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Summer HolidaysTraining Plan

18/08/11






(Parceiros de treino e staff técnico, com nutricionista e tudo)



Pensei bastante antes de o divulgar. Mas, depois de refletir melhor, concluí que poderia ser suficientemente altruísta para divulgar aquele que poderá ser (será?) um bom plano de treino para triatletas, e outros atletas, no período de férias, ou melhor, num período sem competições.
Confesso que terá sido esboçado em cima do joelho e que “talvez” tenha dado maior relevo à variante social do treino. Talvez tenha até comprometido alguns objetivos pessoais para o evento competitivo que se aproxima, a passos largos, e para o qual gostaria de estar num momento alto de forma e sobre o qual falarei muito proximamente. Ainda procurei resistir aos “chamamentos” iniciais, mas um homem não é de ferro, e uma constipação extemporânea deu cabo do resto. Desculpas, dirão…
Deixo-vos o “plano”, com imagens para melhor perceção.
6ª feira, dia 12 –  Treino normal antes da entrada em estágio. Até aqui, nada de novo.  Viagem incluída. Chegada ao local de estágio (Oleiros) tarde, muito tarde, como convém em tempo de férias. Reforço alimentar às quase 12 badaladas, mais coisa, menos coisa. Nutrição: Proteínas pica-pau. Líquidos: IceTea, fase inicial, ainda com a vontade da força ao comando. Depois, bejeca, já só com a força da vontade.
Recuperação ativa: passeio pelo recinto da feira, no caso a Feira do Pinhal, e assistência ao espetáculo multimédia agendado (muito giro), em pé (apelo ao sacrifício pessoal) após 3 horas de treino na hora do calor de 6ª feira e de uma viagem quase com destino a Espanha, não fosse um telefonema feito na dúvida mudar a rota (em matéria de orientação não se pode confiar nas mulheres). Esta parte deve ser evitada. Para isso, tomem o comando da coisa. Hora de recolha aos aposentos: 3 da matina.  Treino das competências volitivas extra: graças à colaboração duns caramelos que resolveram desmontar um palco às 3 da manhã, esta fase da recuperação foi feita a treinar algumas destrezas de natação, tipo viragens, braçadas, bocejos, etc.  na cama, claro. O calor, a cama nova, mais a gripe que já estava a caminho ajudou à festa; uma noite sem pregar olho.

(Só para inglês ver...dá para acreditar?...)

Sábado, dia 13 – Se não há sono a seguir a uma noite não dormida e há como vontade o trilhar estradas novas e desafiantes, micadas aquando da passagem noturna no dia precedente, levantar às 7h30’, vestir os collants, pegar na bicla e pedalar até Sertã. São cerca de 55 kms num ida e volta muito interessante.
2ª refeição do Dia, ida a uma  praia fluvial, no caso Oleiros, e sentir as condições futuras de treino. Uns  mergulhos para saber que não é fácil nadar ali; pela temperatura da água e também pela resistência que ela oferece. Em matéria de nutrição, à que procurar continuar a resistir às investidas dos amigos, por muito bem-intencionadas que sejam, especialmente nos líquidos. Se a noite que não se dormiu ainda não faz mossa, à que visitar o recinto da feira e saborear, a convite dos anfitriões, as diversas iguarias que a mesma oferece. A nível nutricional, introdução das filhoses, eu que pensava que isto só existia no Natal. Primeiro pensamento, estou  desgraçado!!!
Para atenuar os efeitos de uma nutrição demasiado… nutritiva, corrida de 30’ ( no caso até às piscinas fluviais, com calor q.b., e na companhia de futuros triatletas (ação promocional). Há a acrescentar ao plano nutricional os queijos da terra, mais o maranho, especialidade da terra, mais o licor de medronho, mais o vinho de cor e sem cor, mais isto e aquilo e …as filhoses.
Treino noturno; assistir ao espetáculo dos Migueis (já citados em post anterior), após uma dormidela de olhos meios abertos sentado numa cadeira de ferro. Foi suficiente. Nutrição: uma bejeca ou outra. Não é para evitar.
Hora do recolher: 3 da manhã, nunca antes.
(Imagens da nutricionista privada e da esposa, não fosse o diabo tecê-las)

