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Balanço da Época: 1º momento de avaliação

19/02/11



Está na hora de produzir o primeiro balanço intermédio relativamente à projecção das minhas ambições pessoais para a presente época. Na verdade, esta última parte da afirmação anterior dá-me até vontade de rir, porque obriga a perguntar-me: época? que época? Pois, será esta. Sim, mas quê? Já começou? Bem, fiz uma prova, podemos concluir que já começou. O que sinto será outra coisa; que ainda não arrancou verdadeiramente. Mas, não (xi! que indecisão). Já começou, sim sr. E porquê? Porque acabei de atingir na semana passada o primeiro patamar de forma (numa escala que vai de 0 a 3). E esse objectivo é de facto muito importante, porque quer "apenas" dizer duas coisas: que estou fisiologicamente em condições de competir, e que estou, motivacionalmente falando, preparado para a competição. Mas, vamos por partes.
Por estas alturas já deveria ter competido em várias frentes, tudo em prol da aquisição de forma para o alcance do tal terceiro patamar de condicionamento físico e psicológico, projectado para meados de Maio e Junho. Não foi possível por razões que se prendem com esta minha enormíssima fragilidade músculo-esquelética, situada especificamente à volta de uns  tais de "gémeos", tanto direito, como esquerdo (até nisso são gémeos). Foram as s.silvestres, foi a corrida dos reis, foi a meia-maratona Manuela Machado, foi o campeonato galego de duatlón cross (entre nós x-terra), do qual consegui concretizar uma das quatro provas calendarizadas, e ainda a primeira prova do campeonato btt de Vila do Conde, mais um ou outro raid btt. Conclusão: tudo foi à sua vida. Porém, dada a persistência (por vezes sabe-se lá com que esforço da vontade) em treinar e de alimentar esta coisa do "ser competitivo" que sou (reconheço), atingi o patamar de forma a que já fiz referência. Como sentir esse facto? Há vários indicadores indirectos que nos permitem fazer essa avaliação. Por exemplo; quando escalamos aqueles percursos sobejamente conhecidos de tanto os vencermos, sentimos o nível de dificuldade em que os superamos. Quando esse nível começa  baixar e o tempo em que os percorremos começa a diminuir, é bom sinal. Outro indicador será o peso; quando começamos a sentir a parede abdominal a colar-se ao dorso, é bom sinal. Quando realizamos alguns testes na natação e verificamos que os tempos nas mesmas distâncias testadas se vão aproximando dos melhores momentos, é bom sinal. Quando a pulsação em repouso (irei escalpelizar este dado muito em breve) começa a diminuir, é bom sinal. Quando encaramos um treino de mais de três horas a pedalar com a vontade enérgica como se "vou ali e já venho", é bom sinal. Quando nos começamos a sentir com "força para andar" e reagimos bem ao primeiro choque e ainda recuperamos melhor, é bom sinal.
A corrida é e será sempre o meu nó górdio. Nada a fazer ou muito pouco, corrijo. Após o belo duatlo de Candeán, nas imediações de Vigo, senti os reflexos de uma prova dura, bastante dura (como aqui dei conta na altura). Provavelmente, mais dura para aquilo que me seria aconselhável fazer no momento. A verdade é que no treino de recuperação na 2ª feira seguinte o gémeo direito e o solear do mesmo lado deram sinais pouco animadores após 22' de corrida, facto comprovado na 4ªf seguinte, após 9' de treino. A paragem de 15 dias, as suas consequências, mas acima de tudo a constatação (tantas vezes engodada) de que terei de aprender a lidar com esta fragilidade, para a poder contornar, porque ultrapassar será impossível (anamnese desportiva dixit), leva-me a reequacionar os objectivos que tinha definido para este ano desportivo. Muito ajudada, essa reformulação, pela crise económica em que vivemos. De maneiras, que começo a ver Alpiarça por um canudo; começo a ver o triatlo longo de Lisboa pelo buraquinho duma fechadura que diminui a cada dia que passa e começo a ver o objectivo de correr à volta dos 4'/km, condição sine qua non para o alcance do objectivo de um lugar no pódio do campeonato A-G em Peniche, praticamente impossível. Que fazer? Redefinir objectivos, sendo que o primeiro e mais importante de todos será...ser feliz! simplesmente.
Uma vez concluído o primeiro balanço intermédio da época, após cerca de três meses o recomeço, resta-me dizer que o 3º patamar de forma será aquele em que estarei acondicionado para a competição e em pleno ao nível das minhas capacidades atléticas e psicológicas para o alcance dos objectivos. Vamos a ver se no próximo balanço poderei dizer que atingi o 2º patamar de forma.

Abraços e treinem bem, companheiros.


3 comentários:

Rui Pena disse...

Boas João...

Espero encontrar-te nesse longo de Lisboa e em Montemor...

Para mim serão testes à minha forma... e vou ter-te debaixo de olho.

Também espero que esse objectivo para Peniche se mantenha... eu já estou a torcer por ti ...

Abraço e continua a progredir bem.

Rui

João Correia disse...

Obrigado, Rui.

Os objectivos terão de se ir adequando às possibilidades. Fui obrigado a convencer-me disso.

Outro abraço, companheiro.

Triatleta disse...

João,

Já fizeste corrida na água?

Quem fez, no mínimo, não baixou tanto a condição física, comparando com nada fazer.

Espero que estejas a superar essa lesão, definitivamente.

Um abraço.