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Calcei uma Meia no Porto!

11/10/10



Afinal não choveu na manhã de Domingo, Outubro, 10 (como dizem os americanos e as americanas do Norte)! E ainda bem, caso contrário, para além de contrariar a tradição (não choveu nunca em nenhuma edição), estragava um pouco a festa. Logo no acesso ao transporte, procurando o fim da fila, cruzei-me com alguém com quem viria a cruzar-me (desculpem o pleonasmo) muitas mais vezes e com quem me tenho cruzado (ops!) ainda mais noutras andanças, as tais, e espero continuar; o amigo Vasco Santos, do CVP. Não foi de estranhar; jogava em casa e adora correr, por isso se prepara e bem para a maratona do Porto, esse "monstro". 
O ambiente sentia-se bom e na espera ainda deu para ver que há mais vida desportiva nas manhãs do Porto. 
Activação


No início pensei que não estivesse tanta gente presente como na pretérita edição, mas estava enganado, redondamente. O certo é que de ano para ano a adesão tem sido uma coisa extraordinária. Quem como eu presenciou a 1ª edição e pode agora comparar com a deste ano, sente que não tem nada a ver. Aumentou incomensuravelmente o número de participantes, e especialmente na meia-maratona. Por isso, terá sido por  chegar mais cedo que se poderá justificar aquela sensação provisória. O que me permitiu activar com antecedência e como realmente gosto, até que...anunciam que a partida é adiada para as 10h20'. Não sei se é hábito na zona, mas este ano já é a segunda vez que alteram a hora de início de uma prova. Coincidência apenas. E de facto não alterou muito. Tive de adiar também o processo.   Depois, tive de resolver à portuguesa a entrada no recinto da partida: saltei a vedação e fiquei logo ali, na frente. De modos que após a partida muita gente passou por mim. Deixa ir, pensei. Meti o "cruise control" e lá fui para a minha prova. Antes, tudo se aprontou para publicitar a festa. Ele era televisões, fotógrafos, jornalistas para as entrevistas, gente VIP, claro! Tem de ser e é bom que seja. 
Depois da passagem na divisão da caminhada e do prato principal, aparece-me o Vasco! aparece e vai desaparecendo lentamente, já depois da ponte D.Luís, um autêntico e belo monumento de engenharia e arte. Mais à frente e já na outra margem, aparece-me outra figura do triatlo, o Luís Abade da Académica de Coimbra. Também foi desaparecendo lenta...não, ficou sempre à distância do olhar. Até aí, ia sentindo-me bem, numa passada confortável, com boa ventilação. A seguir ao retorno continuei bem, a ponto de ter aumentado naturalmente a passada. De tal maneira que mais à frente passo o Luís e mais à frente ainda alcanço o Vasco mais um companheiro seu de clube e viagem, no momento. E juntos vamos indo, de volta à ponte e ao ponto da partida passando-o. Por essa altura, penso se não terei forçado demasiado cedo e também por essa altura começa a aparecer aquilo que me tem incomodado a partir de determinado tempo, seguido, de corrida: uma dor na fáscia plantar ou no metatarso que inflama, parecendo que piso um bola debaixo do pé. Estava suportável, dadas as circunstâncias, e eu já sabia que mais tarde ou mais cedo isso iria acontecer, porque tem sido sempre assim. No segundo retorno, adivinho que o duo CVP (Vasco e companheiro) me seguem. A minha passada porém já não era tão fluída. Estávamos nos 17 kms, mais coisa menos coisa, e já os "quenianos", os genuinos e os portugueses, haviam chegado à meta. 
Mais à frente, passa o companheiro do Vasco. Nisto, passamos pelo paralelo do túnel onde se solta a emoção, dizia o cartaz. E apesar das dores agora serem mais fortes, devido ao piso irregular, não tenho vontade nenhuma de gritar. No final do túnel, ouço a voz do Vasco, incentivando-me para o acompanhar. Mas, não dá.
Os gajos que voam com pernas
 O companheiro Vasco, em grande
A coisa estava numa fase difícil que só aliviaria com o regresso ao asfalto. Aliviar aliviou, mas as tais mantinham-se. Claro que nesta fase há muita gente com pressa de acabar. Eu também, mas, ou corria assim ou ia a pé. Há que estar sereno. Dei por mim a pensar no "monstro" e concluí que só mesmo à última é que me irei decidir.  
A chegada foi curiosa, porque depois de vislumbrar uma "pequena", que me havia passado também nos primeiros quilómetros, estava logo ali, ao meu alcance, mas parecia que me fugia. Então, estabeleço uma meta à última: alcançá-la e passá-la. Mas ela continua a fugir. Tenho de me apressar porque a meta está mesmo muito próximo. Aproximo-me dela, que vinha com outro tipo, juntos, e só tenho uma alternativa, passar pelo "entre". Toco-lhe no braço (de facto, não havia necessidade), ela não gosta, peço-lhe desculpa e ultrapasso-a. Mas, ela regressa e aparece-me ali mesmo ao meu lado. Olho para ela com a meta a 100 metros e digo-lhe: vai um sprint? Ela sorri e acabamos de fazer as pazes. E eu ganhei o sprint (ela nem o esboçou). 
Estão a ver a "pequena"?
À chegada 1:34:52, tinha-me entusiasmado e melhorado em 5' a minha marca na distância, e logo com a camisola do CLUVE. Gostei. No final, foi pena não ter visto o Pena, Rui, que depois, soube, acabaria logo logo a seguir. E ainda tive o prazer de dar um abraço ao meu colega, e amigo, de CLUVE, o "seu" Fernando Ribeiro, conhecido na intimidade por Maurício, que fez uma prova tranquila e na boa.

