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Reflexão V (Ou Reflexão de Ano Novo)

31/12/10






Caros companheiros,

Aproveito esta oportunidade para vos desejar, sem excepção e excepções, um Grande Ano 2011. Concerteza que não se vislumbra um ano fácil, aquele que se avizinha. E a despeito de dar uma no cravo e outra na ferradura, duma assentada, a verdade é que o Novo Ano que dentro de poucos momentos irá entrar pela nossa vida adentro, será aquilo que nós muito bem quisermos que ele seja. Isto é, poderá ser um ano de felicidade se estivermos mentalmente disponíveis para o sermos; não o será de certeza se nada fizermos para a ter. Por isso, a questão da crise será sempre relativa, porque enquanto houver paz de espírito, saúde; enquanto podermos usufruir daqueles que amamos, tudo estará necessariamente bem.
É óbvio que uma economia doente como a nossa vai acinzentando muitas das expectativas que legitimamente criamos a seu tempo. Mais; obriga em determinadas circunstâncias a redefinir prioridades, objectivos. Também na nossa actividade. A solução será sempre a busca da criatividade, porque esta ultrapassa barreiras, desfaz mitos e desvaloriza ideias feitas. 
Eu penso que andamos todos, em geral, um bom bocado enganados sobre essa questão do "ser feliz". Por isso, estranho quando, nesta época em especial, num supermercado qualquer, nos acotovelamos em torno da banca do marisco. Estranho quando ao anúncio da falta de açúcar, nos empanturramos com n pacotes daquele. Estranho quando vivemos obcecados pelo ter. Cada um saberá de si, é bem verdade, mas não será seguramente isso que nos faz realmente falta. Eu compreendo; ultimamente devem ter recebido tantas mensagens quanto eu convidando ao consumo. E depois querem que sejamos poupados ou que deixemos de ser consumistas. Adiante.
A felicidade é algo tão relativo. Dou comigo a pensar nos que sendo órfãos, aceitam apenas uma família que os ame, ou nos que tendo fome, aceitam até os despojos dos que já arrotaram, ou os que não tendo um perna, fazem triatlo mesmo com uma prótese. Como eu vos admiro!
Também por isso, eu desejo que o meu vizinho viva bem, com ele, com a sua família, com o que tem, com as possibilidades do (poder) vir a ter, o que ele desejar. Mas, acima de tudo que entenda que para se ser feliz basta um estado de espírito. E se o meu vizinho estiver feliz, eu viverei melhor porque a felicidade sendo contagiante, ajuda a comunicação e isso torna as pessoas mais tolerantes. Afinal, não é preciso muito para se ser feliz, pois não?

Noutro sentido, também fico contente por saber que mais um clube grande começa a apostar em dar condições aparentes de felicidade aos triatletas topo de gama cá do burgo. A entrada dos "grandes" no triatlo terá sempre mais vantagens que desvantagens. Lamento que até aqui não tenham feito grande coisa pela formação. Tem sido evidente que o que buscam é a imagem-resultado que o atleta em si já transporta, sem procurarem dentro de si das condições para o desenvolvimento de mais fontes de formação de jovens atletas de tenra idade, esquecendo até as áureas de ecletismo que antigamente se vangloriavam de anunciar, ou o estatuto de utilidade pública, enquanto clube responsável pelo desenvolvimento de modalidades amadoras, antes aproveitando o trabalho que outros há muito vêem desenvolvendo. 
Mas isso até pode ter sido benéfico para os Alhandras e Almadas, porque desse modo estiveram livres da pressão que os grandes geram sempre à sua volta; um "grande" é como um eucalipto, seca tudo à sua volta (embora seja sempre possível sobreviver). 
E é aqui que "dou a mão" ao escrito anterior; nesta época em que vivemos, parece que tudo é descartável, já não são apenas as fraldas; ele é também as emoções, os valores, as próprias pessoas. Parece que vivemos em função do momento; se está na onda é bom, quando não estiver, passa ao lado e vamos à última novidade. Seria bom que os grandes, para além das contratações sonantes, que seguramente valorizam,  projectando também os próprios atletas a níveis impensáveis, seria bom, dizia, que não olhassem só para eles, mas antes por eles. 
A enorme vantagem para a modalidade será a sua divulgação junto dos média. Isto é, não haverá jornal desportivo que não refira um feito do João Silva ou da Anais Moniz na sua primeira página, especialmente se se tratar de performances internacionais. O triatlo começa a normalizar-se dentro do conhecimento desportivo que a população em geral tem, e esta começa a aceitá-lo como uma entre iguais, embora com a sua especificidade, e atrás disso muita coisa boa virá. A grande desvantagem será a "institucionalização" da tribo triatlética  e com ela a eventual perda de alguns dos valores genuínos ao nível da dimensão humana. Será? 

Uma vez mais, Grande Ano 2011!


Protocolos R.I.C.E. e P.R.I.C.E.

28/12/10



O mais provável é que a maioria já conheça, e bem, estes protocolos. Outros haverá que nem tenham ouvido falar deles. Ora é para estes que me dirijo, em especial.
O protocolo R.I.C.E, assim como o protocolo P.R.I.C.E., visam a intervenção o mais rápida possível após a ocorrência de uma situação traumática em resultado de uma lesão músculo-esquelética. Tendo por objectivo minimizar a zona lesada, a adopção dos procedimentos prescritos por aqueles protocolos podem ajudar a intervir prematuramente com o objectivo de minimizar os danos musculares, essencialmente, mas também potenciar as intervenções sequentes de forma a acelerar a efectiva recuperação do atleta.

