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Lezirias Foi para Gente com Pêlo nas Pernas!

13/02/11



Espero pela saída dos resultados no sítio da Federação, mas antes (como sempre) é publicada a sinopse da prova. Mais tarde, saem os resultados totais e parciais. Dou uma volta na classificação absoluta, vou mais abaixo, mesmo ao fundo da tabela. Constato que ainda não foi desta que marcaram presença na partida os esperados 1000! atletas. Mas, constato outra coisa: imensas desistências e de muita gente ilustre, muita mesma,  e dou comigo a pensar  "terá sido uma prova com imensas dificuldades acrescidas". Tudo por causa do vento, da chuva e do frio, factos em que este inverno tem sido pródigo (chuva e vento), e sendo uma prova em terreno meio incerto, lama também, pois claro. Com os efeitos da anterior presença chuva, isso seria perfeitamente natural. Agora, o que não se esperava era que a previsão do tempo falhasse tão redondamente. E isso baralhou todas as previsões competitivas. E provou ainda que só realmente um atleta "todo o terreno", à prova de intempérie, é que poderia vencer uma prova com estas características. É caso para dizer que os pesos-pesados bateram o pé aos pesos-plumas. Foi o caso do Bruno Pais (Benfica) e da Isabel Caetano (Triatlo de Almada), com quem já andei lado a lado por esses eventos. O Bruno provou várias coisas: uma é que está cá para durar (valeu, Sica) e vai dar luta até ao fim; outra é que é um campeão. Só estes logram chegar em primeiro. A outra é que é feito daquela massa que pode amolgar, até entortar, mas não quebra. Chama-se a isso capacidade de sofrimento e resiliência. A Isabel Caetano também provou essas características que apontei ao Bruno, ela que vem duma modalidade onde sofrer até cair é regra. Por isso, não se estranha muito, e venceu, com alguma surpresa minha, mas tem toda a lógica, porque tendo sido o segmento de BTT tão determinante na competição de hoje, como se verificou, marcaria uma diferença significativa para a Patrícia Serafim, que acabou por ser inultrapassável. A Patrícia, que também reúne as características que apontei à Isabel, algo deve ter corrido mal algures entre a chuva e o frio. Estão de parabéns os grandes vencedores desta edição do Troféu Luís de Matos.
Um outro dado que este duatlo da Taça PORterra deu é que o Miguel Arraiolos está de facto num momento de grande forma e terá dado um salto qualitativo da época passada para esta. E atenção a este rapaz. O Hugo Ventura também fez uma prova notável, lá está, marcando muitos pontos na parte ciclável onde ele é de facto muito forte. Uma palavra para o Lino Barruncho que continua com algumas peripécias que lhe vão tirando algum tempo, ele que, pelos vistos, teve de correr os últimos 3 kms com os sapatos de encaixe que trazia da bicicleta. Não é fácil, não senhor. Também não posso deixar de referir o Marco Sousa que, sendo um enormíssimo especialista no BTT, consegue competir em duatlos de forma a intrometer-se na luta pelos lugares do pódio ou até ganhar, como já aconteceu, embora sem as principais vedetas da modalidade. Grande atleta.
Goraram-se algumas expectativas, claro. Especialmente em redor dos nomes João Silva e João Pereira, sendo que o primeiro viu-se forçado a desistir e o segundo concluiu a prova num lugar longe do esperado. Não deve ter sido nada fácil, não senhor. 
Relativamente aos nomes que aparecem nos lugares cimeiros da classificação, estão lá muitos dos protagonistas mais fortes da nossa praça, mas não posso deixar de fazer uma referência para o Marco Costa, este ano em representação do Olimpico de Oeiras, e que tendo sido meu aluno, em anos que já lá vão e muito, me dá orgulho (embora não tenha tido nenhuma influência nisso, note-se) ver ali tão bem colocado e cheio de garra para "botar" figura nestas coisas do duatlo, pelo menos.
No sector feminino, não haverá muito a acrescentar, a não ser reforçar esta ideia: quem teve ou tem tradições no ciclismo, independentemente da variante, destacou-se. Foi o caso das três primeiras classificadas. Ali! Uma outra impressão; parece-me que há mais gente feminina a aderir a esta causa. Parece-me. Algo que terá de ser confirmado nos eventos que se seguem.
Ao nível dos diferentes escalões, há aí uns putos a fazerem grandes tempos, casos constatados em cadetes e juniores. Já havia reparado nesse pormenor no Jamor e é uma constatação da evolução qualitativa da modalidade, cujo futuro, ao nível dos palcos internacionais, parece estar de facto lançado, embora os "outros" não andem a dormir. Em V1, grande vitória de Joaquim Lopes, do Amiciclo, logo seguidinho pelo inevitável José Ribeiro, do Externato Benedita. E outro (agora) inevitável a fechar o pódio deste escalão: Joel Marcelino, do Peniche AC, que não dá tréguas à concorrência. Há alguns nomes fortes deste escalão que andam ali muito "distraídos", a vê-los passar. Calma. Quando chegar a altura, eles vão dizer quem são. Se calhar, já em Alpiarça. 
No escalão V2, uma grande surpresa para mim; o Miguel Fragoso (Vitória de Janes) ter sido relegado para o 2º posto, algo que eu pensava ser impossível, mas o individual João Paulo Marques só veio confirmar o que já havia prometido no Jamor, que é um atleta veterano de grande nível. 
Em V3, cuidado! isto anda tudo num virote e há uma acesa luta pelos três lugares mais desejados. Desta feita, o primeiro foi levado ali para os lados das Berlengas, pelo excelente desempenho do maratonista Mário Sousa (Peniche), e cujo tempo ainda lhe permitiria ficar nos três primeiros do escalão antecedente. Muito bom.  Destaque também para o Fernando Feijão (V4), em representação do CT Fundão, que regressa ao lugar cimeiro do pódio no escalão, e para Vasco Micaelo (DAR Slowdown) que venceu o escalão V5. Claro que também aqui houve muitas desistências, algumas delas de atletas renomados, mas são assim as regras.

