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Porto Santo: Um Triatlo À Antiga?

29/03/11




Porto Santo é uma ilha que conheço razoavelmente bem em virtude de uns dias que lá passei, há não demasiados anos, ainda. E um lugar magnifico para a realização de um evento amado como este do triatlo. Vejamos; as temperaturas são convidativas quando em oposição aqui, no continente, ainda alternamos o frio com o temperado; as águas daquele mar piscam-nos os olhos e aliciam-nos para nele mergulharmos; as estradas podem ser o que nós quisermos em função das nossas escolhas, ora planas, ora empinadas, que também as há. E a corrida, essa pode ser feita em qualquer lugar, em qualquer parte, o que numa ilha acaba sempre por servir de convite a uma forma diferente de apreciar a magnífica paisagem insular.  Lembro-me do pão de caco barrado a manteiga, e das lapas grelhadas em frigideira, dos canecos aloirados a transbordar duma espuma branca, deliciosa, e dos pregos no pão de caco. Aprendizagens em contradição com a sessão de nutrição frequentada ainda há bem pouco tempo. Nada que já não se soubesse.
O evento fez-me pensar como seria o triatlo há alguns anos, ainda não muito longe dos dias quotidianos: uma trupe pequena, quase meia dúzia de gatos pingados, mas...apaixonados ou íssimos pela causa deste desporto, que é uma apenas; praticá-lo. As dificuldades não serão de monta, apenas se tem de estar bem preparado para vencer as distâncias. Normal para quem pretende cumprir a longa distância. Será até uma excelente prova de boas vindas ao género. Este evento fez-me imaginar isso mesmo, com um super campeão a liderá-lo, outro campeão seguindo-se-lhe e muitos outros campeões seguindo estes. Estão todos felizes, são todos merecedores das normais felicitações. E dentro dos felizes está um companheiro de Clube cuja prova foi fantástica: António Moura, no escalão de V3.
Um senão; depois de ler com mais atenção o comunicado da federação sobre a logística da prova e as despesas decorrentes do transporte das biclas, digo-vos que a participação neste evento fica bastante onerosa e assim sendo, e para lá de todas e mais algumas das razões, não está acessível à esmagadora maioria dos interessados em fazê-lo. Terá sido por isso que me fez lembrar o triatlo de outros tempos? Como compreendo os ilhéus e por isso os vejo tão pouco por cá.  Conclusão: vejo-me, à luz atual, com dificuldade em me imaginar neste triatlo...


Abraços triatléticos, companheiros.


Duatlo de Famalicão: O Triatlo Cada Vez Mais a Norte!

26/03/11



Que pena! Que martírio o meu, ter de assistir via net o desenrolar das competições da modalidade que apaixonadamente decidimos abraçar. Alguém com uns gémeos novos em folha para me dar? Seria ouro.
Os duatlos são aquela coisa, difíceis, exigem resiliência, resistência, barba rija. Não é assim-assim. Ou se cerra os dentes ou nada feito. Quando a isso se junta o BTT, então está tudo estragado; aquele trepidar do volante contraria-nos, mais a escolha constante pelo melhor lugar no trilho que se afunda ou se empedra à nossa frente, de imediato. Por vezes nem há lugar a escolha. Mais punhos cerrados, mais dentes a ranger.
Porque dentro daquelas qualidades temos de lhes adicionar técnica, coragem, atrevimento mesmo, às tantas alguma loucura, se quisermos arriscar ainda mais. É um carrossel entre o esforço total e a recuperação, curtinha, numa descida qualquer ou numa recta. E no final, aquela sensação de se partir pedra com os quadrícipedes, tal a estranheza das sensações após as pedaladas.
Por isso, não será de estranhar, e uma vez mais, ver gente veterana nos lugares cimeiros, sendo que o vencedor foi mesmo um veterano: Joaquim Lopes, do Amiciclo. Seguem-se-lhe muitos, imensos seniores (atenção; o 3ºL é de outro veterano, individual) e a satisfação de constatar que afinal concluíram a prova 231 atletas. Não esperava. E vislumbro um amigo entre os V2; Joaquim Sá, que é um betetista do catano. O 4º L no escalão não foi nada mau. Eu nunca irei saber em que lugar ficaria, mas eu cá apontaria para o 1º V3...eheheheh. isto é que se chama confiança, hem? A sério a sério, não sei, mas quero descobrir em Abril. 

