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A Uma Semana da VIII Maravilha do Porto!

30/10/11





Falta pouco, muito pouco para a, arrisco-me a dizer sem conhecer outras correndo, melhor maratona em terras lusas, a do Porto. Será a 8ª edição do evento e não contará, infelizmente, com a minha presença, pelas razões que aqui já deixei em devido tempo. É pena, porque raros são estes eventos em solo português e assim sendo menos dispendiosos os custos com a sua participação. Para mais, eu fiquei fã da distância. Terei tido a sorte de me estrear na coisa num percurso muito agradável, à beira rio, aparentemente sem dificuldades extraordinárias. Mas, o certo é que no final muita gente se queixou da aragem que soprou vinda do mar e que dificultou a ação de todos nos quilómetros finais ou de retorno. No final de contas, não choveu e até raiou o sol, possibilitando que tanto eu como todos os presentes desfrutassem da prova de modo mais agradável, digamos. Porém, este ano o tempo poderá dar mesmo a chuva prometida anteriormente. Espero que não se confirme. Mas, também é pena porque este é daqueles desafios reais, de nível, que nos obriga a uma preparação cuidada e efetiva. Isto é, não serão uns treininhos que nos levarão a perfazer a distância dentro de um prazo razoável. É preciso muito mais do que isso; planeamento, disciplina, abnegação, persistência e focagem, muita focagem nos objetivos. Os meus ficam adiados, mas estou à espera que melhores dias venham para poder corrigir esta falta anunciada para o próximo dia 6 de novembro. E é pena porque o convívio é muito agradável, especialmente com as gentes do triatlo, sendo que muitos aproveitam esta oportunidade para também alimentarem outras motivações (ou será a mesma mas de outra forma?).
Foi também por essas alturas que me apercebi do impacto que tem este evento a nível mundial. Não este do Porto, que vai fazendo a sua construção paulatinamente, mas a maratona enquanto prova. Confesso que não tinha a ideia do modo como muitas cidades históricas, e outras querendo fazer história, se organizaram para atempadamente marcarem o seu lugar no calendário internacional da distância. E de facto, a importância turistica, a importância estratégica para a divulgação e afirmação de uma cidade junto de todos os potenciais visitantes e aqueles que já as conhecendo o podem fazer agora de forma renovada, através dos grandes eventos desportivos, chamando a si nomes famosos desta e de outras distâncias, é um dado relevante e para o qual só mais tarde despertaram as cidades do Porto e de Lisboa, menos aquela que esta. Acontece que também o triatlo já se afirma como uma atração turistica para todos aqueles que desejam vencer as distâncias do ironman ou da sua cara-metade, e também pelas mesmas razões as mesmas cidades e ainda outras se vão organizando de modo a estar na linha da frente. Lisboa já terá garantido um lugar no calendário internacional. Na verdade, há uma luta pelos dias sobrantes do quadro competitivo internacional e dos quais também a economia de cada cidade deseja tirar proveito.
Resumindo, estamos a um semana do grande evento de Outono e nada mais haverá a fazer que não tenha a ver com a gestão dos níveis de preparação alcançados para a prova. Não deixar que o corpo "esqueça", mas permiti-lo descansar quante-baste. E que não haja nenhum azar, caramba. As lesões serão sempre o pior inimigo, a seguir ao deficit de saúde. Agora, é fortalecer ainda mais a vontade, desejar estar dentro do cenário, imaginando o prazer que será correr naquelas ruas, com imensos companheiros, estar preparado para sofrer e imaginar o prazer que é cortar a linha de chegada com um sorriso de orelha a orelha. Os minutos depois...bom, isso não vale a pena pensar. Mas, vai haver gente com andar novo.
Eu terei de correr por fora, mas sinto-me frustrado porque este era um daqueles objetivos. E enquanto escrevia o parágrafo anterior, bebia nas sensações que em 2010 tive para ir enunciando o percurso do prazer. 
Lá estarei para levantar o meu kit de participação. Já agora... Assistir? Não me parece. Não gosto muito de estar por fora dos eventos onde o desejo de participar é muito forte. Aguardemos por outras oportunidades.


Para todos os participantes, uma semana tranquila. A "gente ainda se fala". Abraços triatléticos, companheiros.


Os portugueses e o triatlo!

29/10/11



Nada melhor para fechar a época 2011 que este enorme conjunto de resultados dos atletas portugueses em Eilat, Israel, no escalão sub-23, onde pontificou a extraordinária capacidade de João Silva, consagrando-se como o melhor atleta da Europa abaixo da proveita idade dos 23 aninhos (que saudades), conseguindo esse feito de ser bicampeão europeu. Não é para qualquer um. E ainda no setor masculino, apenas dois países conseguiram colocar três atletas no top 10; precisamente Portugal e a Rússia. Mas, não foram apenas estes que estiveram em destaque. Todos os que participaram em representação do nome de Portugal alcançaram grandes resultados, classificando-se de forma digna. Mas também no setor feminino, claramente dominado pelas russas, Anais Moniz alcançou um lugar de grande destaque com o sexto lugar final. Se aliado a estes dados, juntarmos os recentes resultados de Bruno Pais e também do próprio João Silva, nas últimas provas internacionais, poderemos afirmar que na realidade o triatlo, pela ação de todos os que diretamente e indiretamente contribuem para estes resultados, está de parabéns. E a propósito disto, quando me deparo com estes e outros feitos que os portugueses vão conseguindo por essas paragens borda-fora, recordo-me sempre do que um conhecido personagem do desporto luso me dizia, enquanto seu aluno: os portugueses têm jeito para o desporto. Provavelmente, até têm jeito para muito mais. Para o que não parecem ter jeito mesmo é para escolher quem os oriente. Que me desculpem os treinadores dos triatletas, mas sabem bem a quem me refiro.

