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Supersprint na Amora: Curto Curtíssmo Rápido!

18/04/16




Inserido no programa do calendário jovem, onde é sempre gratificante ver os putos caninos a evoluírem numa modalidade exigente como esta, há sempre uma prova aberta para todos aqueles que desejem fazer o seu baptismo no triatlo ou iniciar, degrau a degrau, a progressão até distâncias maiores. A decisão de aparecer na Amora foi....em cima do joelho. Uma prova aberta? hmmmm,, ..bom para testar especialmente a corrida. E foi...maravilhoso...foi...vibrante...adoro mesmo "isto", caraças! Mas, nada melhor que competir para apurar a forma; o melhor treino é a competição, ponto! 


A natação foi...fria até aos primeiros 10 metros! depois sempre a carburar, um pouco de fadiga na parte final e sem ideia de como estavam as coisas à minha frente. Os toques do costume, habituado que estou a ter uma pista só para mim, estranhei os "mimos", mesmo que amassados, e pronto, tapete azul debaixo dos pés e um parque de transição que parecia um poço sem fundo. C'um raio! até dava tempo para "uma bica, saxavor!". Saída para o cycling e parecia que a energia não tinha ficado toda nos curtos 300 metros de nado. As subidas fizeram alguma diferença. Deu para perder, mas também deu para ganhar e...problemas com a transmissão. Vá lá, passou. É verdade, a chuva aparece, o que torna a sinuosidade do percurso um verdadeiro problema de segurança. Os putos juniores era vê-los atrás da mota da GNR. Iam noutro registo. E finalmente a corrida! 2 kms divididos por uma apalpação (no primeiro) e um esgalhar por ali a fora (no segundo). Não sei quanto deu, só sei que me senti bem, desgastado, confesso, porque esta coisa do supersprint é mesmo para andar sempre com o coração na boca...pela minha experiência, foi um ritmo bom, muito bom. No final, a satisfação de nenhuma lesão, nem mazelas e a surpresa duma classificação geral muito interessante, a 5' do primeiro. Para quem tinha competido em Agosto passado e que recomeçou a corrida há...uma semana! Que mais poderia desejar?



Não consegui rever os companheiros do costume. São todos muito prós e já não se metem nestas aventuras curtas. Não precisam, ao contrário de mim. Porém, está para breve o regresso ao sprint, companheiros. Por isso, tudo uma questão de tempo.

Agora, uma incursão a norte por força de uma paixão por um evento fantástico e o prazer de ir rever gentes de quem tenho saudades. Tudo junto, é uma alegria. Viva a Vida!!


Parece que o TriatloMania ainda mexe. Abraços triatléticos e até breve.


Nota: Há álbum de fotografias, mas um problema técnico faz adiar para a próxima oportunidade,






Extreme_ly...Apaixonante!...Excitante!...Esgotante!...

14/04/16





Estão a ver ali aqueles bicos ponteagudos? Não, não é o que parece. É mesmo pior do que se vislumbra daqui. Diz a memória à consciência, que relembra ao aparelho esquelético que se recorde; vai doer, ai vai doer! Mas é tão bom! E em boa companhia, do melhor....um must, como diria um antigo amigo meu. 
Muito conheci eu, então cidadão do Minho, de montanhas e trilhos à custa desta "brincadeira" do Extreme, em boa hora "inventado" pela organização do evento BTT  Luso Galaico, Esposende, continuo a dizer, do melhor que se pode encontrar no nosso País. Não me apetece pensar em quantos eventos Extreme participei. Sei apenas que falhei um, o do ano transacto. Mas, o povo é mais ou menos o mesmo todos os anos. Disse povo? Peço desculpa, queria dizer doidos! varridos...mas, gente que a páginas tantas, de tanto se reencontrarem neste evento, foi convivendo para além da montada, também no bar mais próximo, na localidade de pernoita, e esse pormenor engrandeceu a riqueza da coisa, a ponto de valer a pena deslocar-me a Esposende para o efeito. Disse isto? Nã....a maior valia é mesmo aproveitar um evento especial, para rever pessoas especiais que habitam no lado esquerdo do meu peito. 
Foi neste evento que conheci uma pedra que me partiu dois dentes e fiz um risco no queixo, de cuja queda ninguém viu mas que me angariou uma fama inaudita na terra; foi neste evento que fiquei com a ideia da importância do GPS no BTT, a ponto de ainda não ter nenhum aparelho do género; foi por este evento que investi numa bicla de carbono xpto e que por via disso, melhorou muito o meu conforto fora de estrada; foi neste evento que apurei uma amizade para a vida; foi neste evento que descobri o prazer da aventura montado em cima duma bicicleta; foi neste evento que percebi a importância da solidariedade/companheirismo após prova...