O que significa o protocolo R.I.C.E.?
A sigla traduz na exacta medida as acções terapêuticas a adoptar. Assim;

  • R de Rest. Isto é, repouso, condição essencial para parar o processo traumático. 
  • I de Ice. Isto é, aplicação de frio (gelo) na região lesada para produzir dois efeitos essenciais: analgesia (redução da dor porque reduz a condução nervosa) e anti-inflamatória (a redução da vascularização diminui o processo inflamatório, em resultado da redução da actividade celular dos tecidos afectados. A duração da aplicação de gelo é variável, segundo vários especialistas, mas é geralmente aceite que deverá situar-se entre os 10'-15', aplicáveis por um período de duas em duas horas, podendo ir até 48 horas após o trauma).
  • C de Compression. Isto é, acção de compressão cujo objectivo é ajudar na  absorção do edema resultante do trauma.
  • E de Elevation. Isto é, a colocação do membro da região lesada num plano superior ajuda na sua drenagem venosa, o mesmo será dizer que reforça a acção de reabsorção do edema resultante pelo efeito da redução da pressão local.
A diferença entre os dois protocolos - RICE e o PRICE, situa-se tão só no acrescento do P(rotection) que mais não é que proteger a zona traumatizada.

A aplicação destes procedimentos podem resultar na cura de pequenos traumas, mas poderá não dispensar os procedimentos mais avançados da fisioterapia quando a lesão é persistente, mais consistente, profunda ou careça de uma intervenção mais profissionalizada. 

Abraços triatléticos.


Ai, Se Eu Fosse o Pai-Menino-Natal-de-Jesus!...

25/12/10



Na tradição na qual cresci não havia lugar para o Pai Natal, equipado à Coca-Cola. Ele já existia, certamente, mas não figurava na minha imaginação, nem nas minhas fantasias. Estas, estavam ocupadas pelo Menino Jesus que, portando-nos bem, brindar-nos-ia com uns presentinhos, na altura tudo muito simples, mas suficientemente contagiantes para a partir deles construirmos um rolo de imaginação que nos ocuparia por horas.
Pronto! Mas, não sendo filho dessa tradição, também a aculturei enquanto pai de gente pequena. Hoje, ponho-me na suposta e ficcionada pessoa de Pai Natal e Menino Jesus, tudo ao mesmo tempo, até porque eu tenho para mim que são, mais coisa menos coisa, a mesma pessoa.
E então, se eu o fosse, brindaria estes "familiares" assim:


Sica - um evento de triatlo que constituísse um desafio realmente novo, talvez na  lua, em regime de turismo familiar
.

Pedro Brandão - uns lombares novos, definitivamente.


David Caldeirão -  uma babysiter (para poder treinar e competir sem restrições, evitando assim ser despromovido a sprintman).


Rui Pena - Um ironman à medida.


Mark Velhote - um manual de aprendizagem de como nadar forte e bem 750 mtrs em 5'.



Pedro Gomes - viagens lowcost de ida e volta aos states (para poder participar nos eventos em Portugal).



Gonçalo Pitarma - 5 bikes novas, todas verdinhas, e 10 clubes à experiência (para depois escolher àvontade).



Pedro Pereira - uma piscina com muitos gajos e muitas gajas a nadar e a chafurdar nas piscinas ao lado da dele, mas mais devagar que ele.


João Pereira - alguns trocos para se federar.

Vasco Santos - uma garrafeira desmontável, com rameira incluída.



Henrique - mais 50 anos de energia pura.



Paulo Neves - um lugar no fato para poder levar o seu garmin calhamaço mode.



Fernando Carmo - menos uns anitos para voltar às marcas do passado e não se deixar ultrapassar pelo filho.



Maria Sem Casa Nem frio - Uma casa bem quentinha.



Paulo Renato - este homem tem tudo para ser feliz, que lhe haveria de oferecer?



Bibicas - mais tempo para escrever no seu blogue.



José Botelho - uma operação stop nos duatlos, só para ele passar à frente de todos.


Miguel - Um livro de como escrever blogues em português.



Conclusão; ainda bem que não tenho jeito nenhum para Pai Natal, nem Menino de Jesus. Seguramente que as vossas prendas reais terão sido bem melhores.


Boas Festas triatléticos.


