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O Duatlo de Santarém? Foi-se.

25/10/10



O evento do passado Domingo foi qualquer coisa de ...diferente. Aliás, até gerou e ainda gera motivos de satisfação e motivos de frustração, tal a  dicotomia de sentimentos. Mas, vou tratar em primeiro lugar do Duatlo em si, enquanto prova da Taça de Portugal 



Lino Barruncho


Que forma fantástica em que se encontra este homem. Espectáculo! Uma vez mais, realizou uma prova de grande nível, mesmo depois de no dia anterior ter feito os 20 kms de Almeirim. Ganhou, pois claro. É, sem dúvida, o melhor duatleta da actualidade e já há muito tempo que o prova. Para além do excelente 2ºL de Custódio António, também do Olímpico de Oeiras, é forçoso destacar o formidável 3ºL de José Ribeiro, ao nível da vitória do Lino (apenas a 30'' do 1º), porque é de todo invulgar um atleta V1 conseguir superiorizar-se a tantos de enorme valia e cujas idades são bem mais baixas. Outra referência vai para as diferenças entre os 5 primeiros classificados: 38''!! Pois. A partir daí foi outro(s) mundo(s), outra(s) corrida(s). Os juniores nem vê-los. Já havia escrito sobre as diferenças entre este género de provas e os sprints de triatlo. Aqui são necessárias outras qualidades físicas e psicológicas, em que as idades mais avançadas são beneficiadas. Não sem trabalho, antes pelo contrário, até porque os resultados alcançados diagnosticam precisamente muito empenho no preparo quotidiano de todos.
Desejo também destacar a prestação de Luís Serrazina (Ext. Benedita), no escalão V2, onde acabou no magnifico 20ºL geral, tendo ganho com categoria o escalão onde me enquadro. E neste sentido, também destacar o excelente 2ºL do companheiro amigo Renato Fidalgo (ACDR Painho). 
Em senhoras, grande vitória de Rita Lopes (Amiciclo), muito à custa da sua prestação nos segmentos de corrida, já que no de BTT a Isabel Caetano (individual) esteve magnífica. Aliás, andei em disputa com ela, tendo-me ganho enquanto pude estar em acção. O curioso é que a Isabel fez uma escolha muito interessante da bicicleta a usar no segmento: uma bicla de cross. Lembram-se? das provas de cross que antigamente proliferavam na TV, ali para os lados do BENELUX? Não sei, mas esta escolha pode ter sido determinante. 

Eu

Desta feita não pude concluir a prova. Foi a segunda vez que isto me aconteceu e em ambas as situações por razões pneumáticas. Da outra vez tinha rebentado um "pneu" numa maratona, a do Vouga. Na altura, faltavam cerca de 13 kms para o final. Desta feita, o pneu cedeu precisamente no início da terceira volta, mesmo em frente à zona de transição. A minha prestação estava a correr bem, muito bem mesmo. E, uma vez mais quero referir este pormenor, sem qualquer ambição especial, a não ser a de dar o meu melhor; depois de olhar para os resultados no meu escalão e mantendo o nível demonstrado até então, eu iria acabar em 4ºL (seguramente) ou...3ºL, do meu escalão. Tudo iria depender muito da corrida final. Mas, não. Não foi desta e já não vai ser no escalão V2 que alguma vez provarei o sabor da subida a um pódio no final de uma prova. Paciência. Não é mau de todo saber que consegui morrer na praia por mais do que uma  vez desde que cheguei à modalidade, fez dois anos precisamente nesta prova, a 1ª edição.
Aspectos positivos: ter corrido próximo dos 4'/km. É um objectivo traçado para a minha capacidade ao nível da corrida a pé, baixar dos 4'. Ainda não foi desta e dificilmente seria, até porque no dia anterior houve treino a pensar na maratona, objectivo prioritário nesta fase. E considerando as incidências desta época, só posso estar contente, muito contente. Outro bom aspecto foi, claro, voltar a privar com a tribo da modalidade, e neste sentido foi bom ter estado um pouco com a Bibicas, uma simpatia, com o "cigano" do Pedro Pereira ( um abraço), e com todos os habitués da modalidade e que começam a ser rotineiros nas minhas referências e por isso não as repito. Foi pena não ter tido mais tempo para a família Pitarma, mas desculpem-me a deselegância de não ter interrompido o aquecimento. Ainda deu para umas promessas futuras. Outro lado positivo desta edição, a terceira, foi ter contado com a mais elevada participação alguma vez verificada. A visita à feira com os benefícios que isso traz sempre, também foi positiva.
Os aspectos negativos: este era um evento muito ansiado por mim; porque tem um traçado que adoro e onde me encaixo na perfeição e que usualmente é muito bem organizado. Para além do mais, no ano transacto não pude marcar presença devido a uma lesão de última hora. Por isso, este seria o ano. Ter-me deslocado a Santarém para...inacabar, foi frustrante, muito frustrante.  Se a zona de passagem (entre os lancis) onde a câmara de ar do pneu traseiro cedeu, estivesse acondicionada como deve ser, com areia de saibro ou outro material qualquer, mesmo uma plataforma, de metal ou outra, como havia noutras passagens, várias e idênticas no percurso, isto muito certamente não me teria acontecido. Também não estarei isento de responsabilidades, já que poderia ter sido mais cuidadoso nesta segunda passagem. Mas correu mal. O que quero deixar claro é que tudo deveria ter sido feito para que estes riscos  pudessem ter sido evitados. Como diria a minha mulher no final "antes isto que um problema nos gémeos"! Maria João dixit. 
Neste sentido, também considerei que algumas zonas da corrida a pé, aquelas em que havia erva e bastante alta, deveriam ter sido melhor preparadas, a não ser que a crise tenha "obrigado" quem de direito a aproveitar a data da prova para poupar na conta do combustível para o respectivo corte. Enfim. Outro aspecto foi a Federação não me ter perdoado o ligeiro atraso no pagamento da prova dentro do prazo (só me lembrei na madrugada de 5ª feira) e ter-me "premiado" com os 5 € da multa. Fazendo eu 700 kms para propositadamente realizar este evento, só tenho que agradecer a sensibilidade. Sim, regulamentos são regulamentos. Também não posso deixar de referir a injustiça praticada para aqueles que, sendo federados, o são no género individual, em comparação com os atletas licenciados de um clube; é que os primeiros não tiveram direito à entrada gratuita do acompanhante, os segundos tiveram. Reparem neste pormenor: durante toda uma época o acompanhante, sendo parte essencial para o atleta, é também público nos eventos, é merecedor de toda a atenção e carinho que se lhes possa dedicar porque ele mesmo é dedicado nessa tarefa, de acompanhar e ainda de apoiar.
Os banhos também não foram um bom exemplo, porque juntar as senhoras e raparigas e os homens e os rapazes exactamente no mesmo espaço de vestir, foi um bocado constrangedor para todos e deve ser evitado. E depois do banho, ter apanhado uma seca na fila de espera para as sandes de presunto, foi pior que participar na prova. E pronto, não quero bater mais no ceguinho...




