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Duatlo do Jamor: Estão Abertas as Hostilidades!

29/01/12



Foto retirada do sítio da FTP
A edição de hoje do Duatlo do Jamor constituiu uma meia surpresa, mas não me irei alongar muito até porque a federação no seu sítio retrata de forma sucinta mas pormenorizada a evolução dos acontecimentos verificados na manhã deste domingo.
Na realidade, a meia surpresa tem tudo a ver com as incidências verificadas na prova feminina, onde a Patrícia Serafim, agora em representação do Olímpico de Oeiras, não conseguiu repetir a vitória do ano passado. Não venceu a Patrícia mas venceu uma estrela em ascensão: a ainda cadete Luísa Condesso. Fenomenal! E excelente para a modalidade. Sopram novos e frescos ventos no setor feminino. Por outro lado, a Luísa é a estrela mais brilhante de uma constelação que o clube Águias de Alpiarça está paulatinamente a construir. Reparem, nos 12 primeiros classificados do setor feminino, 5 são do Águias e todas elas cadetes. Palavras para quê?
No setor masculino, o olímpico Bruno Pais, do Benfica, venceu sem contestação e cumpriu o favoritismo que lhe era atribuído. Realce para o Marco Sousa, do Benedita, que dá água pela barba aos fieis da modalidade, graças à sua extraordinária capacidade no btt. Hugo Ventura esteve em grande ao conseguir resistir a este Marco, que tem registado progressos na arte de correr. Muito bom.
Realço também a prestação dum atleta meu vizinho: Diogo Figueiredo. Este ano, integrando um escalão novo, os juniores, havia vencido no ano transato o escalão cadete no setor. Pois, este ano conseguiu um 3º lugar no escalão, tendo ficado a uns 54 segundos do 1º, ele cuja especialidade é o btt e onde é excelente, mas que também tem muita qualidade na corrida, tendo inclusive vencido a prova escolar concelhia do escalão donde é residente (Esposende), precisamente na passada 6ª feira. Excelente.
Nos diferentes escalões masculinos, realço as prestações de Luís Almeida (Olímpico), em V1, António Calafate (Sporting Golegã), em V2, Carlos Cabrita (Louletano), em V4, com 5' de vantagem sobre o 2º classificado, e de Fernando Pombo (Sp. Golegã), em V5.
No meu escalão, V3, uma luta renhidíssima entre António Horta (Praças da Armada) e um individual de nome João Paulo Marques deve ter sido emocionante, tendo a vitória sorrido ao companheiro do Praças pela diferença duma migalha. O campeão Carlos Gomes quedou-se no 3º posto. Os resultados neste escalão adivinham um ano em grande convulsão, como já se esperava, de resto.

Afinal, a crise também chegou ao duatlo do Jamor. O registo dos 545 atletas anunciados que concluíram a prova está algo aquém dos anos anteriores, quando este local serviu igualmente para a abertura da época. Isto porque muitos, mas muitos dos tais anunciados não compareceram, a maior parte deles individuais.

E pronto, estão abertas as hostilidades, por assim dizer. Abraços triatléticos, companheiros.


Duatlo do Jamor: Previsão do Tempo e Lista de Inscritos!

27/01/12



Com o recomeço da temporada, volto a divulgar esta digamos que...rubrica, sobre o tempo previsível e a listagem dos inscritos.
Como já se sabe, são muitos os inscritos e mais que certo que entre eles também muitos se estreiam na modalidade. 
O tempo prevê-se para o friozinho (8º mais ou menos). Nada que uma boa ativação não resolva. Eu cá fico a roer as unhas (mais uma vez) porque o Jamor tem qualquer coisa de especial; o contexto paisagístico, o ser duatlo x-terra, o ter sido sempre muito feliz nesse lugar, mas principalmente, a atmosfera gerada pelo reencontro das caras conhecidas. Neste caso, vou ter de esperar para nos reencontrarmos novamente, companheiros.

Boa prova!





Duatlo do Jamor 2012: Crisis? What Crisis?

26/01/12




Estamos à porta do fim de semana e com isso à beira de iniciar a época de triatlo 2012. Conforme anuncia a Federação no seu sítio, são esperados cerca de 1100 atletas!!! Isso...é um número record, tanto quanto me parece, e antecipa desde logo uma questão, a meu ver, pertinente; mas, aonde é que está a crise?? O facto de ser na grande metrópole de Lisboa e de se tratar de uma modalidade que tem crescido de forma exponencial a cada ano que passa, ajuda a explicar o "fenómeno". Sim, também a boa organização que os responsáveis federativos trouxeram para a organização dos eventos desportivos ajuda a explicar, e não é um pormenor de somenos. Seja como for, é muita gente ao barulho. Sintomático é verificar que a presença dos individuais é francamente superior aos registados por clube.