Por tudo isto, não poderia faltar, estando em condições de o fazer.

Entretanto...vai haver coisa ;)

Companheiros, abraço triatlético.


Vendas Novas com Luso Galaico à Vista!

10/04/16





Domingo, 3 de Abril, Vendas Novas, Trilhos e Courelas, terra da bifana e doutras coisas igualmente boas, finalmente consegui...cumprir a distância programada. Desta vez, não houve empecilhos, furos, enganos e essas coisas. Excelente organização, excelente apoio logístico (acho que foi a primeira vez que esperei tão pouco pela lavagem da bicicleta; banho em excelentes condições de higiene), simpatia a rodos, eu que cheguei mesmo mesmo à pele (5' antes da partida)! média superior a 20 kms/hra, mas...houve subidas, ó lá se houve! E no final, duas canecas de traçado (panaché), 3 bifanas, farófias e um abatanado de tomar banho...há prazeres tão simples e com tanto tamanho, caramba! 
Adorei Montemor-o-Novo, fiquei fã da bifana de Vendas Novas e do evento. Pró ano há mais, se Deus quiser. 
E agora? Nada...esperar por 23 e 24 de Abril. Há que descansar o corpo e as emoções, para lhes induzir novo apetite. Assim será. um semana já foi. A minha dupla está em estado de adrenalina crescente e eu anseio por revê-lo e os amigos, rever algumas das gentes da terra, a terra em si e os trilhos. Foram 12 anos, certo? 

Hoje, voltei a correr: 30'! Eu quero muito...e hei-de conseguir!

Companheiros, abraços tri tri tri...saudades vossas.



From Tábua, with love!

30/03/16





O início, frio, húmido...
Novamente em Tábua, novamente em "campanha" para poder aproveitar a oportunidade de subir um patamar mais na minha condição. Junta-se o útil ao agradável. 

Subida...
Descida,,,,
E quão agradável é ter  de escalar as redondezas de Tábua. Como hoje. Não acreditem em tudo o que leiam...Esta voltinha não a fazia desde 2013, altura em que estava num patamar tal que me levou a incluí-la no preparo final para escalar a Serra da Estrela. 

"Beirais..."

Hoje senti a diferença e ainda bem. Mau seria se estivesse já nesse nível depois de ter feito o trajecto que fiz nós últimos meses. Hoje sofri mais, bem mais, e tive de aligeirar os andamentos. Dizer que fazia parte do preparo para o Luso Galaico, no final de Abril, seria falso....porque na fase em que estou, incluiria sempre esta voltinha. Mas que ajuda, disso não haverá grandes dúvidas.
Deu para tudo...
O resultado final foi um meio empeno...vá lá. podia ter sido pior. Tábua é excelente para subir patamares de qualidade, mas apenas e somente depois de uma base sustentada. É o caso actual. Há dificuldades que ainda sinto; manter os andamentos de outrora, responder nas partes  finais, mas isto vai lá...doucement. Desejo e tenho confiança que este ano terei uma janelinha de oportunidade para uns triatlos. Oxalá os meus gémeos estejam de acordo.  Eu não desisto da ideia, não desisto mesmo.

Mata da Margaraça...

 As vistas são fantásticas e aproveitei também para ir fazendo uns bonecos para partilha (está na moda, parece) com os companheiros. Se um dia vierem para estes lados, em jeito de treino, é uma volta que aconselho vivamente. Mas, preparem-se! Isto é durinho.
A outra face do treino...muito "fofinho" :)


 Companheiros, o treino continua de tarde, noutros moldes, e amanhã há mais.. Abraços triatléticos e até breve.


1/2 Maratona Sobral de Monte Agraço: o galo cantou!

