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Reflexão X: Variações em Sol Maior.

08/01/12




Não tenho sido presença assídua neste espaço. É um facto. Mas, reparo sem estranheza, diga-se, que também nos blogues de que me circundei que a frequência de mensagens, opiniões, ideias ou o que for, não tem fruído igualmente com a frequência a que nos habituaram. Esta fase porque passamos não se circunscreve aos aspetos puramente económicos ou financeiros, por assim dizer. Antes, alarga-se a quase todas as áreas da nossa vivência, diria que a todas até. Também sinto essa atmosfera nos rostos das pessoas com quem trato no local de trabalho, e de igual modo, também respiro esse ar quando escuto desabafos de outros profissionais, de outros locais de trabalho. Digamos que sendo a insatisfação geral, ela como que é contagiante. Assim como a alegria o é, ambas faces duma mesma moeda. 
Porém, e a despeito da minha ausência ter tido também uma justificação dentro daquela latitude, já  superei essa fase menos boa que quase me levou a um esgotar de forças psicológicas, e a deixar na prateleira projetos que se assumiam há alguns meses como inovadores, e se a ausência se manteve é porque os deveres profissionais hoje por hoje me estão a absorver mais. Familiar, trabalhar, treinar e escrever não são tarefas fáceis de conciliar. E como não tenho estórias para contar sobre as minhas participações em corridas, cujos relatos seriam mais escorreitos de organizar, temos andado assim. Por outro lado, a minha adesão ao facebook já há algum tempo, leva-me a separar o trigo do joio, e, meus amigos, aqui só há espaço mesmo para o triatlo e afins.

Apesar das decepcionantes notícias com que diariamente somos confrontados sobre o passado recente, presente e futuro do nosso País, noto com evidência que a adesão à prática regular da atividade física é um facto. Desde 2003 que vivo em Esposende e sempre senti que se corria pouco por estas bandas. Se do lado do ciclismo, onde a tradição é muito forte, havia e há fartas gentes a pedalar, e fui sentindo igualmente que o grupo de betetistas se foi amontoando, assim como os eventos também foram evoluindo e proliferando, agora, verifico que a corrida tem vindo a acrescentar novos e novos adeptos, a ponto de ir observando, quando por eles passo em pedal, a dedicação a uma preparação mais sistemática para provas como a meia-maratona Manuela Machado, daqui a 15 curtos dias (e onde mais uma vez não poderei estar), de gente que nunca havia visto a correr na marginal cá do sítio. Alguns dos futuros participantes vêm inclusive do btt, o que parece querer significar que uma boa promoção de um evento, aliada a uma boa organização, vai somando adeptos e com isso acrescentando e alterando hábitos de vida. É uma excelente forma de combater os tempos menos positivos em que, por força das circunstâncias, mergulhámos.

Hoje estive focado no btt e perante um dia de sol que me levou até a retirar alguns adereços anti-frio, trouxe para casa um presente, para contrariar aquela ideia de que estas saídas embora nos façam arejar a cabeça, não contribuem nada para a economia e saúde familiar: um valente nabo! Pouco calórico, para mais se comparado com a sua prima batata, 5x mais rico em cálcio que o familiar citado, fonte de fibras solúveis que ajudam a controlar o colesterol no sangue, ainda é anti pirético e anti desintoxicante. Por tudo isto, não me importo que me apelidem de nabo.

O tal de nabo.


Abraços triatléticos, companheiros.


4 comentários:

Pedro Reis disse...

É verdade, correr está na moda. Neste caso, é oportuno dizer: - Corre pela Vida, ou a crise corre contigo!
Segue-me em http://pedroreistriatlo.blogspot.com/

João Correia disse...

Pedro Reis, bem-vindo aos comentários neste singelo espaço. E essa máxima está muito bem vista.

Um abraço de até breve.

joao rita disse...

Só o desporto nos faz esquecer o arrombo a que somos sujeitos no dia à dia. Uns vão aos psicologicos..., nós malhamos
Bons treinos

http://estremoztriatlo.blogspot.com

João Correia disse...

Grande João Rita...já tinha saudades tuas. Um grande abraço. Continuemos a malhar.