Reflexão IV

21/12/10



6ª feira passada, estava eu de volta de uns capacetes, porque o meu teve também um desarranjo cefálico, na loja habitual, e entra um rapaz, da natação, dos bons, mais a sua mãe, para saber coisas que não sei, nem me interessa, mas a conversa derivou para o ...triatlo. Isto porque apadrinhei a sua primeira participação num evento da modalidade; o II triatlo supersprint da Póvoa de Varzim, em Setembro último. 
Vulgarmente nos cruzamos na piscina, não porque ele treine muito natação, eu é que sim, preciso bastante. Ele aparece após uma corridinha, seguida de umas braçadas. E o tema do triatlo volta sempre. Aliás, é o único tema  de conversa entre nós: provas, quando são, e clubes...Pois é, clubes. E aqui volto à loja.
A sua mãe começou a colocar-me algumas questões e eu apercebi-me que de facto muito mal está a modalidade ao nível da formação. Por um lado. Pelo outro, é uma oportunidade enorme este momento que se vive. Já explico. Ele e a mãe queriam saber como é que funcionava o Fluvial Vilacondense e o Porto Runners ao nível da formação. Pois, é que...acho que não há!! Não há? Não, acho que não. E de facto, é só maduros, dum lado e doutro. E vai daí, e então não há nenhum clube com formação, com orientação ao nível do treino? Pois, acho que cada um sabe de si. Mas, o melhor é informar-se, aconselhei. E fiquei por momentos a pensar nisto.
De facto, dos clubes que conheço, só na região de Lisboa (recordo o Alpiarça, Benedita  e pouco mais) é que me recordo de haver a preocupação com a formação de jovens triatletas desde a mais tenra idade. Não é o caso do rapaz aqui de Esposende, que é mais velho, mas ainda só aproveitou 19 anitos desta que se pretende seja uma longa vida. E é um puto com forte potencial. Ora, não será fácil cativar jovens para a modalidade e com qualidade se apenas houver menos de meia-dúzia de clubes com formação efectiva. 
É verdade que as coisas andam a mexer, é verdade que a procura está a aparecer, mesmo nos mais jovens, porque os mais maduros esses vão-se desenrascando. Lêem aqui e acoli, vivem da experiência obtida em outras modalidades donde trazem forte influência, ou aconselham-se com aqueles que a têm, mas para um jovem como aquele com que me cruzei na loja das bicicletas não será nada fácil entender que se quiser treinar terá de se desenrascar por si. Este ainda tem a sorte de ter experiência de treino numa disciplina pouco acessível, mas e nas outras? Recordo aqui aquilo que a Anais Moniz disse em entrevista publicada que, imagine-se, só no ano passado soube como deveria treinar ciclismo. Estamos a falar de uma atleta do top Nacional. 
Mas, esta questão faz-me lembrar que a federação tem investido muito pouco na formação de treinadores fora do circulo da grande área metropolitana de Lisboa. E Portugal não é só Lisboa, graças a Deus! Há quanto tempo não se promove um curso de treinadores de nível I, porque este terá de ser sempre o primeiro, na região do Porto? E no Algarve? E no Interior Centro? Pois. Quando um jovem me pergunta como é que funciona a formação dos clubes que conheço, dizer-lhe que o poderá fazer no Triatlo de Almada ou no Alhandra quando ele vive no Minho, é dizer-lhe para se dedicar a outras hortas.
A outra questão é que nada ou muito pouco havendo, estão criadas as condições para aqueles que o desejem possam desenvolver a formação, criando a sua escola própria, padronizando o seu estilo e incentivando os potenciais interessados a juntar-se à tribo. 
Eu não, por favor. Já não estou afinado nesse fim. Já tenho a minha dose, já no passado andei com a tralha às costas, mais os putos, numa outra área, de borla em muitos casos. Agora, interessa-me desfrutar do lado de dentro. Mas, desejo fazer este alerta para quem o quiser e não saiba como: estão criadas as condições para se desenvolverem escolas de formação de jovens triatletas. Nas condições em que outros jovens se iniciam no futebol ou na natação ou no ténis, só para dar estes exemplos, isto é, a pagar!

Abraços triatléticos, companheiros.


Duatlos na Galiza.

18/12/10



Cá como lá, começam a surgir anúncios de provas para os meses primeiros do ano que se segue.
A Federação Galega anuncia para a abertura da época na província, as seguintes provas:

1ª prova; Duatlon Cross de Beariz, a 23 de Janeiro (Domingo)
2ª prova; Duatlon Cross de Poio, a 31 de Janeiro ( Segunda-feira)
3ª prova; Duatlon Cross de Candeán, a 6 de Fevereiro (Domingo)
4ª prova; Duatlon Cross de Maside, a 13 de Fevereiro (Domingo)

Eu cá já registei no meu calendário e são uma muito séria opção. Por outro lado, os percursos BTT na Galiza costumam ser muito exigentes.

Abraços triatléticos.


Sim? Quem é?...

17/12/10



Certo dia ouço tocar à campainha de minha casa. Estranhei, dada a hora tardia. Havia concretizado um treino de ciclismo há alguns minutos e, embora fizesse frio lá fora, agora encontrava-me confortavelmente instalado no meu sofá, deliciando-me com os calores que laboravam na lareira e de lá percorriam o espaço envolvente.
Ouço tocar à campainha. É pá, não vem nada a calhar, mas... Bom, vou ter mesmo de me levantar, pensei. Atendo. "Quem é?" Ninguém responde. Volto a perguntar, "quem me incomoda a esta hora?" Ouço uma resposta entre-cortada por um sorriso maroto: "sou a gripe!". " Vai chatear outro", respondo. E volto a resfacelar-me  no sofá. Mas, que raio! penso, chatear-me logo agora nesta altura. De imediato ouço bater à porta. Queres ver que..."QUEM É??", grunho. "Sou a gripe, querido". "olha lá, não tens mais nada que fazer? tipo voluntariado, passear macacos, contar póneis, sei lá...", sugiro. "Não tou para te aturar. Vai mas é dar uma curva ou duas. Olha, dá uma volta ao mundo e perde-te por lá." "És muito mau para mim", ouço do outro lado da porta. 
Enquanto ainda meio aparvalhado me dirijo para dentro, ouço um som esquisito na ranhura da porta. Apercebo-me que a filha da piiiiiii tenta desesperadamente entrar pela fechadura. Arranjo uma pastilha elástica. Rapidamente a mastigo e mais depressa a colo no lugar onde só a chave deveria entrar. 
Fico atento uns momentos a outras tentativas invasivas e repasso mentalmente todos os lugares eventuais por onde esta vernácula da treta pode violar o bem estar que se vive intra paredes. 
Após um período prolongado, acabo por me convencer que ela terá desistido. Muito bem! Vamos lá gozar o belo do sofá e juntamente o calor. 
Toca o telefone. 
Caramba! Hoje não é dia para estar sossegado. 
"Quem é?". "Sou a gripe!" Fosga-se!! "Olha pá, não fui já suficientemente claro contigo?" "Mas eu sei que tu precisas de mim..." "Perdão????". " É verdade." " Não sei onde aprendeste a usar o telefone, mas vou cortar-te o pio." E desligo, assim mesmo, tão à bruta como chateado estava. Ligo o PC para arejar ideias. Acedo à net. Não sei se por contágio, se por presságio, sinto a garganta a arranhar-me. Pigarreio para aliviar. Devolvo-me à net. Abro o TriatloMania, consulto outros blogues lá listados, mando uns bitaites nos comentários e vejo uma mensagem no canto inferior do meu PC: "querido, acabei de me juntar a ti. Finalmente juntos! Adoro-te." 
AAAAARRRRRRRRRRRRRGGGHHHHHHHHHHHHHHHH.


