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Duarte Marques, o maior tr(i)unfo no Funchal!

23/05/10





Se fizéssemos uma analogia com um jogo de cartas, dir-se-ía que o "Ás" Duarte Marques (Águias de Alpiarça) terá sido o trunfo maior de uma  cartada jogada apenas com dois ases; o outro foi o Vasco Pessoa (C. T.  Fundão). O que por um  lado foi bom (uma vez de vez em quando sabe bem), tornou a prova popular, isto é, foi entregue ao povo da modalidade, que assim não se viu confrontado com os tempos galácticos da nobreza. Depois, há outro pormenor importante: no mundo do desporto de resistência aeróbica limite (ou próximo), não há mas, nem meio mas. Isto é; ou se trabalha realmente ou não há "pão pa malucos". Pode-se ter um dia mau, sem dúvida, mas só mesmo por algum erro de programação ou deslize incontornável ou outra coisa de última hora. Portanto, não há surpresas de maior a registar, os três primeiros lugares foram conseguidos por quem tem já um historial grande na modalidade e ponto final. Ainda assim, destaco a diferença alcançada pelo Duarte para o Vasco. É muito minuto.
Das gentes "conhecidas", destaco o lugar do Rui Dolores (Amiciclo), embora sendo já um nome conceituado  na modalidade, um 5º L não é para todos; também o Sica (Peniche AC), 14º Lugar. Cheira-me a trabalho, dedicação. Ainda não conseguiste o teu objectivo na corrida (baixar dos 4'/km), mas falta pouco, Paulo. O Paulo Renato (V2) também esteve bem no seu escalão (3ºL), especialmente para quem pensava ter de levar a bicicleta às costas!! Todos nós gostamos de fazer melhor, não é Paulo?, mas se no melhor do nosso empenho conseguirmos fazer umas flores, quero dizer, fazer uns pódios ou mesmo melhorar algumas marcas, eu por mim já ficaria muito satisfeito. Bom, mas no escalão a que me referia houve um claro domínio das gentes da terra, como aliás se nota uma presença forte dos madeirenses na classificação absoluta, no sector masculino, o que diz bem da adesão dos ilhéus à modalidade. Pena as provas da Taça não poderem contar sempre com a presença de todos os amantes da modalidade.

No sector feminino... é aquela velha estória; 4 participantes. Triunfo da júnior Mariana Costa (CT Fundão), cujo clube esteve muito bem. 

No geral, dizer que numa etapa do calendário Nacional, de enorme relevo, uma vez que atribui o título de Campeão Nacional da modalidade àquela que será a personalidade de referência para o ano seguinte, em que concluíram 52 atletas, parece-me reduzida a participação. A Ilha da Madeira é convidativa, a logística da Federação tem sido bastante elogiada nas provas onde mete as "mãos"... o que terá falhado?

Bons treinos!


3 comentários:

sica disse...

João, o Triatlo do Funchal é na minha opinião uma das melhores provas do Calendário Nacional.
Natação no mar com temperatura da água agradável, pena que eu não tivesse conseguido sair com menos 1´30´´ da água como pretendia.
Ciclismo selectivo, onde existe possibilidade de atacar e quem quiser andar na roda, também tem que estar muito bem pois a subida do Infante faz mossa com o passar das voltas.
Corrida com 10 kms bem medidos,com uma subida e uma descida e o resto a rolar.
Apesar de ter melhorado em 6 minutos o tempo do ano anterior, fiquei a 4 min. do tempo a que me tinha proposto, é mesmo assim mais vale ficar aquém de um objectivo ambicioso, que alcançar um objectivo sofrivel.
O mais importante está feito o passaporte está carimbado para o Estoril, agora é trabalhar a resistência e o sofrimento deixando para segundo plano a rapidez, Vitória e Copenhaga esperam por mim, espero não desiludir.

João Correia disse...

E não desiludirás, eu acredito em ti e na tua capacidade de trabalho, como tens demonstrado, aliás. Mas, o importante mesmo é o prazer! que se tira do que se faz. E isso também
se sente nas tuas palavras. Por isso...estás no bom caminho. Vamos lá então, treinar :))

Paulo Renato Santos disse...

Obrigado pelos teus incentivos, João.
Gostei da prova do Funchal, que nunca tinha feito...
As coisas correram bem, até um bocadinho acima do esperado. E uma subida ao pódio sabe sempre bem, mesmo com pouca concorrência.