Também, confesso, fiquei surpreendido com a presença previsível de alguns atletas olímpicos, como é o caso de Bruno Pais. Inicialmente, adivinhava que tratando-se de um ano olímpico, que os riscos seriam mitigados e logicamente, os duatlos btt seriam relegados pelos candidatos à seleção para outros anos, outros objetivos. Porém, parece-me que apenas Bruno Pais, de entre a elite das elites, marcará presença. É uma boa solução? fica a dúvida.
Os candidatos à vitória ficam assim circunscritos aos nomes já apontados no sítio da federação portuguesa de triatlo (Bruno Pais, Filipe Azevedo, Hugo Ventura e Hugo Alves), de onde se destaca o Bruno, que ganhou esta prova sempre que a disputou, se não me engano. Isto no género masculino. Mas, convém ficar atento à prestação de alguns elementos do Sporting da Golegã, cuja aposta no triatlo cross na época passada  resultou em excelentes prestações. Falo em especial de Digo Rosa mas também de David Ferreira.
No género feminino, também concordo que a Patrícia Serafim é o grande alvo no setor. Penso até que apenas encontraria rival em Maria Areosa, sem falar da Vanessa Fernandes, claro. Mas, como não se apresentarão à partida, a Patrícia vai congelar a concorrência.

Nos diversos escalões age groups, as transições para os escalões seguintes vêm baralhar muitas das previsões. No escalão V3, ao qual pertenço, as mudanças são significativas e trazem este ano ao grupo dois grandes campeões: António Horta (Praças da Armada) e Carlos Gomes (Oeiras Sport Clube). São rivais muito difíceis, praticamente imbatíveis se tudo estiver normal. Isso quer dizer que este ano não irei ter  as facilidades do passado próximo. E se já não era fácil, agora ficou ainda mais complicado. Para além disso, outro vulto deste escalão mudou-se para o "inimigo". Refiro-me a António Moura e ao Peniche AC, respetivamente. E já que falamos de clubite, esta mudança é como se na 2ª circular um craque qualquer de uma das equipas trocasse de camisola. Toda a sorte para ti, Moura, no simpático Peniche.

Mas, o Jamor tem-se constituído como uma verdadeira festa da modalidade e este ano não será exceção. Estarei presente emocionalmente e desejo a todos vós um início em grande, mais que não seja de satisfação.
Quanto a mim, também a irei iniciar, precisamente no domingo, mas num raid de btt no Concelho de Vila do Conde: o Raid da Lama.

Abraços triatléticos, companheiros.


Grupo Zeferino!

