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Neuroma de Morton

26/11/10



É muito provável que o problema que vem afectando a planta do meu pé esquerdo,  há algum tempo a esta parte, tenha esse nome, citado em epigrafe e digno de um verdadeiro atleta qualquer. Dispensava, mas o pé não está de acordo e terei de lhe fazer a vontade. Ainda não é certo que se trate daquele problema, uma vez que falta completar o diagnóstico. De acordo com as queixas apresentadas, também poderá tratar-se de fractura de stress. Mas, relacionando as queixas com os sintomas, ainda os factos conhecidos e a pesquisa cá em casa realizada, tudo aponta para aquilo: Neuroma de Morton. A ressonância magnética, mais uma, acompanhada de ecografia à região lesada, irão despistar todas as dúvidas. Será a conclusão do diagnóstico. Uma vez mais, estou nas mãos do Dr. Helder Pereira. Não estaria melhor acompanhado, asseguro-vos.
E se vos trago aqui este "sujeito", seu neuroma, é porque vos poderá vir a ser útil alguma da informação que passarei a partilhar convosco.

Descrição do Neuroma
O Neuroma de Morton é um tumor de origem benigna, localizado ao nível de um dos nervos interdigitais do pé, nervos esses responsáveis pela transmissão das sensações dos dedos que inervam. Na verdade, não será tanto um tumor, antes um espessamento do tecido que envolve o nervo. Segundo o resultado das pesquisas, também poderá ser apelidado por neuroma interdigital, neuroma metatársico ou ainda neuroma do antepé. Normalmente, esta inflamação ocorre entre o 3º e 4º metatarso, mas também poderá ocorrer entre o 2º e 3º metatarso (parece-me ser o meu caso) ou até entre outras inervações do metatarso, mas com menor incidência. Acima de tudo, está dependente da afectação da região do metatarso perante as acções contínuas de pressão/stress a que a região fica sujeita, aumentando assim a sua compressão nervosa.
As pessoas mais sujeitas ao aparecimento desta patologia são os corredores, devido à sobrecarga da região metatársica, pela acção biomecânica propulsora decorrente do acto de correr, mas também as mulheres, devido ao uso sistemático de sapatos estreitos e com tacão alto. Pessoas com excesso de peso também têm um prevalência considerável no aparecimento desta patologia, pelo consequente aumento da pressão na zona referida.
Os sintomas são variáveis, mas incidem especialmente no aparecimento de uma dor ardente na zona metatársica, que irradia por vezes para o membro inferior. Normalmente também surge dormência na zona lesada ou sensações de choques eléctricos na base dos dedos afectados. Com a continuação, dá-se-nos a ideia estranha de que se está a pisar uma pequena bola mole, como se de um corpo estranho se tratasse.
O tratamento pode abranger várias soluções, consoante as necessidades do paciente. No meu caso, ou no nosso caso, parece-me haver uma e única solução (tratando-se efectivamente desta "a lesão"): uma pequena cirurgia para a remoção do respectivo neuroma.

Deixo-vos este pequeno vídeo, exemplarmente concebido em modo animado e extremamente elucidativo e preservador de personalidades mais sensíveis. Para estes, uma busca no "yu tubi" apresentar-vos-à uma cirurgia "à séria". 

Um abraço e até breve.



Eu Já Retornei! E Tu?...

