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Divulgação: Corrida da Primavera, Esposende!

28/05/13




Podem consultar mais informações em: runporto



I Triatlón Porriño: É Unha Festa!!!

26/05/13




Que dizer? Estou de barriguinha cheia!! Terei necessariamente de ir por partes. 

Antes da Prova

A ideia de Porriño surgiu por algumas razões: as minhas necessidades competitivas em relação com a distância em causa e o momento de preparação; a distância em relação com os custos de deslocação; o conhecimento da capacidade organizativa dos galegos. 
A ideia de poupar umas coroas em deslocação começou a ser rebatida assim que cheguei à Galiza. Então não é que o gasoil está 1!! cêntimo mais barato que a média dos preços por cá?! Mais, eu compro o dito 3 cêntimos mais barato que por lá. Mas, os custos de deslocação (2x100 kms) foram bem mais baratos que, por exemplo, viajar até Montemor-o-Velho!  Portanto, a Galiza (para o meu caso) é mesmo para considerar em termos de participação em eventos desportivos.

O dia estava fantástico e ao contrário do que sentia em Esposende, o vento estava amansado. Sentia-se, especialmente quando percorresse o "recorrido" de ciclismo, mas tolerava-se. A espera pelo autobus para Tui, dado que a prova se dividia entre esta localidade e Porriño, estava a esgotar-me a paciência e decidi ir com um dos grupos que ia saindo para Tui...de bike! "Calhou-me" um grupo de jovens giros e bem dispostos, cheios de fibra. Durante a agradável viagem até Tui, fui-me apercebendo ou confirmando da distância que existe, ainda hoje, sublinhe-se, entre a maturidade dos nossos jovens e dos jovens nossos vizinhos (no caso galegos); é um grupo que se auto recreia no triatlo, programando os seus treinos e organizando-se como clube. Espectáculo! Pelo caminho fui-me apercebendo daquilo que o gráfico "moderado" da organização não dizia; um percurso ciclista tipo "rompe piernas". Como eu gosto, diga-se.

A Prova

Depois de várias tentativas para encontrar o famoso porto de Tui, lá demos com a coisa, demais em cima da hora para o meu gosto. Talvez por isso o fato tivesse sido vestido como se de um corcunda eu me tratasse. Empurradela para aqui, empurradela para ali e estava dentro da água para umas braçadas até à primeira boia. Grrrrrrrrrr! estava fria, não havia dúvidas. As braçadas aliviaram a coisa, mas os quase trezentos galegos, eu incluído, recomeçaram a tilintar enquanto a reunião técnica se fazia através do microgaitas. 

