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TriatloMania - Escola de Triatlo de Esposende.

12/10/13



Chegou o momento da Escola de Triatlo de Esposende abrir as suas portas a todo e qualquer interessado em praticar triatlo, seja na vertente formativa, lazer ou rendimento desportivo. Para já, deixo o cartaz. Como é evidente, tenho fortes expectativas sobre este projecto e estou ansioso por começar no terreno a trabalhar.

Abraços triatléticos, companheiros.






A New Star as Born? João Oliveira, Um Caso Sério!

09/10/13



O Iberman passou ao lado dum grande evento, atendendo ao número de participantes. Mas as coisas são mesmo assim quando ainda estão no início. Tem pernas para andar, disso não há dúvidas. Porém, acabou por dar brilho ao um jovem de 29 anos, completamente desconhecido da modalidade, para não referir da distância. A notícia que a FTP faz do evento é bem elucidativa disso; pouco refere da prova, o interesse é mesmo o atleta João Oliveira.
Há casos assim e é a prova provada de que há muito talento por aí, mais novos, escondidos algures. A dificuldade é mesmo chegar-lhes. João Oliveira vem a bom tempo ainda de poder brilhar mais alto na modalidade e na distância, que vai adquirindo ano após anos o lugar top na comunicação mundial dos eventos desportivos, em geral.

Deixo o link da notícia da Federação de Triatlo de Portugal.


Viagens na Minha Terra - Part IV: Star Wars!

14/09/13





feira, dia 28 do mês de Agosto, de 2013, para mim um dia especial por ter sido a minha primeira ascensão à Torre, Serra da Estrela, o lugar mítico das provas velocipédicas nacionais. 
Tive de proceder a alguma mentalização para conceber esta tarefa. Qualquer escalada à Torre, seja qual a opção escolhida, será sempre uma dificuldade extra para um amante da modalidade. O traçado escolhido implicava 30 kms de ascensão, apenas intercalados a 9 kms e a cerca de 20 por uma zona descendente ou plana, mas ambas curtas, demasiados curtas. 
A saída de Tábua significava 10 kms sempre em rota inclinada, mas para cima, e mesmo a aproximação a Seia pela antiga estrada da Beira só deixava margem para algum conforto após os 20 kms. Quando o corpo está fresco, tudo corre na perfeição. A temperatura estava bastante aceitável, mas uma saída anterior às9 horas matinais teria sido mais aconselhável. A disposição era excelente e estava determinado, bastante determinado. No caso de algum problema, seria tão só inverter o rumo e ponto final. Este o plano. O final estava acordado com a mulher: refeição em Seia no retorno, de preferência almoço.

Tinha previsto demorar hora e meia até Seia. E assim foi, na mouche. Durante a aproximação, a Serra lá estava, desafiante na sua tranquilidade, mas senhorial, a impor respeito. Assim que chego a Seia inicia-se de imediato a ascensão. Esta a verdade pura. Não é na saída de Seia que finalmente se sobe, mas sim antes de nos chegarmos ao centro da cidade. E a partir daí é sempre a escalar. E começa bem, com rampas giras, em esses longos, Serra acima. Na chegada à cidade, recordo-me que a média se situava nos 24,8 kms/hra. Agora circulava a 13/14 kms, ainda com artilharia suficiente para gastar. O tempo ia passando, a ascensão estava a decorrer bem, mas ainda estava apenas no início.

Seia

A determinada altura o alcatroado empina acima do normal e estão abertas as hostilidades. Estava-se no perímetro da Aldeia da Serra. A passagem por esta aldeia é durinha, como ainda não tinha sentido. Tinha despertado a Serra e ela agora não mais me iria largar de vista. De vez em quando cruzo-me com duos, poucos, de companheiros que vinham alegremente descendo. Sorriam quando me olhavam. Talvez me quisessem dizer o quanto iria sofrer. Chegada ao Sabugueiro, que era o mesmo que dizer que havia demorado todo aquele tempo para fazer pouco mais de 9 kms. A média, claro, tinha descido, muito. A velocidade momentânea tinha descido para os 11/12 kms/hra. 

A ideia de que ainda me faltavam cerca de 18 kms deixa-me a sensação de que iria sofrer um bocado. É que nesta fase já sentia algum desgaste. Para mais, a saída do Sabugueiro faz-me reviver as dificuldades geradas por aquela aldeia com o nome de serra, que já havia ficado para trás. E pronto! Agora começo mesmo a sentir a dificuldade da chegada à Torre. Não há nada a fazer. As rampas sucedem-se, umas mais longas que outras, mas duras, muito duras. E começo a roer ferro, com velocidades a ritmo de caracol: 8/9/10 kms hora. Que fazer? Talvez sofrer, talvez sofrer...A determinada altura cruzo-me com uns turísticos de carro mas com bike lá no alto dos mesmos e dizem-me que já faltava pouco. Respondo-lhes que o problema está precisamente no pouco que ainda me falta. Ó lá lá...acendem-se-me as luzes de esperança. Um companheiro mais à frente, ainda afastado, mas a possibilidade de enfrentar a parte final(?) acompanhado, renova-me algumas das já esbatidas energias naquela longa montanha. Chegada à Lagoa Comprida, mais uma pequenina descida para aliviar os ossos e...companheiro nem vê-lo! Mas que raio? O gajo estava a poupar-se e agora desatou a sprintar Serra acima? Não podia! Aquela falsa recta que ladeia a Lagoa, que assim começa mas logo desilude quem se atreva a continuar, era impossível de ultrapassar assim, num ápice. Onde se terá metido o homem da camisola rosa? Olho para trás e, surpresa, lá vem ele. Não, não podia ser. O homem não tinha sprintado, não se havia evaporado, o homem tinha ido abastecer-se ou recuperar ATP's. 
E lá fui, no meu melhor ritmo possível. Não estava fácil e à medida que lentamente avançava montanha acima pensava como conseguiam aqueles gajos que fazem disto profissão pedalar a ritmos incriveis. Já me contorcia todo em cima do carbono, passou-me pela cabeça inverter a marcha, mas a Torre aproximava-se e dizia para mim mesmo que agora talvez sim, o pior estava ultrapassado. Mas não estava. Estava, isso sim, mais perto, mas não estava melhor. A dificuldade era grande e estava a confirmar porque razão uma escaladaà Torre é uma epopeia pessoal. A páginas tantas olho para trás. Onde vem o meu amigo? Ui! estava pior que eu. Andava aos esses numa curva lá em baixo, longe. Pensei que estaria a sofrer ainda mais.
Finalmente, vislumbro a Torre!! É agora, caramba.