24/11/10




Estava estabelecido que seria esta semana. Estava até planeado que seria 2ª feira. Não foi, foi 3ª. Mas foi, definitivamente, e lentamente. Comecei com a natação, acabei com ciclismo. Hoje já foi dia de experimentar também a corrida, mais a natação e o ciclismo. Isto é, o tri. As 4ª feiras serão para estas coisas; treinos longos ou tri-treinos. Como os treinos longos estão...longe, irei abordar os tri-treinos. Para me ir ambientando ao verdadeiro ritmo. Claro que a natação anda sofrível, em termos de tempos realizados e também ao nível do desgaste físico. Normal para quem não nadava há 3 semanas. Porém, a introdução (tentativa, pelo menos) de novos aspectos técnicos estão como que a fazer-me "nadar para trás". Vamos ver. É preciso algum tempo para que as alterações produzam efeito e também debitar o efeito da fraca condição física actual. A corrida foi uma agradável surpresa (efeito maratona?); hoje corri ao ritmo de 5'06/km. Sem grande cansaço. Mas...comigo há sempre um mas. Já lá irei. O ciclismo tem sido o mais fácil: ontem pouco mais de 27km/hr, hoje acima dos 28km/hr. Em apenas uma hora, em andamentos mais leves (pedaleira grande e carreto 30) e terreno o mais plano possível. E assim continuará esta semana e na próxima, aí alternando com períodos mais longos, mas nunca excedendo a hora e meia. Já não pedalava há 3 semanas e meia, com excepção daquela participação no Braga Bike Cross. O plano para estes dias que vão sendo vividos é este: regresso sim, com tranquilidade. Objectivo: desintoxicar e vascularizar, dando aos sistemas cardíaco e respiratório o tempo necessário para uma readaptação a rotinas algo esquecidas, para além de outras coisas. Por outro lado, desfrutar do prazer de praticar, treinando assim, sem pressas e com volume e intensidade reduzidas. 
As férias ofereceram-me mais 2 kgs. Normal. Fiz mesmo por abusar. Acreditem que até fiquei admirado com o excedente de apenas 2 quilogramas. Claro que a perca de massa muscular explica o sucedido. Assim como o pagamento da factura nos próximos dias também se irá reflectir na balança. Hoje pela manhã já pesava mais 500 gramas que ontem. Natural porque começa a fazer-se sentir o efeito do aumento da massa muscular; pelo menos a sua solicitação aumenta de imediato o tónus muscular. Suponho que só para a semana os dados traduzam com mais fidelidade os contrapesos entre uns e outros factores e que o peso efectivamente comece a descer. Seja como for, fiquei muito contente por ter recomeçado com 70 kgs, facto que não ocorreu no ano transacto. Este indicador é muito importante e permitir-me-á alcançar um dos meus objectivos para 2011: pesar 66 kgs, um peso triatlético.
Como disse atrás, há sempre um problema comigo. Este subsiste há algum tempo e o mais provável será ter de parar, novamente, para uma outra, embora menor, intervenção cirúrgica. Falo da lesão que afecta o metatarso do meu pé esquerdo.  Por isso, alguns objectivos para a próxima época estarão a esta hora sentados, à espera de novas. 
Este retorno desestabilizou algumas das rotinas últimas que adquiri. Especialmente ao nível do ciclismo é um verdadeiramente desatino. Porque acrescido do tempo frio, uma sessão de treino obriga a imensos preparos, com imenso material, como todos vós sabeis. Claro! há uns mais maricas que outros. Eu serei um deles. E nestas duas últimas sessões excedi sempre o tempo que pensava demorar para FINALMENTE! me por em cima da burra. Debalde; ou faltava isto ou aquilo ou aqueloutro...que raio, o tempo a passar, a noite cada vez mais noite e o frio cada vez mais frio e eu ainda à procura daquilo. Depois, e como me sobra pouco tempo, é sempre na hora que faz falta dar um pouco de ar aos pneus ou outra coisa qualquer...Depois, também regressou o stress; o tempo contadinho, para cumprir todas as tarefas que me proponho cumprir a cada dia...estou claramente em desatino, meio embrulhado na ausência de práticas outrora habituais. É o que faz ficar 15 dias a ver passar navios.
Um aspecto positivo e decisivo: está a saber muito bem voltar aos treinos. Faz-me sentir novamente gente. Estava a ter a sensação que aquele peixe deve sentir quando se encontra fora d'água. 

Companheiros, abraços e até breve.


Férias!...e a Festa do Triatlo.

18/11/10




Ah!...férias...que bom... o peso a aumentar...maravilha... à custa do vinhol (branco ou tinto), que sempre está ausente no período do "treinamento"... das comezainas com os amigos que nos visitam e por cá ficam e nos levam a inflacionar o perímetro abdominal. Tudo dentro do previsto...bom, nem tanto. Contava comer menos, mas podendo as refeições ser em família mais alargada, o lado social eleva-nos a limites que não desejaríamos.  Seja como for, tudo dentro do programado; encher a mula q.b., reforçar outros lados do psico, libertando os outros que normalmente são castigados no período da "malhação". A época é loooonga e há muito tempo para nos prepararmos. Há 3 semanas que não nado; há 3 semanas que não pedalo. Calma, pedalei pelos trilhos de Braga, no Raid Cross do mesmo nome, Domingo passado. Entretanto, vai haver novidades para a nova época. A seu tempo, meus amigos, a seu tempo...
E se hoje aqui venho, foi porque o "familiar" Sica nos chamou à atenção para o programa que a Federação está a preparar para o dia 12 de Dezembro. Os mais atentos já estarão familiarizados. Em todo o caso, parece-me muito interessante e realmente uma verdadeira Festa do Triatlo o programa que a Federação está a preparar ou está a congeminar para a referida data e que de forma resumida passa pela realização de 3!! treinos, um em cada segmento e durante o turno da manhã, seguido de um almoço com todos os interessados e no final do qual se procederá à realização da Gala da modalidade. Tudo em Montemor-O-Velho. Parece-me realmente interessante. 
Para esclarecimento da reflexão que anteriormente fiz, e sem prejuízo das opiniões manifestadas e que considero, eu não me referi ao termo "tribo" propositadamente, porque sinto que para além da tribo,  conjunto biunívoco de subsistência de todas as famílias, sinto o desenvolvimento embrionário de uma família, parte integrante da tribo, mas que, por várias razões, não interessa agora quais, tem uma ligação afectiva mais intensa e, porventura, uma maior identidade - nos objectivos, nas emoções, nos propósitos. Nesta família que refiro, as qualidades referidas na tribo estarão como que potencializadas, aumentadas. Pode até ser impressão minha, mas eu pelo menos tenho sentido essa empatia entre todos aqueles que amiúde vêem partilhando as suas labutas nesta cena triatlética. A blogosfera tem sido o caldo nutritivo onde essa família se tem alimentado e dado os valores éticos e morais que têm revelado, só posso sentir-me orgulhoso e agradecido, como disse, em a integrar. "Junta-te aos bons e serás tão bom como eles; junta-te aos maus e serás pior do que eles".  

