Ocorreu um erro neste dispositivo

Usem o Capacete!!!

12/03/12



Sete e trinta da noite, mais coisa menos coisa. Acabo de passar a porta de casa, vindo da Apúlia. Tinha uma hora de treino. Faltava-me mais meia-hora. Havia que dar a volta por Esposende, num circuito determinado há muito. Lanço-me então para a última parte. O corpo pedia descanso, ainda não recomposto dos trilhos de sábado. E com esta sessão, completava os três treinos, tranquilos, previstos para hoje. Corrida incluída.
Faço-me à zona rápida da rua de S. Miguel. A velocidade aumenta. Nisto, detecto numa transversal que há um carro que aparece, rápido. O condutor olha para o lado contrário, apenas. Fico na dúvida; paro? Pelo sim, pelo não, reduzo a velocidade, mas o carro avança de imediato. É tudo muito rápido desde que o carro aparece e eu, incrédulo, enfaixo-me pelo carro a dentro, no meu lado da estrada. Lanço os grunhidos. Bato com a cabeça no vidro, a bicicleta havia de ficar com a roda presa no espaço deixado pela roda do carro. Voo para o chão. Ainda no ar não queria acreditar que aquilo me estava a acontecer. Sinto-me em queda livre, até embater, bruto, na estrada. Queixo-me, com dores. Fico meio aturdido. Aparece de imediato a condutora do veículo e mais gente. Chamam a ambulância, eu digo que não é preciso, estou bem. E estava. Mas podia não estar. Algumas dores começam a emergir: na almofada da mão direita, no joelho esquerdo. Mas na zona cervical, onde  impacto foi mais forte, nada de sinais de alarme. Graças a Deus! penso. Olho para  a minha bicicleta e doí-me vê-la subjugada pelo carro. Mas, não! Os estragos no carro foram bem maiores que os da bicicleta: pára-brisas, espelho retrovisor lateral e guarda-lamas esquerdo, tudo partido. A bicicleta ficou sem um raio, a maneta esquerda meio estranha e o resto fica para posterior avaliação, mas...penso que por aí. 
Fico com a noção de que estamos a tratar com pessoas de palavra. Trocamos números de telefone e amanhã tratamos do resto. As outras pessoas ficam mais descansadas por sentirem que de facto estou bem. Dorido aqui e ali, mas bem. 
Olho muitas vezes para o pára-brisas partido do carro e penso que o capacete, mesmo de 25 € como este, me salvou de algo bem pior. Sem dúvida. E só de pensar naqueles com quem me cruzo e que teimam em não usar o capacete... 

Agora, neste momento em que escrevo estas palavras, tenho mais dores do que as que tinha. Mas, estou bem.
Companheiros, olho vivo e pé ligeiro. Abraços triatléticos.

8 comentários:

david caldeirao disse...

que más noticias!!! espero que estejas realmente bem...
em relação à utilidade do capacete, mas ainda alguém tem duvidas, USEM O CAPACETE!!!(SEMPRE)
as melhoras companheiro...
forte abraço,

Paulo Renato Santos disse...

João,
espero que não tenhas nada de mais... já bastou o valente trambolhão. Más notícias já tivemos do nosso colega da Madeira.
Andar de bike na estrada é cada vez mais um perigo... capacete SEMPRE!!!

abraço e melhoras

Pedro Reis disse...

João,
Desejo-te uma rápida recuperação. Fica a lição para todos nós que, de facto, os acidentes acontecem quando menos esperamos...
Um abraço.

http://pedroreistriatlo.blogspot.com

João Correia disse...

Amigos e companheiros, estou bem. Umas dores, sim, mas nada de mais. Hoje já treinei natação, como usualmente faço à hora do almoço. O susto acabou por ser maior que os estragos. O capacete, esse salvou-me de uma porra que me podia estragar a vida.
Forte abraço para todos vós e obrigado pelo vosso cuidado. Já tenho saudades. :))

Pedro Brandão disse...

Só agora li o relato amigo. Espero que estejas bem e que tenhas rapidas melhoras. Capacete e muito cuidade na estrada são essenciais.
Grande abraço e as melhoras my friend

MT disse...

Espero que já esteja tudo bem e que tudo tenha sido resolvido civilizadamente. Eu também não saio de casa sem o capacete.

Lénia disse...

Capacete, caneleiras, cotoveleiras... O ciclismo é sem dúvida um desporto de alto risco... Cada vez mais ando amedrontada com as notícias que oiço.
Infelizmente a EN125 é novamente umas das estradas mais perigosas do país, com mais 1 ciclista morto esta semana. Agora é para evitar, com excepção talvez aos domingos de manhã cedo.
Ainda bem que tudo não passou de um susto! Também é bom saber que se sobrevive a uma pancada dessas!
Bons treinos!

João Correia disse...

Lénia, na verdade tive sorte, não só com os "estragos" resultantes, como com a pessoa envolvida. Mais tarde, e já aqui em minha casa para tratar das formalidades dos estragos que a bicicleta sofreu, eles (o namorada estava com ela) estavam parvos com o facto de eu estar assim tão bem, em função dos estragos que provoquei no carro. Essa estrada que referes deve mesmo estar um verdadeiro perigo depois da abertura das portagens.
Muito cuidado na estrada, muito mesmo. Já após o acidente, continuo a ter "conflitos" com os automobilistas. Não há volta a dar-lhe.
Obrigado pela tua visita. Beijoca.