Abraços triatléticos.




Recordar EMG Lignano 2011: Fotos da Prova.

26/10/11



Hoje publico algumas das muitas fotos captadas na prova de Triatlo onde um certo e determinado amigo meu participou e cujos relatos se encontram algures por aqui. O meu amigo agradece encarecidamente a toda a equipa de apoio que o fotografou e incentivou. Para a história (sim, porque não sabemos a partir de quando e se quando poderá voltar a sonhar com uma coisa assim):









O Campeonato do Mundo XTerra, em Maui, e ...Lance Armstrong!!

24/10/11



Este fim de semana foi a vez de se assistir ao Campeonato do Mundo de triatlo na versão todo o terreno, o designado XTerra, que também teve lugar numa das ilhas mágicas do Hawaii, a ilha de Maui. A prova foi ganha no setor masculino pelo conhecido austriaco Michael Weiss, tendo o vizinho Eneko LLanos obtido o 3º lugar. No feminino venceu a Lesley Paterson, que terá conseguido uma corrida fenomenal no último segmento. Bom, mas para além dos dignos vencedores e das prestações de outros nomes sonantes da modalidade, que têm essa paixão também pelo todo terreno, mesmo que se trate de triatlo, o que dizer da prestação de Lance Armstrong? O americano concluiu a prova num lugar que se poderá dizer normal, digamos; o 23º dos Pros. Mas, e aqui é que bule o meu ponto, se repararmos na prestação do texano na natação é simplesmente fantástico: pouco menos de 21' em 1,5 kms, o 5º melhor tempo do segmento!! Ah, pois. Onde eu pensava que poderia render acima de todos, mesmo considerando que não era o seu terreno predileto, foi no btt, mas também num nível altíssimo. Na corrida é que...claramente abaixo dos da frente. Para alguém que se especializou numa modalidade, para além da luta contra o cancro, conseguir nadar ao nível do topo mundial da modalidade é só passível para quem tem um ecletismo de alto nível. 
O outro dado extraordinário é a admiração, o respeito e a forma verdadeiramente acolhedora como os craques do género acolhem esta lenda viva. Para além do reconhecimento que a sua presença potencia , projetando  uma modalidade sempre em crescendo. A questão é tão só esta: para onde quer que o homem vá, os media não o largam. Simples, não é? Deixo-vos um vídeo demonstrativo disto mesmo.
E o "nosso" Diogo, o TriDavecorner", que deixei para o fim, pois claro, fez uma brilhante prestação, classificando-se em 10º lugar do seu escalão. Parabéns, Diogo. Estiveste em grande. Tu e o teu treinador.

Esta é uma daquelas provas que faz parte do "reino dos sonhos". E correr com Lance Armstrong...uf! no comments.


As classificações do XTerra Workd Championship


Esta semana prometo a divulgação de fotos de Lignano 2011. 
Abraços triatléticos, companheiros.


Duatlo de Santarém 2011: Crónica à Distância.

23/10/11



Duatlo Sntarém 2008


Concluída que está a última prova dos campeonatos nacionais da época 2011, faltando apenas a prova regional de Espinho, já no próximo fds, para finalizar totalmente a época competitiva, e depois de dar uma vista de olhos pelos resultados, concluo uma de duas coisas: ou a malta está nesta altura do ano menos preparada ou melhor, mais cansada que no ano transato, ou as condições de participação na prova foram bem mais árduas do que o esperado. Afirmo isto porque em analogia com os resultados da edição de 2010 quase toda a gente piorou os seus tempos. Seria demasiada coincidência tanta gente na mesma situação, pelo que me leva a pensar que o terreno terá dificultado bem mais a tarefa dos atletas, especialmente no primeiro segmento, já que nos restantes, embora haja também diferenças, elas não são tão gritantes, digamos assim.
Este  ano os séniores dominaram a classificação. Apenas um cadete no top 10. E uma estreia na lista de vencedores desta "muito bem disposta competição", até aqui dominada pelos atletas do Olímpico de Oeiras. Este ano, Tiago Teixeira, do Galitos, foi o primeiro a cortar a fita, mas numa disputa bem acesa com o "amiciclo" Rui Dolores. Ambos longe do melhor tempo conseguido por Lino Barruncho, na casa dos 51'.
No geral, o óbvio; o pessoal do triatlo por regra a perder para os especialistas ou mais os mais familiarizados com o btt, especialmente. 
No setor feminino, e ao contrário dos homens, várias cadetes marcaram presença no top 10, logo à cabeça a vencedora, Luísa Condeço, do Águias de Alpiarça, com um tempo muito interessante, ao nível da vencedora do ano passado, Rita Maria Lopes, que este ano não marcou presença, nem ela nem outras duas mulheres fortes desta especialidade: Isabel Caetano e Patrícia Serafim.
No meu escalão, uma disputa muito interessante entre os três primeiros, com vitória do agora penichense Bruno da Silva e o Renato Fidalgo novamente a pisar o pódio.
O meu clube alcançou um excelente resultado, quedando-se na 7ª posição geral, donde saíram vencedores os atletas do Olímpico de Oeiras. 
E eu cá me entretenho, a observar estas coisas e a escrevinhar um pouco sobre elas, para ir alimentando o vício, num fim de semana típico de inverno. Ontem voltei a sentir o prazer de treinar e a volta de 90 kms que costumo fazer a Ponte de Lima disse-me que, embora tenha perdido condição, ainda consigo fazer aquela distância a 30 kms/hra de média, de forma tranquila e prazenteira, como deve ser. O bonito vai ser quando voltar a nadar, e sem fato, na piscina. Aí é que vão ser elas. mas, está a regressar a vontade de treinar e isso é-me muito importante, senão mesmo decisivo.

Companheiros, até breve e bons treinos ou bom descanso. Abraços triatléticos.


