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V3: um escalão excepcional!

12/06/13



Pódio do escalão V3 no CNI duatlo G-I  2013: da esquerda para a direita, Carlos Gomes, António Horta e Carlos Sousa
De regresso às lides do triatlo e ao meu escalão actual, deparo-me com a necessidade de aquilatar do meu real valor. Ter bebido da fonte, fez-me desejar lá voltar, mais vezes, e, quando em casa, muitas são as vezes em que o "se" resvala da minha consciência e paira no ar, perante a interrogação. Agora, não haverá interrogações. Estarei lá para provar todos os "ses", até me confrontar com a verdadeira realidade. 
O escalão V3 é um escalão de excepção, com gente excepcional. São vários os atletas de alto gabarito que neste grupo etário convivem em forte competição. Logo à cabeça, há dois nomes que podem brilhar em qualquer palco mundial de triatlo: António Horta e Carlos Gomes! Se ao nível da natação e do ciclismo o seu rendimento pode ser considerado como que "humano", já o seu nível de rendimento em corrida é de fazer inveja a muita gente de todas as idades. Alguém conseguir intrometer-se neste duo é tarefa ciclópica e só ao nível do duatlo é que alguns nomes conseguem aqui e ali fazê-lo. Numa segunda linha teremos o António Moura, Óscar Pereira, Joaquim Fernandes e Fernando Correia. Talvez Paulo Renato Santos e Carlos Manuel Silva, também. E numa terceira linha, penso encontrar-me, juntamente com Manuel Gonçalves e João Santos, entre ainda outros. Ora, para conseguir voltar à tal fonte, no mínimo terei de conseguir estar ao nível da designada segunda linha. Claro que estarei aqui a misturar triatlos, porque uma coisa é o rendimento num triatlo sprint, outra num  triatlo olímpico e outra bem diferente é o triatlo longo, onde descobri o verdadeiro sentido da modalidade.
A minha tentativa é sempre a mesma: a busca da realidade. Isto é, sou por natureza um realista e pouco tenho falhado nas previsões que faço sobre mim mesmo, no que respeita a distâncias e tempos.
Ainda há pouco tempo decorreu em Peniche o Campeonato Nacional de Grupos de Idade e uma vez mais o pessoal V3 de topo provou que ainda tem lugar no nível mais alto do escalão que o antecede, assim como rivaliza igualmente com o pessoal de outros escalões mais jovens. E assumindo-me como realista, importante mesmo é poder competir, conviver com estes e outros atletas de alto nível e poder fazer de cada evento um momento de realização pessoal e de festa, portanto. O resto é vida pura.

E aproveito para daqui lançar uma ideia que mais não é que transportar para Portugal aquilo que países mais evoluídos na modalidade há muito fazem: criar uma federação nacional de triatlo age group! Porque é uma pena que atletas de tão elevado nível, mas também todos aqueles que gostariam de representar a nação em eventos por esse mundo fora, fiquem de fora dos grandes palcos internacionais da modalidade, precisamente para todas as idades. A criação de uma federação ou o desenvolvimento de uma secção autónoma dentro da própria federação preocupada apenas com os age groups, poderia criar condições favoráveis a uma maior participação e a uma maior dinamização dos escalões de competição referidos.

Nota: a esta hora acabo de ter conhecimento do falecimento de Carlos Sousa, que na foto ocupa o 3º lugar do pódio da foto publicada, respeitando o campeonato nacional de grupos de idade,de duatlo, disputado em Almeirim, no passado dia 25 de Maio. É um momento de grande tristeza. Que a sua alma descanse em paz.

Companheiros, abraços triatléticos.


2 comentários:

Fernando Carmo disse...

Gosto!

david caldeirao disse...

ummm..., isso parece-me um piscar de olho ao podio V3 para o triatlo de Caminha!? e se calhar nem está assim tão longe, tendo em conta que os "sprinter's" não vão lá estar!!! treinar com cabeça e regularidade..., dia 14 de julho estamos lá para fazer as "contas" ;)
secção autonoma de triatloAG??? até faz sentido e era para ai que se estava a caminhar..., agora já não sei!!!