Soa a corneta e...agh! já não me lembrava que era assim: pimba, toma, ugh! encaixa, avia, responde e lá se encontra uma "pista", finalmente. Mas só até à primeira boia. Mais pimba, toma, avia, alguém me dá um trolitada no capacete. É pá, isso não. Retomo o ritmo, mas já não sei se ultrapasso ou sou ultrapassado. Sinto-me bem e procuro acelerar. Relembro os preceitos da braçada e já estou quase no fim, sempre dentro da molhada. Mais porrada! Muito se bate na Galiza dentro d'água. Os bpm's estão dentro dos parâmetros, pela avaliação sensorial. E a caminho da BH relembro que aqui o corcunda desvalorizou o posicionamento do garmin. Merda! o braço não sai. Sai tudo menos o braço esquerdo. E não dá para pedalar sem um braço? Não, não dá, e não são os regulamentos que o dizem. E pronto! primeira azelhice do dia. 2'20'' na transição. Quando chego ainda vejo muitas, mas muitas bikes. Quando resolvo a corcundisse, eles chegam e partem e eu ali. Mas, lá se resolve. Ia cá com umas ganas para a bike. O povo aplaudia, sempre. Mais uma razão para competir na Galiza. Entro na linha de montagem, meto um pé, mas o outro não entra. O que entrou entretanto salta fora e o outro sai da bike e desce a rampa. Eu só vejo gajos a sair e eu ali, à procura dos sapatos. Toca o relógio; passaram 15' e penso...hmmm a natacinha foi bem. E foi. O meu melhor registo até hoje: 12'44, menos 45'' que o best of. Uns preferem subir a rampa a pé, eu insisto de bike e começa o meu melhor (?) segmento. Vou com a guita toda, pronto mesmo para partir aquilo tudo eheheheh. Espectáculo! Começo logo a criar um certo frenesim atrás de mim. Percebo que a minha roda arrasta outros e continuo a cruzar gente. O percurso confirma que é sinuoso, mas a subir e a descer. Por vezes o vento atrapalha, mas um grupo começa a formar-se e lá à frente vislumbro um camarada que tem tantos cabelos brancos como eu; passa a ser o meu rival! Eu junto-me, ele afasta-se mais um colega, um dos tais putos que veio comigo para Tui e que agora se alia aos seus para me lixar. E assim vamos até às imediações de Porriño. O grupo cresceu, assim como a velocidade, e é agora um pelotão. Perto perto do fim sinto um pressão gemeal e vejo a minha vida a andar para trás. Não, agora não! Deixo de encabeçar o grupo e refugio-me nas imediações dos primeiros. Não quero forçar. Chegamos todos juntos ao P2 e...eheheheh...engano-me no corredor! Isto é que está uma vida. Mas não perco assim tanto tempo. Calço as sapatilhas e lanço-me no asfalto. Sinto-me os Brownlee, saltitando nas plantas dos pés. Confirmo mais tarde que na parte favorável do percurso corro pertíssimo dos 4'/km! Uau! Ultrapasso o meu rival mais um dos colegas que o ajuda. Penso que está arrumado. E penso por quanto tempo mais irei suportar aquele ritmo. Sinto-me leve, leve, leve...e dou por mim a sentir os músculos colados aos ossos. A ventilação está no máximo, se me tapam a boca chapéu. O povo aplaude, incentiva. Bonito. O percurso pela cidade é cativante. Ouço atrás de mim uma passada conhecida. É ele, não desgruda e ultrapassa-me mesmo na subida que antecede o início da última volta. Retorno à frente e idealizo a estratégia: falta de velocidade de ponta, tens de forçar pelo caminho. E forço! mas as passadas continuam lá. Entramos na zona histórica, próximo da recta da meta. Ele acelera e eu já tinha dado tudo; no ciclismo e na corrida. Não dá mais e forçar pode dar mau resultado. Está feito. Corto a meta com a sensação de ter feito um excelente resultado. O tempo não bate certo com o garmin. Em casa percebo que tive 3' de elapsed time, sendo que 2'... Mas, importante, tudo correu bem, ao contrário do que cheguei a temer. O rival estende-me a mão, eu estendo-lhe os meus braços e abraçamos-nos. Por entre felicitações e sorrisos, ele confessa que se eu tenho forçado mais um pouco naquela parte ficava-se. Eu confesso-lhe que ele chegou primeiro que eu.

Após

No final, um agradecido saco com o importante para restabelecer algumas das reservas energéticas: gel, cola, sandes de queijo e fiambre, água, claro, e el fruto del amor. Antes, já havia sido agraciado com uma camiseta técnica. E mais uma medalha de finisher.
A organização teve alguns aspectos que podem/devem ser melhorados e de que me dispenso aqui referir. Penso que ela própria terá essa consciência. Mas, cuidado! foi uma organização muito boa, excelente em aspectos decisivos, como por exemplo a organização dos parques de transição, a logística dos dorsais e o agraciamento dos participantes. É que há um diferença entre uma organização que se coloca no pedestal e sente que é ao atleta que compete estar agradecido, e aquela que vivo sempre que me desloco à Galiza para competir, em que o atleta é servido para contente regressar. E isto faz toda a diferença. Comigo podem contar sempre, desde que "eles" mo permitam. Porque esta é uma prova para marcar no roteiro.
A classificação é aquela que foi divulgada: 78º da geral e 19º veterano, aqui considerado todo aquele que tiver mais de 40 anitos! Quer dizer, estive a competir com os Caldeirões lá do sítio. :))


Companheiros, abraços triatléticos e até breve.






