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Protocolos R.I.C.E. e P.R.I.C.E.

28/12/10



O mais provável é que a maioria já conheça, e bem, estes protocolos. Outros haverá que nem tenham ouvido falar deles. Ora é para estes que me dirijo, em especial.
O protocolo R.I.C.E, assim como o protocolo P.R.I.C.E., visam a intervenção o mais rápida possível após a ocorrência de uma situação traumática em resultado de uma lesão músculo-esquelética. Tendo por objectivo minimizar a zona lesada, a adopção dos procedimentos prescritos por aqueles protocolos podem ajudar a intervir prematuramente com o objectivo de minimizar os danos musculares, essencialmente, mas também potenciar as intervenções sequentes de forma a acelerar a efectiva recuperação do atleta.

O que significa o protocolo R.I.C.E.?
A sigla traduz na exacta medida as acções terapêuticas a adoptar. Assim;

  • R de Rest. Isto é, repouso, condição essencial para parar o processo traumático. 
  • I de Ice. Isto é, aplicação de frio (gelo) na região lesada para produzir dois efeitos essenciais: analgesia (redução da dor porque reduz a condução nervosa) e anti-inflamatória (a redução da vascularização diminui o processo inflamatório, em resultado da redução da actividade celular dos tecidos afectados. A duração da aplicação de gelo é variável, segundo vários especialistas, mas é geralmente aceite que deverá situar-se entre os 10'-15', aplicáveis por um período de duas em duas horas, podendo ir até 48 horas após o trauma).
  • C de Compression. Isto é, acção de compressão cujo objectivo é ajudar na  absorção do edema resultante do trauma.
  • E de Elevation. Isto é, a colocação do membro da região lesada num plano superior ajuda na sua drenagem venosa, o mesmo será dizer que reforça a acção de reabsorção do edema resultante pelo efeito da redução da pressão local.
A diferença entre os dois protocolos - RICE e o PRICE, situa-se tão só no acrescento do P(rotection) que mais não é que proteger a zona traumatizada.

A aplicação destes procedimentos podem resultar na cura de pequenos traumas, mas poderá não dispensar os procedimentos mais avançados da fisioterapia quando a lesão é persistente, mais consistente, profunda ou careça de uma intervenção mais profissionalizada. 

Abraços triatléticos.

1 comentário:

Triatleta disse...

Bom ano de 2011, com muita saúde, para ti e para todos os que mais gostas!