E vivemos ranhosos e fanhosos, e tossimos muito, e pigarreámos em uníssono, durante uns bons quinze dias.
Já na parte final desta forçada vivência conjunta, ouço novamente tocar à porta: "Mau! Quem será agora?". Atendo e do outro lado dizem-me; "Olá, sou uma indisposição do trato gástrico. Sou muito chatinha. Provoco febre interior, por vezes. Não está aí a minha prima?"


Olímpiadas (com triatlo incluído) para Todos!

08/12/10



Já aqui há tempos referi que era uma pena não haver uma instituição, entidade, o que fosse, que se ocupasse da organização de um evento ao jeito dos jogos olímpicos para veteranos, isto é, atletas fora do prazo. O sentido é proporcionar através da prática desportiva o convívio, o bem estar, a possibilidade de desfrutar do prazer que é competir a sério com um largo sorriso estampado na face, descontraidamente, podendo incluir a família numa verdadeira festa global. Ao fim e ao cabo, terão sido esses alguns dos princípios primários do conjunto de intenções de Pierre de Coubertin quando projectou as Olimpíadas da era antiga para os tempos mais recentes. Coitado, longe estava de pensar que as coisas não se passariam exactamente como ele as tinha imaginado, mas...A realidade é que, como diz o ditado, "Deus escreve muitas vezes direito por linhas tortas", e vai daí fico com a sensação de que o verdadeiro espírito Olímpico do Sr. Barão reside precisamente nas intenções  dos responsáveis que estão por detrás da International Masters Games Association. Como a associação refere na sua home page, a filosofia é a prática desportiva como um direito do Homem, e assim todo o indivíduo tem o direito de ter a possibilidade de competir desportivamente de acordo com as suas possibilidades (princípio fundamental da carta olímpica). E apesar da organização referir que a participação nos jogos só é possível a partir dos 35 anos, a verdade é que em várias modalidades é possível participar com idades bem mais baixas. 
Deixo-vos este vídeo para vos dar uma ideia do que são de facto os jogos.


E a associação não se fica pela organização dos jogos mundiais. Também organiza, em parceria com as entidades locais, os Jogos Europeus de Masters. O próximo evento cuja designação é Lignano 2011, irá ter lugar em Itália, bem chegado a Veneza, entre 10 e 20 de Setembro. O programa é bastante diversificado e rico, e claro! também inclui triatlo e em dose dupla. Confesso-vos que tenho cá uma vontade em participar, a despeito das distâncias se ficarem pelo género sprint!!
Mas...a possibilidade de viver um evento do tipo dos jogos olímpicos por dentro, como protagonista, algo que sempre sonhei, mas que nunca pude concretizar como atleta, é qualquer coisa. Vocês não acham?

Pensem nisto. 


2011: Expectativas.

06/12/10



Está na altura de falar do que espero de 2011 no que ao triatlo e participação desportiva diz respeito.  Claro que não adiantava muito saber o que o triatlo espera de mim. Não se escreveria mais que um ponto de interrogação ou no máximo três singelos pontinhos. Portanto, o melhor mesmo é eu avançar.
Os meus propósitos com a prática competitiva e desportiva em geral, já ficaram clarificados há muito tempo. Por isso, dispenso repeti-los. Daí que 2011 sirva para dar continuidade aos resultados prometidos, outros escondidos, outros por esclarecer, de 2010, mas também de 2009.
Neste ano que irá entrar nas nossas vidas, não tarda nada, e para além desse pormaior de que iremos dispor de menos graveto, irei integrar um novo escalão etário (quem te manda a ti ser velho!): o V3. Até estava a gostar do V2, mas não me deixam permanecer nele. Logo, irei procurar tirar o máximo dos benefícios possíveis dessa coisa de ser o benjamin neste novo (para mim) escalão. Então, não será legítimo esperar que conquiste umas coisitas engraçadas quando os craques maiores do dito estiverem arredados da compita? Eu cá acho que sim, que essas aspirações serão legitimas. Por isso, meus amigos e adversários de trânsito para a meta: estejam preparados, porque eu vou lá estar a esgadanhar para chegar primeiro. Bom, irei no mínimo lutar por isso. Terei neste escalão alguns nomes cujo traquejo é muito elevado. Refiro-me a António Moura, José Oliveira, Carlos Brito, António Raposo, Renato Fidalgo...só para citar aqueles que normalmente se chegam lá bem à frente. Alguns destes dão-se melhor nos duatlos, outros nos triatlos ou nas duas vertentes. O tempo que tenho de preparação/competição é demasiado curto e estarei para todo o sempre condicionado por ter aderido à prática aos 48 anos. Mas, é mesmo assim e não há nada que eu possa fazer para alterar isso, a não ser fazer o que tenho vindo a fazer: preparar-me mais e melhor. Por isso, tudo o que possa resultar daqui para a frente irá assentar numa base já adquirida ao longo destes passados dois anos. E já o sinto desde que recomecei a actividade de preparação para esta nova época. E muito embora tudo possa e deva ser trabalhado (velocidade, potência, resistência, força, flexibilidade, agilidade, destreza...), simplesmente, há níveis de rendimento que me estarão inacessíveis. Mas, dos que estão acessíveis, a esses irei dar-lhes trabalho, muito trabalho. 
E já que falei em nomes, há uma novidade que encerra duas; este próximo ano irei representar o Fonte Grada (Associação de Moradores Cultura e Recreio) e terei como companheiro de escalão precisamente o António Moura. Espectáculo! 
Sobre os objectivos em termos das provas que pretendo superar, já não é segredo algum que me candidato naturalmente, penso eu, à distância Ironman 70.3. Explico o porquê do "naturalmente"; os objectivos sucedem-se em função dos desafios a que nos vamos submetendo. Se os vencemos bem ou razoavelmente, deixam de servir para a nossa própria superação. Este ano que passou venci um objectivo que foi traçado num momento em que ainda não tinha o traquejo do treino e da modalidade. Rapidamente comecei a sentir que a unidade mente e corpo estaria em condições não só do alcance daquele como de pretender mais. Em 2010 já estaria preparado para a distância longa.  E é mesmo assim que as coisas devem ser feitas ou alcançadas: etapa a etapa, passo a passo. Mas, para além da distância referida em triatlo, e porque fiquei fã, quero concretizar maratonas, por cá, mas de preferência para lá do nosso quintal, aproveitando a simbiose desporto-turismo-família-socialização. Isso, maratonas, ser maratonista. Deu-me gozo os treinos longos de corrida e o ter vencido a distância. Por isso, também pretendo participar em corridas de montanha: os trails. Para já, experimentar, "O depois" logo se verá em função da experiência vivida. As maratonas BTT também terão de fazer parte do plano de provas, mas servindo um princípio do meio para  e não o fim em si mesmo.
Um objectivo claramente definido será o de estar a 100% no momento da prova de atribuição dos títulos Age-Groups. Determino-me a alcançar um dos lugares do pódio. Bom, este é o conjunto de intenções que para ser levado a sério me obriga a ter uma época regular, no mínimo.

