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III Duatlo de Viseu, Campeonato Regional.

06/09/10




Num fim de semana marcado pelo regresso das provas de Duatlo, internacionais e esta, o Duatlo de Viseu, na sua terceira edição e onde participei pela segunda vez, apraz-me registar a elevada performance alcançada além fronteiras pelos atletas lusos, concretamente, de Sérgio Silva, 5º classificado na prova máxima (Elite) do Mundial de Duatlo, de José Veiga e Hugo Alves, respectivamente 4º e 5º classificados no Mundial do escalão Júnior, competições estas disputadas em Edimburgo, Escócia. Estão de parabéns, estes rapazes. 

O meu interesse na participação no Duatlo de Viseu deve-se a duas razões essenciais: a primeira prende-se com  a organização e os percursos da mesma, sendo que estes são muito interessantes, dando à prova características que eu classifico como um dos melhores duatlos sprint nacionais. A segunda tem a ver com a minha necessidade de "treinar" a corrida dentro de um certo contexto. A organização, essencialmente a cargo da Federação, mas com a honrosa e esmerada colaboração do clube C.D.R. e C. Bairro Unidos da Balsa, esteve impecável, este ano como no ano transacto. E de mãos largas, já que a entrega de prémios beneficiou todos os escalões, havendo até o caso do escalão Sénior que foi merecedor de prémios até ao 7º classificado, vejam só. Portanto, estão de parabéns todos os intervenientes na logística organizativa. Pena que este ano a participação dos atletas não tivesse atingido o número idêntico da edição transacta. Aqui penso que se começa a sentir o efeito da necessidade de ponderar os gastos com deslocações a provas, isto é, o efeito crise. 
A prova em si tem um percurso de corrida algo exigente, uma vez que a seguir a uma fase ligeiramente a descer, seguido de uma fase plana, inicia-se uma fase de subida que é um pouco longa e desgastante, especialmente quando há calor, como foi o caso desta e da anterior edição. Dá logo vontade de despir a farda. Mas, só se pode descer os fechos e os possíveis. O segmento de ciclismo, sem apresentar subidas acentuadas, que não apresenta, é realizada em bom piso e ora descendo, ora subindo, sempre de modo progressivo, o que dá para marcar algumas diferenças com o passar do tempo. 
A prova não teve o nível alcançado no ano passado, quando então André Guimarães venceu com um tempo fantástico (53'30'') e em que os dezasseis primeiros classificados chegaram ao fim em menos de uma hora, incluindo esse fantástico V2 que dá pelo nome de Carlos Gomes. Ainda assim, a partida sem ser demasiado rápida, começou de imediato a marcar paulatinamente as diferenças de nível entre os participantes, especialmente após a passagem da tal subida longa e lenta, ou lenta e longa, e onde os seniores tiveram oportunidade de se destacar. E assim continuou, cabendo a vitória ao atleta João Pereira, do LusaVouga-Galitos, à frente do único sub23 entre muitos, imensos seniores, que ocuparam os muitos lugares cimeiros da classificação geral. Com o tempo de uma hora, o primeiro. Parabéns, João Pereira. 

De parabéns estão igualmente os diferentes vencedores dos seus escalões, especialmente o meu amigo Vitor Garcês, no escalão V3. Interessante foi verificar que de todos os escalões, o escalão V2 foi o segundo com maior nível de adesão/participação. Também sintomático foi verificar que no sector feminino apenas se registou uma participação. Pena! Por outro lado, em termos colectivos, muito bem o Lousavouga-Galitos, que alcançou o primeiro lugar, e também o TriBraga, que participando pelo primeiro ano nas provas organizadas pela FTP, começa a registar resultados de relevo. Muito bem.

A minha prova foi assim para o modesto, mas de grande satisfação final. O primeiro segmento foi-me difícil. O meu nível de corrida ainda é muito embrionário, e esta prova servia precisamente para isso; melhorar, obrigar o organismo a laborar sob pressão, mas dentro dos meus limites actuais, levando-o a pisá-los (os limites). A partir da primeira transição, iniciei a recuperação, tanto no ciclismo, particularmente, como no segundo segmento de corrida, onde já me senti algo melhor. Registei o 5ºL entre 9 participantes, desta feita a bastante tempo do 3ºL, mas não demasiado. Comparando com o tempo que registei no ano transacto, teria andado novamente a morder ou a ser mordido nos calcanhares do 3º posto. Enfim, se a minha avó não tivesse nascido...
Em todo o caso, considero o balanço muito positivo atendendo às circunstâncias actuais. Apenas um senão; na fase de desmontagem da bicicleta para o último segmento senti pressão no gémeo esquerdo. Estou já a tratar disso.

O lado do convívio continua em alta. Sempre um prazer conversar com os veteranos do Porto e mais uma prova que adiciona novos conhecimentos, novas pessoas, alargando esse mesmo convívio e reforçando o prazer em participar nestes eventos. 

Agora, estaremos (assim espero) na Póvoa no próximo sábado para um super sprint, tudo e sempre a pensar que no final do mês desejo, anseio, concretizar o meu primeiro objectivo no triatlo (adiado no ano passado): completar um Olímpico.

Mais fotos nos próximos dias. Abraços triatléticos, companheiros. 

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