Um abraço, triatletas e duatletas.


Duatlo de Famalicão e 1ª Etapa Campeonato Triatlo Longo - Porto Santo: Previsão do Tempo e Listagem de Inscritos.

24/03/11



Aproximam-se a passos largos duas provas que estavam inicialmente na minha mente fazer, por exclusão. Porque seria impossível fazer as duas. A preterida, por razões da crise, seria a realizada na bela ilha de Porto Santo, lugar fantástico, onde os amantes do mergulho (é, adoro mergulhar com escafandro, não apenas nadar) podem deliciar-se com os fundos transparentes das tépidas (para a nossa realidade) águas atlânticas da região. Portanto, a escolha recairia em Famalicão. O problema é que esse era o conjunto de intenções aquando da minha planificação, aprioristica, ali por Dezembro. Hoje, nem uma, nem outra. E como me daria jeito esta prova: sábado de manhã, para iniciar o fim de semana da melhor maneira, e campeonato XCO de Vila do Conde no Domingo, para entremear em beleza. Até esta está em causa, dada a visita extemporânea de nova gripe, e sem aviso prévio. A ver vamos.
Entretanto, deixo-vos a previsão do tempo para ambos os eventos, assim como a listagem dos inscritos, e vale a pena fazer algumas considerações. Famalicão vai apresentar muitos novatos no género, quiçá antevendo novos praticantes da modalidade e o piscar de olhos ao triatlo que naturalmente acontece. Mas, poucos clubes inscritos. Estamos no início e seria de esperar uma mais forte adesão, muito embora cá por cima haja uma clara distinção entre os betetistas e os triatletas. Quero eu dizer que quem adere ao triatlo não é muito fá do BTT e vice-versa. Talvez seja uma explicação.
Em Porto Santo quero destacar a presença do super campeão do triatlo e da humildade, convém reforçar, Pedro Gomes, que abrilhanta uma prova cuja presença de participantes é, de facto, muito reduzida ( a crise, pois é...). Aliás, o próprio Pedro confessava há um ano a sua menor simpatia pela logística que está na base da primeira etapa do Campeonato Nacional de Triatlo Longo. Apesar disso, vai lá estar. Melhor exemplo de humildade? Claro, também aquele fervor pela competição. Mas voltando aos participantes, também destacar a presença de outro globetrotter, Sérgio Marques. Todavia, parece-me que a competitividade vai ser reduzida. Ele há o Nuno Neves, mas falta o Caldeirão, até o Lino costuma abrilhantar a prova com a sua presença (venceu no ano passado). Nem o Bruno Pais, que também venceu há dois anos, irá estar presente, concerteza mais empenhado na luta pelos jogos de Londres. Mas, estará um "fanático" da modalidade, o amigo Paulo Sequeira, que raramente deixa escapar uma. Só por isto merecia um troféu. 
Ao nível dos "meus escalões", V2 e V3, muita gente ausente, a não ser os ilhéus cujo domínio estará assegurado. Mas, convém não esquecer que este tipo de evento tem um adversário muito específico: as distâncias a vencer. A partir daí é pura diversão.

Abraços triatléticos, companheiros.






Maratona BTT de Tábua!

22/03/11




Trata-se da 5ª edição da Maratona BTT, em Tábua, boa terra, acreditem. Circundada por magníficos montes que, envoltos por fartos pinheiros e eucaliptos, escondem sinuosos trilhos, ora trespassados por cantantes riachos, ora esculpidos pelas regras da própria natureza, a Vila de Tábua apresenta um evento sobejamente elogiado pelos diferentes participantes nos diferentes anos da sua ainda curta existência. Não é por acaso que esta terra é escolhida para uma das edições da Taça de Portugal (BTT) XCO. 
A organização de que se fala é da responsabilidade da MK Makinas. Já procurei marcar uns treinos com a rapaziada, para me darem a conhecer esse trilhos escondidos por entre montes e vales. Sem efeito.  Acho que terei de participar na maratona. A deste ano realiza-se no dia 29 de Maio. Recordo-me que há qualquer coisa de triatlo para esse dia. Fica a ameaça aos meus gémeos: ou correm, ou pedalam.
Também em Tábua se poderia levar a efeito um magnifico e selectivo triatlo, acreditem. Mas, isso é outra estória.