Só que as duas ou três descidas que medeiam a chegada ao cume da Serra da Estrela dão-nos a ilusão de que agora vai ser sempre assim. É alucinação. O que a cabeça quer é deixar de subir, mas não pode, se quiser cumprir a tarefa na plenitude. É uma questão de tempo. E de sofrimento. Entra-se na rampa final, onde pensava sentir mais dificuldade pelas imagens televisivas, e chega-se FINALMENTE! à Torre. 
Liga-se à mulher, conforme o combinado, e não há tempo a perder, porque é mais que uma hora da tarde e ainda vai dar para almoçar em Seia.
O caricato é que ao iniciar-se a descida pensa-se que a partir de agora vai ser sempre assim, a abrir. O catano! Aquelas descidas que estavam lá enquanto se subia, agora inverteram-se e nesta fase, meus caros, qualquer dificuldade é terrível. A sensação é de que afinal a subida ainda não acabou! Doloroso. Mas, pronto. O homem da camisola rosa é que nem vê-lo. Compreende-se. Escalar esta coisa implica estar física e mentalmente preparado. Que não haja a menor dúvida.
Finalmente sinto-me a descer. E com vento e etc, mesmo sem ele, uma nova dificulade: controlar a velocidade na descida. É que ao mínimo descuido os danos podem ser sérios. Portanto, dedinhos afinados. Começa o ardor nos metatarsos. A coisa começa a ser insuportável. Tenho de parar na entrada do Sabugueiro. Uns minutos de descanso, sem sapatos,e estamos prontos para continuar a descer até Seia. 
A sensação ao entrar em Seia é de exaltação. Afinal, tinha conquistado o equivalente a uma medalha, um pódio e isso dá uma sensação forte de orgulho pessoal. Mas, como estamos entre amadores, o prémio foi mesmo uma bela chanfana, acompanhada por um branquinho fresco. Tão fresco que reservei 2/3 para mim como se fosse água. Tal a desidratação. No final do repasto, um quis ir ver as montras, o outro quis fechar as montras num banco dum jardim qualquer mais próximo, enquanto pudesse.


No final de quase 5 horas de viagem, quase 100km, para uma velocidade média de 20 kms, gastas 3.174 kcal, muito devido à responsabilidade dum acumulado positivo de 2510 metros, para uma pulsação média 136 bpm. Que dia!

No regresso a Lisboa, de volta a Sintra, onde as rampas terão parecido mais pequenas, excepto Cheleiros...de volta a Mafra e recordar tempos de uma recruta há muito tempo vivida mas ainda bem presente.
                             

Inicialmente tinha pensado em guardar estas viagens pessoais para mim próprio. Decidi partilhá-las por duas ordens de razão: 1º - porque há na realidade lugares inimagináveis que merecem ser mais divulgados e bom seria ver mais ciclistas, fazendo cicloturismo ou simplesmente treinando. Estou a lembrar-me de Vide, Mata da Margaraça, etc...a 2ª razão tem a ver com o prazer em partilhar escrevendo. 

Caros companheiros, terminam assim as crónicas sobre as pedaladas de verão 2013. 

Até breve e abraços triatléticos.











Viagens na Minha Terra, pedalando - Part III: Mata da Maragaraça!!

10/09/13




Ok! O grande plano das férias estava traçado. Mais à frente. O dia seguinte ao domingo seria constituído por mais uma ascensão, mas menos dolorosa, e com um percurso de encher o pulmão e a vista: Tábua-Coja-Mata da Margaraça-Coja-Tábua! 

O tema principal desta viagem era a Mata da Margaraça!
 Como é possível que numa paisagem marcada essencialmente por pinheiros e eucaliptos, como é quase toda a beira alta, se encontre naquele lugar tão especial, perdida na Serra de Açor, um cantinho tão sui generis, com uma vegetação densa, com árvores atípicas para a região e duma beleza extraordinária? Vale bem a pena visitar. Para mais, fica no caminho de outro lugar espectacular como é a Fraga da Pena, 

donde brotam águas em queda acentuada por entre trilhos belíssimos. Claro que para se chegar a estes sítios tem de se subir bem Nada de mais, apenas superar algumas rampas e vencer uma subida de pouco mais de 7 kms, com inclinação entre 8 e qualquer coisa acima de 10%.

 Mas, lá no alto a recompensa é excelente.

 Obviamente que irão estranhar a presença de um ciclista naquelas paragens, onde as estradas, apenas rodadas de quando em quando, são no geral boas,tirando alguns troços onde se exigem cuidados na escolha do melhor trajecto.

O regresso a Tábua não estaria isento de dificuldades, mas quando já se tem a cabeça cheia dos prazeres que a vista proporciona e o estado de espírito se encontra fortalecido, não há subida, nem rampa que consiga destronar alguém deliciado. Para mais, o plano estava a ser seguido com sucesso e iriam permitir acrescentar 1148 mtrs de acumulado, mais 149 minutos de treino, a um tipo que queria tomar de assalto a Serra da Estrela na 4ª feira seguinte.

O dia seguinte ao presente seria mais tranquilo e permitia revisitar a Srª da Ribeira e confirmar  que ali fazia-se, ó se fazia...

...a natação continuaria a ter lugar, em Secarias, pois claro. Belos inícios de tarde ao ritmo do prazer.

Vinha aí o grande dia!

Continua...







Viagens na Minha Terra, pedalando - Part II: Ligar os Motores!