De que maneira irei procurar melhorar os meus níveis de rendimento? Para além do implícito dos implícitos (treinar melhor e bastante, mas melhor que bastante), as corridas populares serão usufruídas para evoluir e ir avaliando as minhas competências neste segmento. As meias maratonas e maratonas servirão também para esse desiderato, mas pretendo igualmente ir melhorando as minhas marcas pessoais nas distâncias. Uma questão de orgulho próprio. Gostaria de competir em natação pura, aqui e ali, mas...vamos ver se dá. Ao nível do ciclismo, pretendo realizar as já referidas maratonas de btt, escolhidas criteriosamente em função do calendário competitivo, e algumas clássicas, não muitas, de ciclismo, também obedecendo aquele critério. Também pretendo realizar treinos longos (acima dos 140 kms). Aliás, nas intenções do meu plano de preparação preterirei algumas provas nacionais (mesmo ainda não o conhecendo), em detrimento de alguns dos treinos/eventos referidos.  
Em concreto, para a minha preparação específica para o Campeonato Nacional de A-G - triatlo, gostaria de realizar 2 estágios  (mínimo) em altitude, antecedendo a prova. O local está escolhido (Serra da Estrela), as condições estão referenciadas, falta aquela parte importante (saber se haverá  o "vil metal"). Alguém para me acompanhar? Fica feito o convite.
Claro que todo este desenrolar de intenções está condicionado pelas lesões; por outros factores, também. Mas, estes fazem parte daquele conjunto de circunstâncias que a todo o momento poderão surgir e que nem vale a pena pensar nelas. E são condicionantes aleatórias, que podem afectar um ou todos ou nenhum. As minhas lesões não. Essas são umas queridas para mim, odeiam ver-me feliz e contente, sentem-se marginalizadas quando não lhes ligo nenhuma e vai daí amuam, prendem o burro e tenho mesmo de voltar atrás e dar-lhes a atenção que reclamam. Enfim...Esta entrada de época, por exemplo, após uma semana de treinos, com corrida incluída, estava a sentir-me novo em folha e a pensar como estava a ser diferente este reinício, e mais o prazer que estava a sentir...até que. Já falei. Não será nada demais, mas já me condicionou para Dezembro. É isso.


Desejo a todos vós uma grande época 2011. E aos meus mais directos adversários uma mensagem: não me dêem tréguas.


Abraços triatléticos.


Duatlo do Jamor a Abrir a Época 2011!

04/12/10



Pois é! Eu li numa revista, cujo nome não irei divulgar, e que parece ter fontes próximas da Federação, que a época 2011 irá iniciar com o Duatlo do Jamor, mais concretamente a 29 de Janeiro, isto é, a um Sábado. Se será efectivamente assim, não sei, uma vez que a citada revista nem sempre atina nas datas. Mas que é certo que esta prova abrirá a época, disso não tenho dúvidas.
Portanto, para os amantes do Duatlo BTT ou apenas do BTT, preparem lá o vosso calendário para abrir a todo o gás em Janeiro. 

Quanto a mim, a coisa não está a recomeçar como desejaria, uma vez que novamente os problemas musculo/esquléticos estão a condicionar-me na corrida. Uma semana e meia parado  e espero que tudo fique resolvido para poder estar OK em Janeiro. Consequência imediata: adiamento da entrada em competições ja em Dezembro, uma vez que tinha previsto participar no corta-mato de Febres, em representação do CLUVE, mas não vai dar. Proximamente, irei escrever sobre as minhas expectativas para 2011 e das...novidades. Sim, há algumas novidades.

Abraços triatléticos e até breve, companheiros de luta.




Retrospectiva da Época 2010!

03/12/10





Neuroma de Morton

26/11/10



É muito provável que o problema que vem afectando a planta do meu pé esquerdo,  há algum tempo a esta parte, tenha esse nome, citado em epigrafe e digno de um verdadeiro atleta qualquer. Dispensava, mas o pé não está de acordo e terei de lhe fazer a vontade. Ainda não é certo que se trate daquele problema, uma vez que falta completar o diagnóstico. De acordo com as queixas apresentadas, também poderá tratar-se de fractura de stress. Mas, relacionando as queixas com os sintomas, ainda os factos conhecidos e a pesquisa cá em casa realizada, tudo aponta para aquilo: Neuroma de Morton. A ressonância magnética, mais uma, acompanhada de ecografia à região lesada, irão despistar todas as dúvidas. Será a conclusão do diagnóstico. Uma vez mais, estou nas mãos do Dr. Helder Pereira. Não estaria melhor acompanhado, asseguro-vos.
E se vos trago aqui este "sujeito", seu neuroma, é porque vos poderá vir a ser útil alguma da informação que passarei a partilhar convosco.