Deixo-vos o endereço para os interessados consultarem.

Bons treinos, companheiros.



Em Alpiarça Houve Passagem do Testemunho.

21/03/11



(Foto: www.oribatejo.pt)
Muda-se o cenário, mudam os protagonistas...? Nem tanto. Alguns, sim. Outros há que são todo o terreno. Pensando cá com os meus botões, o vencedor foi o esperado. Já a vantagem que alcançou sobre o segundo classificado, e o seu protagonista, é que não estava nas minhas cogitações. Daí que tanto o João Silva como o Bruno Pais (que se encontra a subir claramente de forma. É um guerreiro, sem dúvida) fizeram uma prova fantástica.  Aliás, é com enorme satisfação que assisto ao "regresso" deste grande atleta. Eu, que nunca duvidando da sua entrega, da sua capacidade de luta, duvidei, isso sim, das possibilidades dele "vencer" a juventude que desponta a olhos vistos na modalidade. Hoje, o Bruno deu um sinal clarissimo de que se encontra como uma lapa preso à ideia de continuar no topo do triatlo em Portugal e, por inerência, além fronteiras. É, são os jogos de Londres a luz no fundo do túnel, mas a eles apenas três atletas lusos (em homens) lá poderão chegar. Assim como o Duarte Marques, que dá voz à sua luta pelos mesmos palcos. E como esteve bem este olímpico, corolário do trabalho que tem desenvolvido, como prova o excelente 2º lugar alcançado no evento de atletismo das Lezirias, há bem pouco tempo realizado. Outra performance muito boa foi a que Pedro Palma protagonizou, também muito próximo dos da frente.A decepção terá sido mesmo o João Pereira, um pouco longe dos primeiros lugares e das expectativas naturalmente criadas à sua volta. Mas, ele vai lá. Outra pequena decepção terá sido a prova do João Amorim, mas acredito que tenha sido apenas um dia menos conseguido. Eu acredito neste rapaz.
Nas senhoras, também a confirmação do esperado; vitória da simpatiquíssima Anais Moniz. Porém, outra simpatiquissima mostrou que está a aproximar-se da sua boa forma. Refiro-me à Maria Areosa cujo esforço fê-la perder não demasiado tempo para a vencedora. Ainda bem para a competitividade neste sector, onde duas cadetes, e ambas do Alhandra, começam a saltar do pelotão para a frente da corrida. Vai ser muito interessante seguir a sua evolução. 

Por dentro do "povo", a mudança natural entre os lugares, fruto da entrada da natação nos desafios a superar. Reparo que ainda faltam alguns dos nomes fortes que nos habituaram a prestações formidáveis, independentemente da sua idade. São os casos do Carlos Gomes, do Oeiras, do Emanuel Marques, da Académica de S. Mamede. Por outro lado, e uma vez que os escalões estão sempre em mudança, ano após ano, o escalão V2 tem uma nova estrela: Rui Rodrigues, do Compeed Tri-Oeste. Do meu escalão resta-me apenas dizer que estão abertas as hostilidades pelos lugares cimeiros. Não vai ser nada fácil lá entrar. 

O meu Fonte Grada cumpriu o seu objectivo e quando assim é nada mais se poderá exigir. Claro, longe do 3ºL alcançado no Cadaval. Alpiarça serviu para render a passagem do testemunho aos triatletas.

Bons treinos e abraços triatléticos.


Triatlo de Alpiarça: Previsão do Tempo e Start List!