07/09/13




Desde a minha participação no longo de Caminha que a consolidação do treino ficou afectada. A chegada do mês de Agosto mas especialmente a incapacidade da corrida a pé, fizeram-me despreocupar a disciplina e a preparação para futuros eventos. Abriram-se as portas a outros prazeres, brancos e tintos à cabeça. A chegada a Tábua, acompanhada de uma constipação em ebulição, deu origem a uma nova curta paragem, razões juntas que adiaram uma tirada há algum tempo planeada, mas sem data: Tábua - Oleiros! 
Como o difícil é sempre começar ou recomeçar, o início de uma nova semana, para mais com todo o tempo do mundo para as coisas que teriam de ser feitas, e apesar do calor, imenso, sugeria a oportunidade certa. O regresso às estradas, agora secundárias da região beirã, tinham de ter caldos de galinha. Afinal, para sair de Tábua é necessário escalar de imediato, seja para que lado nos viremos. A pulsação dispara, o pequeno almoço estrabuja...mas os músculos, repousados, não acham estranho. E assim, nada melhor que viajar até Arganil ou Gois ou Avô para recordar as curvas, o sobe e desce, as paisagens, os rios e os açudes, as praias fluviais, nesta época com gente. Mas, de modo progressivo porque as distâncias assim aconselham.
Dia após dia, acrescenta-se mais uns minutos, largos ou menos largos, conforme os casos, adiciona-se-lhe a natação nas temperadas águas da praia fluvial de Secarias, belíssima, ou da barragem da Aguieira, e por fim, ao cair do pano, após os cuidados exigidos por um terreno sequioso, uns minutos de corrida. Porque as sensações são boas, não há vestígios de queixas, já se repousou bastante tempo. E temos as férias ideais. 
Após umas saídas bem sucedidas, com as boas reacções e com a constipação debelada, planeia-se novos desafios ou desafios mais exigentes. O corpo e a mente pedem. Porém, há um problema: os fogos! Triste, não pela contrariedade de pedalar para as regiões afectadas, mas pelo drama humano e natural e pela incapacidade de se controlar este grave flagelo que teima em acompanhar a estação do verão no nosso País. Gostaria de ter saído para o Caramulo. Nem pensar. Fica adiado. Longe estava eu de imaginar que se assumiria como o mais trágico, dramático e longo fogo do corrente ano. Gois também assolada pelo fogo, que permitiria ligar Tábua a Pedrógão e voltar (outra volta durinha) e Oliveira do Hospital. Resumindo, quase cercado pelos fogos. 
No topo da subida, percebia-se claramente o fogo de Oliveira do Hospital
Entretanto, à terceira saída para a corrida, o gémeo esquerdo permite apenas 11'. Lá se foi a esperança de entrar em Setembro pronto a competir. Não há programa que regista a isto. 
Restava-me então nadar e pedalar. Novamente! Não há problema, dois dias a gerir os mínimos motivacionais, eis que regressa o Domingo e com ele um grande plano: Tábua-Vide-Seia-Tábua.  Já havia realizado este trajecto uma vez e na altura garanto-vos que levei um bom empeno. Outubro passado, precisamente. O forte deste percurso é constituído por uma ascensão entre Vide e já uma parte da Serra da Estrela, tendo uma extensão de cerca de 15 kms, com pendentes de 10% e acima disso. Associado está uma paisagem deslumbrante, e naquele domingo, quente, muito quente, soube-me bem inalar aqueles ares puros, encher a cabeça ao som da fauna local, familiares duma serpente bébé com quem me cruzei a dada altura. Tão distraída estava em se aquecer no alcatrão que nem deu pela minha presença. Carros? Sim, muito um de vez em quando. Ao longo do trajecto estão inscritos nomes de guerreiros que aqui competiram e  no final da ascensão ficamos na dúvida se é para continuar até à Torre, ou não! Adia-se, não estava planeado.

                                        

Viro para Seia e desce-se prevendo que um dia aqui regressado se fará o percurso inverso, igualmente difícil.
Já se descia. 
O eixo Seia-Tábua haveria de marcar as minhas incursões de bicicleta. 
Algo que achei curioso neste dia, foi o inusitado, para mim, cruzar com vários ciclistas, ora de estrada, mais de BTT, mas como até aqui ainda não tinha acontecido. Penso que pedalar também está na moda. Aliás, mexer o esqueleto está mesmo na moda. E concluí que o trajecto até Vide, excluindo a subida, onde não me cruzei com ninguém, quer descendo, quer ascendendo, é muito apreciado na região. Afinal, Piodão está ali ao virar da esquina. Digo eu.
Resumindo, uma manhã domingueira à maneira, com 92 kms de extensão, em cerca de 4h menos 15' (melhor tempo que em Outubro), 2402 kcal gastas, muito graças a um acumulado total de 1682m. Velocidade média de 25 kms/hra. Estava de regresso ao asfalto e sem grandes perdas. Viva o descanso! Começa a ganhar forma o grande plano das férias.

Continua...


Viagens Na Minha Terra, pedalando - Part I

04/09/13




Após um longo período sem novidades, por ausência das mesmas, primeiro, e por limitações "netianas", depois, regresso presumindo que haja algum interesse junto dos habituais leitores deste pequeno espaço, a quem devo muito da sua atenção, por algumas das propostas de treino de bicicleta. Desta feita penso trazer algumas sugestões interessantes sobre destinos a ter em conta usando as duas rodas sem motor.

Iniciei as minhas férias em Tires. Novamente "empanado" dos gémeos, agora do esquerdo (pois, não há forma de entender isto, senão à luz desta velhaca artrite), conclusão a que cheguei após uma tentativa de curta duração, deparei-me com a dificuldade em encontrar "espaço" para nadar. Piscina havia e fantástica (já lá nadei), na Abóboda, mas 10 aérios por cada utilização!!! ou 40 pela frequência constante, levaram-me de imediato a considerar apenas e tão só o mar! Entre Carcavelos e S. Pedro do Estoril consegui não esquecer o gesto, e apesar de nem sempre a água estar a preceito, apesar da temperatura exterior, tive o bónus de ter conseguido nadar em S. Pedro de pele e osso, numa baía lindíssima, e ladeado por Paddle surfer's! 
Mas foi na bicicleta que me afinei. E com a bela serra de Sintra tão próximo, à distância de uma activação (e que activação; a aproximação a Sintra custa pouco mais de 3 kms sempre inclinado...) por lá andei, ora atravessando a Malveira da Serra, onde "descobri" um trajecto de acesso novo, que faz pensar como é possível haver lugares tão tranquilos paredes-meias com o rebuliço da grande urbe, ora por Sintra adentro. Adoro subir a vertente turística. Não tem uma dificuldade de maior e por isso dá pica subir com um ritmo acelerado. Talvez aperte mais um pouco precisamente na parte final. E aquelas curvas constantes dão uma imagem típica da escalada a uma grande montanha, que Sintra não será, mas onde nos podemos perder com várias escaladas. 
Pelo meio, tirei um dos dias para fazer a ligação Tires-Odivelas-Tires, para visitar a família mais chegada. Mas nesta fase, a tirada mais pesada, digamos, terá sido aquela que me levou a mim e ao meu amigo Pajó a Mafra, passando pela rampa de Cheleiros, retornando por Ericeira, Sintra via Colares, Guincho e marginal, até casa. O destaque deste percurso vai mesmo para a rampa de Cheleiros. No total, são pouco mais de 100 kms, mas é um percurso de dificuldade média/alta e se com calor, a dificuldade aumenta.
Aproximava-se a hora de mudar de ares e Tábua significava que nadar e pedalar estariam em igualdade de circunstâncias. A corrida haveria de me tentar a nova incursão.

