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Meia Maratona de Cortegaça, 2012

13/05/12




Há muito que não participava numa meia maratona (esta foi a terceira), mas a esta distância do 70.3 de S.Jacinto e após um longo jejum de eventos de corrida, estava na hora de testar tudo: as pernas, a máquina, a cabeça, o espírito de sacrifício, o empenho, a velocidade, etc. E estava na hora de voltar a vestir as cores do CLUVE (Coimbra) num evento destes. Como sempre tenho afirmado, o inverno é um período muito difícil para mim, dada a doença crónica que se me alapou, e como tal é preciso muito paciência para ir vencendo estas dificuldades resultantes da paixão pela prática competitiva desportiva. Adoro competir. 
A temperatura à hora de partida estava "au point"; encoberto, alguma humidade (zona de praia) e temperatura que permitia andar dum lado para o outro com manga à cava. O ambiente fantástico, estilo popular, e muitas caras das várias famílias da tribo: Veteranos do Porto, Académica de S. Mamede, Porto Runners...E dentro destas, algumas próximas. Foi muito gratificante reencontrar Rui Pena, Mark Velhote, Hugo Gomes, o Lopes...novamente o José Carvalho, o Henrique, que não perde uma. E conhecer uma das caras "habitués" do CLUVE das meias maratonas. Sabe muito bem ter alguém da nossa côr por perto.
Voltando à "estrada", fiquei muito agradavelmente surpreendido com esta meia; com o percurso e com a forma simples mas eficaz como está organizada. E ao contrário do que esperava, dado que a organização falava no percurso em estrada florestal, todo o curso foi realizado em alcatrão. O meu problema é que estava de alerta amarelo (desta vez), porque sábado, correndo em plena areia da praia de Ofir, senti uma contractura que foi aliviando durante essa meia hora, mas...quando a minha massagista privada meteu as mãos na referida zona, ela lá estava. Portanto, não foi sem surpresa quando a partir do km 16/17 comecei a sentir mais os gémeos do que até aí. No final, o gelo recolhido num restaurante (com muito bom aspecto, diga-se) na zona da meta foi pão para a boca dos meus gémeos. Mas, o que realmente me tem feito maravilhas em pleno stress de corrida, são as meias de compressão. Não sei se me teria aguentado ontem e hoje sem esse simples mas eficaz apetrecho. Isto quer apenas dizer que não posso baixar a guarda e amanhã fisioterapia com ele. Sim, porque Vitória Gasteiz é mesmo o objectivo, e S. Jacinto daqui a 15 dias a estação intermédia. Por curiosidade, disputou-se o campeonato galego de triatlo longo precisamente hoje. Só  lamento não ter tido disponibilidade física para lá ter estado. Quem sabe se para o ano...
No quadro resumo que o meu novíssimo brinquedo proporciona (é de uma utilidade fantástica!), está tudo "espernicado". Só dizer que correu melhor do que esperava e que na próxima, espero que, após um acumulado de muitas mais semanas de treino, possa  melhorar o meu tempo na distância. Hoje foi excelente!

A finalizar, dizer que gostei muito da região de Cortegaça e não fosse a mulher estar a trabalhar (alguém tem de o fazer, eu sei) e teriam estado reunidas todas as condições para glosar da zona após uma corridinha de 21 kms e picos. É que aquele mar estava mesmo a piscar-me o olho.

Companheiros, abraços triatléticos e até S. Jacinto, se Deus quiser.



Summary
Distance:21.12 km
Time:1:37:04
Avg Pace:4:35 min/km
Elevation Gain:131 m
Calories:1,490 C


3 comentários:

Hugo Gomes disse...

É sempre um prazer rever a tribo João!
Bem vindo (de volta) "às corridas" e até S. Jacinto.
Um abraço!

Triatleta disse...

Afinal, aguentaram-se. Ainda bem!

Abraço,

PP

Pedro Reis disse...

Um ritmo de 4:35/km numa meia-maratona já não é para qualquer um. Tendo em conta que esta tinha por objectivo ser apenas um teste, abre excelentes perspectivas para os próximos desafios. Parabéns! Vou estar atento.
Tenho pena de não ter participado...
Até breve!