Abraços triatléticos, companheiros.


Reflexão III

16/11/10



Desde o momento em que aderi, em boa hora, diga-se, e ainda que considerando a elevação dos meus gastos e consequente delapidação das minhas economias, à modalidade desportiva Triatlo, que me fui apercebendo da existência de gente de bem, muita gente de bem. Não digo que também não haja em muitas outras vertentes da nossa vida gente assim, que concerteza e graças a Deus haverá, mas concretamente no triatlo há efectivamente muita gente de bem. Como em tudo, há-os menos "bem" e até os "ranhosos", mas tratando-se de pessoas isso é perfeitamente normal. Acontece no trabalho, acontece, nos clubes, acontece em todos os lados, até acontece na família. Portanto, será uma inevitabilidade. Todos diferentes, todos iguais, é verdade. A questão é que sendo uma actividade, a da prática desportiva, de puro prazer, mesmo que para o obter se tenha de sofrer alguma coisa pelo meio, seria de todo aconselhável que se estivesse num ambiente francamente positivo, sob pena de se desvirtuarem todos os propósitos que levam à sua incorporação na nossa vida. É um dado adquirido que em triatlo tem sido muito gratificante conviver com muita gente nova e menos nova, mas todos de bem; de bem consigo, de bem com os outros, de bem com a vida.
Daí que a páginas tantas me tenha apercebido que se estaria a germinar uma nova Família no conjunto das famílias que fazem parte da minha/nossa vida: a família triatlética. É verdade. Cada família terá as suas caracteristicas, mas todas elas têm alguns predicados comuns: a identidade, os propósitos, os princípios. Será como o padrão genético - o genoma da família. E também no triatlo me tenho apercebido que as pessoas com quem tenho vindo a conviver apresentam aquelas caracteristicas que fazem de nós um família. Com variantes, obviamente, mas insuficientes para não fazerem parte desta "nouvelle" família. Alguns serão irmãos, uns mais próximos, outros nem tanto. Outros primos, primeiro grau. Segundo grau também os haverá. Outros tios, enteados, padrinhos, enjeitados...será que haverá um pai e uma mãe? Não tem de ser exactamente assim, mas que se trata de uma família, não tenho dúvida alguma.
E por isso eu sinto Orgulho, muito orgulho, nesta família. Orgulho na sua dedicação a uma causa, no seu entusiasmo. Orgulho porque não atropelam ninguém para o alcance dos seus objectivos, permanecendo fieis aos bons princípios que os acompanham. Orgulho porque são exemplos de disciplina. Orgulho porque conseguem conciliar esta família com a sua família, trazendo-os com frequência para a partilha das emoções. Orgulho porque estão sempre disponiveis para integrar um novo elemento, acarinhando-o, exaltando-o ou confortando-o, protegendo-o. Orgulho porque é uma família sem fronteiras, que acolhe novos e menos novos, de norte a sul, leste a oeste, sem reservas físicas ou psicológicas, onde cada um tem o seu próprio espaço.  Orgulho porque partilham os êxitos e os inêxitos.
Com o evento do Porto, senti uma espécie de irmandade em torno dos objectivos de todos nós, como se no final tivessemos feito uma larga roda, e abraçados, tivessemos festejado os êxitos de todos e de cada um, e carpido todas as dores.
A minha expectativa é que a família se vá alargando, sem comprometer a sua identidade.

Um enorme abraço para a Família.


2010 Ironman World Championship - Chris McCormack: O vídeo.

13/11/10



Este vídeo apresenta-nos o sonho em imagens. Mas vai mais longe; oferece-nos o protagonista maior na revelação das suas próprias emoções nos momentos cruciais do maior evento Ironman. Para inspirar e...expirar.
Façam o favor de parar a música do blog.


Abraços triatléticos.




Ecos da Maratona do Porto...