20/03/16





Alguém me dizia hoje, a certo tempo no percurso, que aquilo "fazia parte". E na realidade faz, mas...é muito galo, muito galo mesmo. Eu "espernico". Raramente em BTT saio incólume da contenda. Furar então é mato. Um dia destes, levo um atrelado com tudo o que de mecânica e substituição devo precisar para que não perca tempo. O melhor mesmo será levar uma segunda bike. Uma não, duas. Porque o galo é...lixado!! Ando à procura de fazer distâncias longas e ainda não consegui. Hoje um furo deu cabo das boas intenções de fazer os 70 kms. Um furo e uma câmara cujo pipo não servia na minha bicla. Não sei quanto tempo perdi, mas sei que a equipa da vassoura me cumprimentou e perguntou se precisava de algo mais, género ferrero roché ou outras mordomias. Conclusão, estava em último lugar para os 70 kms. Ah e tal só lá para as 3 da tarde, too tarde para mim. Até a minha colega e amiga Fernanda me apanhou. E um puto, com quem fiz uma negociata à antiga (troca de câmaras de ar), toma lá dá cá, foi um cavalheiro. À antiga :). E assim, lá se esfumou a possibilidade mais que provável de...desistir.

A festa até foi gira, mas demasiada lama. E perigo, muito perigo em algumas partes (descidas), precisamente pela lama. A todo o momento a eventualidade do ska sku ganhava fortíssimas probabilidades estatísticas. Um início tranquilo, no fundo da box e sempre a abrir daí em diante. Razão dos furos? Pois, talvez...mas isto não é para ir sempre a abrir? Fui-me chegando aqueles cujo ritmo seria mais elevado e...furo! Duas paragens, a segunda definitiva e lá se foram os gajos todos. "Faz parte", dizia ele....é verdade. Tinha tudo para resolver, excepto o material adequado. Bom. Resolvido, aí vai ele, apenas para curtir porque curtir também é ser veloz, potente. E voltei a passar por muitas caras com quem me tinha cruzado uma hora antes. Coisas.
O traçado muito bom, típico de maratona BTT. Desta vez subi e subi...mas falta-me mais para ir ao Minho e o tempo escasseia.
´
Uma nota: começo a observar que há "putos" que olham para mim de forma um pouco diferente, enfim...Ó pá, treinem mais e melhor. Que vos poderei dizer? 
Gostei do almoço, da logística geral, embora seja sempre chato esperar tanto tempo pela lavagem das biclas. E se hoje foi preciso. 
Segunda nota: este fim de semana, que começou na 6ªfeira à noite, fiz tudo aquilo que não se deve fazer antes dum evento para competir ou treinar à séria. A modos que estou com uma moleza daqui até ao catano e quase a bater com os ditos no teclado. Vou-me embora!

Boa semana, companheiros. Abraços tri.


Next Stop: Maratona BTT SMA

17/03/16




Domingo, dia 20, segunda incursão pelo BTT, desta vez, como se pode ver pelo perfil, uma maratona digna desse nome, já com um acumulado de respeito, em Sobral de Monte Agraço. Aqui perto. Isso quer dizer suor e...lágrimas. Não as propaladas pelo "grande artista" Zé Cabra, mas das interiores, de ranger os dentes e contrair as vísceras. Estou a precisar disso. O peso teima em não baixar e os "gajos" andam a gozar comigo no asfalto. Malandros. A "máquina" tem um  limite, bem abaixo de tempos idos, que quero recuperar.
Há muito tempo que estes tipos me convidam mas a distância não justificava uma deslocação tão onerosa. Este ano estamos lá, para contar como foi. Até porque preciso de me preparar para...o Extreme LusoGalaico (novidade em primeira mão). Sim, pretendo voltar a Esposende para participar naquela que para mim é o melhor evento de BTT onde já participei. E dureza, muita dureza.

O tempo anda como o interruptor; ora para cima, ora para baixo. Domingo, parece que para baixo...aguaceiros. Se for como na terça, o aguaceiro previsto mudou para chuva constante durante três horas. Para que não haja esquecimentos.

Companheiros, abraços triatléticos e até breve. Boas provas.



Próximo!

07/03/16



the prize money


Porreiro, pá!...

A participação no evento em Fernando Pó, Setúbal, revelou-se interessante, com uma organização boa, pode-se dizer, numa manhã de sol, com vento, na companhia à partida e após chegada da minha amiga e colega Fernanda Moedas, que subiu ao pódio nas "meninas", Parabéns, Fernanda! :), e cujo percurso foi praticamente todo plano. Portanto, sempre pé a fundo. 
Resolvemos partir cá de trás e passado pouco tempo, fui obrigado a parar; soltou-se a bolsinha de apoio. A partir daí, sempre a abrir, a galgar terreno e a passar gente, uns que passeavam, outros que tentavam algo mais. Lá encontrei motivos para me "chatear" e na cegueira da contenda, nem reparei na separação entre a distância curta e a distância menos curta. Resultado; cheguei à meta antes do tempo. Frustração! Não me sentia cansado, a manhã ainda era precoce e...almoçar às 10h30? Voltar para trás? Fui tratar de mim.
Gostei das vistas do percurso, bonitas, pá! Muito arenoso, fácil, sem grandes técnicas, nada de descidas daquelas de partir os braços, nem subidas de partir as pernas, nada...a páginas tantas, alguém me interpelou...não percebi...mas depois acho que queria saber da minha idade. Coitado! Ainda lá deve andar. Pareço assim tão velho? :) Mais à frente, alcanço o tipo que ia mais à frente de todos os que iam à minha frente e digo-lhe "vamos lá..." e ele responde "isto está a ser duro". Rio-me para mim e penso "tens de ir ao Minho saber o que é bom pá tosse". 