A feira foi gira e deparei-me com a imensidão de pessoas que a visitaram. De facto, numa actividade quase cem por cento masculina, muitas foram as famílias que lá se deslocaram. Quando saí, meio da tarde, havia farta fila nos acessos ao Centro de Exposições. Para além disto, é uma oportunidade muito boa para adquirir material a preço abaixo do normalmente praticado no mercado."Crisis? What Crisis?"  
Ao passar a portagem do Porto, e parando nos novos atendedores ao público, as máquinas automáticas, pensei que desgraçadamente algumas pessoas ainda não perceberam que a qualidade no atendimento pode ser decisiva para a manutenção do posto de trabalho. Estas máquinas atendem-nos bem, com educação, de forma polida e assertiva, ao contrário de muitos funcionários (alfacinhas), infelizmente. Apenas um senão em desfavor da maquineta; saudades do sotaque. Estava à espera de um " Mete u cartãoe, carai" ou "Boua Viage e leba-me esse chaço dakie", e saiu-me um normativo linguístico transversal, do norte ao sul, leste a oeste. É pena.   


Fotos a partir de amanhã. Agora, venha de lá essa maratona.
.

Abraços triatléticos.

8 comentários:

david caldeirao disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
david caldeirao disse...

este ano(triatlético) já está..., a evolução é evidente e com um ano regular tudo é possivel!!!o azar esse, está sempre à espreita 8-(, pensamento positivo e olhar para a frente....isso quer é carga ;-)
forte abraço

boa sorte para a Maratona!!! 1conselho, gestão

João Correia disse...

Como já havia dito em resposta a outros comentários, bons conselhos são sempre bem vindos.
Obrigado, David.

Rui Pena disse...

Boas João,

Ontem quando li o teu post, ainda pensei que houvesse alguma lesão... estou a contar contigo na Maratona do Porto :) ... Hoje, comecei por ficar contente por perceber que afinal foi "pneumático"... mas depois compreendi (e empatizei) com a decepção porque estava em causa um pódio... :( ... acho que para o ano lhe vai ganhar o gosto :)

Abraço,

Rui

Pedro Brandao disse...

Oi amigo João. Parabens por mais esta prova ainda que inacabada por razões extra á tua vontade. Espero poder ver-te na maratona do Porto. Se eu conseguir lá ir.... :)

Paulo Renato Santos disse...

São coisas que acontecem... faz parte da participação, embora nos deixem frustrados!!!
Há uns anos no duatlo de Leomil fui abalroado pela moto4 da organização e tive que abandonar... também pensei o mesmo: uma deslocação tão grande para nada!
Em 2011 vamos estar por aí!!!!

João Correia disse...

Quero agradecer a todos os estímulos, que não são de agora e por isso têm um valor acrescido, que por aqui vão deixando. Isso faz-nos sentir considerados, compreendidos, "solidarizados", por assim dizer. Obrigado, a sério. Sobre 2011 hei-de escrever lá mais para a frente, mas 2010 ainda não acabou e sim, estou a contar enfrentar o "monstro".
Abraços,companheiros.

Anónimo disse...

Foi uma pena esta prova inacabada mas depressa vai ficar esquecida, novos motivos para festejar virão.
Quando estiver de passagem pela capital é só apitar.
Um abraço meu e aqui do moço.
Paulo Pitarma