e anda falta as 4 garrafas de  água, o líquido isotónico...
  Quero ainda referir que fomos todos contemplados com um saquinho de que já tinha saudades. Não são precisas muitas coisas, mas uma atençãozinha, para mais tarde recordar, pelo esforço despendido sabe sempre muito bem. 
Já em casa, procurei novamente o Velhote, Mark, e desta vez tive de levantar bem a cabeça para o "ver". Grande tempo, Mark. Ainda não foi desta, mas a gente há-de-se conhecer, carago. E tive saudades de trocar umas palavras com o amigo Henrique (CVP). O que vale é que as oportunidades são muitas e boas.

E foi assim que calcei a meia do Porto, em Outubro, 10. 

 Abraços triatléticos, companheiros.

7 comentários:

Pedro Brandao disse...

Parabens, grande João. Grande tempo amigo. Muito bem. Estás em grande companheiro.

Paulo Neves disse...

Olá João!
Grande resultado! Parabéns!
Eu fui fazer a meia sem grande convicção. Dentro de 8 dias tenho a Maratona de Amsterdam e não sou feito da mesma massa que o Henrique e o Vasco do CVP! Decidi correr nas calmas até ao Km 15 e depois acelerar nos últimos 6Km. Assim fiz e só deu para 1:48:19. Mesmo "nas calmas", hoje, estou todo partido! Nunca mais atino com a "treta" da corrida :)
Grande abraço!

PS:Não queres alinhar no aquatlo de Montemor?

Rui Pena disse...

Boas João,

Esse abraço terá que ficar para a próxima mesmo... Também não encontrei o amigo Paulo.

O Vasco, esse sim, reparei que está bem forte... com se tem percebido pelos treinos que relata no blog do CVP.

Essa tua prova, parece ter sido bem boa, com nova melhor marca... e parece-me que vamos ter mais alguns despiques :) ...

Essa coisa na fáscia é que é uma chatice... Espero que melhore rápido.

Abraço,

Rui

João Correia disse...

Tenho de agradecer essas "carícias que me afagam o cérebro". Mas, ainda estou longe do meu objectivo na corrida: correr abaixo dos 4'/km.
Sobre os desafios propostos, de facto equacionei a participação em Montemor, mas agora com o adiamento da mesma para o fds de Santarém, nada feito. S. Tirso pretendo ir.
A dor na planta do pé...tenho de resolver a coisa. É incomodativo e se o piso não ajudar, é terrível.
Grande abraço para todos vós.

Rafael disse...

Olá amigo João...

Antes demais as minhas felicitações pelo belo tempo conseguido!! É incrivel como os "velhinhos" (que velhos nada tem!!LOL) mostram aos novatos como fazem tempos fantásticos... PARABÉNS!!!

Pois é... Tenho andado um pouco apago, quer dos treinos, quer das competições... Pertinências da vida... Mas neste sábado que passou, regressei novamente à bike (com a maratona da póvoa) e tenho treinado corrida... Talvez comece a entrar nuns duatlos para talvez mais tarde alinhar nos triatlos...

Em relação à maratona da póvoa, bem, não correu mesmo nada como estava à espera... Apesar de ser um trajecto bem à minha medida (com montanha no inicio e rolante no final) os trilhos estavam meuit, mas muito pesados e até ponderei ao Km 60 abandõnar a prova, pois as caimbras não deram tréguas à perna direita, ora era nos quadricipes ou nos bicips femurais... Mas um despique com um outro betetista fez-me ganhar novo alento e lá segui, acabando com o desastroso tempo de 4h38m (41 lugar), mais 30min que o ano passado... Ainda não foi desta que fiz uma maratonas em 4h... Fica mais uma vez a intenção...

Espero agora retomar o BTT com mais regularidade, pois a estrada tenho andado de barriga cheia (ultimamento fiz muita estrada)...

Um grande abraço:-)

Maria Sem Frio Nem Casa disse...

Grande marca! Parabéns!

Foi pena não nos termos encontrado. Eu andei por ali, na desportiva, a tirar fotos, parti depois da partida, tudo na descontra...

Quem sabe nos veremos na Maratona, onde conto correr os 14 km

Beijinho
Ana Pereira

Mark Velhote disse...

Viva João,

Mais uma vez desencontrados! Confesso que ainda não tinha tido oportunidade de ler este post, daí a demora em comentar.
Temos de combinar um treino de bicicleta e vou-te enviar um mail para combinarmos bem a coisa.

Ademais, parabéns pela prova! Acho que agora que está vencida essa lesão vais ter um 2011 promissor e cá estarei para assistir do lado de dentro e se possível sem muito atraso nas tabelas.:D

1 abraço