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II Triatlo de Esposende, Um Privilégio (e Um Privilegiado) da Natureza!

28/07/13




Pódio V3
Uma manhã de surpresas, é o que posso afiançar sobre a primeira participação do triatlo de Esposende, designado Um Privilégio da Natureza, slogan que o Município procura projectar para além das fronteiras concelhias, e muito bem, porque não padece de falsa publicidade. Este na segunda edição. A primeira o tempo. Após várias consultas no meu site preferido, a previsão recuou para o seu primeiro palpite; chuva e vento, mais chuva e mais vento. Na prática, chuva à partida, já na água, chuva na transição para o ciclismo e chuva na transição para a corrida. Resultado: uma valente molha dos sapatos de corrida ainda antes de entrarem em acção. Valeu a temperatura, aceitável, caso contrário faria mossa e da forte nos corpinhos mais desnudados que vestidos. A segunda surpresa a partida. Terá sido o exemplo claro do que uma boa ideia se pode transformar numa má decisão por falta de rigor. Explico. Dadas as condições de maré, a favor e fortíssima, a ideia era realizar uma partida lançada. Para isso, todos fomos avisados de que se deveria nadar devagar até à linha de partida, para permitir a maior equidade possível no tempo de partida. E outras condições, como esperar dois minutos antes de alguém se lançar às aguas agitadas do Cávado após aquele aviso. Nada se cumpriu, pelo que a caminho da ,linha de partida dei comigo a ver a malta que se chegou às boias a esbracejar como fazem as hélices dos motores. Estava dada a partida. Boa! A terceira surpresa foi ter conseguido correr, mesmo meio a coxear e tal, até que isto adormeceu e na recta final, animado com a possibilidade óbvia de conseguir, afinal de contas, cumprir a presente edição do triatlo à porta de casa, perante o "meu público", queridos amigos, ganhei umas asinhas. A quarta e última surpresa, aquela coisa do 2ºlugar no escalão! Ops! Disse que não queria voltar a referir-me a isto. Aconteceu! Mas, Caminha continua atravessado (triatlo).
Sobre as incidências da prova, um recorde na natação, apenas a 2' de...Miguel Arraiolos, por exemplo. Isto só mesmo com uma...corrente? corrijo, torrente! de água a empurrar. Ciclismo onde tive de largar dois bons grupos, o segundo dos quais onde ia o primeiro classificado do escalão, Carlos Silva. E a corrida no ritmo low profile, mas sempre a descortinar "uma aberta" para expandir a passada, mas sempre, qual manipulador de marionetas, a esticar aqui, encolher acolá...Olha, deu para chegar ao fim, missão cumprida e sorriso alargado no rosto!

Permitam-me uma mensagem aberta a um grande e estimado companheiro e amigo, que muito admiro e cujo nome dispenso-me de referir, dada a sua justificada popularidade: adorado amigo, depois de ler o receituário que o meu amigo se atreveu a publicitar numa das suas postagens públicas, após o Triatlo Longo de Caminha, procurei respeitar em alguma medida a receita para o sucesso antes desta 2ª edição de Esposende. Para tal, digeri nas últimas horas, com gulodice abastada, três bolas e meia de berlim do natário, para compensar a falta da fartura, e não corri durante largos e longos quinze dias. Lamento não ter tido o tempo necessário para ter gerido duas felizes meninas, que concerteza me iriam trazer as mesmas vantagens que ao meu amigo dá, mas compreende o companheiro que me escasseia o tempo por entre a preparação dos três segmentos. Relativamente ao contacto com a fauna, substituí os mamíferos com ar feliz pelos habitantes do estuário do Cávado. Concluindo; a receita produziu efeitos, a avaliar pelos resultados finais. O mesmo já não direi relativamente ao juízo e as melhoras este nível são difíceis de avaliar. Para já, rodeado de tanto gelo, diria que falta um...uísque! Forte e enorme abraço, meu caro.