Duatlo de Santarém: Previsão do Tempo e Lista de Atletas Inscritos.

21/10/11



Duatlo de Santarém 2010

Estamos praticamente em cima do fecho da época de triatlo que, como tem sido normal, conclui o ano desportivo com o simpático duatlo de Santarém. Por acaso, o fecho daquela acontecerá não com uma prova nacional, mas sim com um evento de cariz regional e possivelmente com um triatlo, o que, a meu ver, fará todo o sentido. Mas, como o sentido nestas contabilidades tem menos importância do que as oportunidades do momento, aí temos a prova de Santarém, que apareceu em 2008 como fazendo parte da "festa das bicicletas", num recinto muito engraçado, porque divertido, com alternâncias no perfil do curso de btt, alguma adrenalina nas descidas, uma ou outra inclinação de curta duração mas suficiente para marcar alguma diferença e pôr à prova as diferentes capacidades que se desejam ver num betetista; saber subir, saber descer e saber "planar". O segmento de corrida é dos mais apelativos de todos os que fazem parte do circuito nacional; sempre ao encontro do alcance da vista de quem assiste, a fazer lembrar uma prova de corta-mato, pela sinuosidade mas igualmente pelas carateristicas do piso, onde o alcatrão é raro e a relva é abundante, por vezes demais. As distâncias são curtas e a prova deveria chamar-se mais um super-sprint do que um sprint e tudo o que seja ou vá para além dos 75' será certamente demais para quem amiúde se prepara. 
Foi aqui que tudo começou para mim na modalidade, precisamente na 1edição da prova. E embora estivesse já nessa altura focado na ideia do triatlo, foi com curiosidade que participei neste duatlo e não poderia ter sido melhor a experiência que senti na altura. Diverti-me à brava e procurei sempre voltar. Este ano, por impedimentos físicos (é a segunda vez), mas também económicos, não estarei presente. Mas, olhando a listagem de inscritos divulgada pela federação, muitos serão aqueles que a título individual irão na expetativa de sentir aquilo que referi: muita diversão. Depois, também lá estão muitos "tubarões", uns mais de triatlo, outros mais de duatlo, para esgrimir, para além da diversão, o prazer da classificação. Daí que alguns que raramente ou  nunca tenham aparecido em provas de triatlo, estejam no próximo domingo na linha de partida. Vai saltar faísca da grossa.
Quanto ao tempo, parece que a chuva irá passar ao lado, embora o tempo possa estar assim mais para o fresco. Mas como são muitos os previstos, o calor humano será suficiente para acalorar as almas.

Votos de boa prova. Abraços triatléticos, companheiros.





Lignano Sabbiadoro 2011: O Vídeo!

19/10/11



Um dos canais da conhecida televisão italiana Rai Sport fez a cobertura diária do evento European Master Games. Todos os dias, ao cair da noite, divulgava aquele que constituía o resumo das competições do dia. Do triatlo também. Há uma reportagem que passou em Itália, mais completa, mas terá sido a única vez que terá sido vista, uma vez que não se encontra em parte alguma. Aquele problema referido com as classificações dos primeiros poderá estar na base da sua não divulgação, assim como a entrevista aos dois primeiros classificados. Em substituição, é entrevistada uma atleta conhecida da região de Udine. Deixo-vos o vídeo. Só têm de ter paciência e esperar um pouco porque o triatlo está lá.

Abraços triatléticos, companheiros, e coragem.



Tempos Dificeis!...

18/10/11




Realmente, não havia necessidade. A braços com uma desmotivação fruto da alteração forçada das rotinas de sucesso que até aqui vinha tendo, do cansaço também, de novas obrigações profissionais, ainda à procura da melhor solução para voltar a trilhar os caminhos da futura época, mais uma nova reincidência de um daqueles problemas nos gémeos de que sou useiro e vezeiro em atrair, fruto das carateristicas fisológicas, biológicas e de outras lógicas que me escapam e de que estou dependente, ainda assim procurando vislumbrar no futuro motivos para reiniciar a preparação para alguns eventos exigentes, como os triatlos longos e as maratonas e meias-maratonas, eis que nos espetam, a todos os dependentes da remuneração pública, um daqueles murros quadruples que nos parte em quatro partes iguais, tal a violência com que foram desferidos. Assim, vai ser realmente difícil fazer tudo isto; deslocar, custear desgastes com o material, custear provas fora de portas, preparar eventos renomados, experimentar desafios novos. Não sei, sinceramente não sei. Como se não bastasse, mas face ao qual eu já estou mais que preparado, até para ouvir pior, hoje mesmo já nos avisam para mais e novas medidas de austeridade. Mais; que todo este esforço não é suficiente para servir o seu propósito. Bom. Pior só mesmo o despedimento e este já esteve bem mais distante.

Hoje recebo um email anunciando uma prova de triatlo-que-poderá-não-o-ser; o triatlo ou duatlo de Espinho, incluída no campeonato regional norte.Ora, já aqui havia feito o alerta, há alguns meses atrás, que importava dinamizar os campeonatos regionais, sob pena de se tornar difícil suportar as despesas inerentes com a participação nas provas nacionais, que têm dominado o calendário da modalidade. Parece-me óbvio que mais do que nunca se se pretender que a atividade desportiva do triatlo, e suas derivações, só poderá continuar a ser acessível à maioria de todos os pretendentes atuais mais aqueles que espreitam, se se reorganizar em calendários competitivos regionais. Isto é, potenciar os eventos regionais, concentrar aí os esforços para pontualmente oferecer provas de cariz nacional. Não acredito que anunciar eventos pomposos que depois não se confirmam na prática, deixando criar a ilusão em muitos dos pretendentes que chegam a preparar-se quase até à sua véspera, porque há apenas o "nim", nem sim, nem não..."nim"...seja a solução.  Antes, para que a modalidade possa respirar para poder sobreviver à tona de água, na realidade a solução parece-me outra, aquela a que dei voz. Por isso, acolho com palmas e abraços o anúncio deste evento. Pena apenas de não poder dar o meu "contributo", digamos.Eu por mim confesso; deixei de ter condições para custear deslocações acima de 60 kms.
Até lá, e quando as pernas me deixarem, é ir correndo e pedalando por aí.

