidade. Não irei destacar nomes, até porque eles sabem muito bem quem são. Mas, ainda há outro destaque que tenho de fazer; é que pela primeira vez este ano me juntei à minha nova família (mais uma) - O Fonte Grada. Que delícia estar com estes "jovens" todos, cujo sentir saudável se transpira por todos os poros imagináveis de cada um. Fui recebido de braços abertos e só desejo poder retribuir com a minha presença nos eventos vindouros que estão para aí agendados.

Quando olhei para as primeiras boias, talvez fruto do afastamento temporário da modalidade, achei que estariam muito próximas. Comentei com a minha mulher que assim sendo iria "voar". Na realidade, estavam a marcar  o percurso o aquatlo, santa ingenuidade, cuja distância se cifrava pela metade, isto é, 300 mtrs. Era bom, era, mas não era a mesma coisa. Quando me preparei para a partida, já as bóias estavam no lugar devido, tive a sensação de que estaria no lugar errado da partida. Iria ser muita confusão e não queria andar à batatada logo na minha primeira prova da época. Assim, resvalei para o lado das senhoras, onde já se encontravam outras "boinas vermelhas". Seriam alguns segundos apenas, mas bastaria um pontapé para transformar uma tarde em cheio numa tarde decepcionante. Não estava disponível para abdicar da alegria que me contagiava. O segmento de natação decorreu ao meu melhor nível, exatamente como o de Gaia no ano passado. Senti que havia muita gente à minha volta e isso seria bom sinal. A transição para o ciclismo, estreando pela primeira vez sapatos específicos e deixando para trás os encaixes de btt (já era tempo, eu sei) não decorreu como o esperado, antes de acordo com a falta de treino para o efeito. Demorei um bom bocado a encaixar tudo no sítio certo e lá se foram algumas metades de minuto ganhas na água. 
O ciclismo não foi difícil, nem fácil. Tinha zonas rápidas, tinha zonas mais lentas, mas cujos andamentos não sofria grandes amplitudes de ritmo, nem grandes desmultiplicações. Ainda tentei acompanhar alguns colegas de clube que entretanto me alcançaram, mas acabei por lhes perder a roda. Juntei-me a outros. Um deles, um companheiro do Sporting da Golegã, que foi muito simpático na entreajuda. Os dois acabámos por alcançar um Praças da Armada que nos tinha fugido, o Vasco Soares. Já próximo do final, éramos um grupo interessante, logo na altura em que o segmento iria terminar. Talvez nos juntemos num Olímpico. Aproximação à zona de transição e desta feita as coisas correm melhor com os sapatos. 
E agora a dificuldade maior, aquela parte em que eu tenho carregado a cruz que me faz dobrar a espinha amiúde. A corrida foi sofrida, já o esperava, especialmente no início. Os companheiros de ciclismo foram-se todos, menos o da Golegã, penso. Claro que vi passar o Manuel Gonçalves sem qualquer possibilidade de resposta. E mais o Mário Sousa, ambos do meu escalão, mas que fazer? Isto não dava para mais. A última volta foi mais rápida, queria acabar. Ainda tentei evitar que um companheiro em especial me ultrapassasse já próximo da meta, mas não tinha capacidade de aceleração. Muito bom estava a ser, pensava. E de facto assim foi. O tempo final de 1:14:47 terá sido o meu melhor tempo de sempre em provas sprint. Não tenho muitas, também é verdade, mas superei o registo de Gaia que se constituía até aqui como a melhor referência., mesmo atendendo a que cada prova tem as suas carateristicas. Agora, já posso dizer que estive no evento triatlético mais antigo de Portugal e que finalmente participei no Campeonato Nacional de Grupos de Idade.
Não voltarei para participar em Oeiras. A crise não o permite. Estarei, isso sim, em Pontevedra, para orgulhosamente envergar as cores do nosso País. Assim os gémeos se continuem a portar como ultimamente. 
Ah! Os meus parabéns ao António Raposo que venceu o meu escalão com imensa categoria. Concluo que se ...eu não teria nascido.

Hoje, tenho de abalar cedo para poder ir votar e com isso dar um valente pontapé eleitoral em quem vocês sabem.

Amigos, companheiros, familiares...abraços triatléticos e até breve.



Campeonato Nacional A-G em Peniche: Previsão do Tempo e Lista de Inscritos.

03/06/11



Foto: amigos-de-peniche.blogspot.com
Meus caríssimos seguidores, a novidade na lista de inscritos está na presença do meu nome, para mim, claro, naquele que será um dos triatlos mais emblemáticos do País.  Mas, já lá iremos. Antes, é forçoso associar-me a algumas tentativas, que embora tímidas, têm um cariz altamente significativo na projeção de Peniche como a terra onde tudo terá começado. Podendo ser contestado ou não, o certo é que faz falta evocar momentos do passado para que ninguém os esqueça e para que aqueles que vão chegando à modalidade percebam as suas origens para melhor compreender o esforço daqueles que procuraram e conseguiram semear aquilo que é a modalidade hoje. Nada na nossa vida terá qualquer significado se não tiver história, nada na nossa vida terá qualquer valor se a não valorizarmos. 