18/03/11




Num formato novo, está aí a primeira prova "à séria" da época. Digo assim , não porque me falte respeito pelas anteriores, todas em formato duo, mas porque esta, o tri, é de facto a prova do verdadeiro ecletismo que está na base da criação da modalidade. Tanto assim é que quem petisca o duatlo mais tarde ou mais cedo atira-se ao triatlo, num verdadeiro desafio contra si mesmo. E portanto, o triatlo de Alpiarça, com novos percursos, mas a mesma "baía" dos patudos de sempre, vem num momento do ano em que, apesar de ainda se sentir algum tempo frio, os verdadeiros "artistas" vão fazer prova do seu momento de forma. E vai ser interessante avaliar o corolário resultante do somatório dos três segmentos no final da contenda. Como me pareceu que a tribo estaria farta de sondagens, resolvi esta semana inibir-me à sua publicação. E já que me refiro às sondagens, é óbvio que sereis sempre vós quem ditará do interesse ou não de semelhante iniciativa. A mim cabe-me fazer a avaliação e o meio que possuo é simples: a adesão à mesma. Ainda assim, tenho muita curiosidade em saber como estarão algumas das promessas mais sonantes da modalidade, agora no seu meio natural. São eles o João Amorim, o outro João, o Serrano, o Miguel Fernandes...estes, essencialmente. Já nas mulheres, a minha expectativa é saber quem se chegará próximo da Anais Moniz. A Mariana Costa, por exemplo, como estará ela...
Quanto aos favoritos, um nome: João Pedro Silva. É! Apenas prevejo uma luta mais intensa com o seu amigo do Alhandra, o João Pereira. Também vai ser curioso saber como está o Miguel Arraiolos na natação. Mas, acho que não lhe permitirá chegar à frente. Pode ser que me engane, pois pode.
O meu nome aparece na lista, mas é falso. Eu não estou ainda em condições de participar. Lamento, mas não me serve de nada. 

Três notas finais. A primeira para referir o número elevado de inscritos. A segunda para desejar que haja bom senso na organização das partidas. A terceira para enviar um abraço ao Jordão Alves, que esta semana se constituiu seguidor deste espaço.

Deixo-vos a previsão do tempo, que se espera convidativo, embora com uma brisasinha para "ajudar" no ciclismo.

Votos de boa prova e muita diversão, companheiros.




E o Duatlo do Cadaval disse que...

14/03/11



Que o Marco Sousa tinha de "molhar a sopa" este ano. Ele que repete o triunfo de Grândola de há dois anos, seria de esperar que por dentro de parte da sua especialidade (btt), seria sempre um sério candidato à vitória, se...os ases da modalidade não estivessem presentes. Acontece que pelo menos um esteve, o Lino, o que só abrilhanta a sua vitória e a sua prestação. Outra curiosidade: esta vitória surge na mesma fase do calendário em que surgiu a vitória em 2009. O outro destaque vai para, obviamente, a militar Patrícia Serafim, cuja vitória foi sem espinhas. 
Mas, ainda há um destaque que faço questão de referir. Tem a ver com o Fonte Grada que alcançou um brilhante terceiro lugar por equipas, à frente de grandes corporações desportivas da modalidade, como por exemplo o Olimpico de Oeiras e o Louletano. Valentes Fontegradenses.
Em termos gerais, e salteando por entre as diversas individualidades, uma grande prova do amigo Pedro Pinheiro (Colarense), que fez uma prova perfeita nos três segmentos. Novamente destaco o Joel Marcelino, que funciona quase como o abono de família do Peniche AC. Merecido terceiro lugar no escalão V1, uma vez mais ganho por esse enorme José Ribeiro (Ext. Benedita), cuja idade parece fazê-lo andar para a frente cada vez mais e melhor.
Em V2, nova vitória de Luís Serrazina, também da Benedita, com o meu colega de equipa, António Ervideira, a morder os calcanhares ao terceiro classificado. Em V3, grande prestação do Renato Fidalgo (ADCR Painho), que se apresenta num excelente momento de forma. Só assim lhe terá sido possível ultrapassar o grande V3 que é António Moura, do Fonte Grada. Ainda destaco a excelente vitória, mas essencialmente o tempo alcançado, pelo V5 Vasco Micaelo, do DAR Slowdown; um tempo de fazer inveja a gente bem mais nova.