Descrição do Neuroma
O Neuroma de Morton é um tumor de origem benigna, localizado ao nível de um dos nervos interdigitais do pé, nervos esses responsáveis pela transmissão das sensações dos dedos que inervam. Na verdade, não será tanto um tumor, antes um espessamento do tecido que envolve o nervo. Segundo o resultado das pesquisas, também poderá ser apelidado por neuroma interdigital, neuroma metatársico ou ainda neuroma do antepé. Normalmente, esta inflamação ocorre entre o 3º e 4º metatarso, mas também poderá ocorrer entre o 2º e 3º metatarso (parece-me ser o meu caso) ou até entre outras inervações do metatarso, mas com menor incidência. Acima de tudo, está dependente da afectação da região do metatarso perante as acções contínuas de pressão/stress a que a região fica sujeita, aumentando assim a sua compressão nervosa.
As pessoas mais sujeitas ao aparecimento desta patologia são os corredores, devido à sobrecarga da região metatársica, pela acção biomecânica propulsora decorrente do acto de correr, mas também as mulheres, devido ao uso sistemático de sapatos estreitos e com tacão alto. Pessoas com excesso de peso também têm um prevalência considerável no aparecimento desta patologia, pelo consequente aumento da pressão na zona referida.
Os sintomas são variáveis, mas incidem especialmente no aparecimento de uma dor ardente na zona metatársica, que irradia por vezes para o membro inferior. Normalmente também surge dormência na zona lesada ou sensações de choques eléctricos na base dos dedos afectados. Com a continuação, dá-se-nos a ideia estranha de que se está a pisar uma pequena bola mole, como se de um corpo estranho se tratasse.
O tratamento pode abranger várias soluções, consoante as necessidades do paciente. No meu caso, ou no nosso caso, parece-me haver uma e única solução (tratando-se efectivamente desta "a lesão"): uma pequena cirurgia para a remoção do respectivo neuroma.

Deixo-vos este pequeno vídeo, exemplarmente concebido em modo animado e extremamente elucidativo e preservador de personalidades mais sensíveis. Para estes, uma busca no "yu tubi" apresentar-vos-à uma cirurgia "à séria". 

Um abraço e até breve.



Eu Já Retornei! E Tu?...

24/11/10




Estava estabelecido que seria esta semana. Estava até planeado que seria 2ª feira. Não foi, foi 3ª. Mas foi, definitivamente, e lentamente. Comecei com a natação, acabei com ciclismo. Hoje já foi dia de experimentar também a corrida, mais a natação e o ciclismo. Isto é, o tri. As 4ª feiras serão para estas coisas; treinos longos ou tri-treinos. Como os treinos longos estão...longe, irei abordar os tri-treinos. Para me ir ambientando ao verdadeiro ritmo. Claro que a natação anda sofrível, em termos de tempos realizados e também ao nível do desgaste físico. Normal para quem não nadava há 3 semanas. Porém, a introdução (tentativa, pelo menos) de novos aspectos técnicos estão como que a fazer-me "nadar para trás". Vamos ver. É preciso algum tempo para que as alterações produzam efeito e também debitar o efeito da fraca condição física actual. A corrida foi uma agradável surpresa (efeito maratona?); hoje corri ao ritmo de 5'06/km. Sem grande cansaço. Mas...comigo há sempre um mas. Já lá irei. O ciclismo tem sido o mais fácil: ontem pouco mais de 27km/hr, hoje acima dos 28km/hr. Em apenas uma hora, em andamentos mais leves (pedaleira grande e carreto 30) e terreno o mais plano possível. E assim continuará esta semana e na próxima, aí alternando com períodos mais longos, mas nunca excedendo a hora e meia. Já não pedalava há 3 semanas e meia, com excepção daquela participação no Braga Bike Cross. O plano para estes dias que vão sendo vividos é este: regresso sim, com tranquilidade. Objectivo: desintoxicar e vascularizar, dando aos sistemas cardíaco e respiratório o tempo necessário para uma readaptação a rotinas algo esquecidas, para além de outras coisas. Por outro lado, desfrutar do prazer de praticar, treinando assim, sem pressas e com volume e intensidade reduzidas. 
As férias ofereceram-me mais 2 kgs. Normal. Fiz mesmo por abusar. Acreditem que até fiquei admirado com o excedente de apenas 2 quilogramas. Claro que a perca de massa muscular explica o sucedido. Assim como o pagamento da factura nos próximos dias também se irá reflectir na balança. Hoje pela manhã já pesava mais 500 gramas que ontem. Natural porque começa a fazer-se sentir o efeito do aumento da massa muscular; pelo menos a sua solicitação aumenta de imediato o tónus muscular. Suponho que só para a semana os dados traduzam com mais fidelidade os contrapesos entre uns e outros factores e que o peso efectivamente comece a descer. Seja como for, fiquei muito contente por ter recomeçado com 70 kgs, facto que não ocorreu no ano transacto. Este indicador é muito importante e permitir-me-á alcançar um dos meus objectivos para 2011: pesar 66 kgs, um peso triatlético.
Como disse atrás, há sempre um problema comigo. Este subsiste há algum tempo e o mais provável será ter de parar, novamente, para uma outra, embora menor, intervenção cirúrgica. Falo da lesão que afecta o metatarso do meu pé esquerdo.  Por isso, alguns objectivos para a próxima época estarão a esta hora sentados, à espera de novas. 
Este retorno desestabilizou algumas das rotinas últimas que adquiri. Especialmente ao nível do ciclismo é um verdadeiramente desatino. Porque acrescido do tempo frio, uma sessão de treino obriga a imensos preparos, com imenso material, como todos vós sabeis. Claro! há uns mais maricas que outros. Eu serei um deles. E nestas duas últimas sessões excedi sempre o tempo que pensava demorar para FINALMENTE! me por em cima da burra. Debalde; ou faltava isto ou aquilo ou aqueloutro...que raio, o tempo a passar, a noite cada vez mais noite e o frio cada vez mais frio e eu ainda à procura daquilo. Depois, e como me sobra pouco tempo, é sempre na hora que faz falta dar um pouco de ar aos pneus ou outra coisa qualquer...Depois, também regressou o stress; o tempo contadinho, para cumprir todas as tarefas que me proponho cumprir a cada dia...estou claramente em desatino, meio embrulhado na ausência de práticas outrora habituais. É o que faz ficar 15 dias a ver passar navios.
Um aspecto positivo e decisivo: está a saber muito bem voltar aos treinos. Faz-me sentir novamente gente. Estava a ter a sensação que aquele peixe deve sentir quando se encontra fora d'água. 