Abraços triatléticos, companheiros.


EMG Lignano Sabbiadoro 2011: O Ciclismo!

13/10/11




Continuando a relatar a presença dum tal amigo que participou no europeu de veteranos, estava decidido logo à partida que haveria que participar também no evento de ciclismo. Porque ele gosta da modalidade, acha até que tem um certo jeito, só não sabia de duas coisas: que estaria muito enganado sobre aquela ideia e que este evento iria calhar no dia seguinte ao do evento de triatlo. Mas, como a ideia era participar e fazer dessa participação um treino que fosse, já valeria a pena.
Esta prova terá sido realizada fora de Lignano, em Fontenafreda, a cerca de 30 kms de distância do coração dos jogos. Com ele, também os seus companheiros de jornada haveriam de participar nesta excitante modalidade, pelo menos no primeiro dia dedicado à modalidade Apenas teriam de participar separadamente, já que fazem parte de diferentes escalões. O evento deste meu amigo seria o primeiro da tarde de sábado, a que se seguiriam os restantes, incluindo uma prova para pessoas portadoras de deficiência. No dia seguinte, estaria programado o contra-relógio, cuja prova era um desejo secreto deste meu amigo porque nunca havia feito um. Teria apenas de se classificar nos 15 primeiros do seu escalão. Como os inscritos não pareciam exceder esse número, à partida estaria garantida a sua participação. E lá veio a prova. Antes, um olhar para as "máquinas" dos concorrentes e a ideia de que tinha uma bicicleta comprada num qualquer "continente" saltou-lhe rapidamente à cabeça. Coitada da sua Mérida. Não merecia tamanha desconsideração. Mas, o que pensar quando à sua volta só parecia haver rodas de perfil alto, quadros de carbono e isto e aquilo...estava no topo do mundo da maquinaria ciclística. Juntamente com o seu escalão haveriam de competir também as senhoras. E que senhoras, como pôde constatar.
Numa organização simpatiquissima, mas igualmente profissional sem o serem, iniciou-se a prova com o grosso pelotão aguerrido e cheio de vontade. Tanta era esta que logo ao fim de meia dúzia de metros iniciaram-se as hostilidades, com um duo ou trio no ataque. O meu amigo confessa que, já com experiência destas incursões pelo metiêr, a ideia era estar no pelotão e procurar aguentar-se por lá o máximo que pudesse. Mas, desta feita, como os escalões eram só de "velhotes" acima dos 50, com algumas meninas pelo meio, achou, na sua inocência, que haveria de chegar ao fim junto com os restantes. Bom, quando dá por ela está à cabeça do pelotão. Porque aquilo ia lento, porque os italianos lhe estenderam a passadeira...seja porque terá sido, teve de ir para a cabeça do touro. Errado! Numa zona ligeiramente mais inclinada e de frente para o vento, iniciam-se mais ataques. Procura resistir-lhes. Em vão, vai ficando para a cauda do pelotão. Tenta nas últimas aguentar-se ali, mas em vão continua. As pernas pesam-lhe. Como noutras situações parecidas, consegue manter-se à distância para os ir vendo e iludir-se que  conseguirá chegar-lhes. Não dá. Aquela ida à frente do grupo não ajudou nada. Fica com mais um companheiro que ficou para trás. Outros terão ficado. Mas, fica com este e inicia aí um verdadeiro contra-relógio de ...45 kms, a uma média de quase 36 kms/hra. O tal companheiro de ocasião haveria de ficar para trás, após umas "sapatadas" porque não ajudou um dedinho mindinho que fosse. Tinha de ser forçado a ficar no caminho. Não merecia outro destino. Até ao final ainda recuperou dois lugares, o suficiente para ficar em 10ºL do escalão, o que lhe valeu uma ida ao pódio e um prémio muito bom: vinho, chocolate, massa, café, palitos larréne e açúcar. Ficou consciente que pedala demasiado pouco para estas andanças. À frente, os primeiros haveriam de andar a mais de 45 kms/hra de média, quem sabe? e as meninas idem. Só para terem uma ideia, na prova dos escalões anteriores (acima de 35), ganha por um russo ex-profissional, a média situou-se acima dos 50 kms/hra em 70 e tal kms. Pois.


No dia seguinte, o cumprimento do sonho, mas mais do mesmo; o contra-relógio. Tinha saída do palanque típico destes eventos e a maquinaria estava naquele dia mais refinada: rodas lenticulares, todos com cabras, enfim...tadinha da minha "cabrita feia". Mas, ela esteve em grande, o meu amigo é que...último do escalão, isto é, 6º L, a cerca de 30'' dos 5º e 4º e a dois minutos do primeiro e segundo. Muito longe para 8,4 kms a dar o litro, com uma média exata de 36 kms/hra. Ele diz que gostou, acima de tudo da experiência. Lá levou mais um daqueles sacos do pódio e ficou grato à organização pela qualidade proporcionada pela prova. 
A partir daqui seria o descanso. Estava concluída a sua participação em eventos do EMG 2011.

Abraços triatléticos, companheiros.



Ford Ironman World Championship 2011: Os Vencedores!