1º Triatlo 2013!

25/05/13




Volvidos muitos dias, tantos que se perderam no tempo e a memória já nem acusa o desgaste, o desperdício e tudo resto, desde a última vez. Foi por esta altura. Não! Hoje é dia de festa, será mais fiesta porque será em terras galegas, mais concretamente em Porriño, que irei procurar exorcisar a alma e encontrar-me com o triatlo.
Hoje, estou com uma vontade de ..."partir aquilo tudo!" Não, não vai haver nenhum conflito diplomático, tão só o regresso ao "meio natural". 
Estão a ver aquela coisa estranha? É! Não será preciso tocar a sineta para apelar à solidariedade, onde muitas vezes muitos aderem por vergonha pela segregação social. Afinal, é tão simples: no regulamento está bem expresso "1 kg de alimentos na entrega dos dorsais". Os bons exemplos devem ser replicados. Fazendo bem as contas, serão quase 300 atletas x 1 kg = mais de 300 kgs, certamente. Eu levo cerca de 2.
E claro! em Espanha é-se...português. Daí que a fatiota escolhida só poderia ser essa. E como me dá prazer envergar as cores nacionais. Ui!

Companheiros, vou ali sprintar e já venho.

Abraços triatléticos e divirtam-se que eu também vou procurar fazê-lo.



Motivação? Toma!!

22/05/13





TriatloMania - Marca Registada!

20/05/13




Boa tarde, companheiros! É com prazer que vos anuncio que TriatloMania é a partir deste momento uma marca registada. O âmbito da sua acção de intervenção enquadrar-se-á no seguinte:


ACADEMIAS (EDUCAÇÃO); 
ACONSELHAMENTO DE CARREIRA E COACHING [FORMAÇÃO E
ACONSELHAMENTO EDUCAÇÃO] ; 
EDUCAÇÃO, ENSINO E FORMAÇÃO;
ORGANIZAÇÃO DE ATIVIDADES DESPORTIVAS E CULTURAIS ; 
ORGANIZAÇÃO DE ATIVIDADES EDUCATIVAS;
ORGANIZAÇÃO DE COMPETIÇÕES DESPORTIVAS; 
ORGANIZAÇÃO DE COMPETIÇÕES
[EDUCAÇÃO OU DIVERTIMENTO ]

Não posso deixar de agradecer ao meu colega Luís Jesus o seu poder criativo na elaboração do logo, cujo resultado final me/nos deixa extremamente satisfeitos. E a melhor forma que tenho para corresponder ao seu espectacular trabalho é disponibilizar-me para vos dar o seu contacto se dele necessitarem.

Proximamente anunciarei novos desenvolvimentos.

Abraços triatléticos.



I LOVE THIS GAME!!!

12/05/13



O antes!
Por vezes, damos com a cabeça a pensar que a estória se repete! Será? Faz um ano!! que não participava em competições multidesportivas. A última teve lugar precisamente em Aveiro, no meu primeiro longo de triatlo, mas antes havia tido contacto com "este" duatlo. Daí que tenha vindo nos últimos dias essa sensação, de repetição. Mas não! Coincidências, algumas, outras nem tanto, o certo é que o duatlo Polacos da Serra me marcou no ano passado, assim como este ano, e tendo oportunidade para isso, não quis deixar de marcar presença para abrir a porta de entrada às competições "à séria". E convidei o meu comparsa do Extreme Luso Galaico, que alinhou à maneira, de peito aberto, acompanhado pela sua cara-metade, razão de ser destas fotos que aqui publico. Aos dois, o meu muito obrigado!