09/11/10



É francamente gratificante receber os incentivos e estimulos que aqui vão deixando todos aqueles que comigo vão partilhando as pequenas vitórias, as angústias, os avanços e os recuos, as conquistas e os desesperos desta vida desportiva que por vezes tendem a confundir-nos sobre as verdadeiras prioridades que nos devem orientar. Assim como registo com prazer as visitas que se sucedem sempre que me atrevo na redacção de uma crónica, em resultado de uma participação minha ou de um acontecimento triatlético. Ontem registei a maior afluência alguma vez verificada a este blog num só dia. E isso mereceu da minha parte algumas conclusões. 
De tempos a tempos, à que reflectir no sentido de hierarquizar as verdades da nossa vida e voltar a determinar o azimute, sob pena de nos afastarmos demais da nossa real direcção. Sendo essas palavras, aqui deixadas, de alto reforço da auto-estima e auto-confiança,  terão de servir para nelas nos inspirarmos e delas voltarmos a partir para novos horizontes, novos desafios, ou tão só a redefinição dos mesmos, mas sempre no pressuposto de que nada é definitivo. E sendo tudo relativo, também a importância daquelas pequenas vitórias se reduz à sua insignificância quando a realidade nos cai nos braços, se pela televisão adentro nos apercebemos de como o mundo pode ser terrivelmente injusto ou quando mesmo ao nosso lado o desacordo leva as pessoas a desencontrarem-se dos seus objectivos e propósitos que ontem eram comuns, mas hoje já não, acabando por castigar os inocentes e a sua ingénua ideia de que viver é perfeito. Só para citar dois exemplos.
 Mas, o verdadeiro motivo desta retoma ao tema é a necessidade de escrever sobre o meu agradecimento pela força que os vossos comentários (e também as vossas visitas) me dão. E como disse no blog de um companheiro nosso "palavras fortes geram emoções fortes". Obrigado!
Um outro agradecimento que se me impõe e que no domingo me escapou, tal a oxidação no meu raciocínio, é aquele que devo em primeiro lugar aos médicos ortopedistas que me operaram e acompanharam antes e após o debelar da lesão, processo sem o qual jamais haveria maratona para mim, a saber e nunca é demais repetir: D. Helder Pereira e Dr. João Nunes. Em segundo lugar, agradecer novamente ao Fisioterapeuta Diogo Cardoso, bem como às suas colaboradoras também elas Fisioterapeutas, toda a sua entrega e preocupação na resolução de todo o manancial de queixas que se sucedem em razão directa dos meus sonhos. Um dia destes proíbem-me de sonhar (imaginem quem).
Estando de férias, não mais fiz qualquer actividade física que justifique essa classificação. Apenas uns alongamentos para dar o exemplo aos "meus miúdos". Estranho esta sensação de ter mais tempo para nada fazer ou procurar fazer algo para o ocupar. Não que não tenha imensas coisas em atraso para agora as poder organizar. É sobre a sensação que falo. Mas, como a cabeça não pára e ainda bem, alguém já considerou a possibilidade duma ida a Barcelona, 6 de Março, para a Maratona local? (risos)Pois é. É isto que agora faço; antever mentalmente o que pode ser o ano 2011 em termos de participação em eventos desportivos e começar a engendrar uma estratégia para fazer o que se gosta com o mínimo prejuízo das re(a)lações familiares e das finanças, e já agora da integridade física e mental. Numa coisa estou certo: 2011 evento prioritário será Ironman 70.3 (acho que agora não estarei a cometer nenhuma gafe referindo-me ao triatlo longo, certo?). Tudo o resto lhe estará subordinado. Eu sei que tenho aí um (bom e verdadeiro) amigo que me desafia amiúde para a cabeça do Touro. Cada coisa a seu tempo, de modo a ser assimilada pelo corpo e pela própria consciência que a mente fará das capacidades dos dois. Sei que esse desafio é assumido com base na confiança de que eu o conseguirei alcançar. E agradeço esse depósito de confiança. No entanto, nada deve ser feito sem antes partir de nós a tomada de consciência dessa consciência; com o trabalho de casa feito, avaliando cada etapa do seu desenvolvimento. E realmente não há impossíveis; com trabalho e alguma sorte, não há. Assim foi com a minha preparação e sequente participação  na maratona do último fim de semana. Por isso a designei corpo vs mente.

Abraços triatléticos, companheiros!




Maratona do Porto: Corporis vs Mens!

07/11/10




Vou ter de começar por um dos lados desta espécie de políedro, tal é o embrulhado de emoções que me assalta a mente. As expectativas estavam definidas e o resultado final não saiu nem um milímetro afastado daquele que poderia ser, acreditava eu que iria ser, o meu resultado final. Isto é, durante toda a minha súbita (porque de impulso, como se menino me tivessem desafiado para a contenda, "o quê? não consegues isto?") preparação, os resultados dos sucessivos testes aos quais me subordinei deram sempre o resultado que hoje se verificou: 5' mais qualquer coisa por quilómetro. Sem tirar nem pôr. O resultado final que o meu "novíssimo" amigo Pedro Pinheiro aqui anunciou em primeira mão (3:36:18, parte ilíquida, segundo a organização; 3:35:34, tempo líquido) atesta com exactidão e ao modo suíço aquilo para o qual estava/estou preparado no momento, e que aqui até fui dando conta ao longo destas 4/5 semanas em que me resolvi atirar à degola do "monstro". E venci! Não sem sofrimento. Já o esperava, porque esse também foi treinado. Mas, o sofrimento de que falo teve duas dimensões: a que me referia em primeiro lugar tinha a ver com o metatarso ou fáscia ou o inverso. O segundo tinha a ver com o esforço em si, com o desgaste provocado por um evento deste cariz. Mas, já lá irei (é que está dar-me gozo escrever sobre esta coisa. Peço-vos apenas paciência).