09/10/11



Na realidade, vencedores foram todos os que conseguiram cruzar a linha de chegada.  Mas, Craig Alexander, que terá batido o record da prova, e Chrissie Wellington fizeram história; ambos conseguiram ontem vencer esta mítica competição em Kailua-Kona, Hawai, pela 4ª vez. Eu apenas assisti ao desenvolvimento da competição a partir do momento em que os atletas da frente já se encontravam no segmento final, e assim foi porque o companheiro Rui Pena me chamou à atenção de que estava a decorrer a final do campeonato do mundo Ironman (obrigado, Rui), e foi extraordinário o nível competitivo em ambos os géneros, com alternâncias no comando da prova e no top 5 em cada género, assim como foi emocionante observar as nuances dos desempenhos dos atletas ao longo dos 42,2 kms de corrida, pairando mesmo algumas dúvidas no ar sobre quem iria realmente chegar em primeiro quando faltavam tão poucos quilómetros para o fim. A luta no feminino esteve ao rubro, quando a Australiana Mirinda Carfrae acelerou no terço final da corrida e se aproximou bastante da Britânica Chrissie Wellington   Mas, para quem o deseje, o melhor é mesmo consultar o syte do evento onde tudo o que se passou está lá escarrapachado. 
Só mais uma coisa; impressionante ver que já os prós estavam na senda do fim e muita gente estava a chegar do segmento de bicicleta para iniciar o seu calvário na corrida. Sem referir que muitos, muitos outros ainda andariam ainda com a bicicleta às voltas, longe ainda do momento da transição. Só tive pena que o Macca não tivesse marcado presença. E ainda outra coisa; reparei que foram poucos, muito poucos os que acabando, conseguiam manter-se em pé apenas por si. E ainda outra; grandes prestações de Sérgio Marques (33º Pros) e de Vanessa Pereira (16ª no A-G). 
Momentos completamente inspiradores! 
Craig Alexander Steps Into History
Alexander Craig

Wellington Takes Number Four
Chrissie Wellington                             


EMG Lignano Sabbiadoro 2011: A Prova!

08/10/11







Introdução

Tenho um amigo muito próximo de quem irei ser a voz para relatar aquela que terá sido uma experiência...diferente, na sua vida desportiva e também social. Durante uma semana serei a sua voz para vos dar a conhecer o que ele terá vivido, procurando ser-lhe o mais fiel que esteja ao meu alcance na tradução das suas emoções durante o período em que ele esteve presente no European Masters Games 2011- Lignano Sabbiadoro, Itália.
As histórias e as estorietas irão-se sucedendo, também à medida das possibilidades, leia-se tempo, que eu terei para as relatar. Hoje iremos começar pelo dia da prova principal. Afinal, aquela para a qual ele procurou preparar-se o melhor que lhe foi possível - o Triatlo.


A Prova!