Continua...






Calendário Nacional de Triatlo: Actualização!

01/08/13




A Federação da modalidade anuncia a actualização do calendário de competições. Todas as informações relacionadas podem ser consultadas em Actualização do Calendário de Competições.

Abraços triatléticos.


II Triatlo de Esposende, Um Privilégio (e Um Privilegiado) da Natureza!

28/07/13




Pódio V3
Uma manhã de surpresas, é o que posso afiançar sobre a primeira participação do triatlo de Esposende, designado Um Privilégio da Natureza, slogan que o Município procura projectar para além das fronteiras concelhias, e muito bem, porque não padece de falsa publicidade. Este na segunda edição. A primeira o tempo. Após várias consultas no meu site preferido, a previsão recuou para o seu primeiro palpite; chuva e vento, mais chuva e mais vento. Na prática, chuva à partida, já na água, chuva na transição para o ciclismo e chuva na transição para a corrida. Resultado: uma valente molha dos sapatos de corrida ainda antes de entrarem em acção. Valeu a temperatura, aceitável, caso contrário faria mossa e da forte nos corpinhos mais desnudados que vestidos. A segunda surpresa a partida. Terá sido o exemplo claro do que uma boa ideia se pode transformar numa má decisão por falta de rigor. Explico. Dadas as condições de maré, a favor e fortíssima, a ideia era realizar uma partida lançada. Para isso, todos fomos avisados de que se deveria nadar devagar até à linha de partida, para permitir a maior equidade possível no tempo de partida. E outras condições, como esperar dois minutos antes de alguém se lançar às aguas agitadas do Cávado após aquele aviso. Nada se cumpriu, pelo que a caminho da ,linha de partida dei comigo a ver a malta que se chegou às boias a esbracejar como fazem as hélices dos motores. Estava dada a partida. Boa! A terceira surpresa foi ter conseguido correr, mesmo meio a coxear e tal, até que isto adormeceu e na recta final, animado com a possibilidade óbvia de conseguir, afinal de contas, cumprir a presente edição do triatlo à porta de casa, perante o "meu público", queridos amigos, ganhei umas asinhas. A quarta e última surpresa, aquela coisa do 2ºlugar no escalão! Ops! Disse que não queria voltar a referir-me a isto. Aconteceu! Mas, Caminha continua atravessado (triatlo).
Sobre as incidências da prova, um recorde na natação, apenas a 2' de...Miguel Arraiolos, por exemplo. Isto só mesmo com uma...corrente? corrijo, torrente! de água a empurrar. Ciclismo onde tive de largar dois bons grupos, o segundo dos quais onde ia o primeiro classificado do escalão, Carlos Silva. E a corrida no ritmo low profile, mas sempre a descortinar "uma aberta" para expandir a passada, mas sempre, qual manipulador de marionetas, a esticar aqui, encolher acolá...Olha, deu para chegar ao fim, missão cumprida e sorriso alargado no rosto!

Permitam-me uma mensagem aberta a um grande e estimado companheiro e amigo, que muito admiro e cujo nome dispenso-me de referir, dada a sua justificada popularidade: adorado amigo, depois de ler o receituário que o meu amigo se atreveu a publicitar numa das suas postagens públicas, após o Triatlo Longo de Caminha, procurei respeitar em alguma medida a receita para o sucesso antes desta 2ª edição de Esposende. Para tal, digeri nas últimas horas, com gulodice abastada, três bolas e meia de berlim do natário, para compensar a falta da fartura, e não corri durante largos e longos quinze dias. Lamento não ter tido o tempo necessário para ter gerido duas felizes meninas, que concerteza me iriam trazer as mesmas vantagens que ao meu amigo dá, mas compreende o companheiro que me escasseia o tempo por entre a preparação dos três segmentos. Relativamente ao contacto com a fauna, substituí os mamíferos com ar feliz pelos habitantes do estuário do Cávado. Concluindo; a receita produziu efeitos, a avaliar pelos resultados finais. O mesmo já não direi relativamente ao juízo e as melhoras este nível são difíceis de avaliar. Para já, rodeado de tanto gelo, diria que falta um...uísque! Forte e enorme abraço, meu caro.

A finalizar esta postagem, para não levar ninguém ao adormecimento precoce, obriga-me o dever mas também o desejo de fazer um agradecimento MUITO ESPECIAL! à minha companheira, 

que logo após Caminha, mesmo contra o meu desalento, arregaçou mangas e asseverou que nas mãos dela domingo dia 28 de Julho estaria em condições de fazer a prova na totalidade. Confesso que duvidei, não acreditei até, mas tive de me render à sua vontade indómita de me ver feliz. Com muitas massagens, calor húmido, gel, vacuoterapia (e também um FORTE AGRADECIMENTO! ao companheiro João Rita donde veio esta receita (mais uma) e os conselhos correspondentes), a verdade é que consegui cumprir um desejo que muito dificilmente cumpriria sem estas ajudas, mesmo tendo apanhado um valente susto que parecia ter deitado tudo por terra. Por isso, dois terços da medalha que hoje recebi é-lhe devida (à minha companheira), mais meio terço para o Rita, bom...realmente o resto pertence-me. Ah! Um aviso, sério, se futuramente me virem abraçado ao amigo aqui referido por Rita, não desconfiem, é mesmo verdade: somos amigos.

Ainda...o Município de Esposende em boa hora decidiu abraçar o triatlo. Perante condições como as que esta bonita terra tem, seria uma ignomínia não apostar nesta inolvidável modalidade. Tenho a  certeza de que essa aposta perdurará no futuro. Está de parabéns a autarquia e o seu Vereador, Dr. Rui Pereira, quem em primeira mão decidiu arriscar. Hoje o tempo não permitiu a moldura humana do ano passado, mas por outro lado provou que (quase) nada pára um triatleta.  