A finalizar esta postagem, para não levar ninguém ao adormecimento precoce, obriga-me o dever mas também o desejo de fazer um agradecimento MUITO ESPECIAL! à minha companheira, 

que logo após Caminha, mesmo contra o meu desalento, arregaçou mangas e asseverou que nas mãos dela domingo dia 28 de Julho estaria em condições de fazer a prova na totalidade. Confesso que duvidei, não acreditei até, mas tive de me render à sua vontade indómita de me ver feliz. Com muitas massagens, calor húmido, gel, vacuoterapia (e também um FORTE AGRADECIMENTO! ao companheiro João Rita donde veio esta receita (mais uma) e os conselhos correspondentes), a verdade é que consegui cumprir um desejo que muito dificilmente cumpriria sem estas ajudas, mesmo tendo apanhado um valente susto que parecia ter deitado tudo por terra. Por isso, dois terços da medalha que hoje recebi é-lhe devida (à minha companheira), mais meio terço para o Rita, bom...realmente o resto pertence-me. Ah! Um aviso, sério, se futuramente me virem abraçado ao amigo aqui referido por Rita, não desconfiem, é mesmo verdade: somos amigos.

Ainda...o Município de Esposende em boa hora decidiu abraçar o triatlo. Perante condições como as que esta bonita terra tem, seria uma ignomínia não apostar nesta inolvidável modalidade. Tenho a  certeza de que essa aposta perdurará no futuro. Está de parabéns a autarquia e o seu Vereador, Dr. Rui Pereira, quem em primeira mão decidiu arriscar. Hoje o tempo não permitiu a moldura humana do ano passado, mas por outro lado provou que (quase) nada pára um triatleta.  

Agora, curar esta coisa e voltar em Setembro, com mais provas e outros planos também. Sim, porque o primeiro atleta jovem TriatloMania está "infectado" pela modalidade e a ele quero, desejo, juntar mais, muitos mais.

Companheiros, uma vez mais é um enorme prazer privar convosco. Abraços para todos vós.






II Triatlo de Esposende, Um Privilegio da Natureza!

26/07/13




Como o tempo passa e depressa! Rapidamente chegados ao mês de Julho e eis-nos perante um dos capítulos principais da época, o "triatlo em casa". Não sei se é enguiço ou falha no planeamento ou falta de juízo (risos!), o certo é que estou novamente condicionado. A sensação não é boa, é estranha, mas para poder estar em plenas condições este fim de semana, teria de ter abdicado de um dos eventos dos últimos 15 dias. Na prática, nem um, nem outro. É o que faz ser guloso. Isto constitui um processo longo de aprendizagem sobre mim próprio, das minhas limitações, donde o conhecimento retirado vai sendo actualizado e através do qual terei de me forçar a adaptar. Bom, haverá triatlo para todos, ou quase, e "aquabike para esta mesa, s.f.f." Quem não tem cão...

O problema maior será o tempo. Prevê-se chuviscos, o que também não deixa de ser amargo, porque após aquele inverno e primavera e início de verão, não sei se ainda se recordam? ter chovido e chovido mesmo, há muito que tínhamos esquecido por estas paragens que dos céus também descem águas. Não seria necessário trazer-nos esse pormenor à memória logo neste domingo. Mas, sendo o triatlo uma modalidade que mete água, e ultimamente mais do que é usual, parece, não será de todo estranho. Também não será caso para mudar para pneus anti chuva. A temperatura estará longe dos 30 e tal graus para triatlar e isso é bom indicador.
Um aspecto positivo desta semana que está prestes a findar, é a temperatura das águas; rio e mar. Muito boas para esta latitude. Fora até do vulgar. Mas, nada de preocupações porque vai toda a gente vestir "smoking" à partida.

E eis que a escola de triatlo de Esposende que procuro impulsionar estreia o seu primeiro atleta, o juvenil Pedro Barbosa. Este sim, o interesse maior deste fim de semana. Vai ser uma experiência interessante na vida deste jovem. Mas, sobre isso falarei noutra altura.

Companheiros, até breve ou até já, consoante os casos.





Triatlo Longo de Caminha!

21/07/13




O Tri Longo de Caminha ainda mexe e visto assim é...ÉPICO!! pena ter sido tão curto.




Tri Longo de Caminha: Frustração (pessoal)!