Conta esse meu amigo que havia nele e nos seus companheiros portugueses de jornada, já que ele não viajou sózinho, alguma expetativa pelo dia da prova, cuja data terá sido antecipada ainda estavam todos em Portugal. Como a partida se efetuou com algum tempo de antecedência, e também porque havia a curiosidade de saber como eram de facto organizados uns jogos que se intitulavam os jogos olímpicos para veteranos, terá havido algum tempo prévio que, como tal, obriga à continuação da preparação para o evento.  Tudo isto para dizer que desde cedo esse meu amigo e também os outros companheiros, ter-se-ão apercebido de que a nível organizativo havia alguma confusão. Por exemplo, estando prevista a utilização da piscina da cidade de Lignano, precisamente situada no parque de turismo para onde o evento estaria agendado, terá ficado bastante surpreendido quando afinal soube que teria de desembolsar 5 aérios por cada hora de utilização. Claro, nem pensou duas vezes; o tempo quentíssimo, ao nível do melhor verão de Portugal, a água tranquila ou quase, e os treinos de nado iriam ser desenvolvidos ali mesmo, na extensa praia que banha Lignano. Mas, havia mais exemplos de alguma desorientação ou falha de comunicação, como refere este meu amigo: inicialmente os veteranos acima de 50 anos iniciariam a prova às 10h do dia agendado, mais tarde seria às 11h. Acabou por ser às 10h efetivamente. Depois, no stand da acreditação, onde toda a informação necessária circula e se transmite, havia apenas um papel a indicar que haveria uma reunião técnica na véspera do evento. Bom, não terão sido sinais muito animadores para uma organização que, segundo confirma  o meu amigo, estava a funcionar bem no atletismo, modalidade mais participada.
Lá chegou o dia da reunião técnica, após algumas sessões de treino onde a dificuldade maior terá sido treinar o...ciclismo. Porquê? Assim que este meu amigo e os seus companheiros de jornada saíam de Lignano, levavam logo com uma estrada de faixa dupla onde a velocidade dos motores era no mínimo intimidadora. O desconhecimento da região também não ajudava e teve de ser assim mesmo.
Chegados à reunião técnica, deparou-se-lhes o insólito de não haver uma liderança de comunicação. Às tantas, toda a gente falava com toda a gente e havia até sessões de explicação individual, quando, refere o meu amigo, teria sido muito fácil usar um powerpointzinho, tim-tim-por-tim-tim e depois esclarecer as dúvidas. Resumindo; o meu amigo diz que ficou com a ideia de que teria de se dar muita atenção ao percurso de corrida porque eram voltas a mais (5) e que tinham o início precisamente 750 metros após o parque de transição, bem em cima da reta da meta. E sendo os atletas os responsáveis pela contagem das voltas, todo o cuidado seria pouco, confessa este meu amigo.
No dia seguinte, depois de uma noite bem dormida, dirigiu-se mais os companheiros para o local do evento, bem a tempo, como gosta de frisar, e deu-se conta de que aparentemente tudo estaria a funcionar em pleno. O spot de natação era uma praia onde várias vezes havia treinado, assim como o percurso de ciclismo. Até o curso de corrida havia sido ensaiado, mas enganou-se, não seria bem por ali. Portanto, tudo a postos. O nível de preparação não estaria no seu auge, mas permitiria uma disputa digna, afiançou. 
Uma vez mais, lá fez a sua ativação, mesmo que a natação seja sempre quase ou em cima da hora. Portugueses. A organização, ao contrário das indicações deixadas até aqui, estava impecável. Confessa que até a contagem do tempo de espera ia sendo anunciada; 15' para a partida...10'...5'..3'...1'...cornetada para cumprir a distância sprint.
Um dado interessante revelado por este amigo é que tendo a praia uma longa zona mar adentro ainda com bastante pé, houve que recorrer durante alguns metros à técnica do golfinho. A surpresa estar-lhe-ía reservada quando e após umas braçadas se encontrava...na liderança. Nunca tal havia acontecido. Certo que fazia frente a veteranos acima de 50 anos, mas também a todas as mulheres e muitas há que nadam que se fartam. Não era o caso. A natação nem lhe corria assim nada de especial, mas conseguiu contornar a primeira e a segunda boia em primeiro lugar, também porque, assume, um austríaco que nadava ao mesmo nível, navegava muito mal. Porém, antes de contornar a 3ª e última boia aparece-lhe um italiano cuja braçada lhe fez inveja. O cansaço era evidente, mas a saída estava mesmo ali. 3º a sair da água e 2º a chegar ao parque de transição. E os companheiros em delirio. Incentivavam-no sem parar, arrepiavam-se de tanto orgulho por sentirem esse amigo calar as vozes dos chauvinistas italianos. A verdade é que segundo ele o italiano foi mais forte no ciclismo, contrariando as suas próprias expetativas, e terá acrescentado aos 20'' segundos ganhos na natação, quase 2' no ciclismo, caraterizado por um percurso totalmente plano, apenas marcado pela força de algum vento num dos sentidos. Bom, parece que também a bicicleta terá ajudado aos ganhos. A partida para o último segmento terá sido excitante. O italiano ía mal ou não conseguia ir melhor, e o nosso luso partiu forte, muito mais forte que o outro companheiro. O 3º...muito distante, demasiado para poder importunar sequer. Os incentivos e gritos do nome deste meu amigo não paravam, mas estava na hora de também eles competirem. Ficou apenas o Piçarra, o homem da pista (800 e 1500m). O suficiente para lhe dar ânimo, se é que lhe faltava. Confessa-me ele que na cabeça lhe passaram várias coisas, mas uma estava certa; o 2º L ninguém lho tiraria. Só que...ganhava mais de 30'' em cada volta, cuja contagem, não esqueçam,  começava bem mais à frente de se ter iniciado o percurso. E surpresa; ainda durante a 4ª volta, o amigo vislumbra o italiano. Aproxima-se rápido e fica na dúvida sobre que estratégia a tomar; fica com ele e acelera na última volta, já próximo da meta? Acelera já ali? Era tudo uma novidade. Nunca se tinha encontrado numa posição como esta. Só que o ritmo era de tal maneira diferente que teve mesmo de ultrapassar o seu adversário. O Piçarra delirava. Estava mais eufórico que o protagonista. E quando o meu amigo passou por ele disse-lhe "ainda me falta uma volta". A seguir a cabeça estava cheia de coisas boas, mas acima de tudo ele dizia para si mesmo que ainda não tinha acabado, mas que estava quase quase a ganhar uma prova de triatlo e para mais internacional. Sente que se afasta do italiano e decide controlar a corrida, não vá o diabo tecê-las. Aproxima-se uma zona de abastecimento e já se ouve o speaker da prova a anunciar o fim para o portuguese e italiano. Como? Naquele momento ele insiste que o portuguese vai vencer e o portuguese fica na dúvida; segue ou não segue para mais uma volta? Mas o speaker anuncia sempre que o portuguese vai ganhar e o portuguese na dúvida segue em frente. Assim como o italiano. E as sensações nunca experimentadas; cortar a fita em 1º, à frente de todos os da sua bateria. Sem espinhas! O terceiro estava a 8'. Parabéns, felicitações e entrevista conjunta com o simpático e calmeirão italiano para a Rai sport2 que fazia a cobertura do evento. O amigo ouve em italiano e responde em inglês. O italiano...claro.
O Piçarra entretanto aparece e diz-lhe que esperava por ele mais uma vez, como ele lhe havia dito. Ele sorri, diz que não que era para acabar e acabou...mal! Mais tarde, aparece um elemento do júri que lhe diz que lhe falta uma volta. Os dois primeiros classificados ficam atónitos. A primeira reação é de enorme frustração. Acertam estratégia. Desculpam-se com o speaker, mas...dizem-lhes que eles sim, eram os responsáveis pela contagem das voltas. O meu amigo nem quer acreditar. O italiano ainda decide completar a prova. O meu amigo diz que não fazia qualquer sentido. Acima de tudo sentia-se responsável por não ter tido mais confiança em si próprio. Grande golpe de teatro final. A prova fica manchada. Fez apelo à organização para que imperasse o bom senso, já que o resultado final havia sido tão inquestionável, apenas adulterado pela indução em erro, mas que acataria qualquer que fosse a sua decisão. O meu amigo, assim como o italiano, ainda foi responsabilizar o speaker que não tinha nada de prestar erradas informações. Mais, de induzir os atletas em erro. 
Aquando da entrega das medalhas, esse amigo meu ainda ficou para assistir e, sem o desejar, escorreram-lhe todas as frustrações face abaixo.

Já em casa, consultando o seu email, um chamou-o à atenção. Tratava-se do regulamento da modalidade para a prova. Constata que houve um erro grosseiro da organização e que poderia ter-lhe dado razão se reclamasse; à frente do líder da prova deveria seguir um guia, pedalando! Por isso, é tão importante ler com atenção os regulamentos. 

