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BTT Malveira e outras estorietas...

15/08/10



(à espera do momento da partida)

(por esta altura, a farpela tava limpinha...ainda)
Pois é! Durinho, foi durinho o suposto passeio BTT. Bom, dado que os primeiros 30 kms foram sempre num virote de subidas, cada uma delas pior que a outra, até parece que concorriam entre si para nos ver sofrer, os restantes 20 kms, que não deixando de nos fazerem mossas nos ventres musculares e no interior do nosso crânio, acabaram por ser de passeio. Não porque a vista era fantástica, que sendo ou não nunca irei saber, dado que a focagem tinha de estar logo ali, à frente da roda. Mas, de passeio porque o corpo não dava mais, tinha de ser lento, lento, terrivelmente turbu-lento. Até as descidas, com alguns single tracks magistrais, tecnicamente exigentes, bastante exigentes, alguns a lembrar o trial, nitidamente. Aliás, para quem ama o BTT ( eu apenas gosto muito, ponto), o traçado foi espectacular: diversificado, descidas que exigem audácia, auto controlo e domínio do aparelho, subidas que exigem resistência vs força vs potência, naquelas alterações de terreno que obrigam a uma mudança rápida de velocidade, algumas eram insuperáveis. Mas, e não é a primeira vez, é-me mais difícil transportar a bicicleta à mão que ir sentado em cima dela, só que ela expulsa-me nessas ocasiões, a não ser que eu...consiga meter a tal mudança de velocidade, o que acontece se a força não faltar. 
Nesta prova aconteceu-me algo que nunca tinha ocorrido, e isto porque eu sou fã do sumo de laranja antes de qualquer competição. Porque hidrata e limpa o que está a mais nas "curvas do desespero". É que cheguei mesmo em cima da hora, apenas com tempo para levantar o coiso, pegar nos brindes (?) e acabar de vestir a farda, mais os acessórios. E como sou um bom organismo, a laranja trabalha muito bem no meu intestino e antes mesmo tenho sempre de visitar o café mais próximo. Hoje não deu. Resultado: a determinada altura, ainda dentro dos tais 30 kms, cada vez que me sentava após pedalar em pé, estimulava o apetite para. Adiei, adiei, mas às tantas já não deu mais. Quando regressei ao "comboio" alguém me disse de imediato que estava a batotar. Respondi que valia tudo quando a "fome" apertava. Foi a minha acção do dia a favor da natureza, alguém duvida?
No final, tinha ideia de fazer uma corridinha, para sujeitar o trem inferior, muitas horas a exercer o mesmo tipo de acção, monocórdica, alternar o tipo de mobilidade muscular e respectiva solicitação. Mas, senti algumas dores nos gémeos, ambos, e decidi não o fazer. Acabei por caminhar...a caminho do banho. Estou em tempo de gestão da minha lesão e tenho de ter cuidados redobrados. Quero ir a Gaia, carago!
A média foi das mais baixas que fiz em BTT: 13,3 kms/hra. Agora, façam um pequeno exercício de imaginação. Claro que não estou no meu melhor; procuro-o nos treinos que agora estão mais condimentados pela motivação que a corrida me proporciona. Depois, participar em provas tem sido um oásis este ano. Mas, consultei os dados relativos ao ano de 2009 e reparei que este passeio não faz jus ao nome, a não ser no espírito dos participantes. E no ano passado estaria num bom momento, por estas alturas. Afinal...  
( sem comentários)
Afinal ou no final do merecido almoço, mesmo não o sendo acabaria por sê-lo, porque apesar do provérbio dizer que quem corre por gosto não...a verdade é que estava esfomeado, e cansado, de tal modo que ainda hesitei em pedir à simpática romena que um dia descobriu a Venda do Pinheiro, ou foi obrigada a isso, para trabalhar, uma espreguiçadeira para saborear o cozido que serviu na perfeição. Mas não o fiz e continuei à procura da melhor posição na desconfortável cadeira de pau.
E não é que quando cumpria agora a minha parte no repasto anunciam, a passagem dos ciclistas da Volta a Portugal. Bom, o talão do multibanco fazia que saía mas não o fazia.
(o tal do Chuzda (?))

Ou gozando comigo, ia saindo às prestações. E eu dentro e fora, porque o poiso do almoço ficava ali mesmo à beira da passagem dos ciclistas. Grito "pega na máquina!!". "Ah pois é..."e aí vêm eles...os batedores.

Imensos, empurrando-nos para fora da estrada, porque esta tem de estar livre de transeuntes. E eu na volta ao multibanco. Decido fazer de empregado: corto uma cópia do talão, a primeira, mas o cartão ainda não tem autorização para ser retirado. Que treta! Lá vou eu e todos os que ali estavam. Todos? Não. Havia umas velhotas que impassíveis ao rebuliço que ali se instalou, continuavam a manducar. Passam os primeiros, os fugitivos. Reconheço o Oleg ucraniano (digo assim, porque o outro é complicado de escrevinhar), de verde. Sempre muito activo. Palminhas, palminhas. Merecem. Volto para tratar do cartão. Ah! Já tinha saído a outra cópia do cumprimento do meu dever e a autorização da máquina. Mas, que raio...onde estão os empregados e o patrão que ali, parece, que é quem trata das contas?? tudo lá fora. Digo a alguém que ainda sobra no interior "levo o cartão, ok?" " ah, sim, pode levar" responde a romena, no seu andar meio atarantado, mas competente. Regresso à rua, procuro a sombra na pausa da passagem do staf da prova.
(ai que ele cai...)

E lá vêm mais batedores, mais motas e finalmente o Palmeiras Resort, à frente, controlando a fuga, marcando o ritmo, definindo a cadência para que não permita grandes veleidades. É tudo muito rápido. O som! É único e entusiasmante. Dá vontade de ...não, foi só um impulso. Hoje já tinha tido a minha dose. Ainda vislumbro o homem da competição, David Blanco. Depois, é a impressionante logística que acompanha os atletas; carros, muitos carros, cheios de biclas de fazer inveja, a mim pelo menos. Eles são os comissários, mais os jornalistas, mais estes e aqueles. Enfim. A mulher fica impressionada também.

 A chegada foi visionada no conforto do sofá olhando a têlê. Digo já na minha opinião que o francês foi mal desclassificado. E nem sequer o entrevistaram. A isto chamariam xenofobismo ou qualquer coisa parecida, se fosse com um tuga lá fora.
(o carro que vos há-de transportar quando eu entrar em acção :))


O homem merecia opinar sobre o conteúdo. Enfim...temos tanto que aprender, disto e doutras tantas coisas.













Uma palavra para o João Silva que novamente repetiu um lugar de destaque numa prova do campeonato do mundo. Grande João. Por esta hora, há por aí  em terras da vikilândia quem esteja a ser "comido" até aos ossos, pelo ironman. Bom, será que já acabaram a prova? Penso em vós, companheiros, e no sofrimento que estareis a passar. Enfim, como dizia para mim próprio "quem corre por gosto...". Grande abraço.

Companheiros de leituras, deixo-vos algumas imagens, minhas e da "volta ao tutugal".

 Abraços triatléticos.

1 comentário:

Anónimo disse...

Gostei ponto
Paulo Pitarma