15/07/13



A tribo!
Vou começar por dizer que o Longo de Caminha acaba por ser um processo muito interessante de aprendizagem. Ao longo destas linhas irão perceber porque assim é. A primeira é que convém dar sempre uma margem ao conteúdo de um regulamento, porque ao ter confiado no que tinha lido, ia perdendo o transporte para a partida. Valeu rever os companheiros da tribo, alguns deles que não lhes punha a vista em cima "há canos". Excelente grupo.
De maneiras que entrei de imediato em stress, tudo a 200 à hora. E à procura de uma casa de banho porque a coisa  apertava. Ainda bem que o barco estava equipado, senão havia de ser o bom e o bonito.
Foi a minha primeira vez numa partida assim (saltar do barco) e a sensação é esquisita. A água mais fria do que imaginava, mas tolerável, perfeitamente. No final da prova, comentando as incidências da mesma com o Moura, ambos sentimos o mesmo; o nado até à zona de partida nunca mais terminava, e seria possível chegar a tempo da partida? Afinal, a corrente não estava favorável, o que significaria 1,9 kms penosos. Corrijo; no meu caso foram 2,12kms.
Eu até tenho por hábito fazer uma navegação certinha. Mas ontem não. Isso e a minha menor capacidade de nado no momento justificam os 45' que demorei para perfazer o primeiro segmento. 
E inicio o segmento de ciclismo com...vontade. Gosto de escalar, portanto, força. Só que não imaginava encontrar uma subida tão prolongada e rampas tão...coiso. Estava à espera dos tais 5%/6%.. E dei comigo a pensar "...mas que grande burro! querer fazer uma prova destas em 5 horas". Ri-me para mim mesmo. Lá pelo meio das montanhas fui-me apercebendo que recuperava posições inimagináveis, talvez. E fui estando atento a alguns de avental vermelho, tendo feito a "viagem" com um deles. E espanhois, vários. No ciclismo é curioso as dinâmicas durante a corrida, especialmente numa "prova de montanha", como esta. As recuperações são muito diferenciadas e ora somos alcançados por este e aquele, ora nos afastamos dele e doutros. Já no último terço do trajecto dou com uma dor, que haveria de ser terrível, nos lombares. Os andamentos mais pesados fazem disto, particularmente quando se sobe e muito. Tentei relaxar, alongar, mas o mal estava feito, ela persistia e agora que me aproximava rapidamente da transição, pensava como me iria aguentar 21 kms em pé! Isso e outra inflamação numa articulação no gémeo esquerdo começavam a preocupar-me. 
Altimetria: 1669
Já no parque de transição uma informação que tonificava a mente: "estás muito bem, João!", gritava a mulher. "Despacha-te!", dizia-me ela perante a minha demora. "Espera, deixa-me aliviar as costas", retorqui. E parti. Olho para o relógio e fixo 4,20. Fiquei na dúvida: era o tempo que tinha ou o tempo por km? Mais à frente 4,22, 4,23...tirei as dúvidas. Logo no início uma sensação boa: as costas. embora contraidas, não causam problema. Outra sensação boa: a inflamação na tal articulação já se foi. As sensações más: o início da corrida. parecia que fazia tudo menos correr. E o vento, muito desagradável naquela parte do percurso, à beira rio. Olhei para a água e pensei que se a natação tivesse sido ali e naquela hora ui! ancorávamos. Nesse tempo ultrapasso uma companheira, espanhola, que já havia apanhado na última descida da montanha e com quem pedalei os kms finais. Vejo a bike na sua frente e pergunto-lhe se ela é a primeira. Responde-me que sim, acha que sim, faço-lhe o sinal universal de "fixe" e continuo. E pensei que finalmente estava na frente...da prova feminina. E mais à frente quem é que encontro? O Paulo Renato Santos. Hilariante! Ele acompanha-me na corrida durante uns minutitos e falamos, e como vais e que se passa contigo e tu, que já andas aqui, pelo menos. Foi demais. Pensei que se conseguia falar naquela fase da prova, então ainda tinha muito que dar. E mais à frente a informação de luxo, do António Moura: João, vais em segundo! no escalão, claro. Aqui a conversa foi curta num percurso multifacetado, como estava anunciado, as gentes do veraneio aplaudiam e davam força. Agradeço sempre. E continuo a passar alguns concorrentes até me cruzar com o primeiro que já estava de volta. Impressionante! E outro, no primeiro abastecimento e mais à frente quem, quem? O Caldeirão, pois. Em grande ritmo. Claro, desejei-lhe força e lá fomos em sentidos opostos. E depois o Paulo Adão, que tão bem estava em competição.
Estou à distância de 4/5 metros dum companheiro e já no fim de Moledo, a passada melhorava, neste momento já me sentia a correr, mais solto, adaptado ao novo segmento, quando começo a sentir algo muito familiar no gémeo direito. Que raio! Continuo, procuro pisos mais softs, mas é tarde...as irradiações picantes atacam, a pressão intramuscular aumenta e aparece a dor. Paro! Estou só. Impressionante as diferenças entre os concorrentes, enormes. Estou algum tempo ali parado e não passa ninguém. Decido andar...penso que vão ter de me aturar até ao fim. E passa um espanhol "ânimo" e outro, "ânimo". Penso que isto não vai lá com ânimo. Precisava de mudar as pernas. Outras, s.f.f. E confirmo aquela sensação; as diferenças são enormes. Que prova de resistência. O ciclismo separou a malta toda e de que maneira. Terá sido o sector selectivo por excelência. E começam a aparecer caras conhecidas; o Paulo Neves, com quem ainda me diverti um bocado. Dizia-me ele."Ora aqui está uma boa ideia". Pedimos água a uma senhora que regava não sei o quê e ele lá foi e eu fiquei. Ainda tentei recomeçar. Qual quê? Agora que estava frio, nem as dores nas costas me permitiam correr. Mas, a perna tinha dado o berro. E aparece o Pedro Reis, com quem também troquei umas palavras, e o Vitor Santos da Fonte Grada e etc etc. Alguns aproveitam a minha fraqueza e também param para retemperar energias. Estava a ser muito duro. Uma palavra para a fisioterapeuta que um pouco à frente do segundo abastecimento me procurou ajudar. Foi aqui que decidi regressar. E vim de mota para Caminha. Pessoal "five stars". E ficou o convite para treinos e mais treinos.