A Maratona antes de o ser
Contrariando todas as previsões à distância de um clique, choveu! Também eu fiquei espantado quando, pela manhã e antes de sair de casa, me deparei com aquela chuva "molha parvos". Hoje entendi o seu verdadeiro significado. Chegados (sim, levei a minha cara metade) ao local de partida, tive o prazer de finalmente conhecer o Mark Velhote, um rapaz novo, simpatiquíssimo, cheio de energia, competente no acto de correr, como prova o seu magnifico tempo. E quando se junta gente de bem, logo aparece mais uns quantos do género; foram os casos do Rui Pena, uma delícia de companheiro, do Paulo Sequeira e do Joel Marcelino (que prova que fez este homem. Atrevo-me mesmo a dizer que é um fenómeno descoberto aos 40 e tal anos), outros companheiros de excepção, e mais uns quantos que me foram apresentados mas que, sinceramente, apenas registei o nome do Veloso. E faltava um grande camarada neste pequena tertúlia: Pedro Brandão, que no dia anterior me tinha dado o prazer da sua companhia à mesa e em tudo o mais que rodeou o levantamento do meu kit. Mais tarde fiquei a saber que o homem "quis" partir à frente. Por isso...E falando no sábado, também foi agradável conhecer a "Maria Sem Frio Nem Casa", mais o acompanhamento familiar. Uma outra enormíssima e agradabilíssima surpresa foi ter reencontrado o João Paulo Ferreira. Que maravilha! Adorei trocar aquelas palavras contigo, João e, claro, encheste-me o ego. Não mereço tanto, mas que soube bem, soube. Temos de "arranjar" qualquer coisa neste defeso, amigo. E ainda o Henrique, cujo grau de altruísmo é de salientar, uma vez que o amigo estava ali para ajudar os aflitos nos últimos 20 kms. Não é para todos.
No momento da partida dá-me uma vontadinha de libertar uns líquidos. Olho para os vários lados. Penso mesmo fazer ali. Parece e era muito mal. Decido não pensar muito no assunto. "Pode ser que passe". E passou.