Em termos femininos, e para além da vitoriosa, apenas a Irina Coelho do Louletano se lhe chegou mais próximo. De resto, as vinte atletas que concluíram a prova, entre elas muita boa gente que está  verdadeiramente direccionada para o triatlo, terão sentido muitas dificuldades com o trilhos do btt.
Aliás, este segmento terá sido bastante selectivo, dado os resultados verificados por atletas que normalmente fazem o segmento ciclista com bastante àvontade e que na prova de domingo terão sentido dificuldades acrescidas.
No total, participaram cerca de 230 atletas, o que constitui a continuação da forte adesão à modalidade. Diria até participação anti-crise.

E não tarda nada entra em acção a razão primeira e última da nossa preparação desportiva. Muitos serão aqueles que encostarão às boxes, muitos serão os que desejam experienciar a verdadeira emoção da modalidade. E vai ser curioso atestar os momentos de forma de cada um no terreno natural do triatlo.

Abraços triatléticos, companheiros.


Maratona BTT Luso Galaico 2011: 9ª Edição.

11/03/11



Como estamos em maré de divulgação, faz todo o sentido publicitar uma das maratonas reconhecidamente melhor organizadas do País. Atenção: não sou apenas eu que o digo, mas todos aqueles com quem me cruzo em eventos do género, e a própria  adesão dos imensos participantes que ano após ano vão engrossando o pelotão da prova. Os trilhos são fabulosos, quer pela natureza técnica, normalmente diversificados, por vezes muito exigentes, quer pela qualidade da paisagem, fantástica. O ambiente é porreiro, pá! o preço é quase uma pechincha, já não se usa nos dias de hoje com aquilo que oferecem. Para além disso, o jersey do evento  (incluído na inscrição) tem qualidade superior a todos quantos já recebi em eventos do género.
Vivo em Esposende há oito anos e assisti, sem participar, ao crescimento deste evento. " Para o ano..." era o pensamento dominante, mas tinha outras coisas para resolver, à cabeça. Esta constituirá, como espero que seja, a minha terceira participação. Ainda estou indeciso sobre em que variante participar: 70 kms ou Extreme, isto é, 110 kms em autonomia, com navegação por GPS. E a minha dúvida prende-se com o facto de nunca ter navegado por satélite. Preciso de alguém que tenha a tecnologia e deseje fazer os tais 110 kms. Caso contrário, lá terei de me virar para os 70 kms, que, confesso, não é de facto para aí que o meu apetite se inclina. Claro, vou preterir o triatlo de Quarteira. Por uma única razão, porque é para mim uma despesa do tamanho do País. Ainda não vai ser este ano.

Para todos os interessados, deixo-vos o link da organização. E não se esqueçam: 17 de Abril!


Se algum "familiar da tribo" desejar participar nesta coisa, estou disponível para o albergar, com todo o gosto. 
Hoje é tudo. Abraços triatléticos, companheiros.


Lisboa Triathlon 2011

08/03/11



A pouco mais de cinquenta dias do evento de Lisboa, está na altura de aguçar o apetite a todos os amantes da distância longa no triatlo. Ainda não sei se estarei em condições de participar na edição do corrente ano e o tempo vai escasseando e eu não tenho garantidas as condições de segurança necessárias para arriscar a inscrição. A data limite para a mesma está determinada: 1 de Abril. Importa por isso divulgar o vídeo publicitário do evento que a organização divulga no seu sítio.  A despeito do valor da inscrição ser algo elevado, louva-se o contributo significativo da federação. E se ajuda, desde que se participe. O que é perfeitamente aceitável. 

Abraços triatléticos e vão treinando, e bem, porque o desafio é longo.



