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Póvoa/Srª da Graça - 2ª Vez!

05/05/13




De acordo com o planeado, e respeitando o momento crescente de rendimento, alinhei no pelotão que partiu da Póvoa de Varzim na direcção do monte Farinha, mais conhecido pela Srª da Graça. 
À partida tudo como sempre; boa disposição, animação, algum stress, o normal. Mas o Zeferino queixava-se que assim poderá não haver nova edição. A razão prende-se com a crise. Este ano marcaram presença bem menos competidores que em outras edições e as despesas são elevadas. A verdade é que isto tem de ir cedendo por algum lado. Outra diferença; desta feita, marcaram presença mais triatletas. Tinha tido a sensação da última vez e em outras organizações com o mesmo carimbo que ou era o único ou eram muito poucos os tribais.

A minha manhã começou da melhor maneira, com o rebentamento de uma câmara de ar quando lhe adicionava mais algum cheiro. Que praga!! E depois, andei sempre com a sensação que sulcava lombas. Deve ter sido mal metida. Como a outra, digo eu. Azelha do caraças!
O percurso cumpriu o programado; ritmo controlado até à saída de Fafe e depois, bem depois chacun governa-se. E assim foi. A subida da Lameira, segundo lhe chamam, fez logo as devidas separações e eu lá encontrei um grupo, donde ora descolava, ora avançava. Os ritmos e as gestões ou as recuperações de cada um são tão diferentes quanto as idades e características dos participantes. De forma que é muito difícil haver um pelotão homogéneo quando a cena aperta.
Após a primeira selecção, descida espectacular até Mondim de Basto. Aqui trabalhei bem para caçar um velho rival. E consegui. Fiz as contas a edições passadas e concluí que eu subia melhor e que se aproximava a subida final: monte Farinha. 
Entrámos em Mondim com 5 elementos e a coisa prometia porque o pessoal estava assanhado. Eu também e de vez em quando ia lá para a frente, hostilizar. Só que...dos 5 ficam 4, porque alcançámos mais 1 e dois ficaram para trás. E a tal marcação foi-se, mas para a frente. Continuava a pensar que "deixa ir que já te alcanço, quando isto empinar a sério". O tanas! Não tardou a entrarmos na escalada ao cume e aqui, meus caros, é mesmo cada um por si. Não há cá rodas, nem outras coisas, apenas canetas e pulmão. E a coisa é simples de contar; ora nos afastamos uns dos outros, ora nos aproximamos, ora somos alcançados por outros ainda, ora alcançamos também outros. É como disse, cada qual entregue à sua luta. O tal amigo, ia-lhe controlando a distância, mas ele não vergava e desta feita estava melhor preparado para escalar. E assim foi, chegou primeiro. 0-1!!

A subida é difícil...de explicar! Em conclusão, é dura. Tem zonas de recuperação, mas talvez pelo empinado maior e sem tréguas na parte final, deixa marcas. A mim deixou-me menos marcas que da última vez, mas também me deixou uma mazela no gémeo esquerdo de que estou neste preciso momento a dar conta. 

Em conclusão, tirei 18' à última tentativa. Por isso, contente, claro. Estaria sempre, na verdade, mas assim melhor. O que são bons sinais. O empeno final...também mais fácil, a recuperação. O que também é bom sinal.


Deixo-vos o quadro resumo. Companheiros, abraços triatléticos e até breve.



1 comentário:

Hugo Gomes disse...

Grande João, parabéns!

O Monte Farinha gosta de se exibir mas, com maior ou menor dificuldade, lá o vamos vencendo. :)

Um abraço!