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2011: Expectativas.

06/12/10



Está na altura de falar do que espero de 2011 no que ao triatlo e participação desportiva diz respeito.  Claro que não adiantava muito saber o que o triatlo espera de mim. Não se escreveria mais que um ponto de interrogação ou no máximo três singelos pontinhos. Portanto, o melhor mesmo é eu avançar.
Os meus propósitos com a prática competitiva e desportiva em geral, já ficaram clarificados há muito tempo. Por isso, dispenso repeti-los. Daí que 2011 sirva para dar continuidade aos resultados prometidos, outros escondidos, outros por esclarecer, de 2010, mas também de 2009.
Neste ano que irá entrar nas nossas vidas, não tarda nada, e para além desse pormaior de que iremos dispor de menos graveto, irei integrar um novo escalão etário (quem te manda a ti ser velho!): o V3. Até estava a gostar do V2, mas não me deixam permanecer nele. Logo, irei procurar tirar o máximo dos benefícios possíveis dessa coisa de ser o benjamin neste novo (para mim) escalão. Então, não será legítimo esperar que conquiste umas coisitas engraçadas quando os craques maiores do dito estiverem arredados da compita? Eu cá acho que sim, que essas aspirações serão legitimas. Por isso, meus amigos e adversários de trânsito para a meta: estejam preparados, porque eu vou lá estar a esgadanhar para chegar primeiro. Bom, irei no mínimo lutar por isso. Terei neste escalão alguns nomes cujo traquejo é muito elevado. Refiro-me a António Moura, José Oliveira, Carlos Brito, António Raposo, Renato Fidalgo...só para citar aqueles que normalmente se chegam lá bem à frente. Alguns destes dão-se melhor nos duatlos, outros nos triatlos ou nas duas vertentes. O tempo que tenho de preparação/competição é demasiado curto e estarei para todo o sempre condicionado por ter aderido à prática aos 48 anos. Mas, é mesmo assim e não há nada que eu possa fazer para alterar isso, a não ser fazer o que tenho vindo a fazer: preparar-me mais e melhor. Por isso, tudo o que possa resultar daqui para a frente irá assentar numa base já adquirida ao longo destes passados dois anos. E já o sinto desde que recomecei a actividade de preparação para esta nova época. E muito embora tudo possa e deva ser trabalhado (velocidade, potência, resistência, força, flexibilidade, agilidade, destreza...), simplesmente, há níveis de rendimento que me estarão inacessíveis. Mas, dos que estão acessíveis, a esses irei dar-lhes trabalho, muito trabalho. 
E já que falei em nomes, há uma novidade que encerra duas; este próximo ano irei representar o Fonte Grada (Associação de Moradores Cultura e Recreio) e terei como companheiro de escalão precisamente o António Moura. Espectáculo! 
Sobre os objectivos em termos das provas que pretendo superar, já não é segredo algum que me candidato naturalmente, penso eu, à distância Ironman 70.3. Explico o porquê do "naturalmente"; os objectivos sucedem-se em função dos desafios a que nos vamos submetendo. Se os vencemos bem ou razoavelmente, deixam de servir para a nossa própria superação. Este ano que passou venci um objectivo que foi traçado num momento em que ainda não tinha o traquejo do treino e da modalidade. Rapidamente comecei a sentir que a unidade mente e corpo estaria em condições não só do alcance daquele como de pretender mais. Em 2010 já estaria preparado para a distância longa.  E é mesmo assim que as coisas devem ser feitas ou alcançadas: etapa a etapa, passo a passo. Mas, para além da distância referida em triatlo, e porque fiquei fã, quero concretizar maratonas, por cá, mas de preferência para lá do nosso quintal, aproveitando a simbiose desporto-turismo-família-socialização. Isso, maratonas, ser maratonista. Deu-me gozo os treinos longos de corrida e o ter vencido a distância. Por isso, também pretendo participar em corridas de montanha: os trails. Para já, experimentar, "O depois" logo se verá em função da experiência vivida. As maratonas BTT também terão de fazer parte do plano de provas, mas servindo um princípio do meio para  e não o fim em si mesmo.
Um objectivo claramente definido será o de estar a 100% no momento da prova de atribuição dos títulos Age-Groups. Determino-me a alcançar um dos lugares do pódio. Bom, este é o conjunto de intenções que para ser levado a sério me obriga a ter uma época regular, no mínimo.

