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Reflexão XII

19/03/12



 

Vou, não vou...não fui!

De facto, não fui. Nem a Famalicão, nem a Alpiarça, nem ao Póvoa 130 (BTT). E não fui porque acabou por imperar a razão sobre o coração. Também os custos, admito. E não lamento na totalidade porque a realidade é que, após os últimos três dias a treinar regularmente ciclismo depois do acidente de que fui vítima na 2ª feira passada,  senti, durante os treinos de ciclismo, que este meu pulso direito ainda me doi, apesar de melhor, mas ainda me doi. Imaginei-me no segmento de btt e em competição e fiquei com a certeza de que num qualquer movimento brusco, poderia ver-me em dificuldades. Depois os gémeos...Enfim, decidi não correr riscos e a época ainda está só no início. Lamento apenas ter perdido o campeonato de duatlon cross galego, que é um espectáculo. Fica para o ano. E ainda a propósito do acidente: os danos visíveis dos dois veículos em contenda são completamente antagónicos com os valores que a ambos se impõem: a reparação da bicla implicou uma roda da frente nova, mais manete esquerda, mais fita do avançado. Total: 260 aérios. Não parecia, mas teve de ser. Agora, tenho uma roda ciumenta, a de trás. Mas, do que eu tenho mesmo vontade é de comprar uma bicla nova, xpto. "Tu tem mas é juízo", digo-me.

O treino de hoje

"Bom, já que não competes, alguma coisa tens de fazer". Bicicleta com ele. Só que hoje com um companheiro especial. Isso, o vento! Que raio! Parecia que estava norte, afinal parece que passei o tempo todo a correr contra o vento. Não, na realidade houve ali um bocadinho a seguir a Viana que deu uma ajuda, mas foi por pouco tempo. Daí a nada lá estava ele; ora de lado, ora de frente, foi um companheiro que dispensava na hora, mas não podia. E se há coisa com que detesto pedalar é mesmo contra o vento. Nunca pedalei com neve, mas vento assumo que não gosto mesmo! Para mais, logo na primeira hora de treino "levo" com dois grupos, um em cada tempo, que me acossaram a adrenalina e "obrigaram" a acompanhar o seu ritmo. Mais tarde, um caramelo que estava decidido a competir comigo. Perguntava-me ele "Para onde vai?" "A seguir a Ponte de Lima, viro para Viana". "Então, faço-lhe companhia". Após Ponte de Lima, saco da minha maçãzita, como sempre faço quando escolho este curso, e vejo-o a distanciar-se, distanciar-se....não cheguei a perceber a parte da conversa em que ele dizia que me acompanhava. Antes assim, caso contrário ainda teria maior empeno do que aquele que tive.

Póvoa 130

Terá sido um bom raid, penso, compridinho. Mas, se me refiro a ele é para valorizar acima de tudo a organização que tem estado na base do...Luso-Galaico, de Esposende. Isto porquê? Porque pelo que pude constatar durante o treino de hoje em que me cruzei com vários segmentos com a sinalética da prova, a grande base do percurso já era por mim conhecida, graças precisamente aos percursos variados que o Luso-Galaico tem oferecido aos seus participantes ao longo destes anos. Por isso, mas não só, estão de parabéns. Já estou na expectativa para o Extreme deste ano, que implicará dois dias de prova, como aqui já dei conta em devido tempo. Falta um mês!

Uma boa semana e abraços triatléticos, companheiros.

1 comentário:

Triatleta disse...

Caro Amigo,

Ânimo!

Podemos não conseguir competir. Mas será que conseguimos participar e tirar prazer da atividade?

Tantas vezes me pergunto.

Abraço.