Trilho dos Moinhos, versão João Correia

05/03/11




(As fotos são do Mark Velhote)
Caros seguidores,

Hoje completei a minha segunda prova da época. Não corresponde em nada ao que estava planeado, mas os sucessivos adiamentos motivados pelos sucessivos problemas, que me hão-de acompanhar até que eu desça aos sete palmos de terra, assim me forçaram. Seja como for,  foi mais uma incursão pelo BTT, desta feita em terras minhotas, bem pertinho de casa. Barcelos, pois então. Numa organização dos Amigos da Montanha, cuja actividade não se circunscreve à modalidade referida, antes pelo contrário, registou-se a presença de quase um milhar de apaixonados pelas duas rodas com carretos e pedaleiros. Ah! e avançados (convém não esquecer). E dentro destes (apaixonados), alguns são de topo, casos do João Benta e João Cabreira, ciclistas profissionais, hoje por hoje a braços com aqueles problemas de que padece com demasiada regularidade o ciclismo profissional.

E o dia foi especial. Por várias razões. A começar pela resposta positiva a um convite meu do Mark Velhote (ele irá escrever a sua versão deste Trilho dos Moinhos), que se atirou à tarefa de vencer o triatlo e pelo meio também quer vencer o BTT. A sua presença mudou muita coisa no meu estado de espírito e finalmente tive alguém com quem conversar ou divagar sobre várias coisas, entre elas a paixão maior, claro está. Ora, adivinhem lá qual. O pior foi que as coisas não correram tão bem ao Mark como seria suposto, tudo porque uma queda numa daquelas vertiginosas e perigosas descidas de que os trilhos de btt são pródigos., especialmente nas organizações do Minho (será influência galega?), fez-me sentir alguma responsabilidade. E a despeito do empréstimo da bicla, juro que não tive nada a ver com o assunto. A inexperiência redunda nestes azares e como é usual dizer, errar para aprender. Ainda bem que vim para Tábua, porque ou me engano muito ou amanhã teria a sua mulher à porta de casa a pedir-me satisfações..."oiça lá, já não tem idade para ter juízo em vez de convidar outros que o têm a perdê-lo?". Seria qualquer coisa no género. Um grande abraço, Mark. A outra razão especial foi a média que fiz na prova. Isto é, nunca, que eu me lembre, tinha chegado a 19 km/hra num evento médio/longo de btt. Normalmente, costumo fazer entre 17 e 18 kms/hra. Mas, hoje pude comprovar que de facto entrei no tal primeiro patamar de forma de que havia dado conta aqui há alguns dias atrás. E claro! fiquei muito contente. É que tendo começado praticamente no fim do pelotão, tive de dar às canetas nos primeiros quilómetros para passar toda aquela gente que à primeira dificuldade saca o rabo da bicla. É a experiência a falar. E bastou-me uma vez.  
Às tantas já não passava ninguém, mantinha-me no grupo. Sinal que havia encontrado o meu lugar no pelotão, aqui e ali com trocas de posição motivadas pelos desencontrados momentos de recuperação fisiológica que diferentemente vamos sentindo ou, então, pelos erros técnicos que vamos cometendo. E neste entretanto reparo numa surpresa: encontro o meu grande rival no campeonato ...XCO de Vila do Conde, onde me inscrevi para este ano, repetindo assim a experiência de há dois anos. E disse grande rival porque no corrente ano tenho algumas expectativas, dado que mudei de escalão e como há dois anos andei ali a cheirar o terceiro lugar várias vezes, espero este ano pelo menos chegar lá uma vez. A primeira prova desse campeonato já era e eu fiquei agarrado à perna, em casa (e chovia que Deus-A-Dava). Vamos lá a ver se na próxima etapa.  
A prova inseria-se no meu plano de preparação. Reparem; ontem havia nadado uma hora (trabalho técnico) e pedalado outra hora, já a acabar às 19 e muitas horas do dia. Portanto, hoje era mesmo para dar o litro tendo por horizonte a minha preparação para os longos e melhoria das minhas condicionantes físicas específicas e também do minha resiliência, espírito de sacrifício, por aí...
O percurso não foi difícil. Porém, não deixou de nos presentear com aquelas subidas de esticar a língua até ao chão. E as descidas insanes, onde se um dia destes tralho...não quero nem imaginar. O melhor é agarrar-me bem à fera e ser vigilante. 
No total foram 40,8 kms (ciclómetro é que manda) em 2h09' (o meu relógio é que manda), mais três minutos no abastecimento.
Outra satisfação foi a organização, que esteve exemplar, quer na sinalização do percurso, quer no primeiro abastecimento, quer no fornecimento de água, quer na logística dos banhos e lavagem das biclas, quer na escolha do traçado, donde retiro aquele single-track ao longo das margens do Cávado, cujas imagens ainda guardo na caixa dos pirolitos. Um reparo apenas; no final, a organização poderia ter incluído uma pecinha de fruta, juntamente com a água que forneceram. Teria sabido muito bem.