A prova é gira. Este ano com novo figurino, mas durito!...várias rampitas, altivas, e segmentos de corrida em alcatrão, também em sobe e desce. Em suma, selectivo, especialmente para quem não está familiarizado com a coisa. A corrida saiu, com algumas sensações "daquelas" no 3º segmento, mas tudo bem. O ciclismo foi feito em alta rotação, na companhia dum rapaz de preto, que no final me dizia que tinha algum receio de S. Jacinto, no próximo fim de semana. Se calhar, tem motivos para isso porque para aquilo há que estar bem preparado. Não é o meu caso, este ano, razão da minha ausência. É que eu não batendo bem da tola, não sou completamente desprovido! 
1ª transição

Como há muito que não me metia nestas coisas, na transição final perdi-me!!! É verdade. A mente é uma coisa...Escolhi um lugar no parque, depois mudei. Só que a cabeça fixou o primeiro. Isso mais a fadiga, e a pressa...já dizia que me tinham roubado os ténis...ele há cada um!!! valeu-me a Ina..."acho que é por aqui". Sem comentários!! Obrigado, Ina.

1º segmento


Este ano pareceu-me que houve mais ausência do pessoal da tribo. Isto é muito evento!! Mas, o Calheiros marcou presença e foi muito bom revê-lo. E não me lembro assim de mais ninguém.
Em termos de organização, é assim...à exército! Muito bom, com dois aspectos negativos: o curso de bike à beira rio é muito confuso devido aos cicloturistas que por lá passeiam, para mais numa zona muito rápida, mais os carros e camionetas estacionados...a rever; a fila para o secretariado é sempre aquela dor de cabeça. É um desespero! Tem de se dar volta a isto.

E agora?? Calma que vou descansar um pouco!! Foram 3 seguidas e na minha idade isso pesa.

Companheiros, abraços triatléticos e ...ah! pois...até breve.




Póvoa/Srª da Graça - 2ª Vez!

05/05/13




De acordo com o planeado, e respeitando o momento crescente de rendimento, alinhei no pelotão que partiu da Póvoa de Varzim na direcção do monte Farinha, mais conhecido pela Srª da Graça. 
À partida tudo como sempre; boa disposição, animação, algum stress, o normal. Mas o Zeferino queixava-se que assim poderá não haver nova edição. A razão prende-se com a crise. Este ano marcaram presença bem menos competidores que em outras edições e as despesas são elevadas. A verdade é que isto tem de ir cedendo por algum lado. Outra diferença; desta feita, marcaram presença mais triatletas. Tinha tido a sensação da última vez e em outras organizações com o mesmo carimbo que ou era o único ou eram muito poucos os tribais.

A minha manhã começou da melhor maneira, com o rebentamento de uma câmara de ar quando lhe adicionava mais algum cheiro. Que praga!! E depois, andei sempre com a sensação que sulcava lombas. Deve ter sido mal metida. Como a outra, digo eu. Azelha do caraças!
O percurso cumpriu o programado; ritmo controlado até à saída de Fafe e depois, bem depois chacun governa-se. E assim foi. A subida da Lameira, segundo lhe chamam, fez logo as devidas separações e eu lá encontrei um grupo, donde ora descolava, ora avançava. Os ritmos e as gestões ou as recuperações de cada um são tão diferentes quanto as idades e características dos participantes. De forma que é muito difícil haver um pelotão homogéneo quando a cena aperta.
Após a primeira selecção, descida espectacular até Mondim de Basto. Aqui trabalhei bem para caçar um velho rival. E consegui. Fiz as contas a edições passadas e concluí que eu subia melhor e que se aproximava a subida final: monte Farinha. 
Entrámos em Mondim com 5 elementos e a coisa prometia porque o pessoal estava assanhado. Eu também e de vez em quando ia lá para a frente, hostilizar. Só que...dos 5 ficam 4, porque alcançámos mais 1 e dois ficaram para trás. E a tal marcação foi-se, mas para a frente. Continuava a pensar que "deixa ir que já te alcanço, quando isto empinar a sério". O tanas! Não tardou a entrarmos na escalada ao cume e aqui, meus caros, é mesmo cada um por si. Não há cá rodas, nem outras coisas, apenas canetas e pulmão. E a coisa é simples de contar; ora nos afastamos uns dos outros, ora nos aproximamos, ora somos alcançados por outros ainda, ora alcançamos também outros. É como disse, cada qual entregue à sua luta. O tal amigo, ia-lhe controlando a distância, mas ele não vergava e desta feita estava melhor preparado para escalar. E assim foi, chegou primeiro. 0-1!!