Partida e...
Logo de imediato, vi "soltarem-se" os companheiros de momento: o Rui e o Sica!. Deixá-los ir, pensei. A estratégia estava montada: correr como se de um treino se tratasse. Pensei ao longo do percurso no companheiro dos algarves, David Caldeirão, e das suas sábias palavras: gestão. Assim foi. Passaram-me montes de "gajos" e "gajas" cheios de genica e com forte ritmo. Nã! Essa não é a minha corrida. Na primeira rotunda revejo o Rui Pena. Iria acontecer mais vezes. Ia bem, o amigo, e após a passagem daquela, mais umas palavras amigas, agora do João Paulo. E lá fui andando, no meu confortável ritmo. Deveria estar a correr na ordem dos 5'/km, com uma pulsação a rondar os 140 bpm, mas com tendência para baixo. Era o que desejava, pelo menos até sensivelmente os 25 kms. A dada altura encontro um sólido grupo. Ainda andei um bom bocado com eles. A boa disposição imperava, mas o meu ritmo estava a ser um nadinha mais rápido. Chega o túnel, ou chego-me a ele, e temo o pior. Aquela calçada triturou-me a cabeça quando lá passei na meia. Passei bem. Já a fáscia fazia questão de me dizer que também ia fazer a prova comigo. Eu sabia-o, ela sabia-o. A dúvida era saber quem enganava quem. Em Gaia ouço palavras de estímulo do Henrique, que em ambos os sentidos do trajecto fez questão de me incentivar. Nesta fase ainda conseguia responder. À passagem do primeiro controlo ía com quase duas horas de prova. O ritmo tinha aumentado, de forma ténue, mas tinha. A pulsação estava a pisar para além dos 140 bpm, mas não muito. Estava a gerir bem as armas. A dor incomodava, mas procurava afastá-la das minhas preocupações. No retorno dos 28 kms começa a apoderar-se alguma fadiga para gerir, que se notava mais ao nível das articulações. Pareciam que se estavam a soldar. Era o fim do modus confortabilis. Nova passagem pelo túnel e nova procura do melhor trajecto. Concluo que correndo na faixa da divisão do tráfego pode ser que seja mais macio. Olha, passou-se. E agora era enfrentar as longas rectas, mas sem as olhar muito de frente. Nesta fase fui passando muita gente. Alguns iam sentindo muitas dificuldades. Ora paravam, ora caminhavam. Mas, continuavam comigo alguns que já vinham há muito, ora passando-me, ora passando-os eu, conforme a disposição do momento. Duma coisa eu sabia e nisso confortava a minha mente; já tinha vencido a distância dos 35 kms. Encontrava-me precisamente nessa fase. Pensei que após os 37 kms talvez pudesse ir um pouco mais além. As articulações olham-se e nem me respondem. A planta do pé estava controlada, não sem dor. Acho que tinha desistido e resolveu ajudar-me, anestesiando-se. E alcanço os tais 37 kms. Aí resolvo soltar um pouco mais a passada, procurando a técnica e repousando entre os apoios apesar do momento difícil que passo. Noto que vou passando muito mais gente. Congratulo-me com a decisão que tomei relativamente ao ritmo. Foi impressionante ver as dificuldades das pessoas nestes últimos quilómetros. Até parece que os pés tropeçam na própria deslocação do ar que o seu corpo provoca. Já estou novamente na rotunda e revejo o Rui Pena, em dificuldades, do outro lado. Não é possível alcançá-lo, mas vou melhor, nesta fase. Definitivamente, sou um "gajo" de resistência. Já vislumbro ao fundo os pórticos, uns da chegada, outros da passagem aos 5kms. E aqui é de enaltecer as muitas, imensas palavras de estímulo das pessoas nesta fase final, incentivando sempre! Fez-me recordar a chegada à meta na final do Ironman do Campeonato do Mundo em Kona, Hawai. Senti-me de ego cheio. Nestas centenas de metros finais, que parece nunca mais acabam, tenho uma decisão a tomar; há um indivíduo de um escalão acima do meu que me antecede. Penso em fazer um forcing final. Ele já estava a fazê-lo, sem saber se eu estava ali ou não. Decido que não é em 100 metros finais que retiro o prazer dele cruzar a meta primeiro que eu. Ao passar o relógio da chegada, tiro o boné e curvo-me perante...a distância, Filipides, o grego, perante o meu registo, perante todos os que me antecederam e os que se atreveram a vencer a distância, mas também foi um gesto de agradecimento por todos aqueles que gritaram o meu nome ajudando-me a chegar mais à frente a concluir esta empreitada. Corro logo a desatar os atacadores. O ambiente era de um esfuziante surdo, porque vergado à força do cansaço - não se notavam as gargalhadas. Antes ainda de abandonar o local de chegada recebo a minha maior prenda de todas: palmas, muitas, um beijo de uma alegria contagiante e um sorriso de orelha a orelha, mais as palavras que nos alimentam a estima, confiança e tudo o mais. A minha mulher estava exultante. Mais que eu, acreditem, pelas razões que atrás referi. Foi uma surpresa enorme.

Nem tudo correu bem.
Já sabem que eu sou um bocado minhoquinhas com estas coisas da organização, mas acho que devo, sem ter a pretensão, de alertar consciências ou pelo menos dizer de minha justiça. Não sou perfeito, longe disso. Também sou alvo de muitos reparos. Aceito-os quando devidamente justificados. Não tenho problema algum. E sou assim também com os outros. 
A prova no geral esteve muito bem organizada. O percurso não sendo difícil, acho que também não será dos mais fáceis. Mas, não houve grandes falhas. Houve, isso sim, algumas promessas incumpridas ao nível da suplementação. No dia anterior, olhei bem para o mapa do percurso e para decidir o que levar ou não levar de casa, reparei nos pontos de abastecimento. Recordo que a partir dos 30 ou 35kms deveria haver abastecimentos de água de 2,5 em 2,5 kms. Não houve. Houve sim de 5 em 5. E até fez alguma falta. Depois, custou-me ver tanta água desperdiçada ao longo da estrada e custou-me ver tanta garrafa de bebida energética desperdiçada. Penso que alguma coisa deveria ser feito no sentido de racionalizar a água, porque é muito desperdício. Nós apenas bebemos um golo, um golo ou dois, vá lá, e deveria ser encontrada uma solução diferente para isto. Quanto à bebida energética, que penso entrou em substituição das laranjas previstas, teria preferido as laranjas, honestamente; contra o desperdício e pela economia de meios. Acho que um kilo de laranjas seria mais rentável que uma garrafa de bebida meio energética, meio isotónica. E afinal não houve marmelada. Ainda bem que levei uma! barra energética, tipo marmelada, e que me deu imenso jeitaço, acreditem. Tal e qual como nos treinos longos.
E já que me refiro à alimentação, as coisas para mim correram na perfeição (não houve ataques dos corpos cetónicos, nem de outros alienígenas) apesar de...já escrevi. Tudo o resto esteve impecável.

