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Superstição? Não! Mas...

30/06/13




E quando se tem tudo pronto e se resolve ir adiantando algumas tarefas e acontece qualquer coisa, aquela coisa que podia ter acontecido em qualquer lado, em qualquer lugar, noutro dia qualquer, noutra hora qualquer mas que vai acontecer mesmo quando não era suposto acontecer naquele momento, depois de tudo ter batido certo? Pois é. E lá se foi o plano por água abaixo. Eu cá não sou supersticioso, mas que me acontecem coisas de bradar aos céus...Bom, que todos os contratempos sejam como estes, com este tipo de danos.

Companheiros, lamento não ter podido estar convosco, mas há coisas que são mais fortes que nós. Oxalá se tenham divertido. 

Abraços triatléticos.


Pedrógão Grande Vai ser Fogo?

28/06/13




Quando consultei a previsão do tempo para Tábua, no meu syte preferido, fiquei um bocado alarmado. Mas, contrariamente aos 37º previstos para aquela vila, Pedrógão Grande não será, a avaliar pela antecipação do tempo, mau de todo, atendendo às circunstâncias meteorológicas actuais, especialmente para o interior do País.
E pronto! Vamos lá assar um pouco, nesta que vai ser a minha segunda incursão neste triatlo, terra que constitui uma referência especial, pois foi lá que há precisamente quatro anos concluí o meu primeiro evento de triatlo. Logo ficou a ideia de que não era uma prova fácil, mas depois de cortar a meta em Penacova (!) fiquei com a certeza de que Pedrógão até que não era assim tão castigador. Mas, não. É uma prova de dificuldade acima da média, para o quadro competitivo nacional e para a distância sprint. 
Não haverá, na minha cabeça, muitas mais coisas a dizer a não ser que estava à espera de mais gente na linha de partida, mas é possível que a crise "ajude" nestas contas ou, ao invés, a lista não esteja actualizada.
E bom, desta vez irá haver mesmo triatlo. A não ser que o alcatrão derreta ou...

Companheiros, abraços triatléticos e até breve.




Atletismo Master "Cidade de Coimbra" - Divulgação.

20/06/13






Triatlo Com Espinho Encravado!

17/06/13



Havia escolhido Espinho para me reintroduzir nos eventos de triatlo em terras lusas por razões de interesse de planeamento mas também orçamental, e porque desejava voltar a conviver com as diferentes famílias da tribo nacional. Porém, tinha presente que as duas edições anteriores estiveram sempre envoltas em dificuldades na realização da prova no formato anunciado. Sábado não foi excepção e o que temia aconteceu; gastar dinheiro para "nada". Isto é, o objectivo de "meter" mais um andamento triatlético no corpo falhou redondamente. O que me faz pensar se valerá a pena insistir num evento com características para falhar! Por outro lado, e atendendo à minha recente experiência em terras galegas, e aqui relatadas, esta prova deixou um sabor amargo ao nível organizativo. Pode-se e deve-se fazer melhor. É preciso faazer melhor. Para isso, importa que a coordenação entre estas três entidades (FTP, organização local e autoridades) se faça num patamar mais elevado de responsabilidade. E por aqui me fico.

Sobre a prova? Digamos que ontem não estava com o meu bio-ritmo no ponto e apercebi-me disso assim que acordei. Mas, estava determinado a cumprir o plano, mesmo considerando que o risco de haver um pseudo triatlo, como acontecera na primeira edição, era forte. Durante a semana fui acompanhando a evolução do vento e atendendo a que Espinho e Esposende não serão assim tão diferentes, para mais com desvantagem para Espinho, estive sempre na dúvida entre ir ou ficar. Apelou mais forte a saudade.
Já em Espinho e com a prova aberta a decorrer, a sombra do duatlo começou a fortalecer. O estado do mar justificava a decisão. Ainda se vestiu o fato, ainda se colocaram as toucas e se experimentaram os óculos, mas não...as boias não se seguravam no mar e ia mesmo haver o formato de recurso: 1,5kms corrida + 20 kms bicicleta + 5 kms corrida. Mudou o cenário, mudou a activação. Tudo num ápice e num ápice tudo começou a galgar para uma légua com o credo na boca. A mulher dizia-me no final que tinham chegado todos afogueados ao parque de transição. O caso não era para menos. É que correr abaixo dos 4'/km é dose, pelo menos para mim. Pelo caminho deu para entender que de facto há sinais que são para ser respeitados e ontem não era bem o dia.
O ciclismo serviu para recuperar várias posições, especialmente na zona ascendente, e só na última volta alcancei um grupo onde iam algumas caras que normalmente ficam mais para trás. A última corrida terá sido o segmento mais homogéneo, digamos. E se a distância estiver correcta, terei alcançado finalmente o propósito na distâncial. O meu garmin diz que não, que ainda faltaram uns metros aos 5 kms.
O resultado final foi um 56º lugar, mais ou menos a meio da tabela, e 1º V3, entre...mais ninguém!

Pelo facto, fui chamado a subir ao pódio e estar perante o caricato luso de receber um medalha que teria de devolver porque era apenas para a fotografia com as entidades locais. A federação tratará depois de reparar etc e tal, rebéubéu pardais ao ninho...Sem comentários!

Companheiros, está na altura de me dedicar a Caminha, onde muita gente conta estar presente, pelo que me vou apercebendo. Até lá, vai ser suar e descansar. Pelo meio ainda haverá qualquer coisa, não se cá ou lá. Abraços triatléticos.