Agora, curar esta coisa e voltar em Setembro, com mais provas e outros planos também. Sim, porque o primeiro atleta jovem TriatloMania está "infectado" pela modalidade e a ele quero, desejo, juntar mais, muitos mais.

Companheiros, uma vez mais é um enorme prazer privar convosco. Abraços para todos vós.






II Triatlo de Esposende, Um Privilegio da Natureza!

26/07/13




Como o tempo passa e depressa! Rapidamente chegados ao mês de Julho e eis-nos perante um dos capítulos principais da época, o "triatlo em casa". Não sei se é enguiço ou falha no planeamento ou falta de juízo (risos!), o certo é que estou novamente condicionado. A sensação não é boa, é estranha, mas para poder estar em plenas condições este fim de semana, teria de ter abdicado de um dos eventos dos últimos 15 dias. Na prática, nem um, nem outro. É o que faz ser guloso. Isto constitui um processo longo de aprendizagem sobre mim próprio, das minhas limitações, donde o conhecimento retirado vai sendo actualizado e através do qual terei de me forçar a adaptar. Bom, haverá triatlo para todos, ou quase, e "aquabike para esta mesa, s.f.f." Quem não tem cão...

O problema maior será o tempo. Prevê-se chuviscos, o que também não deixa de ser amargo, porque após aquele inverno e primavera e início de verão, não sei se ainda se recordam? ter chovido e chovido mesmo, há muito que tínhamos esquecido por estas paragens que dos céus também descem águas. Não seria necessário trazer-nos esse pormenor à memória logo neste domingo. Mas, sendo o triatlo uma modalidade que mete água, e ultimamente mais do que é usual, parece, não será de todo estranho. Também não será caso para mudar para pneus anti chuva. A temperatura estará longe dos 30 e tal graus para triatlar e isso é bom indicador.
Um aspecto positivo desta semana que está prestes a findar, é a temperatura das águas; rio e mar. Muito boas para esta latitude. Fora até do vulgar. Mas, nada de preocupações porque vai toda a gente vestir "smoking" à partida.

E eis que a escola de triatlo de Esposende que procuro impulsionar estreia o seu primeiro atleta, o juvenil Pedro Barbosa. Este sim, o interesse maior deste fim de semana. Vai ser uma experiência interessante na vida deste jovem. Mas, sobre isso falarei noutra altura.

Companheiros, até breve ou até já, consoante os casos.





Triatlo Longo de Caminha!

21/07/13




O Tri Longo de Caminha ainda mexe e visto assim é...ÉPICO!! pena ter sido tão curto.




Tri Longo de Caminha: Frustração (pessoal)!

15/07/13



A tribo!
Vou começar por dizer que o Longo de Caminha acaba por ser um processo muito interessante de aprendizagem. Ao longo destas linhas irão perceber porque assim é. A primeira é que convém dar sempre uma margem ao conteúdo de um regulamento, porque ao ter confiado no que tinha lido, ia perdendo o transporte para a partida. Valeu rever os companheiros da tribo, alguns deles que não lhes punha a vista em cima "há canos". Excelente grupo.
De maneiras que entrei de imediato em stress, tudo a 200 à hora. E à procura de uma casa de banho porque a coisa  apertava. Ainda bem que o barco estava equipado, senão havia de ser o bom e o bonito.
Foi a minha primeira vez numa partida assim (saltar do barco) e a sensação é esquisita. A água mais fria do que imaginava, mas tolerável, perfeitamente. No final da prova, comentando as incidências da mesma com o Moura, ambos sentimos o mesmo; o nado até à zona de partida nunca mais terminava, e seria possível chegar a tempo da partida? Afinal, a corrente não estava favorável, o que significaria 1,9 kms penosos. Corrijo; no meu caso foram 2,12kms.
Eu até tenho por hábito fazer uma navegação certinha. Mas ontem não. Isso e a minha menor capacidade de nado no momento justificam os 45' que demorei para perfazer o primeiro segmento. 
E inicio o segmento de ciclismo com...vontade. Gosto de escalar, portanto, força. Só que não imaginava encontrar uma subida tão prolongada e rampas tão...coiso. Estava à espera dos tais 5%/6%.. E dei comigo a pensar "...mas que grande burro! querer fazer uma prova destas em 5 horas". Ri-me para mim mesmo. Lá pelo meio das montanhas fui-me apercebendo que recuperava posições inimagináveis, talvez. E fui estando atento a alguns de avental vermelho, tendo feito a "viagem" com um deles. E espanhois, vários. No ciclismo é curioso as dinâmicas durante a corrida, especialmente numa "prova de montanha", como esta. As recuperações são muito diferenciadas e ora somos alcançados por este e aquele, ora nos afastamos dele e doutros. Já no último terço do trajecto dou com uma dor, que haveria de ser terrível, nos lombares. Os andamentos mais pesados fazem disto, particularmente quando se sobe e muito. Tentei relaxar, alongar, mas o mal estava feito, ela persistia e agora que me aproximava rapidamente da transição, pensava como me iria aguentar 21 kms em pé! Isso e outra inflamação numa articulação no gémeo esquerdo começavam a preocupar-me. 
Altimetria: 1669
Já no parque de transição uma informação que tonificava a mente: "estás muito bem, João!", gritava a mulher. "Despacha-te!", dizia-me ela perante a minha demora. "Espera, deixa-me aliviar as costas", retorqui. E parti. Olho para o relógio e fixo 4,20. Fiquei na dúvida: era o tempo que tinha ou o tempo por km? Mais à frente 4,22, 4,23...tirei as dúvidas. Logo no início uma sensação boa: as costas. embora contraidas, não causam problema. Outra sensação boa: a inflamação na tal articulação já se foi. As sensações más: o início da corrida. parecia que fazia tudo menos correr. E o vento, muito desagradável naquela parte do percurso, à beira rio. Olhei para a água e pensei que se a natação tivesse sido ali e naquela hora ui! ancorávamos. Nesse tempo ultrapasso uma companheira, espanhola, que já havia apanhado na última descida da montanha e com quem pedalei os kms finais. Vejo a bike na sua frente e pergunto-lhe se ela é a primeira. Responde-me que sim, acha que sim, faço-lhe o sinal universal de "fixe" e continuo. E pensei que finalmente estava na frente...da prova feminina. E mais à frente quem é que encontro? O Paulo Renato Santos. Hilariante! Ele acompanha-me na corrida durante uns minutitos e falamos, e como vais e que se passa contigo e tu, que já andas aqui, pelo menos. Foi demais. Pensei que se conseguia falar naquela fase da prova, então ainda tinha muito que dar. E mais à frente a informação de luxo, do António Moura: João, vais em segundo! no escalão, claro. Aqui a conversa foi curta num percurso multifacetado, como estava anunciado, as gentes do veraneio aplaudiam e davam força. Agradeço sempre. E continuo a passar alguns concorrentes até me cruzar com o primeiro que já estava de volta. Impressionante! E outro, no primeiro abastecimento e mais à frente quem, quem? O Caldeirão, pois. Em grande ritmo. Claro, desejei-lhe força e lá fomos em sentidos opostos. E depois o Paulo Adão, que tão bem estava em competição.
Estou à distância de 4/5 metros dum companheiro e já no fim de Moledo, a passada melhorava, neste momento já me sentia a correr, mais solto, adaptado ao novo segmento, quando começo a sentir algo muito familiar no gémeo direito. Que raio! Continuo, procuro pisos mais softs, mas é tarde...as irradiações picantes atacam, a pressão intramuscular aumenta e aparece a dor. Paro! Estou só. Impressionante as diferenças entre os concorrentes, enormes. Estou algum tempo ali parado e não passa ninguém. Decido andar...penso que vão ter de me aturar até ao fim. E passa um espanhol "ânimo" e outro, "ânimo". Penso que isto não vai lá com ânimo. Precisava de mudar as pernas. Outras, s.f.f. E confirmo aquela sensação; as diferenças são enormes. Que prova de resistência. O ciclismo separou a malta toda e de que maneira. Terá sido o sector selectivo por excelência. E começam a aparecer caras conhecidas; o Paulo Neves, com quem ainda me diverti um bocado. Dizia-me ele."Ora aqui está uma boa ideia". Pedimos água a uma senhora que regava não sei o quê e ele lá foi e eu fiquei. Ainda tentei recomeçar. Qual quê? Agora que estava frio, nem as dores nas costas me permitiam correr. Mas, a perna tinha dado o berro. E aparece o Pedro Reis, com quem também troquei umas palavras, e o Vitor Santos da Fonte Grada e etc etc. Alguns aproveitam a minha fraqueza e também param para retemperar energias. Estava a ser muito duro. Uma palavra para a fisioterapeuta que um pouco à frente do segundo abastecimento me procurou ajudar. Foi aqui que decidi regressar. E vim de mota para Caminha. Pessoal "five stars". E ficou o convite para treinos e mais treinos.