Na chegada deparo-me logo com a belíssima confirmação do 3º lugar do Caldeirão e com outros companheiros que haviam chegado e que iam chegando. A primeira mulher perfez a prova em 6h07'. Fico com várias sensações amargas, mas acima de tudo que medalhas e prémios, essas coisas, nada querem comigo. Logo, o melhor mesmo é deixar isso de parte e aproveitar as pausas das minhas limitações para me divertir enquanto posso. É por estas e muitas mais que o melhor é nem sequer sonhar com outros voos. 

Companheiros, só sei que me diverti muito convosco. Esposende está impossível, conhecendo-me como me conheço e portanto digo que espero reencontrar-vos assim que me seja possível. Abraços triatléticos para todos vós.
  


Em Caminha caminhei...

14/07/13




...ao fim de 7 kms no último segmento, estando em 2º no escalão. Ainda procurei retornar, mas dava cabo de tudo e acabaria por ter de parar, por tempo indeterminado. Esposende está em perigo máximo e honestamente nunca julguei que pudesse quebrar por ali, hoje. Mas depois conto melhor a estória. 

Um abraço para todos os companheiros que voltei a ver. Até já- 



A caminho de Caminha.

13/07/13





Caminha, localidade tão tranquila quanto bela, irá receber uma nova etapa do Campeonato Nacional de Triatlo Longo para Grupos de Idade. A agitação vai fazer bem à cidade e permitir-lhes conhecer uma modalidade "nova". Para mim, não será mais que a segunda incursão na distância e apesar de estar em disputa os títulos nacionais de grupos de idade, espera-se que a modalidade tenha atraído a atenção de, pelo menos, vizinhos galegos, o que a acontecer lhe emprestará um cariz internacional, sempre agradável de sentir e de ver, creio.
Parto com a ideia de melhorar o tempo realizado há um ano em S. Jacinto. Só que...este de Caminha tem características bem diferentes. Em todos os segmentos. Por exemplo, a natação prevê-se mais rápida, se a favor da corrente como anunciado. O ciclismo não é plano, antes pelo contrário. Tem sobe e sobe, e desce, o que quer dizer que ajudará quem gosta de subir e gosta de descer. Porque descer também é uma dificuldade para alguns. E finalmente a corrida a pé não tem as constantes mudanças de ritmo com os retornos, como senti em S. Jacinto. Portanto, sempre em frente durante 10 kms e um retorno para mais 10 kms. Tem esse aspecto de poder gerar alguma dificuldade na gestão do esforço, pelo que foi dito. E eventualmente do vento. Mas como o tempo tem estado, não creio que haja grandes ventos. Outro pormenor importante é a alternância do tipo de piso, que ajudará na atenuação ou retardação dos processos inflamatórios. Portanto, 5 horas, né? Vamos lá ver se dá.
A preparação, essa alterou-se a partir de determinada altura, mas isso agora não interessa nada, já era. Agora é dar corda aos sapatos e acima de tudo nada que comprometa o tri seguinte. E os seguintes e por aí fora. Porque ser feliz passa muito por aí.

Companheiros, amanhã às 8h no rio Minho. Abraços triatléticos.





Portanto...Tudo na Mesma!

