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Começou a época.

08/02/10



Quero deixar uma nota sobre a abertura deste "espaço" cujo interesse da minha parte é fazer o meu comentário aos eventos de triatlo que por aí vão proliferar, à sua organização e logistica, mas também comentar as prestações e os factores que envolvem as mesmas, quer em função da minha visão à distância, quer em função da minha presença in loco, dos atletas em geral e dos meus amigos, em particular. Objectivos: comunicar, interagir, trocar experiências e "enriquecer" com isso.
Em primeiro lugar, quero dar os parabéns à FTP por, mais uma vez, conseguir cativar um número tão elevado de participantes na primeira prova "a sério" da época. Não estive presente. Estive no ano transacto, e já deu para perceber que o meu amigo David Vaz e todo o staff da Federação, não andam a dormir, tendo mudado alguns aspectos organizativos que no ano passado redundaram em menor qualidade na prova, como foram a partida e terem reunido no mesmo espaço e na mesma parte do dia as duas provas; lazer e Taça. Este ano separaram-nas, fizeram-no muito bem. Por duas razões: 1º, porque evitaram situações de algum risco, especialmente para os craques, e pressão excessiva no momento da partida da prova principal; 2º, permitiram a quem o desejasse, fazer o pleno, isto é, participar nas duas competições, que era o que eu teria programado se este ano estivesse em condições de participar. A finalizar os elogios, a prova de que as pessoas estão atentas a estes significantes pormenores, está a ainda maior adesão de atletas na presente edição.
Outro aspecto que desejo salientar é o aparecimento de novos clubes, em alguns casos com gente famosa nas suas fileiras, o que me surpreendeu, confesso. São os casos da Associação Académica de Coimbra, o Triatlo do Fundão, Clube Desportivo Águias de Alpiarça, só para citar alguns. A competitividade vai ganhar. A minha dúvida é saber se de facto vai haver mais triatletas ou se é apenas um aparecimento fugaz nas provas de duatlo; e se esse acréscimo de atletas também acontece no sector feminino. Outro aspecto que me chamou à atenção foi as fatiotas. Notou-se o investimento dos clubes na mudança de imagem (o preto está definitivamente na moda, nada a fazer) e isso é bom, especialmente quando vivemos em tempos de crise e verificamos que há uma tendência para acompanhar a moda também ao nível da imagem, mas que se reflecte no arejamento visual da modalidade. Já não gostei muito dos fatos femininos do Olimpico de Oeiras, mas gostos não se discutem. Salvam-se as raparigas.
O duatlo das Lezirias não é uma prova que eu aprecie em especial. Porquê? Pouca variação nos percursos de corrida e btt, sem altimetria no segmento ciclista, é uma prova demasiado plana, para mim. Mas, tem o condão positivo de reunir muita gente com "fome" de competição.
Na competição própriamente dita, saliento as ausências do grande Campeão, Bruno Pais, e doutro Campeão, João Pereira. E se querem que vos diga, acho que eles fizeram muito bem em se poupar; a época é muito longa, muito variada (provavelmente demasiado) e o desgaste vai ser imenso. Além disso, deixem os putos ganhar alguma coisa.
Para além dos parabéns a quem ganhou, quero homenagear aqui e agora duas pessoas: O Lino Barruncho, pela sua ainda enorme competitividade ao fim destes anos todos. É de Campeão. E o Senhor José Ribeiro, enormíssimo atleta, o melhor veterano no ano 2009 e que pelos vistos irá continuar a sê-lo.
Destaco também o resultado do meu, agora este ano, colega de equipa (Clube de Praças da Armada), Jorge Teixeira, que fez um grande tempo: apenas mais 9 minutos que o vencedor não é para todos, só para alguém com qualidade.
Os meus amigos estiveram razoáveis, mais uns que outros. Esperava mais do meu amigo Paulo Santos e do meu amigo Mário Silva, e ao contrário da contabilidade que o Paulinho fez, quase 27 km/h no segmento de bicicleta é pouco, já sem falar nos quase 5km/h na corrida. Estiveste melhor no ano passado, meu caro. O Victor Garcês, cujo sector forte é a corrida, também ainda não está no seu melhor, mas há-de lá chegar. A minha surpresa maior foi saber que a Cristina Florindo concretizou o seu primeiro duatlo, na prova de lazer, fazendo-me corar de vergonha por ter achado que seria loucura empurrá-la para uma competição destas caracteristicas. Aposta ganha, sem dúvida. A outra surpresa foi o resultado do Paulo Fonseca, este ano em representação do Clube de Triatlo de Almada, que fez uma prova certinha, dentro do esperado no segmento do ciclismo, mas claramente acima das expectativas nos outros dois segmentos.
Deixo ainda, uma palavra para o Renato Fidalgo, boa praça, que está a recomeçar num nível razoável e com quem espero voltar a ter este ano algumas disputas saudáveis no escalão de V2. Para já, vai à minha frente. Força, Renato.
A finalizar, digo que tenho algumas dúvidas no sucesso da aposta, este ano, que a Federação está a fazer na criação de duas Taças de Portugal; a Porterra, de vertente BTT, e a normal, ciclismo de estrada. Percebo a intenção da aposta, cativar os praticantes de BTT para o triatlo. Tenho sérias dúvidas que quem pratica BTT e aposta na participação nas maratonas de BTT, quer as organizadas pela Federação de Ciclismo, quer as organizadas pelos diversos clubes por esse País fora, venha apostar na Natação. E explico porquê; a maioria dos participantes são do escalão sénior para cima, usam a bicicleta devido ao conforto que a mesma proporciona na prática de um esforço aeróbico exigente, ao contrário do atletismo e da natação, se comparados ao mesmo nível, e cujo desgaste físico e psicológico é mais intenso. Conheço outras razões que defendem a minha tese, mas vou deixar para depois, quando se fizer o balanço. Bom, já confessei a minha fragilidade em ganhar apostas. Oxalá tenham razão.

Uma boa época para todos.

1 comentário:

sica disse...

Saúdo este novo blog, cujo tema principal é esta modalidade pela qual partilhamos uma enorme paixão.
Gostei do texto, a imagem parece-me muito bem conseguida e espero encontrar aqui mais um local com conteúdos interessantes para o desenvolvimento da modalidade.
Relativamente à Taça Porterra, concordo com alguns dos argumentos apresentados mas penso que a Federação também os teve em conta ao criar uma Taça predominantemente de Duatlos e já são alguns os atletas que depois do Duatlo ganham motivação e dão o salto para o Triatlo.
Ainda relativamente à partida apesar de muito melhor que no ano transacto, com o crescente nº de atletas penso que devem ser criadas 2 zonas distintas permitindo a separação de atletas federados e não federados.
Bons treinos e terei todo o gosto em conhecê-lo em Arronches.