Domingo, dia 14 – Dia do almoço de família. Noite dormida, finalmente! Mas, insuficiente, ainda. Alvorada às 9 da matina (não há hipótese). Aposta na nutrição; as tais filhoses mais o arroz doce que a querida anfitriã promovida a nutricionista privada faz questão de satisfazer aqui o Je. Receber bem é assim, pode-se recusar? Criem no vosso plano estas condições.
Com tanto calor, o plano é…descansar. E estagiar para o almoço. Aposta total na dimensão social. Nem há tempo para um salto às piscinas.
Tarde: derivação pelo calor, matando saudades dos familiares da esposa, agora meus familiares. Nutrição controlada.
Noite: Fogo-de-artifício, um espetáculo muito próprio em Oleiros. Imperdível! Só que… às 2he15 da manhã. Até lá, encher chouriços. Eu aproveito para um recover e pequena sesta num muro de pedra que circunda o edifício do Município. Quando se tem sono, dorme-se em qualquer lugar. E resultou, estou pronto para mais umas horas. Escolha do melhor local para observação do espetáculo e a escolha vai para…lugar com ingestão de monóxido de carbono, para potenciar o metabolismo celular na ausência de oxigénio! Vamos ver se resulta.
Hora do recolher: 3 da manhã. Ainda tempo para piscar o olho ao arroz doce e dar-lhe algumas valentes dentadas.
Segunda-feira, dia 15 – Último dia do estágio, previsão de treino intenso. E foi.  Alvorada às 9 da matina. E finalmente, um pouco de ação: corrida de 41’ debaixo de intenso calor (hora do almoço), entre as Várzeas e as piscinas, com passagem por Oleiros. 8 kms no total, com rampas, ui! Natação de 15’ para refrescar tudo; a memória, os músculos, o corpo do calor, o calor do corpo,  a noite dormida-que-teima-em-ser-mal-dormida.
Nutrição ao almoço: sardinhada. Líquidos controlados, exceto o licor. Mais arroz doce, mais filhoses, mais maranho.
Finalmente uma sesta. Assim-assim, mas alcançou o propósito.
Saída para o treino noturno: passagem pela Panasqueira, mas de carro. Empenas desafiantes para pedalar. Vai ter de transitar para um plano futuro. Visita a mais familiares. Mais comida, mais sumo de uva tratado de forma caseira, mais isto e aquilo. Mais uns quantos garrafões para trazer. Mais prazer.
Jantar em casa de familiares amigos do peito. Plano nutricional rico em proteínas e calorias vazias: maranho, leitão, vinho, cerveja, salada, bolo de chocolate (que nervos…), mais licores e etc.
Treino noturno no recinto de espetáculos da Feira do Pinhal, para assistir à atuação de Pedro Abrunhosa. Um espetáculo dentro do espetáculo. Entrada em cena do plano nutricional de reforço: “loiras”, umas atrás das outras, tipo filinha pirilau. Dança, também. Duas ou três da manhã; a coisa está a render e prolongamento do treino até ao cair do pano.
(Afetos bons...)

(Boa disposição, sempre)

É a última noite do estágio, há que dar tudo. Dança, beijos e abraços, troca de mimos e afetos, mais cerveja mais risota e gargalhada, mais dança, mais fotos, mais cerveja…repetir até cansar.
Hora do recolher: 6 da manhã, em abraços e sorrisos estampados no rosto.
(Noite de perdição)


(Pedro Abrunhosa em ação)

(E dança...)

(Dança...)

(...dança...)
Balanço do estágio: reforço das energias positivas para um ano, que se avizinha difícil. Objetivos claramente ultrapassados a nível social. Uns quilinhos a mais, ah pois….Mas, se faz bem ao coração e à cabeça, também fará às restantes componentes do organismo. João dixit. Os outros níveis…recomeçam agora. Ontem já foi um dia duro/normal. Hoje continua.
Um conselho; procurem recriar as mais fielmente possível as condições aqui referenciadas, caso contrário não resultará. Bons treinos.
(Futuro triatleta, o de azul - amigo Francisco)




Companheiros, espero que as vossas férias estejam a ser no mínimo igualmente deliciosas. Abraços e até breve. 

3 comentários:

Rui Pena disse...

Agora é que te apanho...

:)


Abraço,

Rui

João Correia disse...

Amigo Rui,
Nunca terá sido difícil, mas apanhado por ti será sempre um prazer. Vamos a isso.

Outro abraço, companheiro.

Triatleta disse...

Boas férias e até breve!

(22 a 28/8/2011 em Vila Real)

Um abraço.