10/07/13




Ontem terei consumado a derradeira iniciativa para perceber das razões que me levam aos constantes impedimentos e constrangimentos da prática da corrida a pé em largos períodos do ano, especialmente coincidentes com a época mais fria do ano. Para isso, cumpri a agenda e fui a uma consulta de neurologia motora. Para escalpelizar isto.
Saí de lá na mesma. Quer dizer, não há milagres e portanto tudo normal. Bom é saber que um doente crónico como eu, padecendo de artrite reumatóide, pode praticar o(s) desporto(s) que pratico. A questão está no passado; aquelas incursões pelo futebol, aqueles remates à baliza sem qualquer preparação ou activação, aqueles joggings na tropa ao lado do tenente, ainda que lesionado, aquelas lesões curadas ao-Deus-dará, com o tempo, até que a dor passasse, deixaram marcas nos gémeos, fibroses, mais concretamente, e a solução está mesmo na adaptação a este constrangimento e saber viver da melhor maneira possível com isso. Tudo uma questão de gestão! Nada de novo, realmente. 
Portanto, não há doenças musculares associadas, não há problemas metabólicos, logo não há remédios milagrosos, não há o comprimido que faça desaparecer a condição. Até agora.

Daqui retiro uma ilação que já merecia ter sido devidamente considerada; a partir duma determinada altura da vida, cada qual com os seus problemas. 

Companheiros, abraços triatléticos.



Dia de Aquatlo Invertido!

07/07/13




Hoje era dia de teste, segundo teste, para ser rigoroso. Ao gémeo direito. Ontem havia realizado um e não correu mal, mas...tinha de segurar melhor as sensações e as reacções do dito, agora numa distância maior. E a coisa correu bem. Não está a 100%, mas não andará muito longe. O que não era previsível era correr com uma temperatura tão elevada, mas estas noites quentes passadas no sofá porque a cama arde, não dão muita margem de manobra a um sono devidamente retemperador. Resultado; correr 14 kms, ao ritmo de 5'20, a 31º com tendência crescente à hora, fez-me pensar em soluções no meu centro de alto rendimento (ainda vos hei-de falar disto). Assim, e porque a praia de Ofir tem a bandeira azul e não é por obra e graça de nosso Sr., a cada 20 minutos, mais ou menos, fazia uma passagem pelo chuveiro da praia para refrescar e ingerir alguma água.  "Desculpe, é rápido! Obrigado", tinha de ser assim, passando à frente da fila que se amontoava de fronte ao famoso chuveiro. As gentes não se apercebiam da minha aproximação, o gajo aparecia, molhava-se e toca a andar que se fazia tarde. E foi assim que suportei aquele ar de fogo que inalava pelas vias aéreas.
No fim, um mergulho refrescante  no rio, ainda por despir, apenas sem sapatos, seguido de uma natação contra a corrente, acima de tudo, e o prazer de sentir a menor temperatura da água durante as braçadas, naquele que acabou por ser a forma possível de cumprir um dia previsto de aquatlo. 
Conclusão; parece que sim, que vai haver Caminha no meu caminho. Agora, é afinar algumas coisas e recuperar de uma semana  muito looooonnngaa.

Companheiros, abraços triatléticos e até breve.





Estado de Alerta Laranja!

05/07/13




Depois da frustração causada pelo falhanço no triatlo de Pedrógão Grande e de dois dias sem treinar, por força de várias forças, passe a redundância, regressei ao asfalto na 2ª feira para uma semana de "partir", assim tipo de raiva e a procurar recuperar algo supostamente perdido. E na 4ª feira ia conseguindo. Resultado; uma dorzita num dos gémeos obrigou-me a reconsiderar o plano e a colocar-me perante a necessidade de ou Caminha ou Esposende ou estaleiro. Portanto, estamos em fase de reavaliação e em função disso decidir se vai haver Caminha ou não, ou se vai vai haver apenas Esposende. O que não queria mesmo era voltar a passar um verão longo de inactividade na corrida a pé. 
O longo de Caminha é o desafio, o objectivo maior, aquele para o qual  me tenho preparado e mentalizado e aquele que justifica tantas horas despendidas, em desfavor de outros prazeres da vida, há muito relegados para o fundo do baú . Objectivo número um, portanto. Mas, não pode condicionar Esposende, porque este é o triatlo de casa, com tudo o que isso arrasta. Logo, se a dor persistir após os testes que estão agendados, a opção será realista; Esposende, portanto. Antes um pássaro na mão que dois a voar. Assim o discernimento não me atraiçoe.

Companheiros, até já e abraços triatléticos.