Os treinos para os próximos dias aqui em Tábua estão programados: estrada, com transições para a fresa do terreno, piscina com transições para a poda das videiras e corte da erva, e voltar a correr (doucement), sem transições. E ainda planos de aula e planificações e unidades didácticas...O tempo vai ser tãooo curto!...

Companheiros, votos de muita diversão neste carnaval. Eu cá já tive a minha dose, como acabei de expôr.

Abraços triatléticos!



Ainda o Duatlo de Arronches.

02/03/11



(Fonte: arronchesemnoticias.blogspot.com)
Posso esclarecer? Esclarecerei...eu não estive lá. Nunca estive, aliás (como não estou em muitas das provas aqui por mim comentadas). Eu não li nada do que terá acontecido, não tive tempo. Por isso também escrevo tão tardio sobre o evento citado. Aparentemente, parece que a modalidade passou ao lado desta prova, mesmo considerando que estiveram presentes perto de trezentos atletas. 
Acontece que houve protagonistas dignos, em Arronches. A começar pelos vencedores, Bruno Pais e Anais Moniz, ambos do Benfica. Mas, não terá sido nada fácil bater o Miguel Arraiolos (Alpiarça), mas não só, no caso do Bruno. E se considerarmos que aqui há dois anos o Bruno dominava imperial as provas nacionais, hoje por hoje tem, e ainda bem, vários rivais. E um deles, assumido, a avaliar pelos resultados obtidos até então, é precisamente este rapaz que dá pelo nome de Miguel Arraiolos. Este jovem quer dizer alto e a bom som que está empenhado em ...convencer quem tem capacidade decisória de que pretende ir a...Londres 2012. E esta terá sido uma das coisas que este duatlo fez transpirar. Eu acredito que o Miguel Arraiolos, agora mais maduro, mais trabalhado, mais forte, portanto, vai ter uma época em grande. Já aqui disse; nos ultimos dois anos tem-se verificado que quem entra bem faz uma época em cheio. Acho que não estarei enganado. Depois, há por aí um conjunto de outros jovens (juniores e sub23) que poderão crescer muito neste e no próximo ano: Miguel Fernandes, João Serrano, José Estrangeiro, Hugo Ventura, Hugo Alves ... o João Amorim, por exemplo, fez uma excelente prova e atenção que o rapaz é muito forte no nado. O Bruno que se cuide.
A outra coisa que o duatlo terá dito é que vamos ter Anais este ano e muito provavelmente irá ser a grande figura feminina nacional na modalidade. E que falta faz uma rapariga assim ao sector. A corrida pode melhorar (o trabalho vai ter de continuar com qualidade), mas dominou a concorrência claramente e ainda lhe faltou a água, muito provavelmente o seu segmento mais forte. 
E já que falamos em senhoras, um registo interessante de participantes; 37 que concluiram, com muitos cadetes e juniores pelo meio. Sinal interessante.

Este duatlo registou várias ausências dos "habitués" da modalidade, a começar pelas, quiçá, maiores figuras do "nosso" triatlo  da actualidade, o João Silva e o seu homónimo, João Pereira. Mas outros destaques terei de fazer. Por exemplo, o regresso do António Moura ao lugar mais apetecido do pódium no meu escalão (V3)e em representação do meu clube, o Fonte Grada, pois claro. Destaco também o número de participantes nos escalões V4 e V5, ganhos por Fernando Feijão ( C.T. Fundão) e Carlos Leite (A.C.R. Ribeira), respectivamente, e com tempos muito bons.

E não tarda nada estão aí os triatlos e com eles a emoção genuína.

Abraços triatléticos, companheiros.