De que maneira irei procurar melhorar os meus níveis de rendimento? Para além do implícito dos implícitos (treinar melhor e bastante, mas melhor que bastante), as corridas populares serão usufruídas para evoluir e ir avaliando as minhas competências neste segmento. As meias maratonas e maratonas servirão também para esse desiderato, mas pretendo igualmente ir melhorando as minhas marcas pessoais nas distâncias. Uma questão de orgulho próprio. Gostaria de competir em natação pura, aqui e ali, mas...vamos ver se dá. Ao nível do ciclismo, pretendo realizar as já referidas maratonas de btt, escolhidas criteriosamente em função do calendário competitivo, e algumas clássicas, não muitas, de ciclismo, também obedecendo aquele critério. Também pretendo realizar treinos longos (acima dos 140 kms). Aliás, nas intenções do meu plano de preparação preterirei algumas provas nacionais (mesmo ainda não o conhecendo), em detrimento de alguns dos treinos/eventos referidos.  
Em concreto, para a minha preparação específica para o Campeonato Nacional de A-G - triatlo, gostaria de realizar 2 estágios  (mínimo) em altitude, antecedendo a prova. O local está escolhido (Serra da Estrela), as condições estão referenciadas, falta aquela parte importante (saber se haverá  o "vil metal"). Alguém para me acompanhar? Fica feito o convite.
Claro que todo este desenrolar de intenções está condicionado pelas lesões; por outros factores, também. Mas, estes fazem parte daquele conjunto de circunstâncias que a todo o momento poderão surgir e que nem vale a pena pensar nelas. E são condicionantes aleatórias, que podem afectar um ou todos ou nenhum. As minhas lesões não. Essas são umas queridas para mim, odeiam ver-me feliz e contente, sentem-se marginalizadas quando não lhes ligo nenhuma e vai daí amuam, prendem o burro e tenho mesmo de voltar atrás e dar-lhes a atenção que reclamam. Enfim...Esta entrada de época, por exemplo, após uma semana de treinos, com corrida incluída, estava a sentir-me novo em folha e a pensar como estava a ser diferente este reinício, e mais o prazer que estava a sentir...até que. Já falei. Não será nada demais, mas já me condicionou para Dezembro. É isso.


Desejo a todos vós uma grande época 2011. E aos meus mais directos adversários uma mensagem: não me dêem tréguas.


Abraços triatléticos.

4 comentários:

sica disse...

João, muitas e boas novas.
A primeira de todas teres reforçado a equipa do Fontegrada com quem o Peniche mantém uma salutar disputa.
Segunda o bichinho da distância também te picou.
Terceira o desafio de estar entre os melhores do teu Age-Group.
Aqui vai uma dica "a diferença entre o quase e o feito depende somente da tua vontade".
É tempo de te atirares para a frente sem nunca olhar para trás.

Rui Pena disse...

Boas João,

Antes de mais, obrigado pelo apoio que estás sempre a dar-me.

Quanto a ti, estou a ver que tens bons estímulos para 2011... Não serei teu adversário no AG, mas tu és uma referencia para o meu estado de forma e gostaria de estar perto de ti nalgumas provas do próximo ano.

Abraço... e que se resolva de vez essa coisa do pé.

Triatleta disse...

JC,

Seja no escalão de Infantis, seja em V3, o importante e legítimo, é ambicionar e treinar para atingir objectivos.

Que tal a Maratona de Sevilha em Fevereiro?

Abraço e bons treinos.

david caldeirao disse...

um tipo fica cansado só de ler(ver) toda essa motivação e tantos desafios que por ai veem!!!
o mais dificil já tens...
VONTADE ;-)
que a força esteja contigo....