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E Agora?...

30/09/10



Com o anúncio das novas medidas de austeridade, que já se anunciam há "c'anos" (rotos, direi), suprimida qualquer possibilidade de ver o valor do meu trabalho reconhecido, sabendo nós que uma das demonstrações cabais dessa demonstração, passe a redundância, é precisamente através da melhoria salarial, vejo com muita preocupação as novas medidas anunciadas. Mas, mais. Sinto-me enganado, vilipendiado, maltratado e outras coisas acabadas em ...ido! Então, há poucos meses os nossos (ir)responsáveis políticos afirmavam em jeito de jura que estava tudo controlado, que as aves agoirentas se encontravam ao virar de todas as esquinas, quando não em plena campo aberto, de peito desabrido, e agora, sim, agora  e afinal temos de emagrecer ainda mais o cinto? O meu vizinho sapateiro cada vez que me vê para fazer mais um furo neste cada vez mais exíguo fio de cabedal que uso para segurar as minhas calças, vai ficar de cara-a-banda quando lá voltar para fazer mais uns furos não sei onde. Agora por outros motivos. Já há tempos tinha aflorado a questão da crise, mas agora...vai doer mesmo.
Mas eu tenho uma pergunta. A questão é simples: o valor do nosso trabalho, enquanto funcionários públicos, diminuiu, vale menos. Ok. Mas, os compromissos mantêm-se (renda da casa, prestação de serviços, etc.). O que eu pergunto é se o valor do trabalho de todos também irá ser desvalorizado. Isto é, se os bancos também irão baixar as prestações dos imóveis para produzir a desvalorização do seu trabalho igualmente. Se o café da esquina irá também desvalorizar o seu trabalho para continuar a ter clientes. Ou, se ao invés, esses produtos irão ver o seu valor aumentar. Eu não tenho nada contra ninguém, excepto com aqueles que nos desgovernam para um abismo que me parece certo, contra mesmo o meu optimismo natural. Por isso, não desejo/não pretendo que outros sejam prejudicados pela simples razão porque têm de sê-lo. Não! Desejo é que haja equidade, solidariedade, justiça e que chamados todos à liça, sejamos todos contributivos. É só isso que quero.

Nota: ...depois, recebo esta agradável surpresa de me "cruzar" neste espaço com um rival natural nestas coisas triatléticas. João Paulo, que prazer que me deste. Aliviaste-me a tensão que ontem outros me criaram. Um grande abraço, companheiro.

Bons treinos e abraços triatléticos.

1 comentário:

david caldeirao disse...

não está fácil..., não senhor!!! aguentar e cara alegre é o que nos espera, enquanto os irresponsáveis vão assobiando para o lado....