Abraços triatléticos, companheiros.




Balanço da Época: 5º Momento de Avaliação.

07/10/11





Presentemente, estou off! 
Também para mim, Setembro significa na verdade o início de um novo ano, com novos horários e criação de novas rotinas. Paralelamente, este novo ano foi pródigo em mudanças. Para além do referido, também as piscinas onde normalmente treino passaram a fechar precisamente à hora que eu sempre tenho destinado para o treino da natação, para poder efetivamente treinar. Acontece que agora tenho de andar a serpentear no meio dos aposentados que fazem da transversal o "passeio em diálogo". Eles não têm culpa, porque a piscina é mesmo assim, de lazer. A mim é que me dava jeito mais espaço e a mais próxima está a 2x22kms de distância. Some-se as subidas das tarifas de utilização. Resultado imediato, alteração das rotinas do almoço e consequentemente do lanche e do treino fim de tarde. Como se não bastasse, acrescente-se uma dose de fadiga acumulada, comprovada pela dificuldade em nadar sem esforço, mesmo que em treino, e, também fruto desse desgaste, uma dor incomodativa e limitadora nos isquiotibiais da coxa direita. O reflexo imediato foi cancelar a participação na meia-maratona de Ovar, onde me preparava para procurar o meu melhor resultado de sempre. Mas também estou em vias de anular a participação na Maratona do Porto, o grande objetivo de final de temporada. Não adianta. Se o corpo não quer, a mente não pode, à que lhe fazer a vontade, porque forçar já tentei. Depois, temos os gastos e a coisa não está mesmo para brincadeiras.
De forma que este final de época está virado do avesso relativamente às expetativas que havia criado. Quando finalmente os impedimentos físicos se resumem aquela dor e ao problema da planta do pé esquerdo, que parece melhor sem estar bem, outros fatores determinam as necessárias mundanças de rumo.
As últimas provas nem saberei muito bem como classificá-las, em termos do alcance dos objetivos. Acima de tudo contava sentir-me mais entusiasmado, mesmo considerando que estive a um nível aceitável. Mas, a diversão, essa esteve mais ausente que presente. Depois, o ritmo anacrónico da minha preparação desde meados de Agosto não possibilitou alcançar o patamar pretendido. 
Conclusão: reorganizar-me, rerrotinar-me e mentalizar-me que atualmente far-se-á o que poder ser feito porque a vida tem prioridades bem reais que não podem ser olvidadas. Por isso, estarei de férias a partir de Já! para paulatinamente me recompor.
Conto fazer o balanço global da época, mas em pleno defeso. Entretanto, bons treinos e abraços trialéticos a todos os companheiros.


Final do Campeonato Nacional Individual de Triatlo!

03/10/11




Com a finalíssima do Campeonato Nacional Individual de Triatlo chega ao fim a época dos triatlos, passe a redundância. Os títulos, especialmente os de maioridade, isto é, os intitulados Absolutos, estão entregues e bem entregues, disso parece não haver dúvidas, dada a regularidade e as prestações dos recentes campeões nacionais no conjunto das suas prestações. O curioso é que dos 6 primeiros classificados somando os dois setores, apenas um atleta é sénior. Todos os restantes são do escalão sub23. Considero estes promissores indicadores.
Se no setor feminino a hegemonia revelada pela campeã Anais Moniz não oferecia contestação, dada a sua supremacia, também reveladora do seu empenho e da sua aposta para o corrente ano, ao contrário da sua maior rival nacional este ano, Maria Areosa, que preteriu claramente esta competição,  já no setor masculino e a despeito de não sofrer qualquer contestação, reforço esta ideia, o título Nacional Absoluto alcançado por Pedro Palma, cujo valor é inquestionável, como provam alguns dos títulos alcançados a nível internacional, deixa alguma margem de dúvida de como seriam as coisas se João Silva, João Pereira, Bruno Pais e Duarte Marques estivessem totalmente disponíveis para esta competição. Mais; como teria sido esta competição se todos estes pudessem estar na disputa do título? Lamentável será que uma competição de tão grande significado, a competição mais importante do panorama nacional da modalidade, não possa ou não consiga reunir a nata dos atletas de topo. Questões de calendário internacional e respetivas incompatibilidades com o calendário interno? E não se pode dar a volta a isso?Tempos houve em que Bruno Pais, na altura imbatível nas provas nacionais, fez questão em fazer desta competição um marco no seu rico currículo desportivo. Pode um atleta seja ele qual for prescindir ou relegar para segundo plano um título desta natureza? Ser-lhe-á indiferente ser Campeão Nacional ou não o ser? 

A outro nível, também me parece que seria incomparavelmente mais justo que paralelamente à atribuição dos títulos nacionais absolutos também se pudessem atribuir os títulos de campeões nacionais por grupos de idade. A eleição de um único evento para definição destes títulos, como tem acontecido na bela cidade de Peniche,  parece-me demasiado curto e sujeito a imponderáveis a que todos os atletas estarão sujeitos e por via disso fruto de alguma casualidade. A constituição de um conjunto de provas pontuáveis para a atribuição dos diferentes títulos das diferentes idades ou aproveitando o calendário do Campeonato Nacional Individual é algo que eu defenderia pela sua maior seriedade e verdade. Mais; que a disputa das diferentes provas pudesse ser equitativamente distribuída pelo território nacional também me parecia de toda a justiça. 

Abraços triatléticos, companheiros.


Ainda o Triatlo Cross de Vila Nova de Cerveira!