Bom, após o almoço sempre senti uma moleza e tive a noção que já há muito tempo que não acelerava assim. Mas, está de volta o prazer e a adrenalina da competição. Próximo! em princípio, Sobral de Monte Abraço, que segundo a minha amiga, é bem diferente. Estou a precisar dum empeno.

Companheiros, até breve. Abraços tri.


P.S. - Conhecidos os resultados, 22º entre 107 e média de 21kms/hra...



BTT part I (ainda)!

04/03/16





Ora, vamos lá a ver se é desta que...Não tem sido fácil, mas há alguma tentativa que eu faça de ser feliz em competição que se tenha demonstrado fácil? A primeira incursão pelo BTT prevê-se para este próximo domingo. A outra ficou adiada por "motivos": a minha "querida amiga" resolveu chatear-me tanto, mas tanto que tive mesmo de ficar em casa e abdicar do prazer em favor das necessidades. E como já seria de prever, a corrida, essa velhaca, também se encontra na prateleira até novas "instruções" orgânicas. Calma, muita calma...não me tem faltado. O lamentável é que constatar que o campeonato europeu em Lisboa não vai passar pela minha porta. Há tantas outras formas de ser feliz no género!...Bom é saber que estou de volta ao ritmo do preparo do passado. A natação a funcionar em pleno, um pouco puxada devido à presença dum ucraniano que resolve fazer o mesmo programa de treino que eu e com isso "obrigar-me" a sentir-me picado. Uma chatice, mas que me tem levado a bater todos os records nas diferentes distâncias em ritmo de competição. O ciclismo não tem sido fácil, devido à meteorologia e à dificuldade que é encontrar planaltos em Odivelas (simplesmente não existem; quando for presidente da câmara, mando terraplanar esta cidade), por um lado, e pelo outro, de sair e entrar na metrópole em hora de ponta. Mesmo complicado. Mas, com os dias a crescer e a confiança a reforçar-se (saudades do sossego das estradas do Minho), a forma está a voltar e digamos que posso afirmar com propriedade que estarei no nível 1 de 3, o almejado objectivo. 

Vou estando mais ou menos atento aos desenvolvimentos da modalidade, embora reconheça que os duatlos me passem ao lado, dada a impossibilidade de os fazer (dois segmentos de corrida é muita fruta neste momento), mas espero que ao chegarem as provas com água, possa pelo menos arrastar-me nos 5 kms finais para, passo a passo, debelar as limitações e conseguir o "milagre" de abrir a tal janela de oportunidade que costumava ter e fazer pelo menos 3/4 meses à séria. O tempo bom pode ajudar e muito. Quando chegas, pá?

Companheiros, boas provas, muita diversão que eu também vou fazer por isso, e abraços triatléticos!


P.S.- caro Rita, a poção está a resultar :)))) aquele abraço



BTT, no dia dos namorados!

11/02/16




De regresso às actividades do "cansa-te-que-é-para-isso-que-vives", e de acordo com a ideia de começar pelo BTT para....deslizar devagarinho (mas sem perdas de dentes e outras peças pessoais) e provocar chicotadas na máquina que nos alimenta, para além de servir a vontade do centro de comando, Montejunto surge como a primeira. Para além disso, não vejo como regressar ao género, senão participando em eventos que por aí proliferam. É que a malha urbana de Odivelas estendeu-se de tal maneira que já não sei por onde andam os trilhos do tempo em que eu comprava batatas a 1 escudo e tal.
E este tempo...adivinha-se despesa! Entretanto, alguém viaja para Arronches este fim de semana? No caso, vai continuar a ser um duatlo adiado...este e o apalavrado regresso à especialidade; nova macacoa no sítio do costume (não, companheiro, não tem a ver com a pretensa falta de descanso). Mas isto há-de ir lá...quando o tempo melhorar, quem sabe? O certo é que o Campeonato da Europa em Lisboa está posto de lado. Nada a fazer.