Companheiros, abraços e até breve.


Férias!...e a Festa do Triatlo.

18/11/10




Ah!...férias...que bom... o peso a aumentar...maravilha... à custa do vinhol (branco ou tinto), que sempre está ausente no período do "treinamento"... das comezainas com os amigos que nos visitam e por cá ficam e nos levam a inflacionar o perímetro abdominal. Tudo dentro do previsto...bom, nem tanto. Contava comer menos, mas podendo as refeições ser em família mais alargada, o lado social eleva-nos a limites que não desejaríamos.  Seja como for, tudo dentro do programado; encher a mula q.b., reforçar outros lados do psico, libertando os outros que normalmente são castigados no período da "malhação". A época é loooonga e há muito tempo para nos prepararmos. Há 3 semanas que não nado; há 3 semanas que não pedalo. Calma, pedalei pelos trilhos de Braga, no Raid Cross do mesmo nome, Domingo passado. Entretanto, vai haver novidades para a nova época. A seu tempo, meus amigos, a seu tempo...
E se hoje aqui venho, foi porque o "familiar" Sica nos chamou à atenção para o programa que a Federação está a preparar para o dia 12 de Dezembro. Os mais atentos já estarão familiarizados. Em todo o caso, parece-me muito interessante e realmente uma verdadeira Festa do Triatlo o programa que a Federação está a preparar ou está a congeminar para a referida data e que de forma resumida passa pela realização de 3!! treinos, um em cada segmento e durante o turno da manhã, seguido de um almoço com todos os interessados e no final do qual se procederá à realização da Gala da modalidade. Tudo em Montemor-O-Velho. Parece-me realmente interessante. 
Para esclarecimento da reflexão que anteriormente fiz, e sem prejuízo das opiniões manifestadas e que considero, eu não me referi ao termo "tribo" propositadamente, porque sinto que para além da tribo,  conjunto biunívoco de subsistência de todas as famílias, sinto o desenvolvimento embrionário de uma família, parte integrante da tribo, mas que, por várias razões, não interessa agora quais, tem uma ligação afectiva mais intensa e, porventura, uma maior identidade - nos objectivos, nas emoções, nos propósitos. Nesta família que refiro, as qualidades referidas na tribo estarão como que potencializadas, aumentadas. Pode até ser impressão minha, mas eu pelo menos tenho sentido essa empatia entre todos aqueles que amiúde vêem partilhando as suas labutas nesta cena triatlética. A blogosfera tem sido o caldo nutritivo onde essa família se tem alimentado e dado os valores éticos e morais que têm revelado, só posso sentir-me orgulhoso e agradecido, como disse, em a integrar. "Junta-te aos bons e serás tão bom como eles; junta-te aos maus e serás pior do que eles".  

Abraços triatléticos, companheiros.


Reflexão III

16/11/10



Desde o momento em que aderi, em boa hora, diga-se, e ainda que considerando a elevação dos meus gastos e consequente delapidação das minhas economias, à modalidade desportiva Triatlo, que me fui apercebendo da existência de gente de bem, muita gente de bem. Não digo que também não haja em muitas outras vertentes da nossa vida gente assim, que concerteza e graças a Deus haverá, mas concretamente no triatlo há efectivamente muita gente de bem. Como em tudo, há-os menos "bem" e até os "ranhosos", mas tratando-se de pessoas isso é perfeitamente normal. Acontece no trabalho, acontece, nos clubes, acontece em todos os lados, até acontece na família. Portanto, será uma inevitabilidade. Todos diferentes, todos iguais, é verdade. A questão é que sendo uma actividade, a da prática desportiva, de puro prazer, mesmo que para o obter se tenha de sofrer alguma coisa pelo meio, seria de todo aconselhável que se estivesse num ambiente francamente positivo, sob pena de se desvirtuarem todos os propósitos que levam à sua incorporação na nossa vida. É um dado adquirido que em triatlo tem sido muito gratificante conviver com muita gente nova e menos nova, mas todos de bem; de bem consigo, de bem com os outros, de bem com a vida.
Daí que a páginas tantas me tenha apercebido que se estaria a germinar uma nova Família no conjunto das famílias que fazem parte da minha/nossa vida: a família triatlética. É verdade. Cada família terá as suas caracteristicas, mas todas elas têm alguns predicados comuns: a identidade, os propósitos, os princípios. Será como o padrão genético - o genoma da família. E também no triatlo me tenho apercebido que as pessoas com quem tenho vindo a conviver apresentam aquelas caracteristicas que fazem de nós um família. Com variantes, obviamente, mas insuficientes para não fazerem parte desta "nouvelle" família. Alguns serão irmãos, uns mais próximos, outros nem tanto. Outros primos, primeiro grau. Segundo grau também os haverá. Outros tios, enteados, padrinhos, enjeitados...será que haverá um pai e uma mãe? Não tem de ser exactamente assim, mas que se trata de uma família, não tenho dúvida alguma.
E por isso eu sinto Orgulho, muito orgulho, nesta família. Orgulho na sua dedicação a uma causa, no seu entusiasmo. Orgulho porque não atropelam ninguém para o alcance dos seus objectivos, permanecendo fieis aos bons princípios que os acompanham. Orgulho porque são exemplos de disciplina. Orgulho porque conseguem conciliar esta família com a sua família, trazendo-os com frequência para a partilha das emoções. Orgulho porque estão sempre disponiveis para integrar um novo elemento, acarinhando-o, exaltando-o ou confortando-o, protegendo-o. Orgulho porque é uma família sem fronteiras, que acolhe novos e menos novos, de norte a sul, leste a oeste, sem reservas físicas ou psicológicas, onde cada um tem o seu próprio espaço.  Orgulho porque partilham os êxitos e os inêxitos.
Com o evento do Porto, senti uma espécie de irmandade em torno dos objectivos de todos nós, como se no final tivessemos feito uma larga roda, e abraçados, tivessemos festejado os êxitos de todos e de cada um, e carpido todas as dores.
A minha expectativa é que a família se vá alargando, sem comprometer a sua identidade.