A subida é difícil...de explicar! Em conclusão, é dura. Tem zonas de recuperação, mas talvez pelo empinado maior e sem tréguas na parte final, deixa marcas. A mim deixou-me menos marcas que da última vez, mas também me deixou uma mazela no gémeo esquerdo de que estou neste preciso momento a dar conta. 

Em conclusão, tirei 18' à última tentativa. Por isso, contente, claro. Estaria sempre, na verdade, mas assim melhor. O que são bons sinais. O empeno final...também mais fácil, a recuperação. O que também é bom sinal.


Deixo-vos o quadro resumo. Companheiros, abraços triatléticos e até breve.




Promo ITU World Championships Cross Triathlon 2013, The Hague - Kijkduin

04/05/13



Já ando a arranjar "confusão"!



Muito apelativo.


Luso Galaico 2013 - Uma Experiência Extreme: Dia 2

02/05/13




(continuação...)

A noite havia sido melhor que na edição 2012. Ainda assim, gostava de ter dormido, mesmo. O sistema é o que é e não há nada a fazer. Mas, descansei. As pernas pareciam bem. Também haviam sido bem cuidadas antes da dormida: frio e auto massagem. O que me preocupava era uma dor no tornozelo que não sabia bem donde vinha. Nada que um jabasulide não ajudasse a resolver. 
Este ano a alvorada foi mais pacífica que Caminha 2012. Nada de Metálicas logo pela manhã, nem coisas do género. Porém, há sempre alguém que resolve levar o telefone de casa. Que raio de configuração de toque. Muita gente logo com pressa em se despachar. Eu estive sempre tranquilo. 
A caminho do refeitório da escola, sentiram-se os 2º de temperatura. Imaginei que quando estivesse em "pelota" iria sentir-me pior. Conclusão: vais partir novamente com o impermeável-tipo-avental. 
Tudo arrumado e o tempo afinal começava a escassear. Corda nos sapatos para não perder o "comboio".
As primeiras pedaladas pelas ruas de Arcos de Valdevez fizeram-me sentir que não "havia frio", mesmo com a temperatura baixa: a ausência de vento explicava o fenómeno.
A boa disposição imperava e não tarda estávamos a partir. O aviso estava feito: o que custa são os primeiros 40 kms, sempre a caminho do cume. Depois seria apenas rolar. Tretas, pensava. E de facto subiu-se, e subiu-se e subiu-se, mas sempre intercalando com patamares de recuperação. Muito bem pensado. Nesta fase, ainda as equipas andavam muito juntas. Com o tempo, os pares foram-se seleccionando e fomos-nos habituando a algumas caras. Os trilhos eram diversos e multifacetados e deu-me especialmente gozo superar um que subia e exigia igualmente técnica. As descidas brutais; técnicas e a pedir arrojo. A bicla estava mais que aprovada e só eu teria dificuldade em a acompanhar.
Foto do 1º dia
A paginas tantas, uma paragem num tasco daqueles à beira da estrada. Para um café e uns salgadinhos. Aí por alturas de Vila Verde. Uma converseta agradável e toca a andar que ainda seria tempo de chegar a Esposende antes do previsto. E não fosse o João Paulo, ainda teria de lá voltar para trazer a mochila que ficava lá esquecida.
Na realidade, o desnível positivo não trouxe dificuldades de maior, mas tudo o que implicava subir, nem que fosse uma rampita, e muitas houve daquelas de nariz empinado, provocava desgaste. Entretanto, os andamentos da bicla começam a desatinar e pedem nova afinação. Mas ali não há possibilidades dessas coisas. Pelo caminho, um grupo de espanhois pára para almoçar, e outros ainda. Às tantas relembramos velhas rivalidades e nem pensar, o gajo ficar à nossa frente é que nunca. Daí até Esposende foi sempre na brecha. Até que ajudamos um grupo que havia furado mas não tinha câmara, nem selim, imagine-se! Andava o moço assim há 60 kms. O João Paulo faz a boa acção do dia e zarpamos. De repente, começo a ver gajos vindo doutro lado, na mecha. Atónitos, perguntam-me donde é que nós vínhamos. Digo-lhes que de outro planeta. Sigo com eles mas...alto! O trajecto da maratona é um e o nosso é outro. E pensamos; como é que estes tipos que partiram às 10h da matina ainda andam aqui a estas horas (cerca das 15h) para fazer 70 kms?
Estamos próximo, muito próximo, a ponto de já poder identificar os locais, mesmo alguns cursos. Aquele pelo rio Neiva é então fenomenal, com a água convidativa para um mergulho.
E que é que aparece atrás de nós? O gajo do selim mais o parceiro! Impressionante. Continuamos juntos, galgando o empedrado a mais de 30 kms/hra, até ao último posto de controlo. Ainda desafio o João Paulo para os agarrar, mas faltavam-nos uma curva e uma recta. Fazemo-lo de sorriso estampado. Cumprimentamo-nos. agradecemos mutuamente o companheirismo, a solidariedade, as horas de sofrimento e de prazer e continuamos sorrindo, para nós, de fora para dentro. 
No final, confirma-se as sensações positivas de que este ano não houve lugar ao empeno do ano passado.