Conclusão
Este terá sido o maior empeno da minha vida desportiva recente. Rivaliza com aquele que apanhei no ano passado em Viana do Castelo, na maratona btt. Na altura foram 6! horas a dar-lhe, e no próprio dia estava assim, que nem podia; no outro já me encontrava na linha de partida para o supersprint da Póvoa de Varzim. Amanhã não há triatlo e eu digo, nem que chovessem notas de 500 €. Isto não está fácil, não senhor. Sei que amanhã terei de trabalhar, mas ainda não sei como. Se penso fazer outra? Hoje não me façam essa pergunta, dia errado. 
Mas, caramba, concluí a minha primeira maratona e em representação do CLUVE.
Agora vou entrar de "férias". Quero fazer outras coisas, até ao final do mês. Gostava de remar um pouco, caminhar outro tanto, fazer uma surfada na hora usual da piscina, mas depende da temperatura da água. E claro, fazer uns passeios de btt, na boa. Aliás, vou inscrever-me em algumas iniciativas do género para...pura diversão! Alguém quer vir?
Um destes dias, faço o balanço da minha época.

Um abraço sentido a todos e até breve.



Nota (3): 
1- Pedro Gomes conseguiu entrar no quadro, pouco acessível e muito restritivo, dos melhores triatletas do mundo, ao conseguir o 2º L na prova Ironman da Flórida ( e não 70.3 como tinha referido) e obter o melhor resultado nacional de sempre na distância. Um caso distinto de orgulho Nacional. 
2- As fotos não ficaram grande coisa, companheiros. As minhas desculpas. 
3- Luís Abade, se me leres, envia-me um email para tratar dum assunto contigo. Abraço, companheiro.


A Maratona do Porto e a Previsão do Tempo!

06/11/10



Hmmm...não estou a gostar nada disto...parece que vai haver vento do género chato. A temperatura prevê-se fresquinha, mas o vento...Deixo-vos o link da previsão do tempo para consultarem mais pormenores.
Mas lá estaremos, para cumprir o desiderato. Esta irá ser a minha primeira maratona, como de muitos outros. Espero que não seja a última.
Quero agradecer as palavras de estímulo de todos os que aqui fizeram questão de as deixar bem expressas e as daqueles que não as deixando, sei que também as subscrevem. E confesso-vos a vontade que tenho de festejar. Não no fim da prova, porque aí duvido que haja energia na alma para festejos, mas durante o percurso, com os companheiros de jornada, calcorreando os quilómetros de asfalto, de "capelinha em capelinha", sorvendo os sons e as cores da festa e nela embrenhando-me para precisamente festejar.
Domingo lá estaremos para uma bela jornada desportiva na vossa companhia. Até lá, durmam bem.


( Fonte: Accuweather.com)


Maratona do Porto: Bem Me Quer... Mal Me Quer...

03/11/10




Pois é! Faltam poucos dias para saborear (?) a minha estreia numa distância mítica em provas de corrida como é a da maratona. Nunca os gregos e especialmente Filípides pensaram que volvidos tantos anos houvessem tantos "loucos" na demanda de o imitar. Imitar? Não na tragédia que o colheu, mas sim no feito, apenas; concluir os 40 kms (uma das versões da história, cuja distância terá percorrido para anunciar a vitória grega sobre os persas), embora a partir dos Jogos Olímpicos de Londres, a essa distância tivessem acrescido os 2,195 kms para que a família Real Britânica pudesse assistir ao início da prova do jardim do Palácio de Windsor, imagine-se. 

Confesso que esta semana me dediquei ao processo de mentalização exclusiva para corrida do próximo domingo. Deixei de lado a natação (última vez que nadei foi no sábado e apenas técnica), última vez que pedalei faz hoje uma semana e apenas 60'. De certa forma ou de toda a forma, entrei em período de férias naqueles segmentos. 
A decisão em participar nesta edição, a sétima, da Maratona da Cidade do Porto, aconteceu um pouco por impulso. Dado que os treinos na corrida se iam sucedendo sem queixas de maior, fui-me apercebendo de que tal seria possível. Ainda hoje não estou certo de ter tomado uma decisão racional, por tudo o que tenho relatado sobre o meu passado ao longo deste ano desportivo. Seja como for, afinquei pés no asfalto e em todos os pisos que possam imaginar e atirei-me às distâncias-teste para isso mesmo, me pôr à prova. Daí resultaram alguns treinos acima das duas horas, onde pude contactar com as distâncias acima dos 20 kms. Faz hoje uma semana, realizei o último grande teste; correr  três horas, o que me deu para quase 36 kms, uma maratonazinha.  Este último fim de semana foi engraçado, dado que o Santo Pedro, controlador do tempo e dos seus humores, decidiu brincar comigo e com todos nós, a bem dizer, oferecendo-nos incerteza e chuva e vento com fartura. Cá me safei e consegui concluir o meu programa, tendo realizado o meu último treino (menos) longo antes da tarefa que me espera no próximo domingo; 106' com treino fraccionado pelo meio. Na terça-feira, ainda fiz 35' com treino intervalado (10x1' rápido-160/165 bpm, com 10x1' recuperação em passo lento). Hoje, foi dia de rolar 60', a um ritmo médio de 5'12/km, ritmo que me tem acompanhado quase sempre. E uma ou outra sessão de ginásio, leia-se reforço muscular. E pronto! Esta semana estou a cumprir o plano de treino/descanso e recuperação e alimentação e controlo do peso, como palavras de ordem. Destas, nem todas têm sido verdadeiramente cumpridas, especialmente a alimentação, a minha derradeira batalha em termos de alteração de rotinas de vida. São muitos anos e é muita gulodice. 