V3: um escalão excepcional!

12/06/13



Pódio do escalão V3 no CNI duatlo G-I  2013: da esquerda para a direita, Carlos Gomes, António Horta e Carlos Sousa
De regresso às lides do triatlo e ao meu escalão actual, deparo-me com a necessidade de aquilatar do meu real valor. Ter bebido da fonte, fez-me desejar lá voltar, mais vezes, e, quando em casa, muitas são as vezes em que o "se" resvala da minha consciência e paira no ar, perante a interrogação. Agora, não haverá interrogações. Estarei lá para provar todos os "ses", até me confrontar com a verdadeira realidade. 
O escalão V3 é um escalão de excepção, com gente excepcional. São vários os atletas de alto gabarito que neste grupo etário convivem em forte competição. Logo à cabeça, há dois nomes que podem brilhar em qualquer palco mundial de triatlo: António Horta e Carlos Gomes! Se ao nível da natação e do ciclismo o seu rendimento pode ser considerado como que "humano", já o seu nível de rendimento em corrida é de fazer inveja a muita gente de todas as idades. Alguém conseguir intrometer-se neste duo é tarefa ciclópica e só ao nível do duatlo é que alguns nomes conseguem aqui e ali fazê-lo. Numa segunda linha teremos o António Moura, Óscar Pereira, Joaquim Fernandes e Fernando Correia. Talvez Paulo Renato Santos e Carlos Manuel Silva, também. E numa terceira linha, penso encontrar-me, juntamente com Manuel Gonçalves e João Santos, entre ainda outros. Ora, para conseguir voltar à tal fonte, no mínimo terei de conseguir estar ao nível da designada segunda linha. Claro que estarei aqui a misturar triatlos, porque uma coisa é o rendimento num triatlo sprint, outra num  triatlo olímpico e outra bem diferente é o triatlo longo, onde descobri o verdadeiro sentido da modalidade.
A minha tentativa é sempre a mesma: a busca da realidade. Isto é, sou por natureza um realista e pouco tenho falhado nas previsões que faço sobre mim mesmo, no que respeita a distâncias e tempos.
Ainda há pouco tempo decorreu em Peniche o Campeonato Nacional de Grupos de Idade e uma vez mais o pessoal V3 de topo provou que ainda tem lugar no nível mais alto do escalão que o antecede, assim como rivaliza igualmente com o pessoal de outros escalões mais jovens. E assumindo-me como realista, importante mesmo é poder competir, conviver com estes e outros atletas de alto nível e poder fazer de cada evento um momento de realização pessoal e de festa, portanto. O resto é vida pura.

E aproveito para daqui lançar uma ideia que mais não é que transportar para Portugal aquilo que países mais evoluídos na modalidade há muito fazem: criar uma federação nacional de triatlo age group! Porque é uma pena que atletas de tão elevado nível, mas também todos aqueles que gostariam de representar a nação em eventos por esse mundo fora, fiquem de fora dos grandes palcos internacionais da modalidade, precisamente para todas as idades. A criação de uma federação ou o desenvolvimento de uma secção autónoma dentro da própria federação preocupada apenas com os age groups, poderia criar condições favoráveis a uma maior participação e a uma maior dinamização dos escalões de competição referidos.

Nota: a esta hora acabo de ter conhecimento do falecimento de Carlos Sousa, que na foto ocupa o 3º lugar do pódio da foto publicada, respeitando o campeonato nacional de grupos de idade,de duatlo, disputado em Almeirim, no passado dia 25 de Maio. É um momento de grande tristeza. Que a sua alma descanse em paz.

Companheiros, abraços triatléticos.



My Name Is João and I FEEL ALIVE!!!

07/06/13



Pódio V2 Trail Forjães


É mesmo assim que me sinto! Depois de ter passado as passas do algarve ou o cabo das tormentas ou outro dito popular qualquer que traduza o desespero de alguém em desejar fazer uma coisa de que muito gosta mas que se sente impedido quase como por embirração, sinto-me...bem! É melhor ficar apenas assim para não dar azar, como diria um companheiro do peito aqui há algum tempo.
Esta incursão, ligeira, pelo trail, há muito que estava pensada, só faltava saber quando. Surgiu desta feita a oportunidade e "lá vai ele". Sobre a experiência, várias conclusões interessantes e umas dores novas que nunca havia sentido em corrida. Os quadricipedes (nunca sei como é que hei-de escrever este nome, raios os partam) sofrem muito.  Logo, trail é um tipo de corrida a pé muito diferente. Com algumas coisas importantes a reter, uma delas logo à cabeça é que não é compatível com  períodos críticos de competição em triatlo.  Os riscos são elevados. Ou se faz uma coisa, ou se faz outra. Como alternativa de competição em períodos preparatórios ou pré competitivos, interessante. Como diversão, muito interessante.
A surpresa estava reservada para o final. Já tinha sentido durante a corrida que em termos gerais estaria razoavelmente classificado, coisa que o 32º lugar veio confirmar. Mas, trazer uma lembrança para casa, para mais toda gira, fruto do 3º L no escalão, estava longe de me passar pela ideia. Como dizia aqui há tempos ao amigo de Ovar, o Hugo, é gratificante e um estímulo e lá que sabe bem, claro que sim, mas não o mais importante.

Isto está a começar...

Companheiros, abraços triatléticos e...até breve!