Ao nível das equipas, e em masculinos, grande 9º Lugar do Fonte Grada. Entrámos no top 10, como havia ficado prometido na 1ª etapa da competição. E está tudo muito aberto até ao 7º L. Que se cuidem os companheiros dos algarves e da praia do baleal. Ao nível do topo da classificação, destaque para a vitória dos Águias de Alpiarça, que voltam a bater o tradicional favorito Olímpico de Oeiras (2ºL). A nível feminino, a vitória sorriu desta feita ao CT Fundão que, com a inclusão da Patrícia Serafim, ganhou novo fôlego. O Louletano alcançou também um brilhante 2º L, subindo um posto relativamente ao Jamor. Isto está engraçado, está sim sr.

Bom. A redacção já vai longa, está na altura de largar a caneta. Boa recuperação, companheiros, e abraços triatléticos. Até breve. 

4 comentários:

Paulo Renato Santos disse...

Tens razão, foi mesmo pra malta de barba rija...
No ciclismo com chuva forte e vento, ficou muito dificil andar na roda... era só comer lama e para ver o caminho havia que limpar os olhos :-)
Estava a gostar... hehehe
...depois furei :-(

(ainda conseguimos ficar à frente do F. Grada!!!!)

sica disse...

Mas para quem lá esteve e viu, uma coisa ficou bem patente o João Silva e o João Pereira, estão com um nivel de corrida diferente de todos os outros, acho que ambos vão marcar a diferença este ano.

david caldeirao disse...

e eu que tinha votado no JP..., só para ele não passar vergonha, vá lá deixei-o passar na ultima corrida ;-)
a luta pela manutenção na 1ªliga(top10-equipas) segue dentro de momentos!!! algures no Cadaval, o FGrada joga em casa :-P
abraço,

João Correia disse...

Haverá tantos focos de interesse quantos os que quisermos, nestas coisas das provas, mas para nós o maior de todos é isto mesmo; o prazer da diversão.Isto é, adultos a "gozar" à séria com coisas sérias, num jeito divertido e descontraído. Até os acidentes de percurso passam "despercebidos".
Forte abraço para todos vós.