Na chegada deparo-me logo com a belíssima confirmação do 3º lugar do Caldeirão e com outros companheiros que haviam chegado e que iam chegando. A primeira mulher perfez a prova em 6h07'. Fico com várias sensações amargas, mas acima de tudo que medalhas e prémios, essas coisas, nada querem comigo. Logo, o melhor mesmo é deixar isso de parte e aproveitar as pausas das minhas limitações para me divertir enquanto posso. É por estas e muitas mais que o melhor é nem sequer sonhar com outros voos. 

Companheiros, só sei que me diverti muito convosco. Esposende está impossível, conhecendo-me como me conheço e portanto digo que espero reencontrar-vos assim que me seja possível. Abraços triatléticos para todos vós.
  


Em Caminha caminhei...

14/07/13




...ao fim de 7 kms no último segmento, estando em 2º no escalão. Ainda procurei retornar, mas dava cabo de tudo e acabaria por ter de parar, por tempo indeterminado. Esposende está em perigo máximo e honestamente nunca julguei que pudesse quebrar por ali, hoje. Mas depois conto melhor a estória. 

Um abraço para todos os companheiros que voltei a ver. Até já- 



A caminho de Caminha.

13/07/13





Caminha, localidade tão tranquila quanto bela, irá receber uma nova etapa do Campeonato Nacional de Triatlo Longo para Grupos de Idade. A agitação vai fazer bem à cidade e permitir-lhes conhecer uma modalidade "nova". Para mim, não será mais que a segunda incursão na distância e apesar de estar em disputa os títulos nacionais de grupos de idade, espera-se que a modalidade tenha atraído a atenção de, pelo menos, vizinhos galegos, o que a acontecer lhe emprestará um cariz internacional, sempre agradável de sentir e de ver, creio.
Parto com a ideia de melhorar o tempo realizado há um ano em S. Jacinto. Só que...este de Caminha tem características bem diferentes. Em todos os segmentos. Por exemplo, a natação prevê-se mais rápida, se a favor da corrente como anunciado. O ciclismo não é plano, antes pelo contrário. Tem sobe e sobe, e desce, o que quer dizer que ajudará quem gosta de subir e gosta de descer. Porque descer também é uma dificuldade para alguns. E finalmente a corrida a pé não tem as constantes mudanças de ritmo com os retornos, como senti em S. Jacinto. Portanto, sempre em frente durante 10 kms e um retorno para mais 10 kms. Tem esse aspecto de poder gerar alguma dificuldade na gestão do esforço, pelo que foi dito. E eventualmente do vento. Mas como o tempo tem estado, não creio que haja grandes ventos. Outro pormenor importante é a alternância do tipo de piso, que ajudará na atenuação ou retardação dos processos inflamatórios. Portanto, 5 horas, né? Vamos lá ver se dá.
A preparação, essa alterou-se a partir de determinada altura, mas isso agora não interessa nada, já era. Agora é dar corda aos sapatos e acima de tudo nada que comprometa o tri seguinte. E os seguintes e por aí fora. Porque ser feliz passa muito por aí.

Companheiros, amanhã às 8h no rio Minho. Abraços triatléticos.





Portanto...Tudo na Mesma!

10/07/13




Ontem terei consumado a derradeira iniciativa para perceber das razões que me levam aos constantes impedimentos e constrangimentos da prática da corrida a pé em largos períodos do ano, especialmente coincidentes com a época mais fria do ano. Para isso, cumpri a agenda e fui a uma consulta de neurologia motora. Para escalpelizar isto.
Saí de lá na mesma. Quer dizer, não há milagres e portanto tudo normal. Bom é saber que um doente crónico como eu, padecendo de artrite reumatóide, pode praticar o(s) desporto(s) que pratico. A questão está no passado; aquelas incursões pelo futebol, aqueles remates à baliza sem qualquer preparação ou activação, aqueles joggings na tropa ao lado do tenente, ainda que lesionado, aquelas lesões curadas ao-Deus-dará, com o tempo, até que a dor passasse, deixaram marcas nos gémeos, fibroses, mais concretamente, e a solução está mesmo na adaptação a este constrangimento e saber viver da melhor maneira possível com isso. Tudo uma questão de gestão! Nada de novo, realmente. 
Portanto, não há doenças musculares associadas, não há problemas metabólicos, logo não há remédios milagrosos, não há o comprimido que faça desaparecer a condição. Até agora.