Ainda no 1º dia

Em termos de balanço, a organização esteve excelente. Especialmente quem determinou o percurso. Fenomenal! Em termos logísticos, tudo funcionou na perfeição; a acomodação, o serviço de refeições (excelente empenho daqueles profissionais), o apoio mecânico. Nem a partida atrasada no primeiro dia faz esquecer a excelente organização. Continuo a considerar que poderia ser dado um relevo diferente aos finalistas do extreme, mas também considero que esse é mais interior que exterior. Em jeito de balanço, Parabéns, Município de Esposende, na pessoa do Dr. Rui Pereira. A ideia de ser obrigatória a participação com duplas ou triplas foi muito bem pensada, se calhar bebendo da nossa experiência em 2012, quem sabe? Creio não haver outro evento em Portugal, no presente, que tenha uma relação qualidade/custo tão elevada.

A dupla funciona igualmente nos trinques. O meu parceiro e jovem advogado, João Paulo, é muito boa onda e retira destas coisas o mesmo sentimento de diversão e desafio que eu retiro. No ano passado, foi um feliz acidente que nos reuniu. Este ano não foi coincidência, foi desejo de repetir. O ano 2014 está longe, mas a haver outra cena igual, tem de ser com o João Paulo! Obrigado, amigo. 

À chegada, a satisfação final.
Companheiros, aproximam-se outros desafios, de outro cariz. Mas agora é altura de vos mandar abraços triatléticos e até breve. 


Extreme 2013: O Vídeo do 1º Dia

01/05/13



Em boa hora o Pedro Saleiro levou a sua câmara digital. O resultado é este vídeo produzido pelo meu companheiro de equipa no evento, referente ao 1º dia. Apreciem.

Abraços triatléticos.


O Filme