22/01/12



Já há muito que andava para me juntar ao grupo Zeferino. São grandes amantes do ciclismo, e também do BTT, e por isso todos os dias, pela manhã, eles passam aqui, em Esposende, e aqui viram para ali ou para acolá ou seguem, na direção de Viana. Mas todos os dias aqui passam. E eu andava há muito para me juntar a eles, num destes dias, de manhã. Bastava para isso levantar-me a horas decentes. Eu tinha um plano, mas, desejando treinar com o grupo, teria de me submeter, claro. E hoje aconteceu. Manhã fresca, lá me cruzei com eles, já próximo da Apúlia, pensava eu que uma vez mais me tinha desencontrado com o grupo. Mas não! Numeroso e com caras amigas no seu seio, uma até comenta este blogue, o amigo Rafael, que se tornou um atleta amador de grande nível na arte de pedalar, agora entusiasmado com os eventos na Galiza, pela organização, essencialmente, o grupo já ia num ritmo bem vivo, ali à volta dos 40 kms/hora. Raramente fiz aquela estrada em tamanha velocidade. Mas lá fui. Outros, também de Esposende, foram-se juntando. 
E foi um treino muito agradável, num grupo bem simpático, onde o campeão Zeferino impõe e vai pautando o ritmo, ora veloz, ora com cadência leve e rápida, permitindo que os atrasados se juntem, após uma dificuldade maior. Não há restrições a quem se queira juntar, quem vier por bem. O ponto alto foi exatamente escalar uma estrada que dá a um alto bem altinho, com sequências de rampas bastante inclinadas e zonas que permitem a recuperação, mas no final fica-se com os quadricepedes tipo pedra. Já nem me lembro bem do raio do nome do monte, mas tem qualquer coisa a ver com vacas e vacaria. eheheheh
E enquanto pedalava lembrava-me que ao mesmo tempo decorria bem perto uma meia maratona onde gostava muito de poder estar e que nunca fiz , em Viana do Castelo, que homenageia esse vulto do atletismo que dá pelo nome de Manuela Machado, também ela uma simpatia de pessoa. Ao longo destas últimas semanas deparei-me com a azáfama de todos aqueles que na marginal de Esposende deram o litro para se apresentarem na linha de partida para esta corrida. Noites frias, muitas delas, e muitas caras conhecidas, também aqui. Alguns fizeram uma belíssima prova e fizeram-me roer de inveja, pela rapidez com que a concluíram. Os meus sinceros parabéns! Talvez para o ano...Folgo-me por poder ter sempre esperança, por isso não desisto. Agora, que por vezes me leva os cabelos, os poucos que vão resistindo, a ficarem de pé, disso não tenham a mínima dúvida.
Voltando ao ciclismo, o trajeto iria ser curto para os meus objetivos. No regresso à Póvoa de Varzim, e já depois de passar Barcelos, o ritmo ia ...diabólico, ou diabólico ia o Zeferino, cujo andamento roçava por vezes os 50 kms/hra. Lá me consegui juntar mais uma vez, após outras tantas sapatadas, mas foi sol de pouca dura já que daí a nada lá voltam os cabecilhas a desejarem chegar cedo para o almoço. Até que os deixei de ver por completo. E lá fiquei, mais outros, perdidos no asfalto. 
Agora, só, ainda subi Laúndos e após isso regressei a casa, por outras rampas, curtas. Não estava em maré de facilitar. No total, foram quase 115 kms em 4 horas. Missão cumprida.
Este grupo...gostei e é para voltar a juntar-me. Sabe bem de vez  em quando quebrar a monotonia do treino solitário a que tenho de me sujeitar.
Obrigado, Zeferino, por continuares a alimentar essa paixão.

Abraços triatléticos, companheiros.


Atualização dos Registos.

21/01/12



Já há muito que não divulgava os meus registos. Confirmo que sim sr., deixei acumular e organizar os dados dá algum trabalho, logo fui preguiçoso. 
Mas, agora vou procurar mantê-los atualizados. Os registos referem-se ao mais recente período de atividade de treino, após um prolongado período de muitas interrupções porque...a coisa ora andava, ora parava, como já aqui falei disso.
Entretanto, a esperança de participar no Duatlo de Candean, em Vigo, e para o Campeonato Galego de Duatlo Cross, no próximo dia 5 de Fevereiro, esfumou-se. Seria uma forma de compensar a ausência no Jamor e assim começar a época competitiva pelo início. Mas...a corrida teve esta semana um revés. Talvez tenha sido guloso demais. Esqueço-me que a época de inverno tem de ser gerida por mim com muitas, mas muitas cautelas mesmo. 

Continuação de bons treinos e abraços triatléticos.


Expetativas para 2012.

17/01/12




Hoje irei anunciar as minhas expetativas para o corrente ano. O certo, porém, é que as mesmas estão constantemente a ser alteradas ou pelo menos equacionadas, dada a evolução das notícias que afetam e de que maneira uma atividade que depende muito de deslocações e do piléuzinho sobrante para a desenvolver. Quero dizer que se em Novembro havia umas ideias, em Dezembro elas já foram re equacionadas e agora, já no decurso destes últimos dias, com a subida do gasóleo para níveis incríveis e com a consequente subida das taxas de juro da dívida soberana, em todos os prazos, a verdade é que a gente nunca saberá muito bem se amanhã não andamos com uma mão à frente e outra atrás. Duma coisa eu sei; que isto não irá melhorar tão depressa, disso estou seguro.