Companheiros, boa prova em terras alentejanas. 




V4

29/01/16






Lembram-se da V5? "O  motor era a sua principal arma e foi esse elemento mecânico que construiu a reputação da marca ao longo dos anos. As suas linhas desportivas caracterizaram-na das restantes e fizeram dela única. A sua imagem fazia antever velocidade e aerodinâmica,  mas toda essa velocidade tinha um preço que foi pago por alguns que a conduziam na altura e morreram na estrada devido em parte à sua velocidade que superava os 100 km/h fazendo dela a motorizada mais rápida do mercado português na altura e até em comparação com as actuais motorizadas japonesas." 
Ok, não exageremos. Aliás, o meu motor ainda é apenas V4...isto quer dizer que ainda me faltam uns anitos para definhar o motor :). Porém, este poderá vir a ser um ano complicado em termos psicológicos. Repare-se, uma mudança de escalão nestas idades traz sempre consigo uma vantagem; ser o noviço, isto é, encontrar uma disponibilidade superior aos companheiros mais entradotes.  A idade não perdoa e nesta fase da vida, cada ano é por si só uma vantagem ou desvantagem (como o copo meio vazio e meio cheio). Porém, nem sempre as coisas são assim tão líquidas, digamos. E há por aí os tais entradotes com muita qualidade. 
Onde eu queria chegar é precisamente na questão do auto controlo emocional. A questão dos prémios, e etc, nas provas são um exuberante doping que por vezes nos faz superar, por força do inebriante poder que tem sobre a motivação, sobre a nossa psique, sobre tudo aquilo que nos faz galvanizar para além da consciência das nossas limitações; as que temos no presente, as que nos fazem ser cautelosos e as que trazemos há muito.
Acima de tudo, gostava de ter um ano desportivo sem angustias e decepções. Numa palavra: correr!! Nesse sentido, esquecer que há "bonificações" pelo desempenho desportivo é fundamental. Vamos ver se consigo levar por diante esse desiderato. Além disso...já tenho idade para ter juízo.
Estou em fase de adaptação, a ultrapassar um conjunto de circunstâncias que me condicionaram nos últimos meses; a mudança de ambiente, logo de trajectos, percursos, trânsitos, urbanidade, trabalho...e das limitações físicas. O plano passa por ir começar a sentir o fervor do sangue nas veias, o rubescer nas faces, a respiração sem tréguas...através do BTT. A corrida irá continuar o seu plano; mais um mês a "tricotar" as pernas até fortalecerem o suficiente para suportarem a pressão duma competição...

ET voilá!

Companheiros, abraços triatléticos...eu vou ver-vos por aí ;)


O Regresso????

26/01/16





Dizem que não é fácil o amor e é bem verdade. Por vezes, não se consegue viver com ele e não se consegue viver sem ele, sempre. 
O processo de adaptação aos meus condicionalismos físicos têm passado por várias vicissitudes. A última foi escamotear a corrida nas distâncias curtas. Má experiência. Melhor, experiência incompleta. Não há triatlo sem corrida. Ponto!
Agora, nova adaptação; reduzir o limiar da tensão...muito. E procurar ser feliz a correr. Há que dar tempo e ir observando os resultados da adaptação. Há sempre a esperança de que agora sim, mas a noção clara de que o que foi não volta a ser. Lá diz a canção e é bem verdade... Que se lixe. E talvez assim este espaço possa reganhar vida. Muito devagarinho, devagarinho...

Seja como for, corre-se há um mês, nesse ritmo alucinante de 6'/km, mas a alongar as distâncias e a prolongar o tempo. Há muito tempo que não corria 45' non stop. Sim, estou feliz!! Os restantes segmentos também acompanham. O pedalanço é que...aos poucos. Não é de todo fácil circular numa cidade de mais de 50.000 habitantes, numa mancha urbana ainda maior e com imenso óleo no asfalto! A reinserção está a fazer-se, mas não tem sido fácil.

A sobrevivência deste blogue está intimamente ligada ao sucesso do regresso à modalidade, como é bom de ver. A esperança tem vindo e ido, vindo e ido, e não tem sido fácil suportar tanta adversidade.

Obrigado, Jony, por me relembrares que o "endurance" tem valor, muito valor.

Companheiros, abraços triatléticos....mas alguém ainda lê isto?????