Daqui retiro uma ilação que já merecia ter sido devidamente considerada; a partir duma determinada altura da vida, cada qual com os seus problemas. 

Companheiros, abraços triatléticos.



Dia de Aquatlo Invertido!

07/07/13




Hoje era dia de teste, segundo teste, para ser rigoroso. Ao gémeo direito. Ontem havia realizado um e não correu mal, mas...tinha de segurar melhor as sensações e as reacções do dito, agora numa distância maior. E a coisa correu bem. Não está a 100%, mas não andará muito longe. O que não era previsível era correr com uma temperatura tão elevada, mas estas noites quentes passadas no sofá porque a cama arde, não dão muita margem de manobra a um sono devidamente retemperador. Resultado; correr 14 kms, ao ritmo de 5'20, a 31º com tendência crescente à hora, fez-me pensar em soluções no meu centro de alto rendimento (ainda vos hei-de falar disto). Assim, e porque a praia de Ofir tem a bandeira azul e não é por obra e graça de nosso Sr., a cada 20 minutos, mais ou menos, fazia uma passagem pelo chuveiro da praia para refrescar e ingerir alguma água.  "Desculpe, é rápido! Obrigado", tinha de ser assim, passando à frente da fila que se amontoava de fronte ao famoso chuveiro. As gentes não se apercebiam da minha aproximação, o gajo aparecia, molhava-se e toca a andar que se fazia tarde. E foi assim que suportei aquele ar de fogo que inalava pelas vias aéreas.
No fim, um mergulho refrescante  no rio, ainda por despir, apenas sem sapatos, seguido de uma natação contra a corrente, acima de tudo, e o prazer de sentir a menor temperatura da água durante as braçadas, naquele que acabou por ser a forma possível de cumprir um dia previsto de aquatlo. 
Conclusão; parece que sim, que vai haver Caminha no meu caminho. Agora, é afinar algumas coisas e recuperar de uma semana  muito looooonnngaa.

Companheiros, abraços triatléticos e até breve.





Estado de Alerta Laranja!

05/07/13




Depois da frustração causada pelo falhanço no triatlo de Pedrógão Grande e de dois dias sem treinar, por força de várias forças, passe a redundância, regressei ao asfalto na 2ª feira para uma semana de "partir", assim tipo de raiva e a procurar recuperar algo supostamente perdido. E na 4ª feira ia conseguindo. Resultado; uma dorzita num dos gémeos obrigou-me a reconsiderar o plano e a colocar-me perante a necessidade de ou Caminha ou Esposende ou estaleiro. Portanto, estamos em fase de reavaliação e em função disso decidir se vai haver Caminha ou não, ou se vai vai haver apenas Esposende. O que não queria mesmo era voltar a passar um verão longo de inactividade na corrida a pé. 
O longo de Caminha é o desafio, o objectivo maior, aquele para o qual  me tenho preparado e mentalizado e aquele que justifica tantas horas despendidas, em desfavor de outros prazeres da vida, há muito relegados para o fundo do baú . Objectivo número um, portanto. Mas, não pode condicionar Esposende, porque este é o triatlo de casa, com tudo o que isso arrasta. Logo, se a dor persistir após os testes que estão agendados, a opção será realista; Esposende, portanto. Antes um pássaro na mão que dois a voar. Assim o discernimento não me atraiçoe.

Companheiros, até já e abraços triatléticos.



Superstição? Não! Mas...

30/06/13




E quando se tem tudo pronto e se resolve ir adiantando algumas tarefas e acontece qualquer coisa, aquela coisa que podia ter acontecido em qualquer lado, em qualquer lugar, noutro dia qualquer, noutra hora qualquer mas que vai acontecer mesmo quando não era suposto acontecer naquele momento, depois de tudo ter batido certo? Pois é. E lá se foi o plano por água abaixo. Eu cá não sou supersticioso, mas que me acontecem coisas de bradar aos céus...Bom, que todos os contratempos sejam como estes, com este tipo de danos.

Companheiros, lamento não ter podido estar convosco, mas há coisas que são mais fortes que nós. Oxalá se tenham divertido. 

Abraços triatléticos.


Pedrógão Grande Vai ser Fogo?

28/06/13




Quando consultei a previsão do tempo para Tábua, no meu syte preferido, fiquei um bocado alarmado. Mas, contrariamente aos 37º previstos para aquela vila, Pedrógão Grande não será, a avaliar pela antecipação do tempo, mau de todo, atendendo às circunstâncias meteorológicas actuais, especialmente para o interior do País.
E pronto! Vamos lá assar um pouco, nesta que vai ser a minha segunda incursão neste triatlo, terra que constitui uma referência especial, pois foi lá que há precisamente quatro anos concluí o meu primeiro evento de triatlo. Logo ficou a ideia de que não era uma prova fácil, mas depois de cortar a meta em Penacova (!) fiquei com a certeza de que Pedrógão até que não era assim tão castigador. Mas, não. É uma prova de dificuldade acima da média, para o quadro competitivo nacional e para a distância sprint. 
Não haverá, na minha cabeça, muitas mais coisas a dizer a não ser que estava à espera de mais gente na linha de partida, mas é possível que a crise "ajude" nestas contas ou, ao invés, a lista não esteja actualizada.
E bom, desta vez irá haver mesmo triatlo. A não ser que o alcatrão derreta ou...

Companheiros, abraços triatléticos e até breve.




Atletismo Master "Cidade de Coimbra" - Divulgação.

20/06/13






Triatlo Com Espinho Encravado!