Bom. Depois há as condicionantes intrínsecas à minha fisiologia. A boa notícia é que já se corre por estes lados. Calminho, na resultante das marés baixas, na praia, mas corre-se. E isso ajuda a pelo menos olhar para a frente e tentar ver até onde a vista alcança. 
O grande objetivo da época será o campeonato do mundo de triatlo longo, em Vitoria, Espanha. Inscrever-me inscrevi. Ainda não paguei, nem irei pagar tão depressa, apenas lá mais para a frente, no limite e na altura em que estiver seguro de que as pernas funcionam e do suporte financeiro para a despesa inerente. Este o grande objetivo. Daí que, paralelamente, irei procurar participar nos longos internos, com a dúvida se o de Lisboa poderá fazer parte da lista. É que a inscrição é uma talega do catano. Que pena. Mas, com a participação nos longos, alcançarei finalmente o propósito de concluir estas distâncias. Tem andado a fugir-me. Espero que seja desta. Também objetivo a participação no campeonato da europa de triatlo cross. Vamos  ver se me é possivel.
Em segundo, procurarei atingir o que ficou por alcançar no ano passado: correr a 4'/km numa distância mínima de 5000 mteros, concluir uma 1/2 maratona em 1h30', concluir uma maratona em 3h30'. 
Nos entretantos, participar em tudo o que me possa dar satisfação pessoal e que contribua para atingir a condição necessária a participar na longa distância de forma minimamente satisfatória. Neste âmbito incluem-se o BTT, Ciclismo estrada, corrida estrada e trails (outro objetivo que ficou pelo caminho em 2011). Claro, irei fazer uma seleção criteriosa dos eventos em que irei participar, reduzindo ao máximo os secundários e privilegiando aqueles cujos custos de deslocação me facilitem a vida.
Agora, só falta saber se não estragam isto mais do que já está.

Companheiros, abraços triatléticos. Espero ver-vos em muitas destas intenções.


Época 2011: O Balanço Final.

14/01/12





Reflexão X: Variações em Sol Maior.

08/01/12




Não tenho sido presença assídua neste espaço. É um facto. Mas, reparo sem estranheza, diga-se, que também nos blogues de que me circundei que a frequência de mensagens, opiniões, ideias ou o que for, não tem fruído igualmente com a frequência a que nos habituaram. Esta fase porque passamos não se circunscreve aos aspetos puramente económicos ou financeiros, por assim dizer. Antes, alarga-se a quase todas as áreas da nossa vivência, diria que a todas até. Também sinto essa atmosfera nos rostos das pessoas com quem trato no local de trabalho, e de igual modo, também respiro esse ar quando escuto desabafos de outros profissionais, de outros locais de trabalho. Digamos que sendo a insatisfação geral, ela como que é contagiante. Assim como a alegria o é, ambas faces duma mesma moeda. 
Porém, e a despeito da minha ausência ter tido também uma justificação dentro daquela latitude, já  superei essa fase menos boa que quase me levou a um esgotar de forças psicológicas, e a deixar na prateleira projetos que se assumiam há alguns meses como inovadores, e se a ausência se manteve é porque os deveres profissionais hoje por hoje me estão a absorver mais. Familiar, trabalhar, treinar e escrever não são tarefas fáceis de conciliar. E como não tenho estórias para contar sobre as minhas participações em corridas, cujos relatos seriam mais escorreitos de organizar, temos andado assim. Por outro lado, a minha adesão ao facebook já há algum tempo, leva-me a separar o trigo do joio, e, meus amigos, aqui só há espaço mesmo para o triatlo e afins.

Apesar das decepcionantes notícias com que diariamente somos confrontados sobre o passado recente, presente e futuro do nosso País, noto com evidência que a adesão à prática regular da atividade física é um facto. Desde 2003 que vivo em Esposende e sempre senti que se corria pouco por estas bandas. Se do lado do ciclismo, onde a tradição é muito forte, havia e há fartas gentes a pedalar, e fui sentindo igualmente que o grupo de betetistas se foi amontoando, assim como os eventos também foram evoluindo e proliferando, agora, verifico que a corrida tem vindo a acrescentar novos e novos adeptos, a ponto de ir observando, quando por eles passo em pedal, a dedicação a uma preparação mais sistemática para provas como a meia-maratona Manuela Machado, daqui a 15 curtos dias (e onde mais uma vez não poderei estar), de gente que nunca havia visto a correr na marginal cá do sítio. Alguns dos futuros participantes vêm inclusive do btt, o que parece querer significar que uma boa promoção de um evento, aliada a uma boa organização, vai somando adeptos e com isso acrescentando e alterando hábitos de vida. É uma excelente forma de combater os tempos menos positivos em que, por força das circunstâncias, mergulhámos.

Hoje estive focado no btt e perante um dia de sol que me levou até a retirar alguns adereços anti-frio, trouxe para casa um presente, para contrariar aquela ideia de que estas saídas embora nos façam arejar a cabeça, não contribuem nada para a economia e saúde familiar: um valente nabo! Pouco calórico, para mais se comparado com a sua prima batata, 5x mais rico em cálcio que o familiar citado, fonte de fibras solúveis que ajudam a controlar o colesterol no sangue, ainda é anti pirético e anti desintoxicante. Por tudo isto, não me importo que me apelidem de nabo.

O tal de nabo.


Abraços triatléticos, companheiros.