01/10/11




Num fim de semana de dupla participação, após o triatlo da Póvoa, que relembro teve a distância supersprint, eis que dei por mim em Vila Nova de Cerveira para participar naquele que será o mais que provável último triatlo de 2011 em que irei participar. A verdade verdadinha é que à partida para esta prova, na manhã de domingo, me sentia um pouco como que a cumprir um dever e isso não é bom sintoma quando o objetivo maior destas coisas é mesmo a diversão. Ora, quando nos começamos a sentir assim é porque algo não vai muito bem no reino. Mas, já lá iremos.
Partindo cedo para a bonita Vila de Cerveira, deparei-me com o insólito de ser um dos raros, senão mesmo o único, português na reunião técnica previamente anunciada para as 11 da matina. O insólito aumentou quando a comunicação foi liderada na língua de Camões perante uma plateia de...galegos/espanhois. Pronto! Lá se foi explicando a coisa, que não sendo difícil de entender, implicava alguma atenção devido à passagem do rio por duas vezes, uma a nado e outra de bicla, claro que pela ponte da Amizade.
O outro insólito era verificar que às 12h locais ainda não havia notícias dos meus colegas de clube, com quem  iria partilhar os prazeres raros da participação em provas do calendário nacional. É o que faz pertencer a um clube do sul vivendo a 50 kms da Galiza. Mais um insólito; um almoço constituído por um caldo verde, umas entradas de pernitas de frango e umas azeitonas pelo preço de quase 8 aérios!!! Comentários?

A prova propriamente dita teve a circunstância de nos momentos antecedentes rever as caras com quem havia competido no dia anterior e com quem iria rivalizar novamente nesta compita. Mas não só; rever caras que há muito não lhes sentia o cheiro foi um acrescento positivo ao dia. E finalmente estar com o pessoal do clube. Bom, havia que dar umas braçadas antes da prova. Não sei como é que fiz a coisa, depois de decidir dar uma volta até à primeira boia, aquando do retorno verifico que havia quase ninguém dentro da dita e dou comigo a pensar que a minha prova iria começar logo ali, com mais um percurso de natação para fazer. Lá acelerei a braçada para não me atrasar e lá consegui chegar a tempo ao local superlotado da partida, onde ainda consegui vislumbrar os meus colegas do Fonte Grada para lhes desejar uma boa prova. Logo me dirigi para a ponta mais afastada da partida. É qualquer coisa que eu não entendo nas provas nacionais, podem até estar 300 ou 500 macacos inscritos que a partida  que esta irá ser sempre tudo ao molho e fé em Deus. Para evitar chatices, coloquei-me o mais afastado possível dos pontapés e cotoveladas. E ainda nem tinha os óculos bem postos já estava a soar a cornetada da largada. 
O curso de natação foi-me pesado. Senti cansaço; cansaço do dia anterior, cansaço de outros dias, cansaço da fase em que me encontro. Algumas vezes dei por mim a pensar mas que raio fazia eu ali. Desistir naquela altura nem pensar. O trajeto até ao parque de transição teve algumas vicissitudes, mas passo à frente. Quando chego ao parque de transição verifico que afinal a penosa natação não havia sido tão má assim; os meus parceiros diretos de compita do dia anterior estavam todos ali, ao contrário do dia anterior, onde me haviam ganho alguma vantagem. Perco uma eternidade no parque de transição para colocar o...avental! Os dedos das mãos tropeçavam uns nos outros e eu que queria reduzir o espaço e tempo para o Paulo Renato que me antecedia. Não deu. Rapidamente alcanço o João Paulo, que me parece ir num ritmo mais baixo que o meu, mas puro engano. Após a primeira subida, o homem desaparece e só o consigo ver à distancia, nos retornos. Pelo meio, ultrapasso o Paulo Neves e o José Calheiros, e com o tempo vem ao de cima a minha capacidade de resistência. O percurso de BTT era constituído por duas partes bem distintas; uma parte técnica e alternando subidas e descidas, com algumas rampas, que embora curtas, eram durinhas, e com a passagem repetida tornavam-se mais difíceis ainda: levei algum tempo até acertar na desmultiplicação, facto que só aconteceu a meio do segmento. A outra parte era bastante rolante, com a influência do vento num dos sentidos. A ligação para a Galiza, onde iriamos concluir a prova após o segmento de corrida, era também um trajeto rápido, em estradão, essencialmente. 
A corrida foi talvez o meu melhor segmento, contrariando a tradição, e gostei imenso do traçado, que, assinale-se, havia sido marcado momentos antes do início da prova, como pude observar. Foi um percurso claramente de triatlo cross, a lembrar os trajetos de corrida em montanha, alternando rampas com descidas, zonas de areia com zonas irregulares. E eu dei-me bem com aquilo. Lembrei-me várias vezes do duatlo cross de Candeán, a minha primeira prova da época, e constato que na Galiza se se trata de falar dum triatlo ou duatlo em cross é porque vai ser mesmo fora de estrada com tudo o que o fora de estrada pode ter.
Um aspeto curioso teve a ver com a ausência de chips para avaliar o cumprimento dos percursos e os respetivos tempos. Pois, no final tudo saiu certinho, sem problemas e sem dar conta de como é que eles conseguiram fazer todo o controlo sem casos. 
No que me diz respeito, acho que fiz uma prova bem conseguida, sendo o V3 mais rápido, embora só tenham participado dois, apesar de 6 inscritos.

Esta semana que entretanto mediou desde a conclusão deste fim de semana e o dia em que estou aqui a escrevinhar estas palavras, sinto que o cansaço se apoderou de mim, mas de uma forma que não havia experimentado ainda esta época, a ponto de pôr em causa a minha participação na meia-maratona de Ovar, onde gostaria de estar para procurar alcançar um dos meus grandes objetivos desta época: 1h30'. Tenho mesmo de repousar.

Fotos há-as, só que não estando na minha posse é-me mais difícil apresentá-las.

Companheiros, abraços triatléticos e boa finalíssima em Abrantes para quem lá for.