Sobre a prova, nunca a fiz. Parece-me que os percursos serão na sua base os mesmos do ano transato. Sendo esta a minha primeira prova de triatlo da época, nada posso esperar a não ser divertir-me com o meu suor na ânsia do melhor. O resto falarei depois. A preparação está nesta fase mais virada a Pontevedra, mas não irei "passear na avenida". Darei, como sempre o faço, o melhor de mim mesmo no momento, seja ele qual for. 
A lista de inscritos é imeeeeeeeeeeennnsa. Tanto que certamente haverá partidas separadas. E obviamente, todos interessados em chegar à frente. Isso transpira-se, mas nem todos conseguirão. Sem drama.
O tempo prevê-se acolhedor para todos os participantes; temperatura excelente para a prática, vento...algum, mas nada de outro mundo, meio nublado, meio solarengo. Vai ser um espetáculo.

Amanhã, a seguir a 15' de natação, arranco para a minha terra natal. Sábado conto almoçar um peixinho bem saboroso em terra de pescadores, precisamente onde há mais de 25 anos muitos malucos se atiraram à água para provar que era possível lançar uma modalidade hoje emergente e que será nos dias de hoje das mais atrativas das que se podem praticar. 

Deixo-vos os links e votos de boa prova, caros companheiros. Até breve.




S. Jacinto Deu Triatlo Longo Nível Avançado!

02/06/11



A 3ª Etapa do Campeonato Nacional de Triatlo Longo, disputada em domingo último, na localidade de S. Jacinto, paredes meias com a belíssima cidade de Aveiro, revelou, em termos gerais, que os triatletas portugueses, de lés a lés, isto é, profissionais e amadores, jovenzinhos e velhinhos, estão a dedicar-se à sua preparação de forma cada vez mais eficaz, fato comprovado pelos tempos registados. O que cria uma expetativa muito interessante para os Europeus A-G, a realizar proximamente em Pontevedra, Galiza.
Os vencedores são sobejamente conhecidos, mas não posso deixar de reparar na excelente prestação de Hugo Ventura, que poderá ter dado excelentes indicações para as variantes mais longas da modalidade. Ele que é um atleta de grande capacidade de sofrimento, poderá seguir as peugadas de Pedro Gomes e, quiçá? juntar-se-lhe na projeção do triatlo português além fronteiras. Este vaticínio está imbuído apenas da minha reflexão pessoal, já que anda falei com o Hugo. Acredito também que a sua vida académica possa falar-lhe mais alto. É que medicina e triatlo rivalizam, e de que maneira, na disputa do tempo. Seja qual for a sua decisão, será bem sucedido, acredito. 
Outro destaque vai para o meu companheiro de clube, o V3 António Moura, cuja prova foi fantástica, com um tempo de invejar muito boa gente mais nova. Depois, é como já escrevi; muitos atletas em grande forma. 
A nível feminino, a Vanessa Pereira confirma-se como uma referência no género e na variante longa. O nosso País tem falta de mulheres a este nível. Vamos ver o que o futuro nos revela.
Agora, quero referir um aspeto que considero de discussão relevante. Esta semana a nossa federação anunciou oficialmente o cancelamento de várias provas que se encontravam inicialmente agendadas, algumas já não terão sido novidade. Porventura, estará na altura de os clubes, juntamente com as entidades locais, municipais e/ou outras,  organizarem-se para promoverem provas que de outro modo irão desaparecendo do mapa triatlético nacional. E falo concretamente de provas de longa distância, mesmo considerando os aspetos logísticos que lhes estão associados. O repto que lanço daqui vai precisamente nesse sentido. S.Jacinto comprovou que o triatlo longo cada vez tem mais pernas para andar, em Portugal. Faltam mais eventos. A experiência relatada por aqueles que vão estando presentes é de satisfação plena pelos efeitos psicológicos que esta distância proporciona.  E a propósito, recordo aqui uma interessantíssima iniciativa que o Peniche AC levou por diante no ano passado e que mais não era que um triatlo longo. 
Também não sei se para oficializar este tipo de inciativas ou simplesmente melhor agilizar a organização de eventos e outros aspetos relacionados com a modalidade, se não seria igualmente interessante fundar uma associação de triatlo em Portugal, promovendo assim o associativismo entre as gentes da modalidade. Enfim, acho que a inciativa privada pode ter uma palavra a dar nestes tempos de crise. Não vou querer alongar-me muito mais, até porque ao refletir sobre o calendário ressaltam-me outros aspetos importantes que merecem ser esmiuçados. Mas, vou deixar esses aspetos para outras "núpcias".

Até breve, companheiros.