Receios

O principal: a planta do meu pé esquerdo, concretamente o metatarso e respectiva fáscia. Na preparação específica que efectuei para a distância, o sofrimento esteve sempre presente a partir da hora e meia. Claro que a partir das duas horas a coisa é mesmo terrível, de modo que fui aquilatando das estratégias para a enganar. Dado que o consegui até aos 35 kms, espero sinceramente conseguir sofrer mais meia-hora e qualquer coisa. Não desejo parar, mas que é uma estratégia que alivia, alivia. O problema será recomeçar. Não fora  a dita e atirava-me claramente para baixar das 3h30'. Mas é muito arriscado. Prefiro investir na conclusão da prova. As sessões de fisioterapia têm-se sucedido, mas precisava de parar por completo para recolher os devidos benefícios. E a maratona? Não dá! Por isso, vou ter mesmo de me aguentar à bronca.
O segundo receio é poder vir a não me sentir bem. Daí que a dieta ao longo da corrida seja fundamental. Não quereria levar a mochila, mas se tiver de ser...Para isso, é necessário que efectivamente haja laranjas e bananas entre os abastecimentos de água. Vou ter de me informar melhor destes aspectos. Os hidratos de carbono levá-los-ei comigo. 
Depois, os receios óbvios resultantes de uma lesão no decurso da prova, que não fazendo parte dos planos, podem sempre ocorrer, mas isso serão riscos do ofício.


Expectativas

O meu principal objectivo, o meu verdadeiro foco, será cumprir a distância. Para isso, irei começar como se de um treino se tratasse. Não quero entusiasmar-me. Também treinei esta parte, quando o corpo me pedia mais. Procurei controlar a coisa. Mas, correr em grupo traz outras motivações. Por isso, vou ter de me mentalizar bem para me auto-controlar. Não estarei em condições de exigir mais. Não porque não fosse capaz de ir mais além, mas atendendo ao meu desconhecimento da distância e ao problema que me tem assolado desde que recomecei a corrida, acima dos 60'/90', honestamente, ficarei imensamente satisfeito se acabar, primeiro, e se o fizer dentro das 3h30'/3h45 de prova. E porquê? Não estou completamente disponível em termos músculo/esqueléticos para me determinar aos meus limites mais elevados. Até porque quando a passada se torna mais vigorosa, mais rápida é a velocidade da inflamação. Assim foi na meia sportzone. Outro aspecto que treinei foi a gestão; do desgaste fisiológico e dos níveis auto-motivacionais, em  sintonia, como não pode deixar de ser. As rectas grandes e a perder de vista podem ser um problema. Há que pôr a cabeça a trabalhar em soluções intermédias; estabelecer patamares de sucesso. Daí que o convívio possa ser decisivo e francamente inspirador. 
Espero igualmente que a paisagem me distraia o suficiente para  pensar noutras coisas, em vez de sentir o desgaste acumulado. Que as bandas de música estejam afinadas o suficiente para que a sua música organize os próprios sons do meu corpo. Mas, quero/tenho de estar atento à sua linguagem, aos sinais que me vai fornecendo e às suas indicações através do interlocutor, leia-se relógio. Não conto estar em grandes condições para usar sejam que reservas forem nos derradeiros quilómetros. Porque essas serão esgotadas à medida que o tempo for passando. 
Uma última expectativa que a minha memória, já desgastada ou gasta, nem sei bem, ainda vai recuperando: o tempo! E se de repente...sopra um vento d'um catano e chove a potes? Isso é que era...Espero que não, honestamente.



Algumas conclusões

Já há resultados a extrair desta preparação para a maratona, mesmo antes de a fazer: nada vai ser como dantes. Em que aspectos? Irei continuar a realizar treinos correndo de e acima das 2hrs, isso é seguro (desde que...). O vício pegou. Depois, é um desafio preparar uma prova de grau mais exigente, como é exemplo desta prova. Calma, ainda não estou convencido que o Ironman seja um objectivo, mas que uns longos mais longos podem vir a ser um alvo, isso aí já germina cá dentro. 

E agora, companheiros, espero encontrar-vos no próximo dia 7 de Novembro, na cidade do Porto, junto ao Palácio de Cristal. E conto estar na pasta party, sábado.

Até breve!