Um enorme abraço para a Família.


2010 Ironman World Championship - Chris McCormack: O vídeo.

13/11/10



Este vídeo apresenta-nos o sonho em imagens. Mas vai mais longe; oferece-nos o protagonista maior na revelação das suas próprias emoções nos momentos cruciais do maior evento Ironman. Para inspirar e...expirar.
Façam o favor de parar a música do blog.


Abraços triatléticos.




Ecos da Maratona do Porto...

09/11/10



É francamente gratificante receber os incentivos e estimulos que aqui vão deixando todos aqueles que comigo vão partilhando as pequenas vitórias, as angústias, os avanços e os recuos, as conquistas e os desesperos desta vida desportiva que por vezes tendem a confundir-nos sobre as verdadeiras prioridades que nos devem orientar. Assim como registo com prazer as visitas que se sucedem sempre que me atrevo na redacção de uma crónica, em resultado de uma participação minha ou de um acontecimento triatlético. Ontem registei a maior afluência alguma vez verificada a este blog num só dia. E isso mereceu da minha parte algumas conclusões. 
De tempos a tempos, à que reflectir no sentido de hierarquizar as verdades da nossa vida e voltar a determinar o azimute, sob pena de nos afastarmos demais da nossa real direcção. Sendo essas palavras, aqui deixadas, de alto reforço da auto-estima e auto-confiança,  terão de servir para nelas nos inspirarmos e delas voltarmos a partir para novos horizontes, novos desafios, ou tão só a redefinição dos mesmos, mas sempre no pressuposto de que nada é definitivo. E sendo tudo relativo, também a importância daquelas pequenas vitórias se reduz à sua insignificância quando a realidade nos cai nos braços, se pela televisão adentro nos apercebemos de como o mundo pode ser terrivelmente injusto ou quando mesmo ao nosso lado o desacordo leva as pessoas a desencontrarem-se dos seus objectivos e propósitos que ontem eram comuns, mas hoje já não, acabando por castigar os inocentes e a sua ingénua ideia de que viver é perfeito. Só para citar dois exemplos.
 Mas, o verdadeiro motivo desta retoma ao tema é a necessidade de escrever sobre o meu agradecimento pela força que os vossos comentários (e também as vossas visitas) me dão. E como disse no blog de um companheiro nosso "palavras fortes geram emoções fortes". Obrigado!
Um outro agradecimento que se me impõe e que no domingo me escapou, tal a oxidação no meu raciocínio, é aquele que devo em primeiro lugar aos médicos ortopedistas que me operaram e acompanharam antes e após o debelar da lesão, processo sem o qual jamais haveria maratona para mim, a saber e nunca é demais repetir: D. Helder Pereira e Dr. João Nunes. Em segundo lugar, agradecer novamente ao Fisioterapeuta Diogo Cardoso, bem como às suas colaboradoras também elas Fisioterapeutas, toda a sua entrega e preocupação na resolução de todo o manancial de queixas que se sucedem em razão directa dos meus sonhos. Um dia destes proíbem-me de sonhar (imaginem quem).
Estando de férias, não mais fiz qualquer actividade física que justifique essa classificação. Apenas uns alongamentos para dar o exemplo aos "meus miúdos". Estranho esta sensação de ter mais tempo para nada fazer ou procurar fazer algo para o ocupar. Não que não tenha imensas coisas em atraso para agora as poder organizar. É sobre a sensação que falo. Mas, como a cabeça não pára e ainda bem, alguém já considerou a possibilidade duma ida a Barcelona, 6 de Março, para a Maratona local? (risos)Pois é. É isto que agora faço; antever mentalmente o que pode ser o ano 2011 em termos de participação em eventos desportivos e começar a engendrar uma estratégia para fazer o que se gosta com o mínimo prejuízo das re(a)lações familiares e das finanças, e já agora da integridade física e mental. Numa coisa estou certo: 2011 evento prioritário será Ironman 70.3 (acho que agora não estarei a cometer nenhuma gafe referindo-me ao triatlo longo, certo?). Tudo o resto lhe estará subordinado. Eu sei que tenho aí um (bom e verdadeiro) amigo que me desafia amiúde para a cabeça do Touro. Cada coisa a seu tempo, de modo a ser assimilada pelo corpo e pela própria consciência que a mente fará das capacidades dos dois. Sei que esse desafio é assumido com base na confiança de que eu o conseguirei alcançar. E agradeço esse depósito de confiança. No entanto, nada deve ser feito sem antes partir de nós a tomada de consciência dessa consciência; com o trabalho de casa feito, avaliando cada etapa do seu desenvolvimento. E realmente não há impossíveis; com trabalho e alguma sorte, não há. Assim foi com a minha preparação e sequente participação  na maratona do último fim de semana. Por isso a designei corpo vs mente.

Abraços triatléticos, companheiros!