17/06/13



Havia escolhido Espinho para me reintroduzir nos eventos de triatlo em terras lusas por razões de interesse de planeamento mas também orçamental, e porque desejava voltar a conviver com as diferentes famílias da tribo nacional. Porém, tinha presente que as duas edições anteriores estiveram sempre envoltas em dificuldades na realização da prova no formato anunciado. Sábado não foi excepção e o que temia aconteceu; gastar dinheiro para "nada". Isto é, o objectivo de "meter" mais um andamento triatlético no corpo falhou redondamente. O que me faz pensar se valerá a pena insistir num evento com características para falhar! Por outro lado, e atendendo à minha recente experiência em terras galegas, e aqui relatadas, esta prova deixou um sabor amargo ao nível organizativo. Pode-se e deve-se fazer melhor. É preciso faazer melhor. Para isso, importa que a coordenação entre estas três entidades (FTP, organização local e autoridades) se faça num patamar mais elevado de responsabilidade. E por aqui me fico.

Sobre a prova? Digamos que ontem não estava com o meu bio-ritmo no ponto e apercebi-me disso assim que acordei. Mas, estava determinado a cumprir o plano, mesmo considerando que o risco de haver um pseudo triatlo, como acontecera na primeira edição, era forte. Durante a semana fui acompanhando a evolução do vento e atendendo a que Espinho e Esposende não serão assim tão diferentes, para mais com desvantagem para Espinho, estive sempre na dúvida entre ir ou ficar. Apelou mais forte a saudade.
Já em Espinho e com a prova aberta a decorrer, a sombra do duatlo começou a fortalecer. O estado do mar justificava a decisão. Ainda se vestiu o fato, ainda se colocaram as toucas e se experimentaram os óculos, mas não...as boias não se seguravam no mar e ia mesmo haver o formato de recurso: 1,5kms corrida + 20 kms bicicleta + 5 kms corrida. Mudou o cenário, mudou a activação. Tudo num ápice e num ápice tudo começou a galgar para uma légua com o credo na boca. A mulher dizia-me no final que tinham chegado todos afogueados ao parque de transição. O caso não era para menos. É que correr abaixo dos 4'/km é dose, pelo menos para mim. Pelo caminho deu para entender que de facto há sinais que são para ser respeitados e ontem não era bem o dia.
O ciclismo serviu para recuperar várias posições, especialmente na zona ascendente, e só na última volta alcancei um grupo onde iam algumas caras que normalmente ficam mais para trás. A última corrida terá sido o segmento mais homogéneo, digamos. E se a distância estiver correcta, terei alcançado finalmente o propósito na distâncial. O meu garmin diz que não, que ainda faltaram uns metros aos 5 kms.
O resultado final foi um 56º lugar, mais ou menos a meio da tabela, e 1º V3, entre...mais ninguém!

Pelo facto, fui chamado a subir ao pódio e estar perante o caricato luso de receber um medalha que teria de devolver porque era apenas para a fotografia com as entidades locais. A federação tratará depois de reparar etc e tal, rebéubéu pardais ao ninho...Sem comentários!

Companheiros, está na altura de me dedicar a Caminha, onde muita gente conta estar presente, pelo que me vou apercebendo. Até lá, vai ser suar e descansar. Pelo meio ainda haverá qualquer coisa, não se cá ou lá. Abraços triatléticos.


V3: um escalão excepcional!

12/06/13



Pódio do escalão V3 no CNI duatlo G-I  2013: da esquerda para a direita, Carlos Gomes, António Horta e Carlos Sousa
De regresso às lides do triatlo e ao meu escalão actual, deparo-me com a necessidade de aquilatar do meu real valor. Ter bebido da fonte, fez-me desejar lá voltar, mais vezes, e, quando em casa, muitas são as vezes em que o "se" resvala da minha consciência e paira no ar, perante a interrogação. Agora, não haverá interrogações. Estarei lá para provar todos os "ses", até me confrontar com a verdadeira realidade. 
O escalão V3 é um escalão de excepção, com gente excepcional. São vários os atletas de alto gabarito que neste grupo etário convivem em forte competição. Logo à cabeça, há dois nomes que podem brilhar em qualquer palco mundial de triatlo: António Horta e Carlos Gomes! Se ao nível da natação e do ciclismo o seu rendimento pode ser considerado como que "humano", já o seu nível de rendimento em corrida é de fazer inveja a muita gente de todas as idades. Alguém conseguir intrometer-se neste duo é tarefa ciclópica e só ao nível do duatlo é que alguns nomes conseguem aqui e ali fazê-lo. Numa segunda linha teremos o António Moura, Óscar Pereira, Joaquim Fernandes e Fernando Correia. Talvez Paulo Renato Santos e Carlos Manuel Silva, também. E numa terceira linha, penso encontrar-me, juntamente com Manuel Gonçalves e João Santos, entre ainda outros. Ora, para conseguir voltar à tal fonte, no mínimo terei de conseguir estar ao nível da designada segunda linha. Claro que estarei aqui a misturar triatlos, porque uma coisa é o rendimento num triatlo sprint, outra num  triatlo olímpico e outra bem diferente é o triatlo longo, onde descobri o verdadeiro sentido da modalidade.
A minha tentativa é sempre a mesma: a busca da realidade. Isto é, sou por natureza um realista e pouco tenho falhado nas previsões que faço sobre mim mesmo, no que respeita a distâncias e tempos.
Ainda há pouco tempo decorreu em Peniche o Campeonato Nacional de Grupos de Idade e uma vez mais o pessoal V3 de topo provou que ainda tem lugar no nível mais alto do escalão que o antecede, assim como rivaliza igualmente com o pessoal de outros escalões mais jovens. E assumindo-me como realista, importante mesmo é poder competir, conviver com estes e outros atletas de alto nível e poder fazer de cada evento um momento de realização pessoal e de festa, portanto. O resto é vida pura.

E aproveito para daqui lançar uma ideia que mais não é que transportar para Portugal aquilo que países mais evoluídos na modalidade há muito fazem: criar uma federação nacional de triatlo age group! Porque é uma pena que atletas de tão elevado nível, mas também todos aqueles que gostariam de representar a nação em eventos por esse mundo fora, fiquem de fora dos grandes palcos internacionais da modalidade, precisamente para todas as idades. A criação de uma federação ou o desenvolvimento de uma secção autónoma dentro da própria federação preocupada apenas com os age groups, poderia criar condições favoráveis a uma maior participação e a uma maior dinamização dos escalões de competição referidos.

Nota: a esta hora acabo de ter conhecimento do falecimento de Carlos Sousa, que na foto ocupa o 3º lugar do pódio da foto publicada, respeitando o campeonato nacional de grupos de idade,de duatlo, disputado em Almeirim, no passado dia 25 de Maio. É um momento de grande tristeza. Que a sua alma descanse em paz.

Companheiros, abraços triatléticos.